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A relação entre hiperactividade, motivação e sucesso escolar
O presente trabalho situa-se na área de educação especial, incidindo fundamentalmente no Distúrbio de Hiperactividade e Défice de Atenção (DHDA) e mais especificamente, no contributo que a motivação pode ter no sucesso da leitura e da escrita em crianças com DHDA. Com este trabalho pretende-se investigar a relação que, por vezes, existe entre o fraco desempenho que as crianças com DHDA apresentam na leitura e na escrita e como a aplicação de estratégias motivadoras poderão ajudar a ultrapassar essa limitação. Para isso, tentamos perceber e comparar também, qual o comportamento manifestado neste domínio pelos seus pares. O que conseguimos observar foi que, no grupo de pares do jovem em questão, existia o mesmo tipo de desmotivação que havíamos verificado neste. Como tal consideramos que, neste caso, poderá ser benéfico para a turma em geral ter uma criança com NEE, mais propriamente com DHDA, na sala de aula, visto todos poderem usufruir das estratégias postas em prática
A Escrita e a Leitura na Trissomia 21 : um estudo de caso
Este trabalho constitui-se como um projecto de investigação centrado em dois conceitos-chave: a Trissomia 21 e aprendizagem da leitura e da escrita. Trata-se de um estudo de caso que visa a criação de algumas actividades, promotoras do desenvolvimento das competências da leitura e da escrita da criança em estudo, numa perspectiva funcional
A web 2.0 ao serviço da língua portuguesa
O termo Web 2.0 surgiu como forma de descrever a segunda geração da
World Wide Web: um espaço de colaboração, interacção, comunicação global e
partilha de informações, construindo aquilo que designamos por inteligência
colectiva. O “trunfo” da Web 2.0 reside na facilidade e rapidez com que permite a
publicação e o armazenamento de conteúdos, tornando-a num ambiente social,
acessível a todos os utilizadores, um espaço onde cada um modifica e controla a
informação de acordo com as suas necessidades e interesses.
Tendo como base este quadro conceptual foi desenvolvido um inquérito por
questionário em que se procurou saber se os professores de Língua Portuguesa
conhecem as ferramentas da Web 2.0 e se as utilizam na sua prática lectiva. Participaram
no estudo professores do 2º e 3º Ciclos do ensino básico e do ensino
secundário de quatro escolas públicas da cidade do Porto. Com base nos resultados
obtidos, conclui-se que a Web 2.0 é, na generalidade, ainda pouco conhecida
da classe docente, sendo muitas das suas ferramentas completamente desconhecidas.The term Web 2.0 has emerged as a way to describe the second generation
of World Wide Web: a collaborative space, interaction, global communication
and information sharing, building what we call collective intelligence. The "asset"
of Web 2.0 is the ease and speed with which enables the storage and publishing,
making it a social environment, accessible to all users, a place where everyone
modify and control information in accordance with its needs and interests.
Based on this conceptual framework a questionnaire survey was developed
and sought to determine whether the Portuguese Language teachers know the
Web 2.0 tools and use them in their teaching practice. Participated in the study
teachers in the 2nd and 3rd cycles and secondary education in four public schools
in the city of Porto. Based on the results, it appears that Web 2.0 is, in general, still
little known of teachers, and many of their tools completely unknown
Criação de um Gabinete Dificuldades Específicas de Aprendizagem na Escola : objectivos, metodologia, resultados e conclusões
p. 299-303Avaliar, Diagnosticar e Intervir
deverão ser acções escolares naturais.
Todo o docente, principalmente o de Língua
Portuguesa/Português, está atento às dificuldades
que os seus alunos manifestam frequentemente
na sala de aula: leitura inexpressiva,
sincopada; escrita com erros de
ortografia, devido a trocas e confusões de
grafemas, caligrafia desconcertada…
Perante um aluno com estes sinais há que
alertar a psicóloga e/ou a professora de Educação
Especial para que testes sejam aplicados
para despiste de possíveis Dificuldades
Específicas de Aprendizagem, a saber: dislexia,
disgrafia, disortografia e discalculia.
Após a sinalização, a confirmação acontece,
chega o momento de intervir.
Desta forma, percebe-se que a avaliação, a
diagnose, a intervenção são etapas de um
processo algo complexo que exige a colaboração
estreita entre vários intervenientes de
áreas multidisciplinares interessados na
minimização das dificuldades dos alunos.
De facto, é esta a actuação do Gabinete
DEA-LE (Dificuldades Específicas de
Aprendizagem-Leitura e Escrita) do Externato
Cooperativo da Benedita: os professores
de Língua Portuguesa/Português, ou
outros, dão o primeiro sinal, alertam o Gabinete
e a Psicóloga. Procede-se à avaliação cognitiva
global e à avaliação compreensiva/
expressiva, autorizada pelos Encar regados de
Educação. Caso sejam diagnos ticadas DEA,
elaborar-se-á o PEI (Plano Educativo Individual),
o aluno frequentará o Gabinete para
que a intervenção seja «especializada» e as
dificuldades minoradas e todo o Conselho de
Turma contribuirá com a adopção de estratégias
diferenciadas e avaliação diferenciada.
Neste sentido, esta comunicação pretende
evidenciar as etapas necessárias à criação de
um Gabinete, nas escolas, que avalie e intervenha
sobre os alunos com Dificuldades
Específicas de Aprendizagem, vulgo dislexia.
Para a sua implementação apresentou-se o
Projecto ao Conselho Pedagógico. O gabinete
existe há três anos e os alunos que o frequentam
têm sucesso escolar.
Empenho, dinamismo, colaboração intermultidisciplinar
foram requisitos imperiosos
para a implementação deste projecto. Hoje,
é uma mais-valia da escola
A Aquisição das Consoantes Oclusivas, no Português Europeu em crianças dos 24 aos 36 meses
69 f.A temática - alvo em análise é a linguagem e a relação existente entre o
desenvolvimento fonológico e a aquisição das consoantes oclusivas em crianças dos 24
aos 36 meses.
Deste modo, a problemática em causa permite-nos formular uma questão, voltada para a
compreensão ou explicação da mesma:
- De que forma, se processa a aquisição das consoantes oclusivas, no Português
Europeu, em crianças dos 24 aos 36 meses.
A linguagem constitui um dos mais potentes instrumentos ao serviço da
comunicação humana.
A aquisição e desenvolvimento da linguagem seguem um caminho paralelo com outras
áreas do desenvolvimento, tais como a cognição, a socialização e a autonomia.
A especificidade deste sistema de comunicação é responsável pela constatação
da universalidade do processo de aquisição da linguagem, qualquer que seja o grupo
social e geográfico de origem das crianças.
Com este trabalho, interessa-nos observar/ analisar se as crianças da amostra
seleccionada produzem ou não as consoantes oclusivas, nas diferentes faixas etárias
(24,30,36 meses).
Importa salientar que o período dos 0 aos 3 anos é crucial para o
desenvolvimento linguístico, pois, aqui se verificam todas as etapas do desenvolvimento
da linguagem que vão permitir à criança munir-se das competências necessárias para, a
partir dos 3 anos e meio ser capaz de dominar a estrutura da língua alvo, capaz de falar
inteligivelmente sem grandes falhas sintácticas ( Lima, 2000).O crescimento linguístico da criança obedece a uma evolução que se enquadre
dentro de princípios genéricos do desenvolvimento e que se materializa em aquisições
geradoras de alterações entre a programação genética e a imersão num meio linguístico.
A emergência da fonologia infantil constitui o primeiro indicador do
desenvolvimento linguístico da criança. A fonologia significa” saber o que se pode
dizer” (que elementos e regras / princípios integram o sistema linguístico) e, em última
instancia, “saber o que é relevante dizer” Lima (2005:315).
Em idades pré – escolares as diferenças inter – individuais são mais evidentes do
que noutros períodos de desenvolvimento e, é muito importante que se identifiquem
cedo, porque uma dificuldade de aprendizagem com 3, 4 ou 5 anos pode ser melhor
superada com uma intervenção precoce compensatória habitualmente mais eficaz do
que aos 8 ou 9 anos quando a criança já tem maturação neurológica menos flexível e
uma estrutura mais complexa de resistências emocionais. A prevenção que se pode fazer
na educação pré-escolar no âmbito dos processos pré e pós – linguísticos, pode ser
muito mais rentável que os custos e as despesas que advêm do insucesso escolar
posterior.
Como tal e sendo este projecto no âmbito da linguagem, o tema que
pretendemos apresentar refere-se ao contributo para uma visão do desenvolvimento
fonológico infantil do Português Europeu, sendo o seu objecto de estudo a aquisição das
consoantes oclusivas em crianças dos 24 aos 36 meses
Como elaborar um plano de formação sobre PCT, numa escola reflexiva
70 f.A ideia de Projecto Curricular parte da crença de que uma
escola de sucesso para todos e o desenvolvimento de
aprendizagens significativas passam pela reconstrução do currículo
nacional, de modo ter em conta as situações e características dos
contextos onde ele se vai realizar. Incorpora, portanto, a dimensão
social da acção educativa e até a de “ cidade educativa” e só é
viável no quadro da autonomia da escola, que concebe as escolas
como lugares de decisão. Por isso, se reconhece que o PCT
enquanto instrumento de gestão pedagógica duma escola, neste
caso duma turma, fomente uma cultura de reflexão e de análise dos
processos de ensinar e de fazer aprender, bem como o trabalho
cooperativo entre professores, e mesmo entre outros
actores/agentes educativos, gerador de intervenções de melhor qualidade e que visem o sucesso escolar em todas as suas
vertentes.
Então, “por projecto curricular entende-se a forma particular
como, em cada contexto, se reconstrói e se apropria um currículo
face a uma situação real, definindo opções e intencionalidades
próprias, e construindo modos específicos de organização e gestão
curricular, adequados à consecução das aprendizagens que
integram o currículo para os alunos concretos daquele contexto”,
Mª. do Céu Roldão, (2000, “Avaliação do impacto da formação: um
estudo dos centros de formação da Lezíria e Médio Tejo –
1993/1998”).
O conceito de projecto, amplamente utilizado na escola actual,
tem sido, não raras vezes, objecto de uma “reconceptualização”,
isto é, tem-se limitado, frequentemente, a “dar um nome a práticas
organizacionais e pedagógicas que se mantiveram inalteráveis.”
(Clarinda, Leite, 2003, “Projectos Curriculares de Escola e de Turma
– conceber, gerir e avaliar”).
Com efeito, um olhar atento à realidade das nossas escolas
permite perceber que a banalização do conceito de projecto, –
consubstanciado, concretamente, nos três grandes projectos
associados à autonomização da escola, o Projecto Curricular de
Agrupamento / Escola, Projecto Educativo de Agrupamento /
Escola, Projecto Curricular de Turma, – os torna, em muitas
instituições, apenas mais um documento a elaborar e/ou reformular
no início ou no fim de um ano lectivo, sem que lhes seja dada
qualquer utilidade ulterior
Calidad de la educación y políticas educativas
p.15-29Quisiera comenzar esta exposición con algunas consideraciones preliminares que me parecen importantes para compreender el tema de la calidad educativa. La primera consideración se refiere al estado de insatisfacción con la oferta educativa disponible que se advierte en casi todo el mundo. Para decirlo en pocas palabras, parece como se nadie estuviera conforme con su sistema educativo y todos buscaran cambiarlo más o menos profundamente. Esta insatisfacción tiene relación directa con los cambios profundos que se han producido en todas las dimensiones de la sociedad. Los desafios educativos actuales son distintos a los del passado y tanto el papel como el lugar de la educación se han modificado. Es necesario tener este punto de partida para compreender la naturaleza de los fenómenos que estamos viviendo, tanto los de insatisfacción como los que pueden estar indicando nuevas tendencias y alternativas válidas para enfrentar exitosamente esos nuevos desafíos. La segunda consideración se refiere al impacto de este cambio de contexto en el saber
pedagógico. Hace poco tiempo se publicó en Francia un libro que reproduce el diálogo
que mantuvieron George Steiner y una profesora de filosofía de un colegio secundario
francés1. En un momento del diálogo, la profesora menciona sus dificultades para
manejar técnicas pedagógicas que permitan obtener buenos resultados con jóvenes de
barrios pobres de París a pesar de que jamás había podido tener acceso a tantos libros
de pedagogía, cursos de formación y materiales didácticos como en los últimos años.
Frente a esta declaración de impotencia pedagógica, Steiner recuerda la famosa frase de
Goethe «El que sabe hacer, hace. El que no sabe hacer, enseña» y luego Steiner agrega,
como contribución propia a esta visión denigratoria de la tarea educativa: «El que no
sabe enseñar escribe manuales de pedagogía». ¿Qué ha pasado para que un intelectual
de la talla de George Steiner tenga tal opinión de la pedagogía y de los pedagogos?
La imagen en pugna con la palabra
p. 43-57Either in a book with pictures or in an album, the relationship between
word and image has proven to be troublesome: both codes should integrate,
so that the result is a single literary composition, with a variety of meanings,
even if it is aimed at young readers, where one has to deal with their lack
of skills when facing any support resource system. In fact, the relationship between
both languages, the iconic and the linguistic, is a concurrent or interdependent
one. In several situations the image tends to prevail over words, contributing
to some complexity of the literary composition, its artistic side.
Sometimes, also, image and word contradict themselves, forcing young and
adult readers to reconstruct the meaning of the literary composition.Tanto en el libro ilustrado como en el álbum, la relación entre palabra
e imagen es una relación problemática: ambos códigos han de complementarse
para que el resultado final sea una sola obra literaria, con pluralidad
de sentidos, aunque destinada a un público infantil, por lo que ha de preverse
su falta de competencia mediante un sistema de recursos de apoyo. Pero no
siempre la interrelación entre ambos lenguajes, el icónico y el lingüístico, es de
complementariedad o interdependencia, sino que en muchas ocasiones la
imagen tiende a prevalecer por encima de la palabra o es la que añade la complicación
característica del texto literario, su artisticidad. Otras veces, imagen
y palabra entran en contradicción, obligando a lectores infantiles y adultos a
recomponer el sentido de la obra
As relações interpessoais da criança sobredotada
51, [25] f.A sensibilidade e o interesse crescentes pela problemática da sobredotação e dos
alunos sobredotados justificam-se pelos avanços e pela maior difusão social dos temas
da psicologia e da educação. Por exemplo, aceita-se mais facilmente a diversidade e a
diferenciação humana, assim como o direito à co-existência e respeito dessa mesma
diferença e individualidade. (Winner, 1996). Ganha sentido, no âmbito de uma política
socioeducativa de igualdade de oportunidades, que a escola – dita agora uma escola
inclusiva – se preocupe com os seus alunos mais capazes e que deles possa esperar a
excelência na sua aprendizagem e rendimento académico.
Por outro lado, a problemática ganha maior visibilidade se atendermos a que,
apesar das altas habilidades e elevados desempenhos em certas áreas cognitivas, vários
destes alunos sobredotados passam despercebidos no sistema educativo ou, ainda,
aparecem identificados apenas quando evidenciam particulares dificuldades de
comportamento e de desenvolvimento.
Muito naturalmente, a sobredotação deve ser enquadrada nas actuais políticas de
integração escolar, mais concretamente no seio das "necessidades educativas especiais",
e como tal pode fazer apelo a diferentes formas de actuação. Toda a educação deve ter
como objectivo fundamental a promoção da excelência e o desenvolvimento máximo do
potencial humano em todas as áreas de realização, atendendo às características e
necessidades de cada aluno em particular. Não podemos, então, considerar a educação
dos sobredotados como uma questão de elitismo ou de segregação, pois tanto seria
injusto tratar de modo diferente aqueles que são iguais, como tratar de modo igual
aqueles que são diferentes (Tourón & Reyero, 2000).
O estudo da sobredotação, especificamente no nosso país, tem sido alvo de um
crescente interesse e esforço por parte da comunidade científica. Ainda assim, assiste-se
em Portugal a uma relativa inércia nas mudanças operadas no terreno da educação dos
sobredotados, ainda que se vislumbre um interesse e esforço políticos em especificar
linhas orientadoras ou directrizes nesta matéria. O caso da precocidade do
desenvolvimento psicológico, e a possibilidade de uma entrada antecipada na escola,
ilustra uma área em que a legislação educacional apresenta, no nosso país, alguma
atenção educativa diferenciada aos alunos sobredotados
As práticas docentes e o trabalho colaborativo
Este trabalho teve como principal objectivo investigar se o modelo de trabalho colaborativo existe, é valorizado e perspectiva a realidade dos professores do 1º ciclo dum Agrupamento Vertical. Pretendemos abordar a problemática da solidão docente, da dificuldade em construir respostas colectivas e coerentes para os problemas, de forma a desenvolver práticas de pedagogia cooperativa e lógicas de colaboração a fim de tornar mais económico e rentável o trabalho em equipa, e que este possa ser um instrumento útil e eficaz no desenvolvimento do trabalho pedagógico, no sentido de desenvolver estratégias centradas na reflexão, que propiciem uma eventual mudança nas práticas dos professores.
Iniciamo-lo com uma revisão bibliográfica visando identificar os pressupostos da problemática a abordar. Tendo em conta os objectivos e as questões deste trabalho, optamos por uma metodologia de investigação de natureza qualitativa. A recolha de informação foi feita através de inquérito por questionário e entrevistas