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Formação de professores para a educação bilingue de surdos
p. 159-169Ao longo do texto ir-se-á discutir os recentes avanços e recuos da
educação de Surdos em Portugal, com enfoque numa perspectiva de bilinguismo
e intermulticulturalismo crítico que advém de um paradigma sócio -
-antropológico da surdez.
Irá defender-se, em particular, a formação pedagógica de professores Surdos
como um passo imprescindível e inadiável na concretização de uma adequada
educação bilingue de Surdos.The purpose of this paper is to discuss the recent advances and setbacks
of Deaf Education in Portugal. It enhances the perspective of bilinguism
and critical multiculturalism that comes from the social-anthropological
paradigm of Deafness.
It will defend the pedagogical education of the Deaf Teachers as a vital step to
the implementation of an accurate bilingual Deaf Education
The other of myself: representations of portuguese teachers about intercultural education related concepts
Having into consideration that we live in a multicultural society, it is important
to analyse how far people view and accept each other. Therefore, one should
reflect upon concepts such as: representations and stereotypes, because they are
interpersonal constructs which are (re)built during the interaction of different
sociocultural groups.
In this study, we focus our attention on the representations a sociocultural
group – Portuguese teachers - has of intercultural education and the role of
teachers and educators in the promotion of an intercultural approach at school.
We believe that teachers have the responsibility to: find out the representations
students have of the Other; reconfigure stereotyped representations; and create
representations which favor dialogue and relationship with the Other flourish.
Following a sociolinguistic approach (Müller, 1998; Vasseur, 2001; Vasseur
& Hudelot, 1998), which is related to the construction and diffusion of
representations in discourse, we analyse the discourse of teachers during a
workshop called ‘The Other and Myself’, in which they build and discuss about a
didactic mask that portrays their own vision of both themselves and their ideas
of intercultural education
Educação e expressão musical em crianças com lesão cerebral: paralisia cerebral
O trabalho que se segue pretende focar quais os benefícios que
uma criança com Paralisia Cerebral pode alcançar ao frequentar as aulas de
Educação e Expressão Musical. Neste sentido, a temática-alvo em análise é a paralisia cerebral, debruçando-se no contributo da área de Educação e Expressão
Musical no desenvolvimento cognitivo de uma criança esta patologia
Surdez e DDAH: O Contributo da Expressão Dramática no Desenvolvimento das Competências Comunicacionais
O título do presente trabalho, “Surdez e DDAH: o contributo da Expressão Dramática no desenvolvimento comunicacional”, indicia o seu objectivo primordial: compreender de que forma a expressão dramática contribui para o desenvolvimento das apetências comunicacionais de uma criança surda com Défice de Atenção e Hiperactividade. Apetências estas que poderão facilitar por sua vez a inclusão destas crianças na escola, nomeadamente com os seus pares. Assim, após a introdução, apresentamos alguns conceitos teóricos indispensáveis para a compreensão da temática, interligando, no momento seguinte, os temas abordados (Surdez, DDAH, Expressão Dramática).
Este projecto desenvolve-se no sentido de possibilitar a um grupo de crianças o relacionamento com a Expressão Dramática, procurando assim contribuir, como referido anteriormente, para aumentar e melhorar a comunicação que estas estabelecem com os outros. O conhecimento de si e do outro, a compreensão do mundo que as rodeia, a concentração e a improvisação são assim aspectos que procuramos desenvolver nas sessões propostas, de forma a contribuir para o desenvolvimento das crianças surdas com DDAH.
A parte empírica do trabalho apresenta, neste sentido, a definição do objecto de estudo, as hipóteses e as variáveis correspondentes, a caracterização da amostra e os procedimentos metodológicos. Desenvolvemos neste último ponto as propostas de actividades para cinco sessões de Expressão Dramática, de forma a testar a veracidade das nossas hipóteses, respondendo à pergunta de partida apresentada
Mediador/Motivador pedagógico: um elo para uma escola reflexiva
Em tempos de mudança, a Escola e os seus actores movem-se no sentido de encontrar um
novo rumo. A ideia de uma Escola passiva, parada no tempo, estagnada, legitima a
emergência de uma nova postura dos profissionais que desenvolvem a sua acção
educativa. Exige-se, hoje, que os professores efectuem o seu percurso profissional
mediante a adopção de uma atitude marcadamente reflexiva, que proporcione uma
emancipação dos sujeitos, com vista ao desenvolvimento do constructo Escola. É neste
seguimento que sugerimos o aparecimento uma nova figura: o Mediador/Motivador
Pedagógico. Este pode constituir-se como um elemento preponderante no
desenvolvimento e aprendizagem dos professores, implementando uma actividade de
regulação reflexiva e colaborativa do processo de desenvolvimento pessoal e profissional
dos primeiros. Esta nova figura no panorama educativo aproximar-se-á da figura do
supervisor e orientará a sua acção para a promoção da autonomia do professor, que se
reconceptualiza, abarcando competências didácticas e supervisivas, mas também
investigativas
Supervisão pedagógica de português língua não materna em contexto de formação inicial de professores do 1º e 2º ciclos do ensino básico
17 f.O aumento significativo nas nossas escolas básicas e secundárias de crianças e jovens
provenientes do estrangeiro tem vindo a solicitar, nos últimos anos, medidas urgentes
relativas ao ensino do português língua não materna (PLNM) para fazer face a necessidades
crescentes de uma comunidade escolar linguisticamente heterogénea que desconhece a
língua portuguesa e que, por isso, não acede a saberes escolares, não se integra e não
acompanha o currículo.
Atento a esta situação, o sistema educativo, de um modo geral, e o Ministério da Educação,
em particular, tem procurado dar respostas no sentido de proporcionar condições
equitativas de acesso ao currículo e ao sucesso educativo.
Sob o ponto de vista documental, veja-se, por exemplo, o “Documento Orientador – Português
Língua Não Materna no Currículo Nacional”, de Julho de 2005, que estabelece princípios e
linhas orientadoras para a integração dos alunos dos ensinos básico e secundário; bem
como o “ Despacho Normativo n.º 7/2006, de 6 de Fevereiro”, que regulamenta o ensino
do português língua não materna no ensino básico; ou ainda o “Despacho Normativo n.º
30/2007, de 10 de Agosto”, que define princípios de orientação e normas orientadoras para
o ensino secundário, estabelecendo que os alunos que forem inseridos no nível de iniciação
(A1, A2) ou no nível intermédio (B1) frequentam aulas de Português língua não materna,
equivalente à disciplina de Português, com três unidades lectivas semanais, dispondo de
orientações programáticas específicas.
Ensinar PLNM a alunos estrangeiros dos ensinos básico ou secundário é significativamente
diferente de ensinar língua materna (LM) a alunos que a têm como instrumento de
comunicação dentro e fora da escola ou da comunidade em que se insere.
Assim, a preparação dos docentes, sobretudo em formação inicial, pelo menos a que resulta
dos novos cursos de Ensino (Básico e Secundário) pós Bolonha, deve já contemplar, na
nossa opinião, uma supervisão pedagógica desta abordagem diferenciada (sobretudo a nível
de metodologias e de avaliação).
Considerando estas duas vertentes, (a especificidade do ensino do PLNM e a necessidade
de supervisionar o trabalho pedagógico nesta área), procuraremos reflectir sobre um tema
da actualidade que preocupa os agentes implicados no contexto do ensino básico e
secundário
Brinca brincando, vai-se lendo a sério...
p. 197-201A leitura é um acto complexo, muito dependente
da iniciativa pessoal, que – após o
esforço inerente à aprendizagem inicial –
necessita de uma prática continuada para que
se converta gradualmente em hábito. O problema
é saber como ajudar a criança a ganhar
essa tendência preciosa para dedicar alguns
momentos do seu dia a dia à leitura quando
tudo à sua volta rema num outro sentido e
com um ritmo diferente. Como poderá a
escola básica ajudar a essa aproximação?
No contexto actual de grande disseminação
da imagem e das novas tecnologias, proclamar
as vantagens e os prazeres da leitura não
chega. Se é verdade que ler um bom livro
proporciona momentos inesquecíveis, não é
igualmente menos certo que enaltecer as
maravilhas da obra impressa por oposição
aos outros divertimentos (televisão, telemóvel,
computador, dvd, playstation ou i-pod)
procurando deste modo contrariar a tendência
dominante nos jovens – a esmagadora
maioria dos quais vivendo em ambientes
onde o livro já não prevalece – se tem de
facto mostrado muito pouco eficaz
O papel dos profissionais da educação/reabilitação na promoção da resiliência na família de uma criança com síndrome de Cornélia de Lange
65 f.O estudo que apresentamos pretende perceber e analisar em que medida e como
é valorizada e promovida a Resiliência na família, pelos diversos técnicos que
trabalham com uma criança com Síndrome de Cornélia de Lange. Neste sentido, o
presente trabalho procura responder à pergunta de partida: “Qual o papel dos
profissionais da educação/reabilitação na promoção da resiliência na família de uma
criança com Síndrome de Cornélia de Lange?”
Implementação de um Sistema Organizativo: As Actividades de Enriquecimento Curricular numa Escola Actual
58 f.O presente trabalho insere-se na Pós-graduação de Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, na disciplina de Projecto de Investigação. Neste trabalho propusemo-nos a desenvolver um estudo de investigação sobre o funcionamento das Actividades de Enriquecimento Curricular, a sua articulação com a escola, o desempenho académico e motivação dos alunos. Participaram no estudo 230 alunos de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os seis e os doze anos, a frequentar o 1º Ciclo do Ensino Básico e, os seus Encarregados de Educação. Foi realizado em duas Escolas do 1.º Ciclo do grande Porto, com algumas características diferentes, no que diz respeito, ao nível sociocultural e económico. No entanto, sentimos a necessidade de melhorar o processo de desenvolvimento e aplicação das Actividades de Enriquecimento Curricular trazendo à realidade um modelo possível de implementação das Actividades, com a apresentação de diversos instrumentos e ferramentas, fornecendo dados relevantes sobre a sua implementação
Função docente: natureza e construção do conhecimento profissional
p. 171-184A questão prévia que norteia a análise que neste texto se procurará
desenvolver é a seguinte: O que é um Professor? O que o distingue de outros actores
sociais e de outros agentes profissionais? Qual é a especificidade da sua acção, o que
constitui a sua «distinção»?( Reis Monteiro, 2000). Será a partir da discussão da
natureza da função específica do professor que se procurará contribuir para a
análise das questões do conhecimento profissional docente, na medida em que
estas duas dimensões se configuram como interdependentes.What is a Teacher? What makes him/her different from other social actors or professionals?
What makes his/her action specific and «distinct» (Reis Monteiro, 2000)? These
are the main questions that trigger this text. By discussing the specific function of
the teacher we will try to contribute to the analysis of issues concerned with teaching
professional knowledge, as these two dimensions are shown as dependent