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Cidadania e artes visuais na educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico
Face a uma sociedade marcada por conflitos armados, alterações climáticas e pandemias, a educação deve, evidentemente, reestruturar-se. A investigação que se segue pretende refletir sobre a Cidadania em contexto de Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, utilizando as Artes Visuais como uma ferramenta diferenciadora pela capacidade de denunciar problemáticas, abordar a contemporaneidade e sensibilizar. Da problemática emergiram as seguintes perguntas de partida: i) Que valores devem estar presentes na educação das crianças (Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico)?; ii) De que forma as Artes Visuais poderão fomentar a Cidadania?. Como objetivos da investigação, traçaram-se os seguintes: i) Perceber quais são os valores que estão presentes na Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico; ii) Verificar de que forma as Artes Visuais promovem a Cidadania; iii) Analisar a importância das Artes Visuais na educação; iv) Verificar o impacto de uma formação que tem em consideração a Cidadania. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi desenvolvida no âmbito de um estudo de caso, com características de investigação-ação e contou com uma amostra de 41 crianças e 32 educadores e professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Do estudo resultaram os seguintes resultados: os valores que mais se destacaram foram o respeito, solidariedade, a entreajuda e a autonomia e foi apurado que o respeito, a entreajuda e a empatia foram valores que as Artes Visuais ajudaram a desenvolver com maior incidência.
Palavras-chave: Cidadania, Valores, Pré-escolar; 1.º Ciclo do Ensino Básic
Aprendizagens conjuntas a propósito da articulação entre pré-escolar e ensino do 1º ciclo do ensino básico: A supervisão colaborativa ao serviço da prestação da melhoria do serviço educativo
A presente investigação foi elaborada no âmbito do mestrado para a obtenção do grau de Mestre em Educação – especialização em Supervisão Pedagógica e Orientação da Prática Profissional, que tem como finalidade propor melhorias ao Projeto de Articulação entre o Pré-escolar e o Primeiro Ciclo do Ensino Básico (1º CEB) numa determinada instituição de ensino privado, em Vila Nova de Gaia.
A articulação entre o Pré-escolar e 1º CEB implica uma sequencialidade crescente, atribuindo a cada ciclo a capacidade de melhorar e aprofundar os conhecimentos adquiridos anteriormente, dando-lhes continuidade. Aos educadores do Pré-escolar e aos professores do 1º CEB compete uma atitude e capacidade de se alinharem, de criarem momentos de partilha de informação, por forma a compreenderem as necessidades dos alunos sempre numa perspetiva de continuidade e sequencialidade. Devem também escutar os pais, outros profissionais em contacto com as crianças em causa, as próprias crianças e as suas expetativas.
A primeira parte desta investigação pretende explorar e relacionar os termos articulação, transição, continuidade educativa, desenvolvimento profissional e pessoal, bem como o paradigma e cenários da supervisão pedagógica. A segunda parte refere-se à metodologia, partindo dos objetivos de investigação, dando a conhecer o contexto, os participantes, as fases de investigação e de que forma se procederá à recolha e tratamento de dados com base numa metodologia qualitativa. Na parte seguinte incidirá na análise documental e a descrição dos encontros colaborativos, em Focus Group. No final desta investigação propõe-se um projeto de Articulação Curricular e Pedagógico a ser implementado futuramente na instituição em estudo.
Depois da análise dos dados, observou-se que embora existam algumas praticas de articulação entre os dois níveis de ensino, não se dá espaço para a colaboração entre os/as docentes. Surge também uma desarticulação, devido ao não conhecimento das orientações curriculares por parte dos/das docentes do 1º CEB e ao não conhecimento das Aprendizagens Essenciais (AE) por parte dos/das docentes do pré-escolar. Este desconhecimento proporciona uma não continuidade educativa no percurso dos alunos. Desta forma, compreende-se que se os docentes dos dois níveis de ensino, pois sabe-se que os educadores e os professores de 1º CEB devem adotar uma postura ativa para garantir essa continuidade/sequencialidade.
Palavras-chave:
Articulação; Transição; Pré-escolar; Primeiro Ciclo do Ensino Básico; Continuidade Educacional; Trabalho colaborativo; Desenvolvimento Profissional; Supervisão Pedagógic
A promoção da atenção em crianças de 5 anos em contexto da educação pré-escolar: Um estudo de caso à luz das neurociências.
Este estudo tem como principal objetivo perceber de que forma as descobertas das neurociências podem contribuir para melhorar as práticas educativas, nomeadamente no que respeita à motivação, emoção, funcionamento executivo e atenção. As funções executivas (FEs) constituem um sistema de controlo das respostas comportamentais dos indivíduos, que desempenha um papel crucial na gestão da informação que chega ao cérebro. O processo de desenvolvimento das FEs é lento, acompanhando a maturação de todo o Sistema Nervoso Central. Este tem impacto direto no desenvolvimento cognitivo e socio emocional das crianças, podendo melhorar as suas competências adaptativas para enfrentar os desafios ao longo da vida. Neste sentido, a estimulação do desenvolvimento das funções executivas, desde idade precoce, assume uma pertinência que não pode ser ignorada.
Este estudo explora o potencial das estratégias de promoção da atenção como forma de estimular o desenvolvimento do funcionamento executivo cerebral, através de uma abordagem qualitativa, fenomologico-interpretativa. No estudo participaram quinze crianças de cinco/seis anos, de duas turmas de Educação Pré-escolar (EPE), junto das quais foi implementado um plano de sessões de promoção da atenção, ao longo de 3 meses, em contexto escolar. O estudo foi balizado por dois momentos de avaliação, um antes, e outro depois da implementação das sessões, através do qual foi possível observar uma progressão generalizada no desenvolvimento das competências executivas das crianças. A análise dos dados recolhidos ao longo das sessões permitiu identificar diferentes variáveis, que podem ter contribuído para as assimetrias registadas relativamente ao impacto das estratégias no desenvolvimento das FEs das crianças. Nomeadamente, os níveis de envolvimento e motivação nas tarefas e fatores de ordem emocional e desenvolvimental das crianças. Também os diferentes níveis de competência relativamente aos mecanismos da atenção, de cada uma da criança, tais como atenção seletiva, alternada e sustentada, perceção, memória de trabalho e controlo inibitório, pareceu ter influência. Esta compreensão permitiu uma reflexão, não só sobre como adequar práticas, mas também qual a intencionalidade a atribuir-lhes, no sentido de ajudar as crianças e os educadores a desenvolver competências e comportamentos mais ajustados ao contexto educativo.
Palavras-chave: Atenção; Educação Pré-escolar; Funções Executivas; Neurociências
As emoções através das artes visuais
O presente relatório aborda a temática “As Emoções através das Artes Visuais”, no qual
pretende compreender- se e ajudar as crianças a entenderem as suas próprias emoções,
encaminhando a investigação para as Artes Visuais, de modo a termos uma compreensão
mais profunda das emoções infantis, uma vez que é através destas que as crianças se
expressam.
Desta forma, a investigação terá em consideração os seguintes objetivos, promover as
emoções através das Artes Visuais; entender de que forma as crianças podem adquirir
conhecimento emocional; explorar as perspetivas dos educadores sobre a importância das
Artes Visuais nas expressões das emoções das crianças.
Esta investigação é de natureza qualitativa, enquadrando-se na investigação-ação e no
estudo de caso, pois através desta investigação pretende compreender-se como é que as
crianças conseguem expressar as suas emoções através das Artes Visuais e como é que
as Artes Visuais podem despertar emoções em crianças do Pré-Escolar, por outro lado,
utilizou-se como recolha de dados entrevistas a educadores de infância e grelhas de
observação.
Esta investigação realizou-se em duas valências, na Creche e no Pré-Escolar, na qual
participaram 42 crianças e foram colocadas em prática diferentes atividades.
Através dos diferentes dados recolhidos concluímos a importância destas duas grandes
temáticas, as Emoções e as Artes Visuais, visto que, as mesmas são cruciais para o
desenvolvimento emocional das crianças
Inovações pedagógicas : das percepções às práticas profissionais
A inovação pedagógica pode ser equacionada a partir de múltiplos olhares, em particular, por aqueles que podem assumir-se como agentes de mudança, agindo estrategicamente para inovar as suas práticas educativas. No presente artigo é nosso objetivo apresentar e discutir as percepções docentes de, sensivelmente, mais de uma centena de docentes do ensino básico e secundário que exercem a sua profissão na zona norte de Portugal, sobre o conceito de inovação pedagógica e os seus benefícios na qualidade da definição de ações estratégias de ensino com consequências na aprendizagem. A metodologia utilizada permitiu contrastar as situações profissionais e humanas dos docentes em relação às mudanças educativas, as práticas educacionais, a conceção de ações estratégicas de ensino e aprendizagem e ao desenvolvimento profissional. As conclusões corroboraram a hipótese inicial de que a inovação pedagógica é uma oportunidade de desenvolvimento profissional (e pessoal), que resulta da complexidade do processo de ensino e aprendizagem
A escuta e o Valor da Voz da Criança
A escuta ativa permite efetivar o valor da voz das crianças, que inclui todas e quaisquer manifestações
comunicativas e expressivas das mesmas (verbais e não verbais), apresentando-se como um ato
educativo estratégico que influencia positivamente o desenvolvimento de competências pessoais e
sociais fundamentais para a vida democrática: a inclusão, a cidadania, a consciência cívica, a
participação ativa e a valorização das diferentes crenças e perspetivas. Obviamente que escutar
verdadeiramente a criança implica, de modo profundo, um cuidado educacional perante as suas
vivências, experiências, saberes, visões e noção de bem-estar, potenciando, deste modo, um
relacionamento saudável, seguro e empático.
Nesta proposta apresentar-se-á um estudo piloto, desenvolvido no âmbito da prática de ensino
supervisionada em contexto de educação de infância, cuja finalidade foi escutar e dar voz às crianças
sobre uma tríade temática - escuta, agência e voz – com implicações no seu entendimento de bem
estar.
A partir da realização de 4 focus group com crianças com idades compreendidas entre os 5 e 6 anos,
foi possível evidenciar a importância da escuta com motor de agência e de participação, traduzindo-se
numa vivência segura, tranquila, empática e feliz.
Palavras-chave: escuta, bem-estar, agência, voz
Urjalândia: Aldeia de Natal Sustentável- Um projeto pioneiro em Portugal
O Turismo é considerado um motor de desenvolvimento dos territórios. Neste contexto o Turismo
criativo e, particularmente o sustentável, podem assumir um papel determinante em territórios de
baixa densidade. Em Portugal o número de aldeias onde o envelhecimento demográfico, a falta de
atratividade comercial, empresarial e industrial tem vindo a aumentar e a acentuar o esvaziamento
destes territórios. A aldeia do urjal, localizada em Seramil, alberga cerca de duas dezenas de
habitantes, foi classificado na rede de aldeias da saudade. Em 2017 a iniciativa de turismo sustentável/
criativo Urjalândia – aldeia de Natal sustentável inverteu todas as tendências de desenvolvimento
territorial ao colocá-la no mapa e ao atrair fortes investimentos para a dinamização deste território.
Este artigo procura aliar a componente mais teórica associada ao Turismo e a vertente de um caso
de estudo, marcado pelo sucesso de um evento que valoriza o património ambiental.
Palavras-chave: Educação ambiental, Sustentabilidade, Turismo, Aldeias da Saudad
Educação para todos: Valorizando a diversidade em ambiente escolar
Este relatório de estágio foi desenvolvido durante o Mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e tenciona abordar a ideologia baseada na perceção de que a educação inclusiva contempla a diversidade de todas as crianças em ambiente escolar. Para isto, inicialmente, foi necessário definir os objetivos para este tema, que são, essencialmente: compreender os princípios e orientações de uma Educação Inclusiva; conhecer os Suportes Legislativos para a promoção de uma Educação Inclusiva e entender as representações dos docentes sobre o perfil para se ser um professor inclusivo.
Posteriormente, segue-se a clarificação mais teórica acerca da educação inclusiva aliada à educação especial, onde serão imprescindíveis a comparação e a representação que os educadores da Educação Pré-escolar e os professores de 1.º Ciclo do Ensino Básico têm sobre o assunto.
O presente relatório de estágio, apresenta uma metodologia de carácter misto, cujos instrumentos incidiram, para além dos registos de observação, planificações e reflexões da prática de ensino supervisionada, num inquérito por questionário e numa entrevista, com o intuito de perceber as perceções dos educadores da Educação Pré-escolar e dos professores do Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, face aos objetivos anteriormente referidos.
O estudo deste relatório revelou que muitos professores se encontram menos preparados para promover uma educação inclusiva, indicando a necessidade de melhorar a formação. A maioria acredita que a inclusão deve considerar a diversidade de todas as crianças, exigindo um ambiente acolhedor e suporte individualizado. Todos os professores devem ser adaptáveis e colaborar com colegas de educação especial. A formação contínua é essencial. As limitações incluem o tamanho da amostra e a natureza transversal do estudo, mas os métodos utilizados forneceram uma visão abrangente.
Palavras-chave: Educação Inclusiva, Educação Especial, Crianças, Formação de professores
Ações estratégicas de articulação entre o 1º e 2º ciclo do ensino básico: estudo de um caso
O conceito de articulação e de sequencialidade das aprendizagens feitas pelos
alunos, ao longo da escolaridade obrigatória, encontra-se muito ligada à
construção dos Agrupamentos de Escolas e em função do Perfil dos Alunos à
Saída da Escolaridade Obrigatória.
O presente estudo desenvolvido num Agrupamento de Escolas permitiu-nos
entender o que pensam os docentes de 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico sobre
esta problemática e de que modo a articulação vertical curricular é implementada
entre estes dois ciclos. Através deste estudo, concluímos que os docentes
entendem o que se pretende com a articulação vertical e que se preocupam com
o facto desta prática não estar ainda enraizada no exercício profissional. Para os
docentes o trabalho colaborativo entre estes dois ciclos é de fulcral importância,
assim como a reflexão sobre as práticas pedagógicas. Daí considerarmos o
papel da supervisão pedagógica, num sentido dialógico, na promoção da
articulação vertical, porque a partilha, os olhares conjuntos, a confrontação e
negociação, entre outros, provoca uma melhoria biunívoca, deveras importante
para a melhoria da prestação do serviço educativo. As dificuldades que os alunos
sentem aquando da transição de ciclo aponta para diferentes culturas
profissionais e para uma necessidade de articulação curricular e de atividades
conjuntas entre os ciclos.
Este trabalho de projeto serviu ainda para (co)construir uma proposta de
articulação curricular vertical que poderá ser implementada pelo Agrupamento.
PALAVRAS-CHAVE: articulação vertical; currículo; colaboração; supervisão
dialógica
O perfil do professor de educação especial
Investiga o perfil do professor inclusivo, com o intuito de identificar as competências, conhecimentos e atitudes necessárias para promover a inclusão escolar e tem como objetivo compreender o papel do professor inclusivo como agente de transformação social, analisando as suas motivações, formação e práticas pedagógicas para promover a inclusão escolar e a valorização da diversidade.
A formação inicial condiciona os perfis de professor de Educação Especial. Desta forma,
pretende-se também perceber como os docentes são preparados, via formação, para lidar
com a inclusão e de que forma a formação contínua e especializada aliada a uma avaliação
e supervisão são determinantes para um bom desempenho profissional. Estes fatores
permitirão traçar um possível perfil do docente de educação especial, atendendo a
determinadas competências pessoais e profissionais. Termina-se este trabalho com a
análise e reflexão das respostas dadas a questionários abertos realizados a professores de
Educação Especial, concluindo que apesar da natural limitação deste estudo, os seus
dados podem ajudar para o entendimento das práticas inclusivas no contexto educativo
português.
Palavras-chave: Educação Especial, Professor de Educação Especial, Inclusão Escolar