Journal of the Portuguese Society of Dermatology and Venereology
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    PUVA Oral Versus Banho PUVA na Psoríase em Placas: Um Estudo Comparativo de Eficácia

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    Introduction: Phototherapy has long been recognized as beneficial for psoriasis treatment, with a favorable risk- -benefit relation. Photochemotherapy comprises the use of psoralen, either orally (oral PUVA) or topically (bath PUVA), prior to UVA irradiation. Oral administration of psoralen may lead to short or long-term side effects. Bath PUVA is particularly useful to minimize systemic toxicity and psoralen side effects. The aim of this study was to compare the effectiveness of these two PUVA modalities.Material and Methods: A retrospective review of patients with chronic plaque psoriasis treated with PUVA therapy (oral and bath) in our dermatology department, between January 2001 and December 2016.Results: We performed 81 treatments with oral PUVA and 38 treatments with bath PUVA, in 68 and 26 patients, respectively. The mean age of the patients was 50,6 years. Oral PUVA group achieved PASI 75 in 68 cases (89.5%), and bath PUVA group in 26 (74.3%), with p-value=0 .05. The mean total dose needed to achieve PASI 75 in the oral PUVA group was 113.1 J/cm2 and in the bath PUVA group was 69.8 J/cm2. The mean number of sessions performed to achieve remission in the oral PUVA group was 23.31, and in the bath PUVA group was 17.58.Conclusion: Despite requiring specialized equipment and being more time consuming, bath PUVA represents one of the most effective therapies available for psoriasis and it should be considered as a treatment option for patients who are not candidates for systemic treatment.Introdução: A fototerapia é uma terapêutica bem consolidada no tratamento da psoríase, com uma relação risco-benefício bastante favorável. A fotoquimioterapia envolve a administração de psoraleno per os (PUVA oral) ou tópico (banho PUVA), antes da irradiação por UVA. A administração oral de psoraleno pode causar efeitos adversos, enquanto o banho PUVA tem a vantagem de diminuir a toxicidade sistémica e os efeitos adversos do psoraleno. O nosso estudo teve como principal objectivo comparar a eficácia entre as duas modalidades de PUVA.Material e Métodos: Estudo retrospetivo, aplicado aos doentes com psoríase em placas tratados com PUVA no nosso serviço de Dermatologia, entre janeiro 2001 e dezembro 2016.Resultados: Foram realizados 81 ciclos de tratamentos com PUVA oral e 38 com banho PUVA, correspondendo a 68 e 26 doentes, respetivamente. A idade média foi de 50,6 anos. No primeiro grupo, o PASI 75 foi atingido em 68 casos (89,5%), e no grupo de banho PUVA em 26 (74,3%), com p = 0,05. A dose média para atingir o PASI 75 no grupo PUVA oral foi de 113,1 J/cm2 e no grupo banho PUVA de 69,8 J/cm2. No grupo PUVA oral, o número médio de sessões realizadas para atingir PASI 75 foi de 23,31, e no grupo banho PUVA 17,58.Conclusão: Embora exija equipamento especializado e mais tempo de execução, o banho PUVA pode ser considerado ainda um dos tratamentos mais eficazes na psoríase, sobretudo num grupo particular de doentes não candidatos a terapêuticas sistémicas

    E se Não é o Que Parece?

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    Prurido Crónico: Fisiopatologia, Classificação Clínica, Diagnóstico e Tratamento

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    Pruritus persisting for six weeks or longer is considered chronic. It may arise from dermatological, systemic, neurological, psychosomatic or psychiatric conditions or result from a combination of several factors. Due to chronicity processes, such as peripheral and central sensitization, pruritus may persist even after treatment of the underlying cause. Additionally chronic pruritus constitutes often a high burden for the affected patients, who frequently develop associated conditions, such as anxiety, depression or sleep disorders. Owing to the multiple dimensions of chronic pruritus, it presents a diagnostic and therapeutic challenge to the attending physician. The categorization of the condition according to the clinical presentation helps directing the diagnostic and treatment efforts. Therapeutically a step-wise approach should be undertaken. First basic measures, such as the use of emollients for dry skin, topical steroids for inflamed or excoriated skin and antihistamines should be initiated. If the origin underlying the chronic pruritus is found, a causal therapy should be attempted. If no cause is found or a causal treatment is not possible, a symptomatic multimodal therapy with topical and systemic agents is often necessary. With increasing knowledge of the pathophysiological mechanisms underlying chronic pruritus, novel drugs with promising effects are being developed.Prurido com seis ou mais semanas de duração é considerado crónico (PC). Pode ter como origem causas dermatológicas, sistémicas, neurológicas, psicossomáticas ou psiquiátricas ou advir de uma combinação de vários factores. Devido a processos de cronificação, nomeadamente sensibilização neuronal periférica e central, o prurido pode persistir apresar do tratamento da causa subjacente. Além disso, PC leva frequentemente a doenças reativas, como depressão, ansiedade ou distúrbios de sono, tendo como consequência um substancial decréscimo da qualidade de vida. Devido à multidimensionalidade do PC, esta condição representa um desafio importante para o médico assistente. A classificação do doente com PC de acordo com a apresentação clínica facilita a orientação dos procedimentos de diagnóstico necessários bem como ajuda a estabelecer uma estratégia terapêutica. A nível terapêutico uma abordagem por etapas é recomendada. Primeiramente devem-se iniciar medidas básicas como a aplicação de emolientes para a xerose cutânea, corticoesteróides tópicos para pele inflamada ou com escoriações bem como o uso de medicamentos anti-histamínicos. Caso a origem do PC seja conhecida, deve-se proceder, se possível, ao tratamento da causa subjacente. Se a causa permanecer desconhecida ou não for passível de tratamento, uma terapia sintomática multimodal com agentes tópicos e sistémicos é frequentemente necessária. Com o aumento do conhecimento dos mecanismos patofisiológicos subjacentes ao PC, novos fármacos tem sido desenvolvidos mostrando resultados promissores

    Tendências do carcinoma espinocelular cutâneo no Hospital de Gaia (2004-20013)

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    Introduction: Cutaneous squamous cell carcinoma (cSCC) is the second most common skin cancer and its incidence has been rising. The objective of our study was to perform a descriptive and analytical analysis of the cutaneous squamous cell carcinoma excised in the Hospital Center Vila Nova de Gaia e Espinho (CHVNGE) over a period of 10 years and establish trends (incidence, survival and mortality).Material and Methods: Information was retrospectively gathered in the CHVNGE, from January 2004 to December 2013, using the regional cancer registry and the histopathological registry of the hospital. The aim of this study was to describe the characteristics and trends of cutaneous squamous cell carcinoma (incidence, association with actinic keratosis or basal cell carcinoma, survival and mortality rates).Results: 485 cutaneous squamous cell carcinoma were surgically removed in a total of 380 patients (56.1% men and 43.9% women). 361 patients presented invasive cutaneous squamous cell carcinoma and 124 in situ cutaneous squamous cell carcinoma. The Dermatology Department removed 70.4% of the cutaneous squamous cell carcinoma, followed by the Plastics (16.4%) and General Surgery Departments (4.7%). Cutaneous squamous cell carcinoma was more prevalent in the age-group ≥75-years in both sexes (p < 0.001).The mean age of invasive cutaneous squamous cell carcinoma was 76.7 years (±11.5 years), women being older than men (79.0 vs 74.0 years, p < 0.001). The face was the most common topographic location (42.1%), in both genders (p < 0.001). We observed a rising incidence in both genders, particularly in the last study period (16.2/100 000 person-year). The 5-year survival rate was 98.7%. The mean age of in situ cutaneous squamous cell carcinoma was lower than invasive disease (75.5 years ± 11.3). A previous basal cell carcinoma occurred in 20.6% and actinic keratosis were diagnosed more frequently in women (p = 0.040). The face was the most common location (30.8%). Incidence rates have risen, particularly in women and age-group ≥ 75-years.Conclusion: Our study reports a rapid increase of the incidence in an ageing Portuguese population and highlights the importance of improving the existing cancer registries in Portugal.Introdução: O carcinoma espinocelular cutâneo é o segundo cancro cutâneo mais comum e a sua incidência tem crescido. O objetivo do nosso estudo foi realizar uma análise descritiva e analítica dos carcinoma espinocelular cutâneo excisados no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia e Espinho (CHVNGE) num período de 10 anos e estabelecer tendências (incidência, sobrevida e mortalidade).Materiais e Métodos: A informação foi retrospetivamente recolhida nos Registos Oncológico e Histológico do CHVNGE entre o período de Janeiro de 2004 e Dezembro de 2013. O objetivo do nosso estudo foi descrever as características e tendências (incidência, associação a queratoses actínicas e carcinomas basocelulares, sobrevida e mortalidade) do carcinoma espinocelular cutâneo.Resultados: Foram removidas 485 lesões em 380 pacientes (56,1% homens e 43,9% mulheres). 361 pacientes apresentavam doença invasora e 124 doença in situ. O serviço de Dermatologia removeu a maioria das lesões (70,4%), seguido pelo serviço de Cirurgia Plástica (16,4%) e Cirurgia Geral (4,7%). A faixa etária ≥ 75 anos foi a mais atingida por carcinoma espinocelular cutâneo em ambos os sexos (p < 0,001). A média de idades dos pacientes com carcinoma espinocelular cutâneo invasor foi de 76,7anos (± 11,5), sendo mais elevada no sexo feminino (79,0 vs 74,0 anos, p < 0,001). A face foi a localização topográfica mais comum (42,1%) nos dois sexos (p = 0,002). Houve um aumento da taxa de incidência ajustada à idade em ambos os sexos, particularmente no último período do estudo (16,2/100 000 pessoas). A sobrevida aos 5 anos foi de 98,7%. A idade média do carcinoma espinocelular cutâneo in situ foi inferior à da doença invasora (75,5 anos ± 11,3). Dos doentes com carcinoma espinocelular cutâneo in situ, 20,6% tinham antecedentes de carcinoma basocelular e as mulheres apresentaram mais queratoses actínicas (p = 0,040). A face foi o local mais comum (30,8%). A taxa de incidência de carcinoma espinocelular cutâneo in situ aumentou, sendo maior nas mulheres e na faixa etária ≥75 anos.Conclusão: Este estudo demonstra um rápido aumento da incidência do carcinoma espinocelular cutâneo numa população portuguesa envelhecida e realça a necessidade de melhorar os registos oncológicos em Portugal

    Vacinação Contra o Vírus do Papiloma Humano em Dermatologia

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    Anogenital infection by human papillomavirus (HPV) is the most common sexually transmitted infection (STI). It bears oncogenic potential, causing most cases of cervical, vulvar, vaginal and anal cancer. There is no specific antiviral therapy and the treatment of HPV-associated neoplasms does not prevent transmission. Thus, prevention of infection is particularly important, and the Venereology consultation is a privileged opportunity to identify people who benefit from preventive measures. The most recent nonavalent HPV vaccine provides coverage for types 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 and 58, which together account for 90% of cancers of the cervix and genital warts. The vaccine is recommended by the WHO for women and men up to 26 years old. In most countries, the vaccine is provided freely to ensure universal immunization of female adolescents prior to the commencement of sexual activity. In addition to the target population, the vaccine may benefit other individuals often treated by dermatologists: men who have sex with men, immunocompromised hosts such as organ-transplant and HIV-seropositive patients, and candidates for immunosuppressive treatments. The decision to vaccinate should consider the individual risk of prior exposure to HPV and the potential benefit of vaccination, which is prophylactic and not therapeutic. We review published data on the immunogenicity, safety and efficacy of the HPV vaccine in different clinical contexts, and international recommendations that may guide individual counseling by the dermatologist.A infeção anogenital pelo vírus do papiloma humano (VPH) é a infeção sexualmente transmissível (IST) mais frequente; devido ao seu potencial oncogénico, está na origem da maioria dos cancros do colo do útero, vulvar, vaginal e anal. Não existe tratamento antiviral específico e o tratamento das neoplasias associadas ao VPH não previne a transmissão. Assim, a prevenção da infeção assume particular relevância e a consulta de Venereologia constitui uma oportunidade privilegiada para aconselhar quem pode beneficiar de medidas preventivas. A mais recente vacina contra o VPH é a nonavalente, proporcionando cobertura para os tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, que, em conjunto, respondem por 90% dos cancros do colo do útero e condilomas. A vacina é recomendada pela OMS para mulheres e homens até aos 26 anos. Na maioria dos países, a vacina é comparticipada para proporcionar imunização universal gratuita a adolescentes do sexo feminino antes do início da atividade sexual. Para além da população-alvo, a vacina pode beneficiar outros populações-alvo frequentemente tratadas pelos dermatologistas: homens que têm sexo com homens, imunodeprimidos incluindo transplantados e infetados pelo VIH, e candidatos a tratamentos imunossupressores. A decisão de vacinar um indivíduo deve considerar o risco de exposição prévia ao VPH e o benefício potencial da vacinação, que é profilática e não terapêutica. Revemos a evidência publicada sobre a imunogenicidade, segurança e eficácia da vacina contra o VPH em diferentes contextos clínicos e identificamos as recomendações internacionais que podem guiar o aconselhamento individual pelo dermatologista

    ERRATA - Esporotricose e seu Polimorfismo Clínico: Um Caso com Lesões Ulceradas na Região Centro Facial em Paciente Adulto

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    Publicamos recentemente na Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, v.76, n.1 (2018) o artigo intitulado “Esporotricose e seu Polimorfismo Clínico: Um Caso com Lesões Ulceradas na Região Centro Facial em Paciente Adulto”. Na parte de RELATO DE CASO, na página 87, parágrafo 3, continuando até a página 88, parágrafo 1: “... e sorologia para esporotricose, IgG SsCBF (técnica de ELISA, desenvolvida no Hospital Universitário Pedro Ernesto, através de método de cromatografia)”. Gostaríamos de reparar a descrição da técnica utilizada para o sorodiagnóstico da esporotricose. Neste trabalho, foi utilizado o teste de ELISA com o antígeno SsCBF (Sporothrix schenckii Con A-Binding Fraction), que é uma glicoproteína de parede celular da fase leveduriforme do S. schenckii. Essa técnica foi desenvolvida1 e validada2,3 no Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Esse teste apresenta elevadas taxas de sensibilidade (90%) e especificidade (80%),2 além de exibir uma efetiva correlação clínico-sorológica.

    Papulose Linfomatóide Agminata: Uma Entidade Distinta ou uma Forma Localizada?

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    We report a case of a 34-year-old female with asymptomatic and recurrent erythematous papules localized exclusively in her left forearm, for three years. Histopathology showed a predominantly lymphocytic inflammatory infiltrate, with scattered pleomorphic CD30+ cells and occasional mitotic figures. These findings are consistent with agminated lymphomatoid papulosis considered by some authors as a distinct entity, although we believe it represents a rare presentation of lymphomatoid papulosis.Relatamos o caso de uma paciente de 34 anos de idade com pápulas eritematosas assintomáticas e recorrentes localizadas exclusivamente no antebraço esquerdo, com três anos de evolução. O estudo histopatológico mostrou a presença de infiltrado inflamatório misto, predominantemente linfocitário com células pleomórficas CD30+, e ocasionais figuras de mitose. Estes achados são consistentes com papulose linfomatóide agminata que é interpretada por alguns autores como uma entidade distinta, mas que consideramos tratar-se de uma apresentação rara de papulose linfomatóide

    Erupção Acneiforme Refratária Reveladora de Doença de Behçet: A Propósito de um Caso Clínico com Resposta Tardia mas Eficaz ao Adalimumab

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    Behçet's disease is a systemic vasculitis with a chronic-relapsing course, which can lead to significant morbidity and mortality. From the often-compelling challenge of making a prompt diagnosis comes the difficulty in its treatment. We report the case of a patient with an acneiform skin eruption revealing Behçet's disease that was refractory to conventional therapy and later completely responded to adalimumab. Although randomized controlled clinical trials are lacking in the literature, there is already significant evidence supporting anti-TNF agents as a major therapeutic advance in Behçet's disease, particularly in cases that are severe, refractory or intolerant to classical immunosuppression.A doença de Behçet é uma vasculite sistémica crónica e recidivante que pode levar a um aumento significativo da morbilidade e mortalidade. Após superar o desafio em fazer o seu diagnóstico atempado, que muitas vezes se impõe, surge a dificuldade no seu tratamento. Relata-se um caso de um doente que se apresentou com uma erupção acneiforme reveladora de doença de Behçet, refratária à terapia convencional, que respondeu mais tarde e completamente, ao adalimumab. Na literatura científica, embora faltem ensaios clínicos controlados e randomizados, há já evidência significativa que suporta o papel dos agentes anti-TNF como um importante avanço terapêutico na doença de Behçet, particularmente em casos graves, refratários ou intolerantes à imunossupressão clássica

    Histoplasmose Cutânea Disseminada em Doente com SIDA: Relato de um Caso Clínico

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    This report describes a case of disseminated cutaneous histoplasmosis in a 30 years old black woman, born and living in Mozambique, with disseminated eruptive multiple papules, some of them with erosions, localized also in palms, plants and oropharyngeal mucosa. The HIV 2 test was positive and the CD4 count was 1 cel/mm3. Histopathology was compatible with infection by Histoplasma capsulatum. She was treated with amphotericin B during 21 days, with clinical improvement, followed by oral fluconazole 400 mg/day and antiretroviral, but she died 13 months later from gastroenteritis.Descreve-se o caso clínico duma mulher de 30 anos, raça negra, natural e residente em Moçambique, internada no serviço de dermatologia do Hospital Central de Maputo por múltiplas pápulas de aparecimento progressivo e aditivo disseminadas por todo o tegumento cutâneo. O teste para VIH 2 foi positivo, com CD4 de 1 cel/mm3. O exame histológico de uma das lesões foi compatível com infecção por Histoplasma capsulatum. Foi medicada com anfotericina B durante 21 dias com melhoria clínica. Teve alta medicada com fluconazol 400 mg/dia e tratamento anti-retroviral mas viria a falecer 13 meses depois após gastrenterite aguda

    Fenómeno de Lúcio: Resposta ao Tratamento Alternativo com Poliquimioterapia Multibacilar

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    Leprosy is an infectious disease of chronic evolution caused by Mycobacterium leprae. Its chronic course can be interrupted by acute or subacute reactional episodes. Lucius phenomenon is a vasculitic immune reaction that occurs in patients with lepromatous leprosy. It appears with purpuric macules that progress to ascending necrosis and ulceration and heal with an atrophic scar. The authors describe the case of a 73-year-old male patient with ulceronecrotic lesions in the lower limbs and tendinous calcaneal exposure. Clinical-laboratory data and dermatological examination confirmed the diagnosis of lepromatous leprosy with vasculitis of the Lucius-like type. It progressed with a good response to the alternative treatment with multibacillary multidrug therapy.A hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução crónica, causada pelo Mycobacterium leprae. Seu curso crónico pode ser interrompido por episódios reacionais agudos ou subagudos. O fenómeno de Lúcio é uma reação imunológica vasculítica que ocorre em doentes com lepra lepromatosa. Surge com máculas purpúricas que evoluem com necrose e ulceração, de forma ascendente, deixando cicatriz atrófica. Os autores descrevem o caso de um paciente de 73 anos, sexo masculino, com lesões ulceronecróticas em membros inferiores e exposição tendinosa em calcâneo. Com base em dados clínico-laboratoriais e exame dermatológico, confirmado diagnóstico de lepra lepromatosa com vasculite do tipo fenómeno de Lúcio. Evoluiu com boa resposta ao esquema alternativo de tratamento com poliquimioterapia multibacilar

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