Universidade Estadual Paulista São Paulo: Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas da UNESP
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    Multiplicando saberes: atenção em saúde bucal para cuidadores de pessoas com deficiência

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    A extensão universitária é uma atividade que valoriza a vivência acadêmica e, quando aplicada em contextos específicos, é capaz de influenciar positivamente na qualidade de vida e saúde geral dos indivíduos, sobretudo em grupos populacionais vulneráveis. Este relato de experiência descreve a vivência de um grupo de discentes de graduação e pós-graduação em Odontologia durante a execução de um projeto de extensão universitária voltado para os cuidadores de pessoas com deficiência. O projeto ‘Multiplicando Saberes’ foi delineado para execução de atividades educativas voltadas à cidadania e promoção de saúde bucal em cuidadores de pessoas com deficiência devidamente vinculadas em instituições inclusivas. O programa de intervenção foi realizado em três etapas, divididas em atividades teóricas (exemplo: palestras e orientações sobre o cuidado com a higiene oral), atividades práticas (exemplo: escovação supervisionada) e avaliação/triagem (exemplo: diagnóstico das necessidades de tratamento). Utilizou-se um questionário semiestruturado para avaliar as características sociodemográficas e econômicas dos cuidadores. Um total de 44 cuidadores responsáveis pela atenção de 162 pessoas com deficiência foram incluídos nas ações. A maioria dessas eram mulheres (92%), estavam inclusas na faixa etária de 30 a 39 anos (54,5%), eram casadas (39%), tinham de 2 ou 3 filhos (63,6%), possuíam grau de escolaridade médio completo (73%) e dedicavam-se integralmente ao cuidado de pessoas com deficiência (80%). Do total de pessoas com deficiência, 91 desses receberam diagnóstico médico de deficiência intelectual, 36 eram autistas, 22 eram portadores de paralisia cerebral e 13 possuíam síndrome de Down. Após a execução das atividades extensionistas, foi observada a materialização de noções básicas em saúde bucal, a percepção de autocuidado e a capacitação dos cuidadores de pessoas com deficiência, agora elevados à função de agentes ativos e multiplicadores das ações de promoção de saúde em nível individual e coletivo

    Experiência de discentes de enfermagem frente à promoção de saúde de um grupo de idosos

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    Objetivo: Descrever a experiência de discentes de enfermagem frente à promoção da saúde de um grupo de idosos. Método: Trata-se de um estudo descritivo, sobre um relato de experiência acerca de pesquisa realizada em um Centro de Saúde da Família por discentes de Enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior pública do Ceará. Participaram das 15 abordagens grupais, 20 idosos na faixa etária de 60 a 73 anos. Resultados: O planejamento dos grupos foi estabelecido de acordo com as condições de saúde preexistentes dos idosos. Optou-se por abordagens grupais implementando metodologias ativas, com o intuito de favorecer habilidades sociais inerentes às Atividades Básicas de Vida Diária. As intervenções foram realizadas baseando-se nas temáticas: Artrite reumatóide; Alimentação saudável; Psicomotricidade; Hipertensão Arterial Sistêmica; Diabetes Mellitus; Processo de envelhecimento; Quedas; Depressão; Cognição; Memória; Humor; Musicalização; Saúde espiritual; Comunicação; História de vida de idosos e Nutrição saudável. Conclusão: As metodologias ativas transformaram o processo educativo em algo atrativo e lúdico, fortaleceram o vínculo entre discentes de enfermagem e idosos, bem como notabilizaram a coparticipação dos idosos no processo saúde e doença

    Jardim sensorial: espaço inclusivo e colaborativo de ensino e de aprendizagem

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    Os Jardins Sensoriais têm a função de despertar a percepção das pessoas sobre o meio ambiente, por meio dos sentidos. Para tanto, utilizam-se plantas e elementos que tenham texturas, aromas e cores peculiares. Esses espaços podem contribuir nos processos de ensino-aprendizagem, pois propiciam contatos entre diferentes sujeitos com a natureza, produzindo outras formas de ensinar e aprender para além das metodologias formais de ensino. O Jardim Sensorial do IFRS - Campus Porto Alegre foi planejado e implementado pelos(as) discentes e docentes do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e, associado a essa proposta, desde 2018 têm sido desenvolvidas atividades através de um projeto de extensão. Nesta pesquisa, buscou-se produzir subsídios que favorecessem a inclusão de pessoas com deficiência e que proporcionassem o desenvolvimento de atividades de sensibilização ambiental em um jardim sensorial (JS). Assim, buscou-se: (i) desenvolver uma pesquisa qualitativa e quantitativa acerca dos temas ambientais e de inclusão, através de questionário, com professores do ensino médio de uma escola da rede estadual de Porto Alegre, circunvizinha ao IFRS – Campus Porto Alegre; e (ii) analisar as normativas e efetuar contato com uma instituição de apoio para pessoas com deficiência (PCD), para o planejamento e execução de adaptações físicas no JS, promovendo a inclusão. Os dados obtidos mostraram que, embora os docentes percebam a necessidade de abordagem dos temas ambientais e da inclusão em suas práticas, o tempo restrito das aulas e a falta de espaço físico são fatores limitantes para uma abordagem em um sentido mais amplo ou transversal de ensino desta temática. Verificou-se, ainda, que a maioria dos participantes gostaria de ter mais informações sobre os objetivos de um Jardim Sensorial e sobre como trabalhar seus conteúdos pedagógicos nesse espaço. Os relatos das pessoas com deficiência mostraram a necessidade de adaptações, muitas vezes despercebidos para a inclusão. A partir das informações recebidas e avaliadas, bem como a consulta à Lei de Acessibilidade, elaborou-se uma lista de importantes adaptações a serem efetuadas, tais como a colocação de caixotes conforme as orientações técnicas, a disponibilização das informações das plantas em braille nas placas dos caixotes; a instalação de uma mangueira guia, entre outras.  Espera-se que essas adaptações, juntamente com a proposição de roteiros temáticos, permitam o desenvolvimento de atividades a serem realizadas de forma autônoma ou guiada, consolidando o Jardim Sensorial como um espaço colaborativo de aprendizagem.

    Teletriagem em uma faculdade de Odontologia durante a pandemia

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    O objetivo deste estudo foi relatar a experiência do funcionamento de um serviço de teletriagem vinculado a um projeto de extensão realizado em uma Faculdade de Odontologia no sul do Brasil. Devido à COVID-19, as práticas clínicas dos estudantes de odontologia foram suspensas em março de 2020. Para a retomada segura dos atendimentos, foram necessárias medidas para mitigar o risco de propagação do vírus Sars-CoV-2. Uma ação proposta pela Faculdade de Odontologia foi a implementação de um serviço que realizava teletriagens, a fim de identificar sinais e sintomas de COVID-19 nos pacientes agendados, além de fornecer informações sobre medidas adotadas na faculdade para a realização do atendimento de forma segura. Docentes, técnicos administrativos em educação e discentes participaram das ações do serviço de teletriagem, que foi iniciado em dezembro de 2020. Ao longo de 8 meses de funcionamento, foram realizadas 863 teletriagens com a identificação de 37 pacientes com manifestações de sinais, sintomas ou história de possível contato relacionado à COVID-19. Entre os sinais e sintomas mais mencionados, estavam a dor de cabeça intensa (36,9%) e a desarranjo intestinal (26,3%). Por conseguinte, conclui-se que a teletriagem contribuiu para a retomada de atendimentos odontológicos clínicos de forma segura, em um período no qual não havia vacina ou quando a vacinação ainda estava iniciando. Destaca-se a importância do envolvimento de toda comunidade acadêmica que contribuiu para a retomada das atividades clínicas, beneficiando toda a comunidade

    Programa Diverpet: educação sobre bem-estar animal praticando a reciclagem

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    Observa-se nas últimas décadas o aumento da população de cães e gatos no país e o estreitamento do vínculo entre tutor e animal. Para essa relação ser benéfica a ambos, alguns aspectos sobre a saúde dos animais e o seu bem-estar devem ser difundidos. Sabe-se que a desinformação acarreta em casos de maus-tratos e abandonos de animais com consequentes problemas de saúde pública. Neste sentido, o Programa DiverPet surgiu com o objetivo de disseminar os conceitos sobre o bem-estar animal para assegurar a qualidade de vida dos cães e gatos e colaborar para a conscientização ambiental através de ações de extensão presenciais com crianças e adultos e ações virtuais nas redes sociais do programa, contribuindo também para a formação profissional dos acadêmicos de medicina veterinária ao executarem e planejarem ativamente essas ações. Nas ações presenciais com crianças foram abordados os conceitos de bem-estar animal, saúde de cães e gatos, enriquecimento ambiental, reciclagem e sustentabilidade e as crianças puderam confeccionar brinquedos fundamentados no enriquecimento ambiental com materiais recicláveis para seus animais de estimação. Para mensurar o desempenho dessas ações foi elaborada uma avaliação com questões objetivas que era respondida pelas crianças ao final da ação. Nas ações de extensão presenciais com adultos foi realizada uma oficina abordando o correto manejo nutricional, onde os participantes receberam informações teóricas e puderam confeccionar biscoitos naturais para seus animais de estimação e no final responderam um questionário avaliativo. Devido à pandemia pela COVID-19 o programa precisou se adaptar, realizando ações virtuais por meio de publicações em mídias sociais e mantendo os objetivos de disseminar informações para garantir a qualidade de vida dos animais, além de informações sobre a COVID-19. Entre os resultados obtidos pelo programa destaca-se o acerto de 97,36% das questões pelas crianças e o bom alcance que as postagens receberam nas mídias sociais, além do impacto positivo para a formação profissional dos acadêmicos de medicina veterinária, organizadores e executores das ações. Com as ações e seus resultados observou-se a importância da realização de ações de extensão com o foco em promover a melhoria do bem-estar animal, aliando ao bem-estar humano e ao meio ambiente, ou seja, fomentando o Bem-Estar Único.     

    EDITORIAL: ÁREAS DE DESCOMPRESSÃO NOS CONTEXTOS DE TRABALHO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOB A ÓTICA DA PSICOSSOCIOLOGIA DO TRABALHO

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    NÃO SE APLIC

    IMPLANTAÇÃO DO NÚCLEO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR NORTE-RIO-GRANDENSE

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    Estabelecido em 2020 pela Secretaria de Estado da Saúde Pública, o Núcleo Estadual de Atenção à Segurança e à Saúde do Trabalhador (NESST) representa um marco significativo para o Rio Grande do Norte. Este estudo, resultado de uma pesquisa-ação colaborativa, avalia sua implementação. Após um diagnóstico situacional dos Núcleos de Atenção à Segurança e à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (NASSTs), que orientou o plano de ação do NESST, o artigo apresenta o processo de implantação e as percepções dos representantes dos NASSTs. O dimensionamento por Unidades Regionais de Saúde destaca as contribuições do NESST para fortalecer as políticas de saúde e segurança no trabalho no Estado

    Oficinas temáticas promovem a aprendizagem de morfofisiologia humana no ensino médio

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    No ensino médio, os temas relacionados a área das ciências morfofisiológicas (anatomia, histologia e fisiologia) frequentemente apresentam desarticulação entre o estudo teórico e prático, dificultando o processo de ensino aprendizagem dos mesmos em sala de aula. Paralelamente, há escassez de debates acerca dos diversos temas que envolvem a saúde sexual e reprodutiva no âmbito escolar, o que reflete altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) entre os jovens. Diante disso, o objetivo desse estudo foi oportunizar oficinas de saúde sexual e reprodutiva integrada aos assuntos de morfofisiologia do sistema reprodutor humano e avaliar a aprendizagem teórico-prática de escolares do ensino médio. As oficinas foram ofertadas por discentes do curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) à 180 escolares do segundo ano do ensino médio de dois colégios públicos do município de Uruguaiana/RS e possuía basicamente dois encontros de atividades teórico-práticas com coleta de dados quantitativos e qualitativos. No início do primeiro e no final do segundo dia de oficina, foram disponibilizados testes aos estudantes contendo questões objetivas relacionadas aos temas discutidos durante os encontros. A média de acerto das questões no pré e pós-teste foram analisadas estatisticamente através do programa SPSS Statistics 2.0 e o nível de significância adotado foi de 5%. Os resultados evidenciaram um aumento significativo no número de acertos das questões no final das oficinas (pós teste) em comparação aos acertos registrados no início da oficina (pré teste) (p < 0,05). Além disso evidenciou-se que os temas: transmissão de HIV e de sífilis, sinais e sintomas da infecção por HIV, preservativos, órgãos genitais, fecundação, ciclo menstrual e hormônios sexuais apresentaram maior discrepância no número de acertos no pós teste em relação ao pré teste, demonstrando maior assimilação dos conhecimentos sobre estes temas abordados. Por fim, através de questionamentos subjetivos foi analisado o “feedback” dos alunos em relação à todas as atividades da oficina. Da amostra total de alunos, 48,9% acharam interessante todos os recursos e metodologias ofertadas, 29,8% acharam que as metodologias instigaram a curiosidade sobre o assunto e 21,3% consideraram as atividades dinâmicas e divertidas. Quanto às atividades práticas consideradas mais proveitosas pelos alunos: 43,18% preferem a dinâmica do “concordo/discordo”; 20,45% apontaram o uso de peças sintéticas de anatomia; 13,65% o preenchimento dos roteiros; 11,36% uso caixa mágica e 11,36% consideraram a visualização de células e tecidos no microscópio óptico. Dessa forma, os resultados sugerem que as oficinas temáticas ofertadas aos escolares do ensino médio promoveram maior aprendizado teórico-prático de morfofisiologia humana, além de possibilitar uma maior integração e contextualização do conhecimento relacionado à saúde sexual e reprodutiva no âmbito escolar

    Vivência prática em odontologia hospitalar: experiência a partir da extensão universitária

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    Os reais desafios da atuação do cirurgião-dentista no terceiro nível de atenção à saúde ainda são pouco conhecidos pela comunidade acadêmica, tornando as atividades extramuros voltadas a essa temática um importante meio de formação complementar. Com isso, o objetivo do seguinte relato é transmitir e discutir a experiência vivida por graduandos de odontologia em ambiente hospitalar a partir de um programa de extensão. Foram realizadas visitas mensais ao hospital, onde se obteve um total de 224 leitos visitados, e ações de orientação de higiene oral e prevenção das doenças bucais, diagnóstico/estudo de casos, atendimento odontológico a internos e pacientes da UTI e compartilhamento de experiências executadas. Concluiu-se que apesar de serem encontradas inúmeras barreiras para atuação e reconhecimento do profissional da odontologia em hospitais, atividades diretamente relacionadas à área instigam o interesse dos estudantes, proporcionam o multiprofissionalismo entre as demais áreas da saúde e embasam o tratamento integral do paciente

    A produção de álcool na Universidade Federal do Tocantins no Campus de Araguaína para atendimento interno e da comunidade externa no período de pandemia de COVID-19

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    As Universidades Federais Públicas tiveram um papel relevante durante a pandemia. A Universidade Federal do Tocantins por meio de um grupo de professores, discentes e técnicos do curso de Química trabalharam no laboratório da instituição produzindo etanol líquido glicerinado (álcool líquido glicerinado) e etanol em gel glicerinado (álcool em gel glicerinado). Esses insumos foram a posteriori distribuídos para entidades vulneráveis localizadas no município de Araguaína-TO. O trabalho agregou aprendizados técnico-científicos aos participantes no que tange a extensão universitária. Os relatos dos participantes concernentes a experiência, bem como a aquisição de aprendizados práticos são descritos neste manuscrito

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