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Brincar e brinquedos: Potenciar o ambiente e os materiais para colmatar necessidades
O estudo descreve e reflete sobre um conjunto de interações e intervenções desenvolvidas presencialmente e à distância antes e durante o período de recolhimento social no âmbito da pandemia da Covid-19. Partindo de uma série dimensões teóricas, abordamos nesta investigação os desafios na dinamização de atividades com um grupo de crianças entre os dois e os cinco anos. Refletimos teoricamente sobre o brincar, os espaços e ambientes de aprendizagem, os materiais e o papel do adulto. Em termos metodológicos, optamos por numa estrutura mista (quantitativa e qualitativa) com o objetivo de recolher um maior número de dados, cruzando perspetivas diferenciadas: crianças, educadora de infância e pais.
Integrado num estudo mais vasto, este Relatório de investigação apresenta como considerações finais três grandes ideias-chave orientadoras da intervenção em educação de infância nestes novos tempos de grandes desafios
Papel da Escola e da Família nas Rotinas das Crianças
Este estudo pretende forcar-se na influência do contexto familiar e do contexto educativo
nas rotinas das crianças em idades de JI e 1.º CEB. Em particular, pretendemos saber qual
o seu impacto ao nível do desenvolvimento e aprendizagem das crianças.
A pesquisa recorreu a uma metodologia de investigação mista, tendo sido realizados
inquéritos por questionário a uma professora de 1.ª CEB, a uma educadora de infância e
aos Encarregados de Educação dos respetivos contextos educativos. Foram ainda
efetuados registos de observação, notas de campo das rotinas das crianças. O grupo de
crianças que participou neste estudo pertencia ao JI numa sala mista com vinte e quatro
elementos, com idades entre os dois e seis anos e uma turma de 3.º ano em 1.º CEB, com
idades compreendidas entre os oito e dez anos.
Os dados obtidos pelas respostas aos inquéritos por questionário revelam que as rotinas
familiares têm um impacto significativo no comportamento das crianças no ambiente
educativo. No JI as rotinas referentes à higiene, alimentação, bem como o descanso são
fundamentais para o bem-estar das crianças, potenciando confiança e segurança. No 1.º
CEB, as rotinas com ambientes estruturados e previsíveis, aumentando a segurança,
confiança e responsabilidade das crianças, melhoram a concentração e o desempenho
escolar, bem como fortalecem a organização e gestão do tempo, a autonomia e a
consolidação de conhecimentos. As perspetivas dos EE reforçam que as rotinas
promovem o desenvolvimento da segurança, estabilidade emocional, autorregulação,
autogestão, responsabilidade e autonomia da criança.
A interação entre as rotinas familiares e as que acontecem nos contextos educativos, são
cruciais para o desenvolvimento holístico das crianças. A consistência e previsibilidade
das rotinas permitem às crianças adquirir competências de autogestão, responsabilidade
e cooperação, que são vitais tanto no contexto educativo como no familiar. Este estudo
releva a importância de uma parceria estreita entre família e escola. Palavras-chave: Rotinas, Família, Escola, Desenvolviment
DEStradicionalizar, equilibrar, ativar, valorizar, transformar: relato(s) da prática de ensino supervisionada
O tema do presente relatório centra-se na inovação, mais propriamente na destradicionalização dos processos de ensino, visto que na contemporaneidade é sobrevalorizada esta temática, mas nem sempre se reflete sobre os impactos inerentes.
Neste âmbito, assume-se naturalmente uma postura crítica, investigativa e reflexiva sobre a premência deste assunto, quebrando possíveis estigmas, convidando os leitores a abrir os horizontes, a ver de outras perspetivas.
Deste modo, para uma análise e descoberta face à pertinência da implementação da inovação equilibrada com métodos tradicionais, realizou-se uma investigação de natureza quantitativa e qualitativa. Os dados foram recolhidos a partir de um inquérito (direcionado aos docentes que se encontram no ativo no 1.º Ciclo do Ensino Básico) e a análise documental incidiu-se nos documentos estruturantes dos contextos educativos que foram presenciados pela autora deste documento ao longo do curso de mestrado.
Neste contexto, apresentar-se-á relatos das práticas de educaç
O jogo e a aprendizagem da matemática na educação infantil
É na Educação Pré-escolar que, ao brincarem e jogarem, as crianças começam a construir uma relação próxima com a Matemática, sendo que a qualidade dessa relação pode influenciar positivamente ou condicionar negativamente o seu desenvolvimento e as suas aprendizagens posteriores nesse campo disciplinar. Neste texto, pretendemos partilhar algumas situações pedagógicas que foram desenvolvidas em contexto pré-escolar com um grupo de crianças com 4 e 5 anos, em que o jogo foi o veículo promotor de aprendizagens matemáticas.
Palabras chave: Aprendizagem da Matemática, Estratégias Pedagógicas, Jogo, Educação Infantil
A utilização de recursos didáticos tecnológicos facilita a concentração/atenção, em tarefa, nos alunos com Perturbação do Espectro do Autismo
Este estudo investiga a influência dos recursos didáticos tecnológicos na atenção e concentração de crianças diagnosticadas com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). A pesquisa foi realizada através de entrevistas semiestruturadas com duas participantes: uma mãe de dois filhos com PEA e uma professora especializada em Educação Especial.
A metodologia adotada permite uma análise qualitativa das perceções e experiências das participantes, explorando como a tecnologia pode impactar o desenvolvimento e comportamento das crianças tanto em contextos familiares quanto escolares.
A análise dos dados revelou que a tecnologia tem um impacto positivo na motivação, atenção e interesse das crianças com PEA.
Ambas as participantes concordam que a utilização de tecnologias deve ser adaptada às preferências individuais das crianças, sendo necessária supervisão constante para evitar riscos como a dependência de dispositivos.
O estudo sugere que a integração cuidadosa e planeada de recursos tecnológicos pode proporcionar um ambiente de aprendizagem mais inclusivo e motivador, contribuindo para o desenvolvimento e o sucesso educacional das crianças com PEA
Projetos de investigação/intervenção: Mestrado em Intervenção Educativa e Social na Infância
A educação enfrenta desafios contemporâneos voltados à construção de conhecimentos que contribuem para a formação de cidadãos críticos. Assim, preparar os educadores/professores para as reformas que existem no âmbito educativo, deve constituir uma prioridade
Estudo exploratório sobre processos de transição educativa
A transição entre níveis educativos constitui um momento com características que recomendam uma ação articulada particularmente importante, dadas as consequências ao nível do desenvolvimento socioemocional e cognitivo de qualquer criança, pelo que o modo como é preparada e acontece pode ter um impacto significativo no seu percurso pessoal e académico.
Neste relatório de estágio apresenta-se um estudo exploratório que pretendeu investigar se e como são implementados processos de transição, nomeadamente do contexto pré-escolar para a escolaridade obrigatória: para esse efeito, foram conduzidas entrevistas com duas educadoras de infância e duas professoras do 1.º Ciclo do Ensino Básico, e também com uma psicóloga com prática profissional nestes processos.
As experiências relatadas e o conhecimento a que se acedeu permitiu identificar desafios que se colocam nessa etapa – às crianças, docentes e pais – bem como exemplos de estratégias e práticas genéricas adotadas em contexto educativo nessas fases, especificando-se com mais pormenor ações mais diretamente relacionadas com as aprendizagens matemáticas.
Ressalta-se a diferença de abordagens relatada, enfatizando-se a necessidade de o professor/educador atuar como um mediador e facilitador ímpar nesses momentos de transição, para que seja bem-sucedida. Palavras-chave: Transição educativa; Educação Pré-Escolar; 1.º Ciclo do Ensino Básico, Matemátic
Educação inclusiva: Compreensão, estratégias e práticas na educação de infância e no 1º ciclo do ensino básico
Este relatório de investigação foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em
Educação Pré-Escolar e Ensino do Primeiro Ciclo do Ensino Básico e procura abordar a
temática da Educação Inclusiva e as diferentes opiniões dos educadores de infância,
professores de primeiro ciclo e professores do ensino especial quanto às práticas nas
diferentes instituições de ensino em Portugal. Com base na pergunta de partida sobre
Quais as representações que os docentes têm sobre a efetivação de uma educação
inclusiva nas suas instituições, foram elencados objetivos para tornar mais ágil o processo
de investigação. Assim, pretende-se compreender o significado de educação inclusiva e
como esta acontece nas instituições, identificar as diferentes estratégias utilizadas tanto
pelos Educadores de Infância como pelos Professores de 1º Ciclo do Ensino Básico e;
dinamizar atividades que promovam a apropriação de comportamentos inclusivos nas
crianças tanto da Educação Pré-Escolar como no Ensino do Primeiro Ciclo do Ensino
Básico. No âmbito de uma investigação de caráter misto (qualitativa-quantitativa), para
além dos instrumentos de recolha de dados inerentes às práticas de ensino
supervisionadas, também se recorreu ao inquérito por entrevista realizado a três docentes
nas áreas descritas anteriormente e ao inquérito por questionário que foram respondidos
por quarenta e um docentes das diferentes áreas. Dos resultados apurados conseguimos
perceber que os docentes precisam de mais formação na área da educação inclusiva e que
é necessário obter mais recursos para auxiliar as práticas inclusiva
Palavras-chave: Educação Pré-Escolar, 1ºCiclo do Ensino Básico, Educação
Inclusiva, Práticas Inclusivas, Perfil do professor inclusivo
Urjalândia a Circular: Atividades – Parte I
A sustentabilidade ambiental é hoje uma questão central na agenda mundial. Os Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável da ONU (https://ods.pt) apontam para a prevenção das ameaças à biodiversidade e a gestão sustentá vel dos recursos naturais (Objetivo 15) e para a educação como determinante na formação das crianças, devendo
garantir-se uma educação de qualidade que conduza a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes (Objetivo
4), de forma a desenvolver conhecimento e competências que lhes permitam ser cidadãos ativos em sociedades
justas e solidárias.
Urjalândia a Circular, Atividades – Parte 1 propõe 12 atividades que permitem trabalhar o conceito de Economia
Circular com crianças dos 3 aos 12 anos. As atividades foram delineadas para serem realizadas no Espaço Ur jalândia a Circular no âmbito das visitas de estudo, mas também em salas de Educação Pré-Escolar, 1º e 2º Ciclo
do Ensino Básico e em contexto não formal como espaços de atividades de tempos livres e ambiente familiar. Para
isso, todos os materiais recomendados são do uso comum e os procedimentos de fácil apreensão
Ações estratégicas de educação e ensino: da investigação à intervenção (form)ativa
A consecutiva evolução do mundo e da sociedade, apresentam novas exigências às instituições de ensino. A neuroeducação é uma das áreas que pode contribuir para responder aos desafios, uma vez que interliga os mecanismos cerebrais ao processo de ensino e de aprendizagem, otimizando-os. Para dar resposta às transformações, ao nível global e social, é também crucial desenvolver nos alunos, competências transversais (sociais, relacionais, emocionais e digitais), que facilitarão o alcance do sucesso pessoal e profissional e permitirão enfrentar adversidades com maior eficácia.
Nesse sentido, o presente relatório tem como temática a neuroeducação e a sua principal finalidade é compreender de que forma é possível desenvolver competências transversais, conciliando estratégias neurodidáticas, com crianças da Educação Pré-escolar (EPE) e alunos do 1ºCiclo do Ensino Básico (1ºCEB). Neste âmbito, foi dinamizado com um grupo misto de 4/5 anos da EPE e a uma turma de 1º ano do 1ºCEB, um conjunto de situações de aprendizagem significativas/efetivas que evidenciaram o desenvolvimento dessas competências e recorreram às estratégias mencionadas.
Todo o processo foi investigativo/formativo, assim como a intervenção educativa, teve por base as estratégias alinhadas com a neuroeducação e os princípios educativos. O relatório centrou-se num processo com semelhanças à investigação-ação, de natureza qualitativa, e a recolha de dados realizou-se por meio de diferentes técnicas.
Com a análise dos dados recolhidos e das perspetivas dos diferentes intervenientes – crianças/alunos, educadora/professora cooperante, estagiária – concluísse que os resultados obtidos evidenciam a eficácia das situações de aprendizagem que conciliam estratégias neurodidáticas e a importância do desenvolvimento de competências transversais para o crescimento e sucesso, em diferentes esferas da vida, das crianças em EPE e alunos do 1ºCEB.
Palavras-chave: neuroeducação; estratégias neurodidáticas; competências transversais; princípios educativos; intervenção educativa