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Da escola para a academia de música : pode a intervenção artística e cultural promover o bem-estar de pessoas idosas?
A literatura evidencia que as práticas culturais e artísticas contribuem para o bem- estar dos agentes
sociais (Dzuka & Dalbert, 2000; Mellor, 2013). A par da dimensão física, aspetos como a inclusão
social e a criação e/ou reforço de laços sociais, são, a este respeito, destacados positivamente. Esta
pesquisa desenvolve-se no âmbito do projeto “Cante pela sua Saúde”, um programa com duração de
seis meses, realizado numa academia de música, durante o ano de 2022, que tem como finalidade
perceber a relação entre a participação em contextos de música comunitária e o bem-estar de
pessoas idosas. Especificamente, pretende- se estudar de que forma este programa tem efeitos no
bem-estar e na qualidade de vida de 106 participantes.
Seguindo uma abordagem metodológica mista, os dados foram recolhidos por via de notas de
terreno, entrevistas com funcionárias das instituições e com familiares dos/as participantes no
programa, bem como com recurso a inquéritos por questionário direcionados aos/às participantes. A
pesquisa decorreu seguindo princípios éticos, alinhados com a Carta Ética da Sociedade Portuguesa
das Ciências da Educação, e atendeu, de forma particular, à inquietude sentida no rescaldo da
pandemia COVID19. Ou seja, constrangimentos ao nível da interação devido ao uso de máscaras/
viseiras e ao facto de os/as participantes terem que manter distanciamento físico, sublinham a
necessidade de uma leitura situada do contexto e dos resultados obtidos.
Os resultados evidenciam um impacto positivo do programa de canto no sentimento de bem-estar
dos/as participantes ao nível subjetivo, psicológico e social, contribuindo para um aumento da
qualidade de vida, designadamente no que diz respeito à dor, à toma de medicação, ao nível de
concentração e à autoestima. Indiretamente, o programa mostrou também contribuir para o bem-estar
social dos/as técnicos/as das instituições, o que enfatiza a importância da criação e da promoção
deste tipo de iniciativas.
Palavras-chave: música comunitária, bem-estar, qualidade de vida
Interact or interfere? Interactions between an early childhood educator and children
Children are more subordinate to adult time than ever before. Safeguarding children's rights means more than intervening, taking their needs and interests into account. It means that children can influence space and materials that surround them. Underpinned by a qualitative, phenomenological-interpretative methodology, this study is based on an educational intention based on the principle of creating learning opportunities and on theoretical references that advocate valuing an intervention in early childhood education that respects the child as a considered person, capable of making decisions, expressing opinions and taking concrete and consequent action on their learning. We have thus defined the general objective that guides the fieldwork: to create a framework of strategies for developing dynamics outdoors, building an outdoor room with the children. Data collection is supported by direct observation (through written, video, image and audio records) and indirect observation through the application of an interview with the aim of collecting the children's narratives about their play and the possibility of transferring the normal activity room to the outdoors. Data shows that the adult's choices radically interfere with the way children behave and interact with others. Strategies applied and improved by the educators are the result of the constant reflection on practice that characterises this work. It also reflects on children's behaviour in relation to one of the great dilemmas of educational practice in early childhood education: to interact or to interfere
Brincar como um meio privilegiado de aprendizagens da criança
Este estudo teve como principal objetivo compreender de que modo o brincar pode ser um meio privilegiado de aprendizagem da criança e foi desenvolvido em dois contextos educativos: um contexto de Jardim-de-Infância, com um grupo de crianças dos quatro e cinco anos e um contexto do 1.ºCEB, numa turma do 2.ºano.
O brincar constitui uma atividade inerente ao comportamento infantil, exercendo um papel crucial no desenvolvimento global das crianças. Ao brincar, estas adquirem diversas capacidades. Cabe a cada profissional de educação criar condições favoráveis para as brincadeiras no quotidiano da criança, através de situações e experiências diversificadas e desafiadoras.
A metodologia utilizada foi de natureza mista, incluindo a aplicação de inquéritos por questionário, observação complementada pelos seus registos e notas de campo, visando recolher informações pertinentes, para ajustar a prática aos interesses e necessidades das crianças e proporcionar uma compreensão no impacto no processo de aprendizagem. Os inquéritos por questionário aos educadores de infância e aos professores do 1.ºCEB, totalizando oito participantes. Assente na investigação-ação, foram também dinamizadas atividades com a presença da componente lúdica.
A análise dos dados permite concluir que as docentes relevam a importância do brincar no processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança que promove habilidades fundamentais. Enfatizam a necessidade de disponibilizarem mais tempo de brincadeira, onde a utilização de estratégias lúdicas é fundamental para que a aprendizagem das crianças seja mais apelativa e motivante. As educadoras consideram a organização do espaço de sala adequado para as brincadeiras das crianças, enquanto as professoras salientam que os espaços da sala não possuem características favoráveis a situações de brincadeira, havendo constrangimentos curriculares relacionados com a pressão para o cumprimento dos conteúdos. Ambos os profissionais de educação consideram o espaço exterior como importante para jogos, mas apenas quando as condições climáticas o permitem.
Este relatório possibilitou observar a felicidade das crianças durante as brincadeiras e dinâmicas realizadas, manifestando entusiasmo e envolvimento. Desta forma, ficou evidente que o brincar contribui significativamente para o desenvolvimento integral das crianças e deve ser constante nas suas vidas.
Palavras-chave: Brincar; Aprendizagem; Desenvolviment
O desenho universal para a aprendizagem em escolas do 1º ciclo do ensino básico na região do grande Porto
Este projeto centra-se na discussão sobre: “em que medida os professores do primeiro ciclo do ensino público no Grande Porto orientam a sua prática pedagógica a partir dos princípios do Desenho Universal da Aprendizagem (DUA)?”.
A pesquisa empírica foi feita com uma amostra de conveniência de professores do 1º Ciclo do Ensino Básico de escolas públicas dos concelhos do Grande Porto. Utilizou-se o inquérito por questionário como técnica de recolha de dados, e o tratamento estatístico descritivo, complementado pela análise de conteúdo para o tratamento de dados e a sua compreensão.
Os resultados globais apontam para que existe, ainda, um grande desconhecimento dos professores inquiridos acerca do DUA e, sobretudo, que este não é, ainda, uma prática habitual, apesar de estar referenciado na legislação portuguesa desde julho de 2018.
Palavras-Chave: Inclusão, DUA, Escola Inclusiva, Educação Básica
Equipas de rua e a inclusão das pessoas em situação de sem abrigo
Este trabalho de projeto aborda a problemática das Pessoas em Situação de Sem-abrigo (PSSA) na cidade do Porto e o impacto dos apoios sociais voltados para essa população. A investigação pretende compreender, através de um estudo de caso, se os apoios sociais em vigor, em particular as Equipas de Rua, estão alinhados com as reais necessidades das PSSA e como essas intervenções podem ser aprimoradas.
Para orientar a investigação, o objetivo central do trabalho foi perceber se as Equipas de Rua davam resposta às necessidades das PSSA e os objetivos específicos passaram por: analisar os diferentes apoios sociais direcionadas para as PSSA; evidenciar as necessidades das PSSA; relacionar as necessidades das PSSA com o apoio dado pelas Equipas de Rua; identificar se as PSSA conhecem os apoios sociais disponíveis para as mesmas e identificar se as PSSA usufruem dos apoios a que têm direito. A metodologia utilizada incluiu entrevistas a PSSA e a profissionais da Associação Porto Solidário, associação que trabalha diretamente com este público-alvo.
Após identificar estes objetivos, passou-se à fundamentação teórica da investigação. O estudo foi estruturado em várias etapas: fundamentação teórica sobre o conceito de comunidade e exclusão social, a caracterização das PSSA em Portugal e na União Europeia e a evolução dos apoios sociais. Ao longo do trabalho são apresentados dados estatísticos que enfatizam o aumento das PSSA em Portugal, refletindo que, apesar de todo o trabalho que tem sido realizado nesta área, os números continuam a aumentar. O passo seguinte foi a investigação no terreno, que possibilitou identificar as necessidades das PSSA entrevistadas e analisar o conhecimento que as mesmas têm sobre os apoios sociais.
Após a análise, foi proposto um projeto comunitário que visa promover a inclusão social e emocional das PSSA, por meio de ações que fortaleçam os vínculos afetivos, sociais e comunitários, incentivando a autonomia e reintegração na sociedade.
Palavras-chave: Pessoas em Situação de Sem-abrigo; Apoios Sociais; Equipas de Rua; Inclusão Socia
Os portefólios digitais na educação de infância: Perspetivas práticas e desafios
presente relatório de estágio integra-se no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar. A principal intencionalidade reside em perceber as particularidades, vantagens e desvantagens do suporte papel e suporte digital dos portefólios em Educação de Infância.
Neste sentido, procurou-se dar resposta à seguinte pergunta de partida: A utilização de um suporte digital constitui uma mais-valia para o processo de realização de portefólios de crianças?
Os objetivos principais deste estudo incidiram, então, em entender os motivos que conduziram instituições portuguesas de educação de infância portugueses a adotar o portefólio digital de criança em formato digital; compreender o processo antes e após o modelo tecnológico; saber as vantagens e desvantagens de ambos os formatos de portefólios (papel e digital) para os profissionais de educação, crianças e famílias; entender as diferenças entre um portefólio de crianças em formato papel e um portefólio de criança em formato digital bem como notar os impactos que esta metodologia digital tem nas crianças, profissionais de educação e nas famílias, considerando também a situação pandémica que nos dias de hoje vivenciamos.
Desta forma, realizou-se um enquadramento teórico acerca da temática, a aplicação de duas entrevistas, em fases diferentes (de maio a junho de 2019 e de dezembro de 2020 a janeiro de 2021), a educadoras de infância de uma instituição educativa que se encontrava em processo de alteração dos portefólios das crianças de suporte papel para suporte digital, como também a aplicação de um inquérito por questionário a 644 profissionais de educação de infância portugueses. Assim, foi relevante compreender o conhecimento que os profissionais de educação demonstram a respeito do portefólio das crianças, conhecer as razões da implementação (ou não) do portefólio, conhecer o formato em que é realizado, bem como as dinâmicas de construção e realização dos diferentes suportes, assim como perceber as suas vantagens e desvantagens.
Os dados obtidos indiciam a pertinência de se efetivar um conjunto de práticas entre profissionais de educação, criadores das plataformas digitais e investigadores especializados na temática que salientem (i) o respeito pelos pressupostos do portefólio, através da formação sobre a metodologia; (ii) a divulgação científica e pedagógica acerca do assunto; (iii) o assegurar da participação da criança no processo de construção e elaboração e (iv) o desenvolvimento de estratégias facilitadoras na dinâmica do portefólio em suporte papel e suporte digital
O agir pedagógico como impulsionador do aperfeiçoamento humano e profissional
O presente relatório de estágio, cuja temática está centrada na atividade profissional de educadores(as) de infância e professores(as) do ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, tem como principal finalidade refletir e compreender a influência de um agir pedagógico no sucesso educativo das crianças, através da escuta pedagógica e da reflexão contínua. O foco da ação é a criança como um ser singular pertencente a uma comunidade, pressupondo o desenvolvimento humano integral de cada uma, potenciado por uma prática profissional humana, personalizada e atualizada, que permita uma relação respeitadora que privilegia, nas intencionalidades educativas, a escuta pedagógica das crianças, a sua agência e a reflexão contínua para o aperfeiçoamento da tarefa de educar.
Neste âmbito, recorreu-se a uma abordagem qualitativa que contemplou as seguintes técnicas de recolha de dados de investigação: o inquérito por questionário, direcionado aos profissionais de educação dos grupos de recrutamento 100 e 110; dois focus group, com um grupo de educadoras de infância e outro grupo com professoras do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Os dados recolhidos têm o intuito de, numa primeira instância, ajudar a analisar e perceber as tomadas de posição dos profissionais envolvidos no estudo, tendo em conta a educação contemporânea, a escuta pedagógica, a reflexão contínua, o sucesso educativo e a agência da criança e, num segundo momento, compreender as perspetivas das diferentes participantes com base nos conceitos mencionados anteriormente.
As conclusões da investigação, resultantes do processo formativo, revelaram que os profissionais de educação atribuem importância à escuta pedagógica, interligando esta atitude com a agência da criança, o que potencia o sucesso educativo que está inerente a um exercício profissional reflexivo. Não obstante, é possível ampliar este exercício profissional consciente e consistente, o que implica tempo (profissional) e relevância destas competências, designadas por transversais, no processo de desenvolvimento e aprendizagem.
Palavras-chave: desenvolvimento humano, desenvolvimento profissional, agência da criança, escuta pedagógica, reflexão contínua, sucesso educativ
A Influência da Escuta no Bem-estar da Criança e do Profissional Docente
A escuta ativa permite efetivar o valor da voz das crianças, incluindo todas e quaisquer manifestações comunicativas e expressivas das mesmas (verbais e não verbais), apresentando-se como um ato educativo estratégico que influencia o desenvolvimento de competências pessoais e sociais fundamentais para a vida democrática: a inclusão, a cidadania, a consciência cívica, a participação ativa e a valorização das diferentes crenças e perspetivas.
O estudo do presente relatório de estágio incide precisamente sobre a influência das práticas de escuta ativa no bem-estar das crianças e dos profissionais docentes. Assim, temos como principal finalidade compreender a visão das próprias crianças e dos profissionais de educação à cerca do tema.
Conscientes de que escutar verdadeiramente as crianças implica, de modo profundo, um cuidado educacional perante as suas vivências, experiências, saberes e noção de bem-estar, apresentaremos neste relatório um estudo piloto, desenvolvido no âmbito da prática de ensino supervisionada em contexto de educação pré-escolar, cuja finalidade foi escutar e dar voz às crianças e às educadoras que as acompanham, que refletiram sobre uma tríade temática – escuta, voz e agência – com implicações no seu entendimento de bem-estar.
Assim, por meio de um estudo de natureza qualitativa, realizamos quatro focus group com crianças com idades compreendidas entre os cinco e os seis anos, e duas entrevistas (à educadora e à coordenadora da instituição).
As conclusões do estudo permitem evidenciar a importância da escuta como motor de agência e de participação, traduzindo-se numa vivência segura, tranquila e empática, o que propicia ambientes educativos felizes que contribuem diretamente para o bem-estar de quem nestes se insere.
Palavras-chave: escuta, bem-estar, agência, voz
Estudo Exploratório sobre a Implementação de um Programa centrado na Promoção de Competências Socioemocionais em 1º Ciclo
A existência de conflitos entre pares em contexto escolar, é uma realidade comum nas escolas. Sabe-se que os conflitos interpessoais e os comportamentos disruptivos têm na base emoções, pensamentos, necessidades e interesses, dimensões fundamentais para a compreensão do comportamento humano (Soares, 2022). Assim, torna-se essencial explorar a dimensão socioemocional no contexto escolar para melhor compreender, analisar e intervir nestes fenómenos. Este relatório é produto de um estudo sobre a implementação de um programa centrado na promoção de competências socioemocionais no 1º CEB, com alunos entre os sete e os oito anos de idade. Os principais objetivos do estudo visado neste relatório, consistem em promover o conhecimento das crianças relativamente às emoções e compreender como as sessões de um programa de promoção de competências socioemocionais influenciam as perceções sobre as competências socioemocionais por parte das crianças e da professora titular de turma. O objetivo do programa utilizado parcialmente neste estudo, a Aula de Convivência (Soares, 2019), pretende ajudar as crianças a compreender a influência das emoções nos seus comportamentos e nas formas de interpretar os contextos e promover relações saudáveis entre o grupo. Para a concretização deste estudo optou-se pela metodologia de investigação-ação, realizando-se questionários de autorrelato, observação em contexto de sala de aula, entrevista e análise dos níveis de satisfação. Os resultados permitiram concluir e reforçar a importância de integrar o desenvolvimento socioemocional no contexto escolar e destacar o papel dos professores neste processo. Através de um esforço conjunto entre escolas, professores, famílias e comunidades, é possível criar ambientes educativos mais inclusivos, saudáveis e propícios ao sucesso integral dos alunos. Palavras-chave: Competências Socioemocionais; Gestão de Conflitos; Intervenção Educativa; Estratégias
Estimulação da consciência fonológica
Este relatório aborda a importância da consciência fonológica e a necessidade de a estimular nas valências da Educação Pré-Escolar e do Ensino no 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Com o objetivo de promover essa consciência fonológica, surgiu a ideia de desenvolver um projeto específico para cada valência, utilizando uma metodologia de “investigação-ação” ao longo da prática de ensino supervisionada nos dois contextos educativos.
Este estudo abrange um grupo de 17 crianças de 4 anos e uma turma do 1ºano do ensino básico, com 24 alunos. Cada projeto é composto por uma fase inicial, onde se faz um teste diagnóstico, uma fase de intervenção e uma fase final, que implica uma avaliação para compreender se foram superadas as dificuldades sentidas na avaliação diagnóstica.
Ao longo dos projetos foram utilizados diferentes recursos e estratégias, utilizando-se uma abordagem interdisciplinar.
Chegou-se à conclusão de que as atividades de estimulação da consciência fonológica promoveram uma melhoria significativa quer relativamente às capacidades de expressão oral quer relativamente às competências de leitura/escrita.
Palavras-chave: Consciência Fonológica, Estimulação, Educação Pré-Escolar, Educação do 1.º Ciclo do Ensino Básico, Investigação-Açã