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Aprender e ensinar ativamente e intencionalmente em 1.º e 2.º ciclo do ensino básico: uma abordagem (neuro)educativa
Neste artigo pretende-se entender de que forma as estratégias neurodidáticas
influenciam a aprendizagem de cada aluno. Para alcançar este objetivo foram delineadas,
construídas e aplicadas em sala de aula um conjunto de intervenções educativas baseadas em
estratégias características da neuroeducação. Nesta investigação participaram 70 alunos, sendo 27
de 1.º Ciclo do Ensino Básico e 43 de 2.º Ciclo do Ensino Básico. Os resultados demonstram que a
planificação das sessões, baseadas em práticas neuroeducativas, contribuem positivamente para o
rendimento académico dos alunos e potenciam o seu desenvolvimento holístic
Effects of a Portuguese social–emotional learning program on the competencies of elementary school students
O registo pedagógico como instrumento de avaliação da linguagem escrita
Este documento reflete sobre a importância dos registos pedagógicos na promoção da literacia emergente na educação Pré-escolar e da competência ortográfica em alunos do 1º CEB. O estudo teve como objetivo compreender de que forma os registos das crianças e dos alunos pode ser relevante para a avaliação, a melhoria das aprendizagens e a criação de estratégias com intencionalidade pedagógica. No contexto do pré-escolar, foram selecionados instrumentos de recolha de dados que permitiram avaliar o nível de literacia emergente das crianças, incluindo uma prova de reconhecimento do nome das letras e uma entrevista individual para analisar as conceptualizações sobre a linguagem escrita e uma outra para averiguar que funcionalidades as crianças atribuem à leitura e à escrita. Além disso, foi aplicado um instrumento de registo para avaliar a consciência fonológica, abrangendo as capacidades de identificação, segmentação e contagem de sílabas. No 1.º CEB, os dados analisados foram recuperados a partir da recolha de registos das produções escritas dos alunos. A análise desses registos foi realizada por meio de grelhas de análise individual, seguindo uma tipologia de erros previamente apresentada. Os resultados obtidos através dos registos permitiram uma avaliação minuciosa das aprendizagens, fornecendo informações valiosas sobre o desenvolvimento da literacia emergente e da competência ortográfica. Essas descobertas podem contribuir para aprimorar as práticas pedagógicas, direcionando intervenções mais efetivas e direcionadas aos desafios enfrentados pelas crianças. Em suma, este estudo destaca a importância dos registos pedagógicos como ferramentas essenciais para a avaliação e o aperfeiçoamento das aprendizagens em torno da linguagem escrita, bem como para a criação de estratégias que promovam o desenvolvimento da literacia emergente e da competência ortográfica nas fases iniciais da educação. Os resultados alcançados têm significado para a prática educativa, reforçando a necessidade de uma abordagem sistemática e reflexiva no ensino da linguagem escrita.
Palavras-chave
Registos pedagógicos. Literacia emergente na Educação Pré-escolar. Conceções precoces sobre Linguagem escrita. Erros ortográficos no 1º Ciclo do Ensino Básico
A cidade e a arte pública como recursos educativos
O presente relatório de investigação tem como tema “A Cidade e a Arte Pública
como recursos educativos” e apresenta como principais objetivos compreender como a
Arte Pública oferecida pela cidade pode ser potenciadora da educação, de que modo esta
poderá ser um recurso educativo e qual a visão de professores relativamente à Educação
Artística, a Arte Pública e a relação desta última com a escola.
Ao longo desta investigação é possível encontrar temas que respeitam a área da
educação, a área das artes visuais, a arte pública e a sua função educativa e a cidade
educadora. O esclarecimento destes conceitos essenciais permite a compreensão de todo
o processo de investigação e da análise e interpretação dos resultados obtidos.
O estudo contempla uma abordagem qualitativa com recurso a um inquérito por
questionário destinado a professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Deste modo, os dados
recolhidos são referentes aos 50 docentes inquiridos.
Os resultados obtidos concluem que os docentes atribuem muita importância à
Educação Artística no desenvolvimento da criança e no seu processo educativo, que a
grande maioria dos alunos demonstra recetividade à arte, que os todos os professores
consideram que a Arte Pública tem valor na cidade e vários no 1.º Ciclo do Ensino Básico,
contudo, há ainda um número significativo que lhe atribui pouca ou nenhuma relevância.
Por fim, este estudo permitiu concluir que é exequível estabelecer uma relação
entre a Escola e a Arte Pública
Academia de Líderes Ubuntu Júnior no 1.º Ciclo do Ensino Básico: Efeitos em Educadores e Alunos
O artigo que se apresenta resulta de um estudo desenvolvido em torno da Academia de Líderes Ubuntu Júnior. Assumiu como objetivo analisar os efeitos da Academia de Líderes Ubuntu Júnior em 29 escolas Ubuntu do 1.º Ciclo do Ensino Básico, de Portugal Continental, no ano letivo 2021/2022, contribuindo para a avaliação do método Ubuntu, no seu primeiro ano de implementação. De forma mais específica, procura-se descrever os efeitos da Academia de Líderes Ubuntu Júnior em alunos e educadores (professores, assistentes operacionais, técnicos especializados), com base numa análise detalhada das perceções dos diversos atores da referida academia, no final da Semana Ubuntu. Em termos metodológicos, recorreu-se à utilização de vários instrumentos e momentos de recolha de dados, tanto junto de educadores como de crianças: foram recolhidos testemunhos de educadores; efetuadas entrevistas a crianças; analisados painéis de bordo (crianças); e realizada uma avaliação de impacto (educadores). Consoante a sua natureza, os dados foram objeto de análise estatística (dados quantitativos) ou de análise de conteúdo (dados qualitativos). Do cruzamento dos dados resultantes dos diferentes instrumentos de recolha de dados, emergem resultados que apontam para uma apreciação global muito positiva do programa e das suas potencialidades, bem como para o facto de serem evidentes os efeitos (também eles positivos) da Academia de Líderes Ubuntu Júnior, quer junto de crianças, quer de educadores. Destaca-se, junto dos alunos, a pro moção de competências no âmbito dos cinco pilares estruturantes das Academias de Líderes Ubuntu Júnior, em particular ao nível da empatia, do conhecimento da filosofia Ubuntu, seguidos da liderança, do serviço e da resiliência. Junto dos educadores evidenciaram--se efeitos a nível pessoal e profissional. Os resultados parecem, por conseguinte, permitir concluir o valor e o mérito do programa Academias de Líderes Ubuntu Júnior.
Palavras-Chave: Academia de Líderes Ubuntu Júnior; competências socioemocionais; 1.º Ciclo do Ensino Básico; programa de intervenção; efeitos
Os desafios da inclusão no ensino regular na perspetiva dos educadores de infância
O presente trabalho de projeto integra-se no âmbito da Pós-Graduação
em Educação Especial: Inclusão, Desenvolvimento e Aprendizagens, na Escola
Superior de Educação de Paula Frassinetti. A principal intencionalidade residiu
em entender os desafios da inclusão no ensino regular na perspetiva dos
educadores de infância.
Neste sentido, procurou-se dar resposta à seguinte pergunta de partida
“Quais os desafios que os educadores de infância experienciam na inclusão de
crianças com necessidades específicas no ensino regular?”.
Os principais objetivos deste trabalho incidiram, assim, em perceber o
impacto das vivências dos educadores de infância acerca da integração de
crianças com necessidades específicas no ensino regular; entender a perspetiva
dos educadores de infância acerca do acompanhamento dos professores de
educação especial; conhecer os desafios que os educadores de infância
experienciam na interação e integração destas crianças no ensino regular.
Para tal, refletiu-se teoricamente sobre a importância da inclusão em salas
regulares e os respetivos desafios e dificuldades sentidas pelas educadores de
infância em contexto jardim de infância. Será que a parceria educador de infância
e docente de educação especial diminui os desafios que os educadores de
infância sentem diariamente? Para dar resposta a esta dúvida e outras mais,
foram conduzidas entrevistas a três educadoras de infância. O estudo revelou
que as educadoras sentem necessidade de uma presença assídua, por parte
dos docentes de educação especial, nas salas. Também sentem uma carência
no pouco apoio monetário do jardim de infância e o desejo em aderir a formações
no âmbito da educação especial, com o objetivo de estabelecer interações e
aplicar práticas pedagógicas adequadas à problemática
A Inclusão de crianças com perturbação do espectro do autismo no jardim-de-infância
O Mundo, em particular a Europa, tem assumido a dianteira das políticas
sociais e humanas que colocam a inclusão no topo das suas prioridades. A
promoção da dignidade humana baseada na inclusão e no respeito por todos é
assumida, claramente, no Pilar Europeu dos Direitos Sociais (2017) que
defende, promove e demonstra a importância das dimensões social, educativa e
cultural das políticas europeias na construção de um futuro Europeu comum,
inclusivo, agregador e que promova a igualdade de oportunidades, a coesão
social e a cidadania ativa. De acordo com os dados da AIA (Associação de Apoio
e Inclusão ao Autista) estima-se que existam mais de 63.000 pessoas com
Perturbação do Espectro do Autismo em Portugal, tendo havido uma tendência
crescente nos últimos 30 anos. Segundo Oliveira (2005), uma em cada mil
crianças é diagnosticada com Perturbação do Espectro do Autismo.
Os Educadores de Infância (EI) em si precisam de compreender bem a
PEA, desmistificando-a e construindo estratégias de intervenção positivas e
inclusivas para todas as crianças. Se, por um lado, se torna fundamental munir
os Jardins de Infância com os meios humanos necessários à garantia desse
apoio às crianças com PEA, por outro, é fundamental que se promova um olhar
mais profundo sobre a preparação e formação desses profissionais para que
conseguia desenvolver uma verdadeira Educação Inclusiva para todos e, no
fundo, contribuam decisivamente para a construção de uma Escola Inclusiva e
de uma Sociedade Comum.
Incluir crianças com PEA no ensino regular dos Jardins-de-Infância (JI)
não é uma simples questão de importância unilateral, desde logo porque,
enquanto se desenvolve, capacita e integra a criança com PEA, se vai
preparando e ensinando todas as outras a perceber e compreender a
importância desta Escola Inclusiva
Compreender as relações e as emoções no contexto educativo
O ato de educar envolve o desenvolvimento e a promoção de competências pessoais e a integração social
e profissional das novas gerações num contexto social em constante evolução (Soares, 2013). Assim,
aprender a (con)viver constitui um dos objetivos fundamentais do sistema educativo. O desafio das escolas
é desenvolver um modelo e uma cultura de coexistência, que seja assumida pela comunidade educativa e
assente em valores democráticos, implicando a participação das famílias, do pessoal docente e dos alunos
na sua elaboração e desenvolvimento. Este envolvimento é fundamental, não obstante os
condicionalismos ou as exigências que se possam colocar, mas a escola pode e deve intervir nos processos
de reprodução da violência e esta reprodução surge, precisamente nos diferentes sistemas em que os/as
alunos/as se inserem (Bronfenbrenner, 1996). Acreditando, então, que a escola tem como imperativos e
objetivos, tanto a formação académica dos e das alunas, como a formação pessoal, relacional e social, o
contexto escola revela-se o contexto ideal para promover esta alteração no paradigma da abordagem à
regulação dos comportamentos e das emoções, tanto em docentes como em alunos/as
As potencialidades da Metodologia por Trabalho de Projeto no desenvolvimento de aprendizagens cooperativas entre as crianças : perspetivas dos profissionais de educação
O presente relatório tem como principal base o interesse da autora sobre
a Metodologia de Trabalho de Projeto, despoletado através do contato com a
mesma na intervenção educativa decorrente da prática de ensino supervisionada
em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º ciclo do Ensino Básico.
O ensino tradicional tem vindo a dar lugar às metodologias ativas, onde o
aluno é considerado um sujeito ativo, no que diz respeito à construção das suas
aprendizagens.
A Metodologia de Trabalho de Projeto (MTP) é uma das muitas
metodologias ativas existentes. Considera-se que a implementação desta
metodologia permite desenvolver competências de extrema importância para o
futuro das nossas crianças.
O presente trabalho tem como um dos seus principais objetivos refletir
sobre as competências que esta metodologia desenvolve nas crianças que
vivenciam esta metodologia.
Desta forma, serão apresentadas reflexões relativamente aos dados
recolhidos junto dos profissionais de educação de Educação Pré-Escolar e
Ensino do 1º Ciclo do Ensino BásicoThe basis of this report is the author's interest in Project Work
Methodology, triggered through contact with it in the educational intervention
arising from the supervised teaching practice in Pre-school Education and
Primary School Teaching.
Traditional teaching has been giving way to active methodologies, where
the student is considered an active subject regarding the construction of their
learning.
The Project Work Methodology (PPM) is one of many existing active
methodologies. It is considered that the implementation of this methodology
allows the development of skills of extreme importance for our children’s future.
The present work has as one of its main objectives to reflect on the skills
that this methodology develops in children when they experience this
methodology.
This way, reflections will be presented on the data collected from
Preschool and Primary School Education professionals
Explorando o brincar na educação pré-escolar e no 1º ciclo do ensino básico: Reflexões pedagógicas
O presente estudo é fruto da pesquisa desenvolvida no decorrer dos estágios em Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, integrados no Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, alcançado na Escola Superior de Educação Paula Frassinetti. A principal intenção, com esta investigação, é compreender o processo da brincadeira como potenciadora de aprendizagens relevantes para a criança. Com o intuito de alcançar uma resposta foram propostos os seguintes objetivos: analisar as perspetivas sobre o brincar por parte das crianças e dos adultos; entender se é dado tempo necessário à criança para brincar; compreender as potencialidades que o espaço da intuição/escola oferece para brincar; compreender se o adulto permite a autonomia e a tomada de decisão da criança na escolha do espaço e dos materiais para brincar, compreender as potencialidades da criança transformar materiais estruturados e não estruturados em brinquedos. Neste sentido, foi elaborado um enquadramento teórico sobre a temática pretendida, onde são exploradas algumas vertentes
que vão de encontro aos objetivos acima propostos. Toda a análise dos dados foi desenvolvida tendo em conta as entrevistas as educadoras e professoras, os registos de observação de ambas as valências, os registos fotográficos relativos ao jardim de infância e as entrevistas às crianças do 1.⁰ CEB. Palavras-chave: Aprendizagem; Brincadeira; Espaço; Tempo; Educação Pré-Escolar; 1.º Ciclo do Ensino Básic