Portal de Periódicos da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná)
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“Venha ver o pôr do sol”: uma proposta de oficina literária
O artigo propõe um modelo de oficina de letramento literário para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II, tendo como base o conto Venha ver o pôr do sol (1988), de Lygia Fagundes Telles, a partir do qual será trabalhado o tema gerador amor. Recorrendo a atividades de sensibilização e motivação que seguem o modelo de AUTOR (2019) e Micheletti (2001), bem como estudos sobre a materialidade da obra provenientes do Círculo de Bakhtin (1992), a oficina tem por objetivo a formação de leitores literários e o desenvolvimento de sujeito leitor. Para tanto, apoia-se nos pressupostos teóricos franceses de Rouxel (2012 - 2013), Langlade (2013) e Jouve (2013) sobre a formação do sujeito leitor. Atendendo o que é proposto pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) serão utilizados recursos multimodais e de diferentes semioses como vídeos, músicas, dinâmicas, análise de paratextos para estimular os leitores. Por meio desta é possível desenvolver a capacidade leitora e a ampliação de conhecimentos do sujeito-leitor, mediante reflexões acerca do tema amor
Leitura mediada do livro de imagem para o letramento visual e sensível de crianças
ESTE TRABALHO REFLETE A RESPEITO DA LEITURA DO LIVRO DE IMAGEM DE LITERATURA INFANTIL COMO EXPERIÊNCIA DE LETRAMENTO SENSÍVEL E VISUAL OU EDUCAÇÃO DO OLHAR COM CRIANÇAS. AS REFLEXÕES EM TORNO DESSA TEMÁTICA TÊM POR OBJETIVO RESPONDER À QUESTÃO DE COMO PROPOR A LEITURA DO LIVRO DE IMAGEM A PARTIR DE UMA ABORDAGEM DE LEITURA MEDIADA QUE POSSIBILITE O LETRAMENTO VISUAL E O DESENVOLVIMENTO DA SENSIBILIDADE FRENTE À IMAGEM. PARA ISSO, APRESENTAM-SE ALGUNS ARGUMENTOS A RESPEITO DA IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DA LEITURA DE IMAGEM NA INFÂNCIA, CONCEITUANDO O QUE SE ENTENDE POR LETRAMENTO VISUAL. EM SEGUIDA, REALIZA-SE A LEITURA ANALÍTICA DE UM LIVRO DE IMAGEM A PARTIR DA PERSPECTIVA TEÓRICA DA SEMIÓTICA DISCURSIVA, DEMONSTRANDO COMO A IMAGEM PODE SER LIDA. POR FIM, CONSIDERANDO OS ARGUMENTOS INICIAIS E A LEITURA ANALÍTICA DO LIVRO DE IMAGEM, DEFINEM-SE ALGUNS PRINCÍPIOS PARA A REALIZAÇÃO DE UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA MEDIADA DA LEITURA DE IMAGEM QUE PODEM AUXILIAR A PLANEJAR EXPERIÊNCIAS DE LEITURA DE IMAGEM A PARTIR DA LITERATURA INFANTIL
A formação do leitor literário, da educação infantil ao ensino médio: pelas lentes de um olhar sensível
As reflexões aqui expostas resultam de duas pesquisas, uma ainda em andamento e outra concluída, realizadas em instituições cujos níveis de ensino representam os dois extremos da Educação Básica, ou seja, a Educação Infantil e o Ensino Médio. Nossa discussão nasce de indagações que gravitam em torno de uma questão central: há espaço e tempo nas instituições para a efetiva leitura literária e, por extensão, para a formação do leitor literário? Sabemos que a leitura literária exige certas particularidades que parecem estar um pouco distantes da realidade de grande parte das instituições educacionais brasileiras. Acreditamos, porém, que uma configuração espacial adequada, o acesso a um acervo diversificado e as ações de um mediador entre o livro e as crianças ou jovens podem ser significativas para tornar a leitura literária uma atividade significativa no contexto educacional. Até o momento, nossas pesquisas têm nos mostrado que aproximar o leitor da literatura com uma mediação significativa, considerando todo o potencial de sensibilidade que essa expressão artística nos permite, pode resultar numa efetiva experiência estética e, por extensão, na formação do leitor literário.
Literatura, educação e emancipação: elaborando o passado e combatendo a barbárie
Considerando as elaborações teóricas construídas por Theodor W. Adorno em Educação e emancipação (2006) a respeito da necessidade de se pensar uma educação que impeça o retorno e a normalização da barbárie, aglutinadas às perspectivas expostas por Antonio Candido (2004) em “O direito à literatura”, este trabalho busca evidenciar a capacidade de a literatura nos proporcionar possibilidades de emancipação. Para tanto, utilizamos também as contribuições que Walter Benjamin (2012) registrou em “Experiência e pobreza”. Nosso objetivo, aqui, é propor uma reflexão sobre a importância de uma experiência literária que, elaborando o passado, é capaz de nos direcionar à emancipação e, portanto, evitar a estruturação de qualquer forma de barbárie
AS PERCEPÇÕES DOS PROFESSORES E ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O PAPEL DA ASTRONOMIA INDÍGENA NO ENSINO DE CIÊNCIAS
Este trabalho tem o objetivo de identificar as percepções de alguns alunos da educação básica e professores das Ciências da Natureza sobre o ensino da Astronomia Indígena. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, com 12 professores e 23 alunos do nono ano do ensino fundamental II. Para conhecer as percepções dos participantes sobre a Astronomia Indígena, foi aplicado um questionário aos professores e desenvolvida uma Sequência Didática baseada nos Três Momentos Pedagógicos de Delizoicov e Angotti com os alunos. Para analisar os dados coletados, foi utilizada a Análise Textual Discursiva (ATD). Em relação aos professores, foram analisadas três categorias que caracterizam suas percepções sobre: 1) o ensino de Astronomia; 2) os estudos étnico-raciais na educação básica; 3) a relevância das temáticas Astronomia Indígena e História da Ciência. Para os alunos, as categorias emergiriam em forma de percepções sobre: 1) a Astronomia; 2) a Astronomia Indígena; 3) o estudo da Astronomia Indígena na educação básica; 4) o interesse da Astronomia Indígena. Assim, foi possível concluir que a temática sobre Astronomia Indígena é pouco abordada pelas escolas, muitos professores têm interesse em inseri-la em suas aulas, mas ainda existe uma falta de conhecimento sobre o tema
O SANEAMENTO BÁSICO COMO TEMA PARA A PRODUÇÃO DE VÍDEOS: UMA ATIVIDADE PARA A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
O presente trabalho apresenta um estudo de uma atividade de produção de vídeos sobre saneamento básico desenvolvido por alunas e alunos do Ensino Fundamental ll em uma escola da rede pública. Essa atividade foi pensada a partir dos princípios da abordagem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente a fim de favorecer uma Educação em Direitos Humanos. A análise dos dados obtidos em todo processo educativo tomou como base os referenciais teóricos metodológicos da Teoria Ator-Rede, que permitiu analisar os fluxos e movimentos, tendo por base os actantes que, no caso desse trabalho, são alunos, professor, vídeos e fotos. Após as análises foi possível observar as controvérsias que emergiram durante a oficina de pré-produção de vídeos. Salienta-se ainda que, por meio da atividade desenvolvida, os alunos puderam discutir novos assuntos que abarcam o tema central: saneamento básico, e que dão vozes às políticas públicas, saúde coletiva, Direitos Humanos e economia, por exemplo. Dessa forma, acredita-se que a oficina de produção de vídeos sobre o tema saneamento básico foi uma ferramenta diferenciada para o processo de aprendizagem no ensino de ciências, como relevante mecanismo para que os alunos possam trabalhar as questões pertinentes ao saneamento básico no contexto brasileiro
Aborrescências, crises e #likes: as faces da literatura juvenil brasileira na contemporaneidade digital
Este artigo sugere a discussão acerca das interfaces dialógicas entre Literatura Juvenil e Internet, preconizando como cenário o contexto da contemporaneidade, demarcada pela presença das novas tecnologias digitais, e acima de tudo, da Internet enquanto veículo que possibilitara aos jovens internautas, agora também aspirantes a escritores, transfigurar não apenas a Literatura Juvenil produzida em solo nacional; sobretudo, a dinâmica inerente ao mercado editorial, cativo às práticas de escrita literária ocorridas em plataformas virtuais de autopublicação, como Wattpad, ou a manufatura de conteúdos digitais cogitados para blogs, canais do YouTube e outras redes sociais do gênero. Diante disto, o debate sobre a adolescência nativa digital, o espaço de fala de alguns poucos jovens, bem como os retratos de uma produção literária culturalmente saturada (MOSER, 1999), será embasado nos contributos teóricos de Contardo Calligaris (2000), Marc Prensky (2001), Stuart Hall (2006), Gayatri Spivak (2010), entre outros. Isto, pois, irá nos auxiliar de modo que nos tornemos capazes de (res)significar a Literatura Juvenil Brasileira em meio às crises que enfrenta em busca por identidade(s) em tempos contemporâneos de #likes.Palavras-chave: Literatura juvenil. Internet. Jovens nativos digitais. Contemporaneidade
Filosofia de Nietzsche em Clarice Lispector
O presente artigo procurará demonstrar a relação do processo criativo de Clarice Lispector, o modus operandi na construção dos textos que compõem sua obra, baseando-se nos conceitos nietzschianos acerca da vontade de potência, conceitos estes que se relacionam com a psique da autora e que certamente vão determinar as características de suas personagens, transitando por entre as variadas faixas observadas por Nietzsche.