Universidade Federal de Pelotas

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    A educação pública em Pelotas-RS (1940-1970): primeiras aproximações sobre o conceito de "município pedagógico"

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    A presente comunicação faz parte de um estudo de doutoramento, no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas –PPGE/FAE/UFPel - que propõe a análise do desenvolvimento da educação pública municipal pelotense entre as décadas de 1940 e 1970 e utiliza a categoria “município pedagógico” proposto por Magalhães (2009), Magalhães e Adão (2014) e Gonçalves Neto (2009). Será apresentada uma aproximação inicial com esta categoria que muito pode vir a respaldar questionamentos inerentes construção da tese. Torna-se importante ressaltar que neste trabalho, o município de Pelotas, RS, é compreendido como um território educativo com singularidades históricas que dão sentido a encaminhamentos educacionais e que constituem identidades próprias estabelecidas pelo nível micro e macro de decisões

    Movimento dos Sem Terra: uma análise à luz do ciberativismo

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    Este trabalho tem como objetivo esclarecer como se dá o ciberativismo no Movimento Sem Terra: “O ciberativismo corresponde a práticas comunicacionais que, utilizando plataformas, redes e suportes digitais, sobretudo na internet, visam entrosar e dar maior visibilidade a lutas no interior da sociedade." (EISENBERG, 2015, p. 131) e como essas ações dão possiblidade para que a luta política ganhe peso e alcance a maioria

    A luta por direitos reprodutivos por meio da atuação do movimento feminista nas redes sociais

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    A luta por direitos reprodutivos é histórica e perpassa os campos da moralidade, religiosidade, da política e da educação. Refletindo sobre isso, a proposta deste trabalho é apresentar uma tese de doutorado em andamento, a qual está inserida no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), na linha de pesquisa Saberes Insurgentes e Pedagogias Transgressoras. A pesquisa tem discutido como o movimento feminista vem se apropriando das redes sociais para a discussão de pautas que envolvem a questão dos direitos reprodutivos, principalmente a descriminalização do aborto. O boletim epidemiológico produzido pelo Ministério da Saúde em 2021, revelou a partir de dados notificados que entre 2010 e 2020, 774 mulheres morreram de complicações derivadas de procedimentos mal feitos, sendo 62% desses casos de mulheres negras e pardas. Nesse sentido, os movimentos feministas continuam discutindo essa problemática enquanto uma questão de saúde pública e vem se apropriando de outros espaços, como as redes sociais para ampliar o debate. A partir de Gohn (2011, 2022) e hooks (2017, 2020) buscamos demonstrar que essa apropriação, gera a partir da participação das mulheres envolvidas nesses espaços a construção de saberes que não seriam construídos, possivelmente, em espaços de educação formal. Dentro dessa atuação, algumas campanhas se tornaram conhecidas, como a Nem Presa Nem Morta, por exemplo. Essa campanha, foi fundamental na dissolução do caso da menina de onze anos, vítima de um estupro, que em 2022 foi coagida por uma juíza em Santa Catarina a não avançar na interrupção da gravidez. A menina e os responsáveis descobriram a gravidez com 22 semanas, quando foi encaminhada a um hospital em Florianópolis. Durante a audiência, a juíza e a promotora questionaram se a menina poderia permanecer mais uma ou duas semanas grávida para aumentar as chances de sobrevida do feto. “Você suportaria ficar mais um pouquinho?”, perguntou a juíza durante a audiência gravada em vídeo. Nesse “mais um pouquinho”, vemos refletido a fragilidade dos direitos reprodutivos para meninas e mulheres no país. O caso só se tornou público, pois houve uma intensa articulação do movimento feminista, principalmente, nas redes sociais para que a identidade da menina fosse preservada e que o procedimento fosse realizado, conforme previsto na constituição. Além disso, a força da campanha demonstrou como as redes sociais, apesar de serem espaços de profunda contradição, podem ser profícuos para uma discussão política

    Histórias comparadas de violência sexual contra os sujeitos infantis: uma análise do regime de educabilidade em dois processos criminais na cidade de Caxias, RS (1919 e 1926)

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    Neste trabalho, propomos analisar o regime de educabilidade social a partir da ocorrência de dois casos de violência sexual que foram denunciados na cidade de Caxias, no estado do Rio Grande do Sul, respectivamente em 1919 e 1926. Para tanto, situamo-nos no campo da História da Educação e da infância, empregando a abordagem teórica de Michel Foucault, com foco nos conceitos de sexualidade, violência e anormalidade. Além disso, estabelecemos um diálogo com os estudos oriundos da microhistória, fundamentando nossa análise em horizontes metodológicos derivados das pesquisas de Boris Fausto (2014). Ao descrever e analisar esses documentos, observamos que, embora os casos de violência sexual contra crianças fossem previstos nos códigos penais da época, eles eram resultantes de múltiplos determinantes sociais. Isso confere aos casos tanto uma relevância para a análise histórica como se distingue por sua originalidade para investigações interseccionais na História da Educação brasileira. Ao problematizarmos a persistência da violência sexual, concluímos que o agressor adulto utiliza uma estrutura simbólica de poder para oprimir e controlar os corpos infantis dentro de um regime de educabilidade que condicionava às crianças como sujeitos desprotegidos, vulneráveis e alienados de direitos. Desse modo, o presente estudo visa analisar dois processos envolvendo abuso sexual de sujeitos infantis que ocorreram durante a Primeira República, um período de forte centralização estatal e foco na expansão do mercado livre. Nesse contexto, o Estado buscou reorganizar e normatizar a sociedade por meio de campanhas educativas e sanitárias, promovendo a “família de elite” como modelo de educabilidade. A vigilância e a intervenção jurídica e sanitária redefiniram os papéis sociais principalmente de crianças, mulheres pobres e famílias vulneráveis

    O Rugby tag pode ser integrado à rotina escolar?: a percepção dos/as estudantes de Pelotas-RS

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    O esporte, uma unidade temática da Base Nacional Comum Curricular, é um fenômeno sociocultural conceituado pela pluralidade de movimentos e práticas corporais que, para ser desenvolvido na escola, precisa assumir características que contemplem a diversidade pedagógica com estudantes em suas diferentes realidades (Gaya et al., 2004; Reverdito, 2009; Brasil, 2018; Tenório, 2021)

    Anais do XI Congresso de Extensão e Cultura da UFPel: eixo cultura 2024

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    O Congresso de Extensão e Cultura (CEC) 2024, realizado durante a 10º Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão (SIIEPE), marcou um momento significativo para a UFPel e sua comunidade acadêmica. Sob o tema “Universidade e Sociedade em Transformação”, o evento evidenciou o papel central da universidade pública como agente de mudança e promotora de impacto social em nosso território

    Design de NPC’s para um universo de RPG de fantasia medieval

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    Este resumo expandido apresenta o recorte da etapa prática do trabalho de conclusão de curso intitulado Design de NPC’s Para um Universo de Fantasia Medieval, desenvolvido no curso de Design Gráfico no ano de 2024. Como prática deste trabalho foram desenvolvidos dois personagens não jogáveis pertencentes ao universo de fantasia medieval de um jogo digital fictício do tipo RPG

    Variação da Q90% sazonal na bacia hidrográfica do Arroio Pelotas

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    A Bacia Hidrográfica do Arroio Pelotas (BHAP) tem um papel fundamental no crescimento econômico de Pelotas, já que é uma das principais fontes de água do município. Seu principal curso d'água, o Arroio Pelotas, abastece a Estação de Tratamento de Água do Sinnott, operada pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (SANEP). Diante disso, o presente estudo tem como objetivo avaliar a variação anual da Q90% sazonal na BHAP em 56 anos de monitoramento, fornecendo subsídio para a compreensão da dinâmica das vazões mínimas nas diferentes estações do ano

    Intersectionality of sociodemographic factors in the occurrence of fragility in a city in southern Brazil, 2021

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    Frailty has a multifactorial cause, and it is plausible that it is influenced by social inequities. Therefore, it is important to understand how sociodemographic conditions affect the health-disease process. This approach is feasible through intersectionality, and thus establish equitable policies according to social inequities. Intersectional analysis would fill gaps still present in the literature, especially regarding the non-biological factors involved in the development of the health stages investigated. Therefore, the objective of this thesis was to analyze the occurrence of frailty according to the intersectionality of sociodemographic variables among aging people in a city in southern Brazil. This is a population-based cross-sectional study. For this work, people aged 50 years or older, living in locations linked to basic health units, were included. The variable depends on frailty assessed using a self-report instrument composed of five components: unintentional weight loss, increased strength and gait speed, low physical activity, and fatigue. The main independent variable was the intersectionality of sociodemographic factors. An intersectional analysis was performed using Poisson regression models using dichotomous stages. The prevalence of frailty was 33.6% (CI: 95% 31.0–36.4) and pre-frailty was 26.1% (CI: 95% 23.7–28.7). Regardless of the sociodemographic characteristic and its category, the majority of the population (>50%) presented some component of frailty (pre-frailty and frailty). A dose-response relationship was observed between intersectionality and frailty. Women, black/brown, low education level and lower economic class had 2.34 times (CI: 95% 1.50–3.76) more frailty than men, white, high education level and higher economic class. The greater the inequality, the greater the prevalence of worsening in self-perception of frailty. An age-adjusted analysis showed the same pattern of increasing worsening in self-perceived frailty as inequality increased. Women, black/brown, low-education and lower economic class, had 1.75 times (CI: 95% 1.50-3.76) more perception of worsening than men, whites, high-education and higher economic class. The social determination of frailty involves an intersection of sociodemographic variables. The results presented by the detailed study for understanding how the pandemic may have affected people's health under analysis of the intersectionality of sociodemographic factors in self-perceived health.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGSA fragilidade tem causa multifatorial, sendo plausível que sofra influência das iniquidades sociais. A partir disso é importante compreender como as condições sociodemográficas atuam no processo saúde-doença. Essa abordagem é viável através da interseccionalidade, e dessa forma estabelecer políticas equitativas de acordo com as iniquidades sociais. A análise interseccional preencheria lacunas ainda presentes na literatura, especialmente sobre os fatores não biológicos envolvidos no desenvolvimento dos desfechos de saúde investigados. Logo, o objetivo desta tese foi analisar a ocorrência de fragilidade de acordo com a interseccionalidade de variáveis sociodemográficas entre pessoas em envelhecimento de uma cidade do sul do Brasil. Trata-se de estudo transversal de base populacional. Para o presente trabalho, foram incluídas pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, residentes em localidades vinculadas a unidades básicas de saúde. A variável dependente foi fragilidade avaliada a partir de um instrumento de autorrelato composto por cinco componentes: perda de peso não-intencional, diminuição da força e da velocidade da marcha, baixa atividade física e fadiga. A principal variável independente foi a interseccionalidade de fatores sociodemográficos. Foi realizado uma análise interseccional através de modelos de regressão de Poisson utilizando os desfechos dicotômicos. A prevalência de fragilidade foi de 33,6% (IC95%: 31,0– 36,4) e a pré-fragilidade foi de 26,1% (IC95%: 23,7–28,7). Independente da característica sociodemográfica e da categoria dela, a maioria da população (>50%) apresentou algum componente de fragilidade (pré-fragilidade e fragilidade). Observou-se uma relação dose-resposta entre interseccionalidade e fragilidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 2,34 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais fragilidade do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. Quanto maior a iniquidade, maior a prevalência de piora na autopercepção de fragilidade. A análise ajustada por idade evidenciou-se o mesmo padrão de aumento da piora na autopercepção de fragilidade conforme o aumento da iniquidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 1,75 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais percepção de piora do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. A determinação social da fragilidade envolve a intersecção de variáveis sociodemográficas. Os resultados apresentados pelo estudo contribuem para o conhecimento de como a pandemia pode ter afetado a saúde das pessoas sob análise da interseccionalidade de fatores sociodemográficos na autopercepção de saúde

    Iniquidades na prevalência de dor dental em adultos: uma revisão sistemática e metanálise

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    A dor dental, resultado da perda de integridade dos tecidos dentários (TROWBRIDGE 1986) e associada à progressão da cárie (YU; ABBOTT 2018), afeta cerca de 32.7% da população mundial, impactando desproporcionalmente grupos sociais vulneráveis (PENTAPATI; YETURU; SIDDIQ 2021). As iniquidades sociais e étnico-raciais têm um papel central na manifestação da dor dental, contribuindo para a distribuição assimétrica dessa condição entre diferentes segmentos populacionais (BASTOS; GIGANTE; PERES, 2008)

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