Universidade Federal do Maranhão (UFMA): Portal de Periódicos
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Saberes Orgânicos e Tecnodiversidade Quilombola, Caiçara e Indígena na construção de uma Educação Técnica Diferenciada
Este artículo analiza las acciones del Foro de Comunidades Tradicionales (FCT) que, en diferentes municipios de la Serra da Bocaina (RJ y SP), reivindica el derecho a una Educación Técnica Diferenciada que incluya a sus jóvenes y sus culturas tradicionales en el sistema educativo, al mismo tiempo que esté al servicio de “soluciones técnicas y políticas” que garanticen la autonomía y la sostenibilidad de esos territorios y formas de vida. Para ello, este artículo parte del pensamiento crítico latinoamericano que fundamenta el campo de los Estudios Sociales de la Ciencia y la Tecnología y propone un diálogo entre esos autores – Florestan Fernandes, Rui Mauro Marine, Orlando Fals Borda, entre otros – con autores contemporáneos como el chino Yuk Hui – que invita a revisitar la diversidad de caminos para el trabajo científico y tecnológico, asociados a su finalidad – y los quilombolas brasileños de Saco do Curtume-Piauí, Antônio Bispo do Santos, Nêgo Bispo y su invitación al desarrollo de un conocimiento orgánico que, en contraste con el conocimiento sintético producido en gran medida en las universidades, esté al servicio de la vida.This paper analyzes the actions of the Traditional Communities Forum (FCT) which, in different municipalities of Serra da Bocaina (RJ and SP), demands the right to a Differentiated Technical Education that includes its young people and their traditional cultures in the educational system, while at the same time being at the service of “technical and political solutions” that guarantee the autonomy and sustainability of those territories and ways of life. To this end, this article starts from the Latin American critical thinking that is the basis for the field of social studies of Science and Technology and suggests a dialogue between those authors – Florestan Fernandes, Rui Mauro Marine, Orlando Fals Borda, among others – with contemporary authors such as the Chinese Yuk Hui – who invites us to revisit the diversity of paths for scientific and technological work, associated with its purpose – and the Brazilian quilombola from Saco do Curtume-Piauí, Antônio Bispo do Santos, Nêgo Bispo and his invitation to the development of an organic knowledge that, in contrast to the synthetic knowledge largely produced in universities, is at the service of life.O presente trabalho analisa a atuação do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), que, em diferentes municípios da Serra da Bocaina (RJ e SP), reivindica o direito por uma Educação Técnica Diferenciada, que inclua seus jovens e suas culturas tradicionais no sistema educacional, ao mesmo tempo em que esteja a serviço das “soluções técnicas e políticas” que garantam a autonomia e a sustentabilidade daqueles territórios e modos de vida. Para tanto, este artigo parte do pensamento crítico latino-americano, base para o campo dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, e sugere o diálogo entre aqueles autores – Florestan Fernandes, Rui Mauro Marine, Orlando Fals Borda, entre outros – e autores contemporâneos como o chinês Yuk Hui, que nos convida a retomar a diversidade de caminhos para o fazer científico e tecnológico associado a sua finalidade, e o brasileiro quilombola de Saco do Curtume, Piauí, Antônio Bispo do Santos (Nêgo Bispo) e o seu convite ao envolvimento com um saber orgânico que está a serviço da vida e do bem viver e que se contrapõe ao saber sintético produzido nas universidades
Bibliotecas e Makerspaces: Inovação e Transformação à luz do Século XXI
As bibliotecas estão sendo transformadas pela Era Digital, evoluindo de guardiãs e gestoras de coleções para espaços de interação e criação. Com a ascensão do movimento maker, há uma crescente integração de makerspaces nas bibliotecas, redefinindo seu papel além da disseminação passiva de informação. O problema da pesquisa questiona de que maneira os makerspaces podem favorecer a inovação nas bibliotecas? Como hipótese apresenta-se que a implementação de makerspaces nas bibliotecas aumenta a participação comunitária e estimula a inovação nos serviços oferecidos. O objetivo geral desta pesquisa foi demonstrar os makerspaces como uma solução inovadora para as bibliotecas, enquanto os objetivos específicos incluem contextualizar a evolução histórica das bibliotecas e suas tipologias, descrever suas transformações no século XXI, explorar o movimento maker e sua relevância global e no Brasil. A metodologia inclui revisão bibliográfica sobre biblioteconomia, Inovação e movimento maker, além de um estudo comparativo de três bibliotecas (Brasil e Estados Unidos). Serão analisados dados qualitativos para avaliar o impacto dos makerspaces nas bibliotecas. A estrutura do trabalho está dividida em sete seções: Introdução; Transformações das bibliotecas no Século XXI: adaptação às novas demandas informacionais; Inovações e transformações nas bibliotecas do Século XXI; O movimento maker e makerspaces nas bibliotecas: um panorama no Brasil e nos Estados Unidos; Metodologia; Resultados e Discussões, e Considerações finais. A pesquisa confirmou que os makerspaces fortalecem a inovação e a participação comunitária nas bibliotecas, tornando-as centros dinâmicos de criação. O estudo destaca a necessidade contínua de adaptação das bibliotecas para atender às demandas digitais e colaborativas da sociedade. Libraries are being transformed by the Digital Age, evolving from custodians and managers of collections to spaces of interaction and creation. With the rise of the maker movement, there is a growing integration of makerspaces in libraries, redefining their role beyond the passive dissemination of information. The research question asks how can makerspaces foster innovation in libraries? The hypothesis is that the implementation of makerspaces in libraries increases community participation and stimulates innovation in the services offered. The general objective of this research was to demonstrate makerspaces as an innovative solution for libraries, while the specific objectives include contextualizing the historical Evolution of libraries and their typologies, describing their transformations in the 21st century, exploring the maker movement and its relevance globally and in Brazil. The methodology includes a literature review on librarianship, innovation and the maker movement, as well as a comparative study of three libraries (Brazil and the United States). Qualitative data will be analyzed to assess the impact of makerspaces on libraries. The structure of the work is divided into seven sections: Introduction; Transformations of libraries in the 21st century: adapting to new informational demands; Innovations and transformations in libraries in the 21st century; The maker movement and makerspaces in libraries: an overview in Brazil and the United States; Methodology; Results and Discussions, and Final Considerations. The research confirmed that makerspaces strengthen innovation and community participation in libraries, making them dynamic hubs of creation. The study highlights the ongoing need for libraries to adapt to meet society’s digital and collaborative demands.
Nota editorial: Inclusão nas Práticas de Ensino em Geografia
Este número da InterEspaço reúne textos selecionados a partir do VII Encontro Regional de Práticas de Ensino em Geografia (EREPEG), evento que se constitui como um importante espaço de socialização científica, reflexão crítica e intercâmbio de experiências no campo do Ensino de Geografia. A última edição do EREPEG, realizada entre os dias 02 e 04 de julho de 2025, nas dependências da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em São Luís, teve como tema “Práticas geográficas: construindo saberes com inclusão”, o evento evidenciou a centralidade do Ensino de Geografia frente aos desafios contemporâneos da educação, especialmente no que se refere à construção de práticas pedagógicas voltadas à educação inclusiva
Educação Geográfica e Ambiental: estratégias educativas para o exercício da cidadania territorial em Maceió/AL
El presente trabajo tiene como objetivo analizar las percepciones de los jóvenes sobre losproblemas ambientales en Maceió y proponer estrategias educativas que fomenten la ciudadaníaterritorial. La investigación siguió presupuestos cualitativos y exploratorios, combinandoinvestigación documental, revisión bibliográfica sobre Educación Geográfica y ciudadaníaterritorial, y la ejecución del proyecto ―Nós Propomos‖, realizado con estudiantes de EducaciónMedia de una escuela pública en Maceió/AL. Los principales autores que orientaron el estudiofueron Callai (2018), Castrogiovanni (2017), Cavalcanti y Souza (2014), Cavalcanti (2023), Santos ySouto (2018) y Souto y Claudino (2019). El taller ―Ciudadanía y Educación Ambiental en el EspacioUrbano‖ promovió la construcción de miradas críticas sobre el espacio vivido. Por medio de laelaboración de carteles, registros fotográficos y círculos de conversación, los estudiantesidentificaron problemas ambientales en el entorno escolar y propusieron intervenciones simples,pero significativas. Los resultados indican que la actividad amplió el sentido de pertenencia,estimulando la conciencia sobre la responsabilidad en la transformación del medio en el que viven.La práctica pedagógica colaborativa evidenció a los jóvenes como sujetos activos en el territorio,reforzando la importancia de la Educación Ambiental en la formación ciudadana. Muchosestudiantes manifestaron interés en desarrollar proyectos de mejora local, demostrando que laEducación Geográfica crítica moviliza saberes y prácticas orientadas a la construcción de espaciosurbanos más justos y sostenibles. Al trabajar cuestiones socioambientales con jóvenes de escuelaspúblicas, se evidencia que estos sujetos perciben de manera sensible los conflictos urbanos,revelando la urgencia de ciudades ecológicamente equilibradas. Así, la Educación Geográficatrasciende los muros de la escuela, promoviendo una lectura crítica del espacio y contribuyendo acambios efectivos en la realidad social y ambiental.This study aims to analyze young people's perceptions of environmental problems in Maceió andpropose educational strategies that promote territorial citizenship. The investigation followedqualitative and exploratory principles, combining documentary research, a literature review onGeographic Education and territorial citizenship, and the implementation of the ―Nós Propomos‖project carried out with high school students from a public school in Maceió, Alagoas. The mainauthors guiding the study were Callai (2018), Castrogiovanni (2017), Cavalcanti and Souza (2014),Cavalcanti (2023), Santos and Souto (2018), and Souto and Claudino (2019). The workshop―Citizenship and Environmental Education in the Urban Space‖ fostered the development ofcritical perspectives on lived space. Through the production of posters, photographic records, andgroup discussions, students identified environmental problems in the school surroundings andproposed simple yet meaningful interventions. Results indicate that the activity broadened theirsense of belonging, encouraging awareness of their responsibility in transforming theirenvironment. The collaborative pedagogical practice highlighted youth as active subjects within theterritory, reinforcing the importance of Environmental Education in citizenship formation. Manystudents expressed interest in developing local improvement projects, demonstrating that criticalGeographic Education mobilizes knowledge and practices aimed at building more just andsustainable urban spaces. Working on socio-environmental issues with public-school youth revealsthat these students sensitively perceive urban conflicts, underscoring the urgency of ecologicallybalanced cities. Thus, Geographic Education transcends school walls, promoting a critical readingof space and contributing to effective changes in social and environmental realities.O presente trabalho tem como objetivo analisar as percepções dos jovens sobre os problemas ambientais em Maceió e propor estratégias educativas que fomentem a cidadania territorial. A investigação seguiu pressupostos qualitativos e exploratórios, combinando pesquisa documental, revisão bibliográfica sobre Educação Geográfica e cidadania territorial e a execução do projeto “Nós Propomos”, realizado com estudantes do Ensino Médio de uma escola pública em Maceió/AL. Os principais autores que orientaram o estudo foram Callai (2018), Castrogiovanni (2017), Cavalcanti e Souza (2014), Cavalcanti (2023), Santos e Souto (2018) e Souto e Claudino (2019). A oficina “Cidadania e Educação Ambiental no Espaço Urbano” promoveu a construção de olhares críticos sobre o espaço vivido. Por meio da produção de cartazes, registros fotográficos e rodas de conversa, os estudantes identificaram problemas ambientais no entorno escolar e propuseram intervenções simples, porém significativas. Os resultados indicam que a atividade ampliou o senso de pertencimento, estimulando a consciência sobre a responsabilidade na transformação do meio em que vivem. A prática pedagógica colaborativa evidenciou os jovens como sujeitos ativos no território, reforçando a importância da Educação Ambiental na formação cidadã. Muitos estudantes manifestaram interesse em desenvolver projetos de melhoria local, demonstrando que a Educação Geográfica crítica mobiliza saberes e práticas voltadas à construção de espaços urbanos mais justos e sustentáveis. Ao trabalhar questões socioambientais com jovens de escolas públicas, evidencia-se que esses sujeitos percebem sensivelmente os conflitos urbanos, revelando a urgência de cidades ecologicamente equilibradas. Assim, a Educação Geográfica ultrapassa os muros da escola, promovendo uma leitura crítica do espaço e contribuindo para mudanças efetivas na realidade social e ambiental
Descolonizando e pluralizando a linguagem e as palavras para o fortalecimento de políticas públicas plurais e inclusivas: As infâncias e o método histórico-dialético
Propõe-se questionar, de forma provocativa, a compreensão superficial de que referir-se a “infâncias” no plural seria antagônico ou equivocado perante o método histórico-dialético — especialmente em áreas do conhecimento que pouco dialogam com os estudos da linguagem. Parto dos seguintes questionamentos: I) Quais os impactos de uma compreensão fixa, restrita e singular das palavras nas políticas públicas e na vida social? II) Quais as consequências de uma leitura limitada da infância, ancorada na ideia de sujeito universal, para a proteção de crianças e adolescentes com corpos e territórios subalternizados? Revisito teóricos da análise do discurso inspirados no pensamento marxiano e, na mesma direção, recorro a intelectuais marxistas da diáspora africana para pensar a linguagem como matéria política, ideológica e racializada. Nomear e dar visibilidade à pluralidade não é apenas reconhecer a diversidade — é insurgir contra as violências coloniais, afirmando existências que não cabem em palavras hegemônicas, universais e nem no singular.
This paper provocatively challenges the superficial view that referring to "childhoods" in the plural contradicts the historical-dialectical method — especially in academic fields with limited engagement in language studies. I begin with two central questions: (I) What are the impacts of a fixed, restrictive, and singular understanding of words on public policies and social life? (II) What are the consequences of a limited conception of childhood, rooted in the idea of a universal subject, for protecting children and adolescents with racialized bodies and subaltern territories? Revisiting theorists of discourse analysis inspired by Marxian thought, I also draw on Marxist intellectuals of the African diaspora to conceive language as political, ideological, and racialized matter. To name and make plurality visible is not merely to acknowledge diversity — it is to resist colonial violence and affirm lives that do not fit within hegemonic, universal, and singular words
Ser autónomo depois do acolhimento – E agora? Uma experiência de intervenção comunitária
O presente artigo visa apresentar uma prática de intervenção comunitária contextualizada no âmbito da educação não-formal. Assim, pretende-se descrever como a prática de uma educação não-formal possibilita e promove uma formação holística dos sujeitos. A educação não-formal carateriza-se por ser intencional na medida em que se preocupa com o desenvolvimento pessoal, social e profissional dos sujeitos. Dentro deste contexto, ser-nos-á mais fácil entender por que razão a Animação SocioCultural (ASC) se situa no âmbito da educação não-formal. O diagnóstico de necessidades e interesses foi realizado com base em metodologias qualitativas de investigação, nomeadamente conversas informais com a equipa técnica da casa de acolhimento, observação, através do contacto direto com alguns dos jovens em processo de autonomização e análise documental e através da consulta do Relatório Casa 2020. Em todas as fases desta intervenção foi considerado por nós imperativo ouvir todos os implicados neste processo, mas principalmente as crianças e jovens. Isso implicou inúmeras reformulações do processo. Podemos dizer que a promoção da autonomia em jovens em acolhimento é um tema pouco trabalhado e ainda com pouca investigação desenvolvida no nosso país.This article aims to present a community intervention practice contextualized within the framework of non-formal education. Thus, it intends to describe how the practice of non-formal education enables and promotes a holistic development of individuals. Non-formal education is characterized by being intentional insofar as it is concerned with the personal, social, and professional development of individuals. Within this context, it will be easier to understand why Socio-Cultural Animation (SCA) is situated within the scope of non-formal education. The diagnosis of needs and interests was carried out based on qualitative research methodologies, namely informal conversations with the technical team of the foster home, observation through direct contact with some of the young people in the process of becoming autonomous, and document analysis and consultation of the Casa 2020 Report. In all phases of this intervention, we considered it imperative to listen to all those involved in this process, but especially the children and young people. This implied numerous reformulations of the process. We can say that promoting autonomy in young people in foster care is a topic that has been little explored and has received little research in our country
À sombra da letra: madame Dupin, Rousseau e a invisibilidade das vozes femininas no século XVIII
Este artigo examina a obra inacabada de Louise-Marie-Madeleine Dupin (1706-1799), conhecida como Ouvrage sur les femmes, e as condições de sua invisibilidade na história da filosofia. Por meio da análise do inventário elaborado por Anicet Sénéchal (1963), da atuação de Jean-Jacques Rousseau como seu secretário, e da fortuna crítica contemporânea (Marty, 2021; Hunter, 2009; Lastičová, 2023), argumenta-se que a recepção dos manuscritos foi marcada por um viés de gênero que privilegiou a letra masculina como critério de autoridade. A metáfora da construção da desigualdade, presente nos escritos de Dupin, e sua crítica a Montesquieu, revelam uma filosofia que antecipa debates centrais da modernidade política, ao mesmo tempo em que foi silenciada pelo cânone. Conclui-se que reencontrar Dupin é interrogar não apenas sua filosofia, mas os próprios mecanismos históricos de exclusão na constituição da filosofia moderna.This article examines the unfinished work of Louise-Marie-Madeleine Dupin (1706-1799), known as the Ouvrage sur les femmes (Work on Women), and the conditions of its invisibility in the history of philosophy. Through the analysis of the inventory prepared by Anicet Sénéchal (1963), the role of Jean-Jacques Rousseau as her secretary, and contemporary critical reception (Marty, 2021; Hunter, 2009; Lastičová, 2023), it is argued that the reception of the manuscripts was marked by a gender bias that privileged the masculine letter as the criterion for authority. The metaphor of the construction of inequality, present in Dupin's writings, and her critique of Montesquieu, reveal a philosophy that anticipates central debates of political modernity while simultaneously being silenced by the canon. It is concluded that rediscovering Dupin is to interrogate not only her philosophy but the very historical mechanisms of exclusion in the constitution of modern philosophy
Sovereignty, criticism of expansionism and peace in Kant
The aim is to address Kant's concept of the State and sovereignty and their implications for both criticism of state expansionism and its defense of peace as a legal imperative. This study examines, above all, the third and fifth preliminary articles of *Towards Perpetual Peace* (1795) and paragraphs 57 and 58 of *The Metaphysics of Morals* (1797). It argues that Kant bases his exposition on a priori jurisphilosophical principles, conceiving of the State and its sovereignty, based on the original contract, not as a thing but as a society of human beings, as a moral person. This also underlies the rejection of wars of extermination and subjugation, as they would imply moral annihilation, since they result in the fusion of the vanquished people with the victor or in their enslavement. Furthermore, the aim is to clarify the contrast between this view of the Prussian philosopher and peace treaties, which, from a practical standpoint, were often established based on the exigencies of circumstances and the interests at stake, yet were ineffective in promoting lasting peace. It should be demonstrated that this critique is intertwined with Kant's reformist stance, which, in turn, is related to his defense of ongoing human progress, which needs to be encouraged, considering its importance for the internal and external improvement of the state.Objetiva-se abordar o conceito Estado e de soberania kantiano e suas implicações quer no que concerne às críticas ao expansionismo dos Estados, quer na sua defesa da paz, enquanto imperativo jurídico, examinando, para tanto, sobretudo, o terceiro e quinto artigo preliminar de À Paz perpétua (1795), e os parágrafos 57 e 58 da Metafísica dos costumes (1797), argumentando que Kant pauta sua exposição em princípios jusfilosóficos a priori, concebendo o Estado e sua soberania, com base no contrato originário, não como uma coisa, mas como uma sociedade de seres humanos, como pessoa moral. O que também fundamenta a recusa às guerras de extermínio e as de subjugação, pois implicariam em aniquilação moral, visto acarretarem na fusão do povo vencido com o vencedor ou em sua escravidão. Procura-se, ademais, deixar claro a contraposição dessa visão do filósofo prussiano aos Tratados de paz que, de um ponto de vista prático, eram frequentemente estabelecidos dadas as exigências das circustâncias e dos interesses em jogo, contudo sem eficácia para promoção de uma paz duradoura. Essa crítica, cumpre demonstrar, que se articula com a postura reformista de Kant, que, por sua vez, acha-se relacionada a sua defesa de um progresso humano em curso, que precisa ser incentivado, considerando sua importância para um melhoramento interno e externo do Estado.
Objetiva-se abordar o conceito Estado e de soberania kantiano e suas implicações quer no que concerne às críticas ao expansionismo dos Estados, quer na sua defesa da paz, enquanto imperativo jurídico, examinando, para tanto, sobretudo, o terceiro e quinto artigo preliminar de À Paz perpétua (1795), e os parágrafos 57 e 58 da Metafísica dos costumes (1797), argumentando que Kant pauta sua exposição em princípios jusfilosóficos a priori, concebendo o Estado e sua soberania, com base no contrato originário, não como uma coisa, mas como uma sociedade de seres humanos, como pessoa moral. O que também fundamenta a recusa às guerras de extermínio e as de subjugação, pois implicariam em aniquilação moral, visto acarretarem na fusão do povo vencido com o vencedor ou em sua escravidão. Procura-se, ademais, deixar claro a contraposição dessa visão do filósofo prussiano aos Tratados de paz que, de um ponto de vista prático, eram frequentemente estabelecidos dadas as exigências das circustâncias e dos interesses em jogo, contudo sem eficácia para promoção de uma paz duradoura. Essa crítica, cumpre demonstrar, que se articula com a postura reformista de Kant, que, por sua vez, acha-se relacionada a sua defesa de um progresso humano em curso, que precisa ser incentivado, considerando sua importância para um melhoramento interno e externo do Estado
DIÁRIO DE BITITA: A AUTOBIOGRAFIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS
A partir de los presupuestos teóricos de Lejeune (2008), este trabajo tiene como objetivo analizar el aspecto autobiográfico en la obra Diário de Bitita (2014) de Carolina Maria de Jesus. Se trata de una investigación bibliográfica, de análisis literario y de carácter inmanente, que tiene como principales bases teóricas a los autores: Philippe Lejeune (2008), Robert Levine y José Meihy. (2015) y Tom Farías (2020). En primer plano se presentará la infancia sufrida del autor, que es el argumento de la obra Diário de Bitita. De fondo se analizará la ausencia de Carolina del canon literario. Y en un tercer nivel, analizaremos la obra Diário de Bitita como una autobiografía, diferente a lo presente en el título del libro definido como diario.Based on the theoretical assumptions of Lejeune (2008), this work aims to analyze the autobiographical aspect in the book Diário de Bitita (2014) by Carolina Maria de Jesus. It is bibliographical research, of literary analysis and immanent character, having as main theoretical bases the authors: Philippe Lejeune (2008), Robert Levine and José Meihy. (2015) and Tom Farias (2020). In the foreground, the suffered childhood of the author who is the plot of the work Diário de Bitita will be presented. In the background, the absence of Carolina in the literary canon will be analyzed. And thirdly, we will analyze the work Diário de Bitita as an autobiography, different from what is present in the title of the book defined as diary.Fundamentado nos pressupostos teóricos de Lejeune (2008), este trabalho tem como objetivo a análise do aspecto autobiográfico na obra Diário de Bitita (2014) de Carolina Maria de Jesus. É uma pesquisa bibliográfica, de análise literária e caráter imanente, tendo como principais bases teóricas os autores: Philippe Lejeune (2008), Robert Levine e José Meihy. (2015) e Tom Farias (2020). Em primeiro plano, será apresentada a infância sofrida da autora que é enredo da obra Diário de Bitita. Em segundo plano, será analisada a ausência de Carolina no cânone literário. E em terceiro plano, analisaremos a obra Diário de Bitita como uma autobiografia, diferente do que está presente no título do livro definido como diário