Publicações do Centro de Humanidades - UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
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O ENSINO DO LÉXICO: DO PROBLEMA DO DICIONÁRIO À VIVÊNCIA DA LINGUAGEM
Resumo: Este artigo versa sobre o ensino de semântica lexical em língua materna na Educação Básica. Na primeira parte, falamos do problema do sentido lexical e defendemos que as relações de sentido possíveis das unidades da língua dependem da articulação de vários domínios, entre eles o gramatical, o contextual e o psicológico. Na segunda, alertamos para a necessidade de uso de dicionários apropriados nas escolas com especial atenção para o nível de ensino em que o aluno se encontra e para os fins específicos da aprendizagem. Na terceira e última parte, retomamos as seções anteriores ao expormos as razões que justificam as falhas e os possíveis sucessos no uso do dicionário em sala aula
A LITERATURA INFANTIL INSTIGANDO QUESTÕES “DELICADAS” DESDE A INFÂNCIA: O CASO DE BINTOU’S BRAIDS
Compreendendo que a literatura é um dos meios mais eficazes para se estimular o imaginário da criança quando de sua entrada na escola, buscamos discutir a noção de beleza negra infantil e a relação entre avós e netos, pelo olhar da cultura africana, a partir da narrativa Bintou’s Braids (DIOUF, 2001) na aula de inglês. As nossas reflexões estão ancoradas em Hunt (2010) e outros, ao tratarem da necessidade de se iniciar a criança na literatura desde cedo na escola; na Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira no ensino básico, como incentivo à leitura; em Munanga (2005) sobre o racismo na escola; e, em Hooks (2006) no que concerne à beleza negra.
EFEITOS DA FORMAÇÃO INICIAL NAS PRÁTICAS DE ENSINO DE ESCRITA DE UMA PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO FUNDAMENTAL
Este artigo analisa os impactos da formação inicial sobre as práticas de ensino de escrita de uma professora egressa do Curso de Pedagogia de uma Instituição pública de ensino da Paraíba, com base nas noções de escrita como atividade sociodiscursiva e de gênero textual como entidade empírica de organização dos discursos. Para tanto, discute a contribuição das teorias sobre escrita e gêneros textuais para a formação inicial docente, a partir de relatos dessa professora sobre o seu processo de formação, bem como sobre uma proposta de produção de texto. A análise dos dados demonstra que a apropriação de conhecimentos sobre as teorias acerca da escrita situada e dos gêneros textuais pode favorecer o redimensionamento das práticas de ensino de escrita
LER, ESCREVER, “PONTUAR”: A CONSTRUÇÃO DA AUTORIA
Assumo, neste texto, que o desenvolvimento da autoria (em sentido amplo) envolve, de um modo específico, a leitura, a escrita e a pontuação (em dois sentidos), que por sua vez congregam o estilo. Com uma orientação enunciativa e discursiva, neste texto, voltado para a concepção e construção da autoria (possível) na área institucional da Educação, objetivo trazer elementos para a reflexão teórica e prática sobre esse processo, mostrando o que julgo que caberia conhecer e considerar em ambiente escolar para a produção de um efeito de autoria (função-autor). O processo presume a necessidade de trabalhar com gêneros de discurso, para entender suas regularidades como marcas do fenômeno de interação humana em práticas específicas
UMA BOTIJA NA SALA DE AULA: LEITURA DE ROMANCE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Neste artigo, após situar uma experiência de leitura com o romance A botija, de Clotilde Tavares, com alunos do EJA, recortamos e refletimos sobre a vivência com o folheto O romance do Pavão Misterioso, de José Camelo de Melo Rezende. Como a obra de Clotilde Tavares dialoga com várias narrativas da tradição popular e erudita, estimulou-se, ao longo do experimento, a percepção destes diálogos, aspecto enriquecedor da leitura. A vivência com o folheto de cordel, cuja leitura foi realizada por um poeta popular, foi um momento forte da pesquisa no que se refere ao envolvimento dos colaboradores, conforme foi registrado e discutido no decorrer do artigo
DOSSIÊ TEMÁTICO: LITERATURA E ENSINO
Dossiê temático sobre Literatura e Ensino publicado no volume 14, número 2, da Revista Leia Escola
Apresentação
Apresentação dos artigos em caráter de demanda contínua na Revista Leia Escola, em seu 14 volume, n 1, 2014
FUNÇÃO DISCURSIVA DOS ELOS COESIVOS REFERENCIAIS
Sugerimos, aqui, a reorganização dos elos coesivos classificados por Koch (1989), orientados pela retomada, em manutenções referenciais; ou pela mera remissão a certas âncoras cotextuais ou a proposições encapsuladas em introduções referenciais. Além disso, consideraremos alguns critérios lexicais para distinguir elementos recategorizadores