Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti

Repositório Institucional da ESEPF
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    Mapeamento participativo de territórios de intervenção para a mediação intercultural

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    No âmbito de um Projeto de Mediação Intercultural num concelho do Norte do País, foi realizado um processo de diagnóstico participativo, que permitisse aceder a diferentes perceções das realidades locais, a partir dos seus protagonistas. Desta forma, o conhecimento do território local teve em conta as representações dos atores que aí se movimentavam e que percecionavam de forma pessoal um espaço que não é só geofísico, mas também um espaço de significações e experiências. Para o estudo, constituiu-se uma amostra intencional, tendo sido convidadas para entrevistas grupais (Corrêa et al., 2021) diferentes organizações do Concelho, de intervenção social e da representação de populações migrantes e/ou ciganas. As entrevistas desenvolveram-se com base na metodologia de mapeamento participativo, que consiste em compreender os territórios na sua complexidade, através da perceção dos grupos de população aí existentes. Durante o processo de elaboração dos mapas-síntese propositivos visou-se: a) o (re)conhecimento do território e os seus problemas e b) promover diálogos e reflexões coletivas sobre a realidade socioambiental local. O resultado da interação entre os diferentes participantes foi o mapeamento social, que refletiu e conjugou diferentes interações sociais, perceções sobre os territórios e experiências situadas. Na sequência do mapeamento participativo e focado, elaborou-se uma proposta de projeto, da qual constou um plano de medidas a implementar. Este teve em conta, não só as necessidades identificadas, como também a intenção clara de promover a participação intercultural e o empoderamento de indivíduos e comunidades. Desta forma, o Projeto visou uma intervenção numa área que carecia de maior investimento no Concelho, no que diz respeito à Mediação Intercultural entre Comunidades Migrantes e Ciganas e população autóctone não cigana, com vista a dar resposta a problemas sociais complexos associados à integração efetiva das populações residentes no Município, tal como identificado no mapeamento participativo realizado

    Promover a participação das crianças e o desenvolvimento socioemocional : Um projeto de intervenção pedagógica com Assembleias de Turma

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    Os desafios atuais da sociedade implicam uma reflexão sobre o seu impacto no clima escolar, especialmente no que diz respeito à violência, à disrupção escolar e aos conflitos, e como esses fenómenos afetam o desenvolvimento sociemocional dos alunos (UNICEF, 2020). Destaca-se a necessidade de reconfigurar as práticas pedagógicas, com ênfase na promoção da participação das crianças e na criação de ambientes escolares democráticos, inclusivos e solidários. A participação das crianças é considerada um direito, conforme estabelecido na Convenção sobre os Direitos das Crianças das Nações Unidas, priorizando a sua inclusão nos processos de tomada de decisão, acesso à informação, liberdade de expressão e autonomia (UNICEF, 1989). O modelo dialógico (CREA, 2020) procura não apenas resolver conflitos, mas também prevenir a sua ocorrência, promovendo uma cultura de colaboração, entendimento mútuo e participação

    Pequenas Grandes Dúvidas - Os Livros Ilustrados e os Temas Sensíveis

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    O presente relatório de investigação intitulado “Pequenas Grandes Dúvidas - Os Livros Ilustrados e os Temas Sensíveis” tem como principal finalidade encontrar uma estratégia para abordar temas sensíveis com as crianças. Esta estratégia passou pela seleção de livros ilustrados para introduzir diálogos sobre várias temáticas sensíveis (temáticas consideradas delicadas ou tabu por parte da sociedade e que habitualmente os adultos têm pudor ou dificuldade em abordar). Assim, e com o intuito de testar a viabilidade do livro ilustrado enquanto mote para a abordagem a temas sensíveis, definiu-se a seguinte pergunta de partida: “De que forma o livro ilustrado pode contribuir para esclarecer dúvidas relacionadas com temas sensíveis?” Deste modo, procurou-se perceber, quer através de fundamentação teórica, quer através da parte metodológica do relatório as potencialidades da literatura para a infância e das artes visuais do ponto de vista das competências que desenvolvem nas crianças, mas também o seu contributo ao nível das temáticas sensíveis. Neste caso, o livro ilustrado representa a simbiose materializada entre a literatura para a infância e as artes visuais. A investigação deste estudo é qualitativa tendo por base um questionário dirigido a educadores de infância. Para além do referido foi realizado um estudo de caso com observação participante onde foram realizados registos de observação decorrentes da implementação de atividades em contexto de jardim de infância. Em suma, e perante a análise da investigação, os dados revelaram que de facto quando o conteúdo dos livros ilustrados utilizados pelos educadores de infância aborda temáticas sensíveis, esta abordagem decorre de forma lúdica e informativa. Foi também possível perceber que as artes visuais dão o seu contributo neste processo nomeadamente permitindo às crianças que se exprimam livremente e representem estas temáticas. Palavras-chave: Livros Ilustrados; Temas Sensíveis; Artes Visuai

    Educação para os valores: explorando os livros ilustrados e a utilização de diferentes técnicas das artes visuais

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    Face aos novos desafios que a sociedade atual enfrenta, quer por força das rápidas mudanças que ocorrem a nível do conhecimento e da conectividade, quer pela imprevisibilidade dos violentos confrontos entre nações, tragédias naturais, tensões políticas, entre outros, a educação adquire um importante papel, tendo de se reconstruir e organizar para responder às novas realidades. Partindo desta premissa, a presente investigação concretiza-se em torno da importância da educação para a cidadania, particularmente no que se refere à promoção de valores e ao desenvolvimento de competências através das artes visuais, nomeadamente das ilustrações. Neste sentido, o estudo pretende conhecer quais os contributos da ilustração infantil na promoção de valores e desenvolvimento de competências nas crianças; perceber o impacto das ilustrações no desenvolvimento de valores nas crianças; perceber de que forma os educadores valorizam, utilizam e/ou exploram a ilustração no seu trabalho com as crianças; e conhecer a importância

    Diferenciação pedagógica em matemática: Um caminho para aprendizagens personalizadas no ensino básico

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    acesso a uma aprendizagem agradável e personalizada, para todos e cada um, é uma responsabilidade básica de qualquer professor. Para alcançar um ensino e resultante aprendizagem de alta qualidade, é necessário reconhecer e respeitar diversos ritmos e estilos de aprendizagem e de trabalho que coexistem nas salas de aula: tal exige uma organização clara de atividades pedagógicas coerentes e apropriadas, bem como a mobilização de habilidades estratégicas que incentivem e predisponham todos os alunos para a aprendizagem. Neste sentido, a adoção de práticas pedagógicas diferenciadas constitui um meio insubstituível a uma educação inclusiva, a um ensino eficaz e a uma aprendizagem significativa para todos os estudantes. O presente relatório de estágio é produto de um percurso investigativo que pretendeu identificar o contributo da Diferenciação Pedagógica em Matemática no Ensino Básico. Ao nível empírico concretizou-se um estudo de natureza qualitativa, a partir da intervenção educativa da sua autora, e baseado es

    Educação para a Saúde: perspetivas e práticas nos docentes do 1ºCEB

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    A saúde é um conceito positivo, um recurso quotidiano que implica “um estado completo de bem-estar físico, social e mental e não apenas a ausência de doença e/ou enfermidade” (WHO, 1948). Dentro desta perspetiva, a Educação para a Saúde (EpS) deve ter como finalidade a preservação da saúde individual e coletiva. Em contexto escolar, educar para a saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao tal bem-estar físico, social e mental (DGE, 2012). Neste relatório de estágio pretende-se conhecer a relevância que os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) atribuem à educação para a saúde na formação dos seus alunos. Para alcançar este objetivo optou-se pela metodologia de caráter quantitativo procedendo à aplicação online dos inquéritos por questionário aos docentes do 1º CEB que se encontram ou que já estiveram a exercer as suas funções profissionais em diversas instituições escolares públicas e privadas de Portugal continental e das ilhas da Madeira e dos Açores. Nesta investigação participaram 60 docentes, dos quais 57 lecionam o 1º CEB e 3 lecionam outros ciclos (1 leciona o 2º CEB, 1 leciona o 3º CEB e 1 leciona Educação Especial). Os resultados demonstram que, apesar de haver uma necessidade de maior clarificação sobre as finalidades específicas da EpS no contexto, aparentemente, os professores do 1º CEB têm uma perceção positiva da EpS, dado que reconhecem a sua importância e os seus objetivos principais. Observou-se que, embora haja um reconhecimento da importância da EpS, a sua integração no currículo escolar ainda é limitada a poucas áreas específicas. Esta limitação na aplicação da EpS reflete uma dificuldade em implementar a interdisciplinaridade, possivelmente devido às dificuldades que os professores do 1º CEB sentem no processo de ensino e aprendizagem da Educação para a Saúde nas suas aulas. Entre essas dificuldades, destacam-se a extensão do currículo escolar que pode limitar o tempo disponível para a implementação de projetos de Educação para a Saúde, a falta de recursos didáticos e a insuficiente formação inicial e contínua. Palavras-chave: Saúde, Educação para a Saúde, escola, professores do 1ºCEB

    Parceria escola-famílias-comunidade: Transformar os obstáculos em oportunidades

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    Este estudo pretende compreender a viabilidade de transformar os obstáculos em oportunidades na tríade escola-famílias-comunidade e consequente desenvolvimento integral das crianças. Para tal, foram definidos como objetivos de investigação identificar obstáculos e estratégias desta parceria e analisar as perceções de encarregados de educação, de uma educadora infância e uma professora do 1.º CEB. No que respeita à metodologia de investigação foi de tipo qualitativo, incide num estudo de caso, e os instrumentos utilizados foram os inquéritos por questionário, registos de observação, resultantes em notas de campo, e análise documental. Esta investigação realizou-se durante a Prática Educativa Supervisionada na valência de jardim de infância, numa Instituição Particular de Solidariedade Social, onde participaram quinze encarregados de educação e uma educadora, durante a Prática Educativa Supervisionada em 1.º CEB, numa instituição de ensino particular, onde participaram onze encarregados de educação e uma professora. Após análise dos dados obtidos, foi possível elencar obstáculos e estratégias relacionados com a parceria escola-famílias-comunidade. Os obstáculos apontados pelos sujeitos participantes foram: a falta de tempo por parte dos pais, por vezes, a sua participação excessiva; a diversidade sociocultural e económica; a pouca aceitação das propostas das famílias por parte da escola ; expetativas e ideais diferentes entre os profissionais de educação e as famílias e a falta de comunicação. As estratégias identificadas pelos encarregados de educação foram: horários flexíveis para reuniões e atividades promovidas pela instituição educativa, acesso a materiais educativos e ao espaço escolar, promoção de momentos informais na escola, utilização das plataformas digitais, questionários de satisfação que visem estreitar a relação entre a escola, as famílias e a comunidade e mais comunicação e de forma escrita. Assim, impera refletir sobre as estratégias que possam contrariar estas evidencias e torná-las em oportunidades de fortalecer os laços entre a escola, as famílias e a comunidade, valorizando a criança enquanto, agente ativo no seu processo de desenvolvimento. Palavras-chave: Parceria escola-famílias-comunidade; crianças; obstáculos; estratégias; oportunidades

    Participação das crianças em contexto de educação pré-escolar

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    O presente relatório foi desenvolvido na Prática de Ensino Supervisionada inserida no Mestrado em Educação Pré-Escolar na Escola Superior de Educação Paula Frassinetti e está dividido em 3 partes. A primeira parte consiste em num enquadramento teórico sobre alguns conceitos como a agência da criança, o processo e conceito de participação da criança e o processo de escuta da criança. A segunda parte é constituída pela parte empírica do presente estudo e a terceira parte com as considerações finais. O trabalho de investigação do relatório teve como objetivo geral compreender o processo da participação das crianças no seu dia a dia, a influência do papel do adulto e da escuta ativa das crianças nessa tarefa e as implicações para a escolha das práticas pedagógicas na educação pré-escolar. Os participantes deste estudo foram um grupo de crianças de 4 anos e a perceção de observação de uma educadora estagiária. Os instrumentos de recolha de dados utilizados passaram por uma grelha de observação das assembleias de grupo, da análise documental, assim como os diários de bordo das atividades desenvolvidas. A análise de dados partiu da triangulação dos diferentes dados recolhidos, tanto das observações, das grelhas de observação, da análise documental, como dos diários de bordo e da análise do conteúdo dos mesmos. Este estudo permitiu reconhecer a importância de diversificar as práticas pedagógicas para promover a participação das crianças na educação pré-escolar. A escuta ativa, a diversificação de estratégias pedagógicas e a colaboração entre a escola e a família foram elementos cruciais para criar um ambiente de aprendizagem inclusivo e estimulante. O papel do adulto foi fundamental para facilitar a participação das crianças, promovendo a sua autonomia, a sua criatividade e o seu sentido crítico. Palavras-Chave: Participação, agência da criança, papel adulto e prática

    Promoção da literatura infantil em contexto de jardim de infância: Estratégias e desafios.

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    Este relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular de práticas de ensino supervisionado em Educação Pré-Escolar II, com o título “Promoção da Literatura Infantil em Contexto de Jardim de Infância: Estratégias e Desafios”, tem como principais finalidades compreender qual importância que as histórias têm na educação Pré-Escolar e quais são os desafios que os educadores de infância encontram nas sessões da hora do conto. Para investigar as estratégias e os desafios que os educadores encontram nas sessões da hora do conto, formulou-se a seguinte pergunta de partida: “: “De que modo o educador pode promover a atenção e o gosto das crianças pela literatura infantil numa sala de jardim de infância?” Assim sendo, procurou-se compreender, através de fundamentação teórica e da parte metodológica, a importância das histórias no jardim de infância e no desenvolvimento da criança, e os recursos e estratégias utilizados pelos educadores nas sessões da hora do conto. A investigação deste estudo caracteriza-se como qualitativa, tendo por base um questionário dirigido a educadores de infância e às crianças da sala onde decorreu o estágio, bem como a aplicação de atividades de intervenção. Em suma, analise dos dados da investigação, revelaram que as histórias desempenham um papel fundamental no jardim de infância e no desenvolvimento da criança em diversos níveis, como, por exemplo, no desenvolvimento da linguagem, da imaginação e criatividade, entre outros. Constatou-se também que o principal desafio que os educadores de infância enfrentam nas sessões da hora do conto é manter o foco de atenção das crianças que é reduzido, devido ao excesso de ferramentas tecnológicas que estão diariamente expostos. Para solucionar esse entrave, os educadores utilizam vários recursos para dinamizar a hora do conto, sendo eles: fantoches, dedoches, canções, entre outros. Palavras-chave: Histórias; Tecnologia; Jardim de infância

    Demolishing Walls: A mud experience with parental involvement

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    There is an increasing need for children to play outdoors and to explore and know the limits of their bodies, and there is evidence of an emergency to recover the outdoors, since children currently tend to remain in conditioned and controlled spaces. The emergence of the Covid-19 pandemic has revived reflection on the importance of access to the outdoors. The idea seems to be accepted that it is necessary to "return to nature, live more slowly and learn to be more aware of the body and silence, and at the same time experience the seduction of new technologies" (Neto, 2020, p.20). In the first three years of children's lives, they use their bodies to mediate learning. They explore the world around them - they are active learners. It is from all their actions and senses that children gather information for their discovery of the world, because "through the coordination of taste, touch, smell, sight, hearing, feelings and actions, they are able to construct knowledge" (Post & Hohmann, 2011, p.23). This project, supported by a qualitative methodology, aims to understand and implement practices to reduce the constraints on access to the outdoors for a group of children in daycare. The diagnostic reflection carried out initially made it possible to understand the existing reality. The evidence supported the implementation of new intervention strategies accompanied by constant monitoring. Observation therefore became the data collection tool par excellence. In the final phase of the project, families were interviewed, coinciding with the usual end-of-year meeting with parents, to gauge their perspectives on the intervention and their participation. Eight families from the group of children in this study were interviewed. The aim was to create an open and flexible script to allow the interviewees to express themselves more freely about the work carried out. To shape this instrument, the following dimensions of analysis were defined: experiences/opportunities created for the children; children's learning; hygiene and clothing management issues; the most valued aspects of the project; and proposals for improvement. Researchers' initial concern about parents' acceptance of the dirty clothes the children brought home was overcome by the evidence the parents encountered. Children's behaviours of well-being and joy were evident. The fact that the whole project was developed in partnership with the parents helped to prevent any possible constraints. Parents knew what was going on in the classroom and were asked to participate by enriching the mud kitchen and bringing in materials

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