Universidade Estadual Paulista São Paulo: Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas da UNESP
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Carta Ao Leitor
Sejam bem-vindos ao universo da Extensão Universitária! Este Volume 3 - 2011 da Revista Ciência em Extensão apresenta os resumos dos trabalhos premiados no 6º Congresso de Extensão Universitária da Unesp. Realizado em Águas de Lindóia, de 25 a 27 de outubro de 2011, o evento teve um número recorde de participantes. Foram 1.663 alunos de graduação e pós-graduação, professores e servidores técnico-administrativos. Eles apresentaram 1.149 projetos, 852 em forma de painéis e 297 oralmente. O Congresso teve um público 41% maior do que a edição anterior, com extensionistas da USP, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Estadual de Londrina, entre outras instituições. Ocorreu uma intensificação, portanto, no número de ações que possam atender aos problemas sociais, em diversas áreas do conhecimento. Durante o Congresso, onde foi ainda distribuído um manual de 18 páginas para elaboração de projetos de extensão universitária criado pela Proex, também foi lançado pela Pró-Reitoria um Catálogo dos projetos de Extensão da Unesp, brochura de 532 páginas que apresenta, por meio de resumos e fotos, 1.241 programas e projetos cadastrados. Trata-se de um material a ser distribuído aos diretores e às bibliotecas das unidades universitárias, bem como a outras universidades. Os projetos e programas da Proex estão divididos em oito categorias. Entre elas, Educação e Saúde concentram a maior parte das ações, somando 687. Já as áreas de Tecnologia e Meio Ambiente, com 172 projetos, têm crescido por meio de uma política de indução. Outras áreas são: Comunicação, 80 ações; Cultura, 85; Direitos Humanos, 33; Espaços Construídos, 10; Política e Economia, 19; Trabalho, 29. Há ainda na publicação uma descrição do projeto de corais da instituição. Tudo isso dentro de um contexto que vê a Extensão como um processo educativo, cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade. Torna-se assim possível que a comunidade acadêmica encontre na sociedade conhecimentos enriquecedores para sua formação, ao mesmo tempo em que beneficia esta sociedade, com os conhecimentos acadêmicos adquiridos nos bancos da Universidade. Dessa maneira, são desenvolvidos na Extensão projetos de inclusão social que articulam educação, saúde, trabalho, geração de renda, desenvolvimento sustentável e valorização das culturas regionais. Na área de educação, é trabalhada a formação de indivíduos multiplicadores, que se deslocam para regiões distantes e comunidades carentes, alfabetizando a população. Trata-se de um esforço contínuo de desenvolvimento de projetos regulares, sistemáticos e extensivos a várias cidades onde se localizam os Câmpus da Unesp, sendo que muitos projetos específicos são realizados onde existem os cursos correlatos. Assim, cerca de 1.200 projetos estão espalhados por todo Estado de São Paulo, beneficiando a população e permitindo que os alunos da Unesp conheçam a realidade e necessidades da região em que vivem. Boa leitura
Ações interativas no combate a dengue e chikungunya em Divinópolis/MG, Brasil.
Considering the high rate of dengue fever and the recent emergence of diseases transmitted by Aedes aegypti, the Extension Project “Interactive actions of combating dengue and chikungunya in Divinópolis/MG/Brazil” linked to PROEX – Pró-Reitoria de Extensão of UFSJ – Câmpus Centro Oeste Dona Lindu aimed to carry out health education activities in order to raise children’s awareness between 6 and 10 years of age. Thirty events in ten primary schools were promoted and each event included a lecture, a video presentation, a drawing activity and the delivery of informative pamphlets about the diseases. The results obtained were evaluated through the effective participation of the children, the questions asked by them and the drawings and phrases coherent with the theme presented. It is believed that this work has adopted an efficient approach and collaborated in training and raising awareness of the target audience, children, and indirectly to a part of society related to these children, such as friends and family. Teniendo en cuenta el alto índice de dengue y la reciente aparición de enfermedades transmitidas por Aedes aegypti, el Proyecto de Extensión “Acciones interactivas en la lucha contra el dengue y chikungunya en Divinópolis/MG/Brasil” vinculado a PROEX – Pró-Reitoria de Extensão de la UFSJ – Campus Centro Oeste Dona Lindu tuvo como objetivo hacer actividades de educación en salud para la sensibilización de niños entre 6 a 10 años de edad. Treinta actividades se llevaron a cabo en diez escuelas de enseñanza primaria y cada actividad incluye una conferencia, una presentación de video, una actividad de dibujo y la entrega de folletos informativos sobre las enfermedades. Los resultados se evaluaron mediante la participación efectiva de los niños, las preguntas formuladas por ellos y los dibujos y frases coherentes con el tema presentado. Se cree que este trabajo ha adoptado un enfoque eficaz y ha contribuido a la formación y la sensibilización del público objetivo directo, los niños, e indirectamente de una parte de la sociedad relacionada con estos niños, como amigos y familiares. Considerando o alto índice de casos de dengue e o surgimento recente de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o Projeto de Extensão “Ações interativas no combate a dengue e chikungunya em Divinópolis/MG/Brasil” vinculado à PROEX – Pró-Reitoria de Extensão, da UFSJ – Câmpus Centro Oeste Dona Lindu, teve por objetivo realizar atividades de educação em saúde visando à conscientização de crianças entre 6 e 10 anos de idade. Trinta eventos, em dez escolas do Ensino Fundamental I, foram promovidos e cada evento incluiu uma palestra, uma apresentação de vídeo, uma atividade de desenho e a entrega de panfletos informativos sobre as doenças. Os resultados obtidos foram avaliados com a participação efetiva das crianças, com base nas perguntas feitas por elas e nos desenhos e frases coerentes com o tema apresentado. Acredita-se que este trabalho tenha adotado uma abordagem eficiente e colaborado para formação e conscientização do público alvo direto, as crianças, e, indiretamente, para uma parte da sociedade relacionada a essas crianças, como amigos e familiares.
A Extensão Universitária abraça o Brasil
A Revista Ciência em Extensão (RCE) apresenta, nesta primeira edição de 2017, dezesseis trabalhos de Universidades de Roraima ao Rio Grande do Sul, demonstrando sua abrangência nacional e sua importância como veículo de divulgação de ações e pesquisas científicas em Extensão Universitária.A análise de tráfego no Portal da Revista realizada mediante o sistema Google Analytics, desde sua publicação na edição 12, número 4, no final de dezembro de 2016 até 20 de março de 2017, apresenta 41.019 visualizações de páginas de 8.666 visitantes de 44 países. A análise de cobertura regional - Brasil, demonstrou que 95,9% das visitas foram provenientes de 661 cidades. Pode-se ressaltar que este primeiro trimestre, possivelmente por ser período de férias, a RCE apresentou índice relevante de acessos em comparação a 2016. No referido período foram submetidos 38 trabalhos, constou-se 3.050 usuários cadastrados entre leitores, autores e novos avaliadores ad hoc. Atualmente a RCE possui 36 artigos aceitos e em edição, 89 artigos em avaliação e 30 trabalhos recém-submetidos.Neste período contou-se também com a inserção da RCE na base REDIB – Rede Ibero-americana de Inovação e Conhecimento Científico.Neste número de 2017, a RCE apresenta 8 artigos científicos (2 da UNESP e os demais da UFPB, UFLAVRAS, UFMT, UFPA, UF Tocantins, UF e Rural do Semiárido) e 8 relatos de experiências em extensão universitária, sendo um trabalho da UNESP, dois trabalhos da UNIFESP e os demais da UEBA, UE FEIRA DE SANTANA, UFRR, UFRN e UNIPAMPA. Destes trabalhos, 8 são da área da saúde, 7 da área da educação e um da área de meio ambiente.Assim destaca-se não só a abrangência nacional e internacional da revista, mas também a diversidade e qualidade de trabalhos que apresenta, voltados a extensão universitária
Higiene das mãos utilizando o lúdico na conscientização de crianças hospitalizadas
A higienização das mãos configura uma prática primária, com reflexos positivos no controle de infecções relacionadas à assistência à saúde em ambientes hospitalares ou externos. Dessa forma, esse trabalho tem por objetivo relatar a experiência vivenciada por acadêmicas de enfermagem, na realização da atividade lúcida para as crianças hospitalizadas e seus respectivos acompanhantes, sobre a importância da higienização das mãos para prevenção de doenças e infecções cruzadas. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado a partir da vivência de acadêmicas de enfermagem da Universidade Federal do Pará (UFPA), integrantes do projeto “Acidentes domésticos na infância não é brincadeira”, em uma atividade educativa, realizada em um hospital universitário de Belém-PA. A atividade foi dividida em quatro etapas. Na primeira, foi destinada ao acolhimento e apresentação da atividade; na segunda, houve a elucidação do tema: lavagem e assepsia das mãos, além disso, à demonstração da técnica de correta higienização das mãos; na terceira, ocorreu a dinâmica da tinta guache para colocar em prática todas as etapas ensinadas; na quarta e última etapa, denominada “deixando sua marca”; todos receberam uma folha em branco, onde deveriam espalmar as mãos sujas de tinta e usar o imaginário. Conclui-se que o resultado final foi imensamente satisfatório, tanto para a equipe que desempenhou a ação educativa, como para as mães, que reportaram-se à mesma com gratidão e respeito. Quanto às crianças, demonstraram maior leveza e ar de felicidade, com o sorriso estampado no rosto, diferente de quando chegaram
Doenças infecto-parasitárias: métodos lúdicos para proteção da saúde da criança
Pretende-se narrar atividades de extensão voltadas para o ensino de hábitos corretos de higiene; e para prevenção de doenças infecto-parasitárias entre crianças. Trata-se de um relato de experiência, em que acadêmicos de medicina e farmácia foram inseridos em escolas públicas do distrito rural de Xonin de Cima (Minas Gerais) para promover 4 ações de educação em saúde acerca de conceitos relacionados à higiene pessoal; arboviroses; parasitoses intestinais; e acidentes com animais peçonhentos. As intervenções contaram com 163 estudantes beneficiários (4-10 anos), dos quais 52 cursam a educação infantil; enquanto 111 estão no ensino fundamental I (1º ao 5º ano), bem como com os professores e gestores das escolas. Foram utilizados como recursos educacionais teatros, música, aconselhamento individual, dinâmicas, cinema, jogo de perguntas, exibição de espécies em formol, atividades de raciocínio e competições com distribuição de prêmios. As ações foram feitas dinamicamente e de forma interativa, o que permitiu a participação dos estudantes e professores por meio da manifestação de dúvidas e opiniões. A maioria dos beneficiários do projeto envolveu-se, fazendo comentários, demonstrando interesse e curiosidade. Percebeu-se a inserção de novos conceitos entre o público-alvo das intervenções, majoritariamente, quanto à prevenção das moléstias discutidas. Recomenda-se a reprodução dessa experiência
Reinventando cuidados: promoção do autocuidado entre cuidadoras de crianças com deficiência
As demandas complexas e contínuas de cuidados para crianças com deficiência desencadeiam sentimento de insegurança, culpa, sobrecarga e baixa autoestima nas mães e cuidadoras. Diante disso, vê-se a necessidade de desenvolver estratégias que promovam a regulação desses cuidados. Este artigo relata a experiência de extensionistas dos cursos da área da saúde frente às ações realizadas para estimular e encorajar mães e cuidadoras de crianças com deficiência a priorizarem seu próprio bem-estar. O projeto de extensão, realizado entre março e setembro de 2023, consistiu em rodas de conversa desenvolvidas em dois centros de reabilitação localizados em Belo Horizonte/MG. As rodas de conversa abordaram temas sobre autocuidado, benefícios da atividade física, relacionamento conjugal, ansiedade, cansaço, sobrecarga e representações de maternidade. Através do projeto, evidenciou-se o papel essencial da atuação multiprofissional e a criação de espaços de escuta para promover qualidade de vida das mães e cuidadoras
Curso de extensão: neuroeducação na formação inicial docente
A neuroeducação, ao integrar os domínios da neurociência e da educação, promete transformar práticas pedagógicas ao oferecer insights sobre o funcionamento cerebral no aprendizado. No entanto, a inserção deste conhecimento nos currículos de formação docente ainda está em fase inicial. O estudo em foco avaliou o impacto de um curso de extensão em neuroeducação na capacitação e desenvolvimento de futuros educadores. Utilizando uma metodologia qualitativa, o estudo direcionou-se para alunos de Ciências Biológicas, valendo-se de questionários e análises temáticas para decifrar as perspectivas e recomendações dos envolvidos. Os resultados sugerem que o curso trouxe avanços significativos nas práticas pedagógicas, captando o interesse da maioria dos participantes, muitos dos quais demonstraram satisfação e desejo de aplicar o que aprenderam em suas práticas. Contudo, as avaliações indicaram três principais áreas de melhorias: a necessidade de mais conteúdo prático, a incorporação do tema em currículos de graduação e uma perspectiva mais interdisciplinar.
Empresas Juniores: barreiras e potencialidades frente a uma Instituição de Ensino Superior pública
Este estudo tem como objetivo investigar as barreiras e as potencialidades das empresas juniores, como um projeto de extensão, frente a uma instituição de ensino superior pública. Em termos metodológicos, foi realizada uma pesquisa qualitativa, descritiva, em que a coleta de dados ocorreu através de entrevistas com aplicação de dois questionários compostos de perguntas abertas, que tiveram seus dados tratados por meio da técnica de análise de conteúdo. Realizou-se entrevistas entre presidência e vice-presidência das EJ’s e com a coordenação geral das EJ’s da universidade. Dessa forma, os principais resultados obtidos a partir dos relatos dos participantes, enquanto potencialidade foram: crescimento profissional, aplicabilidade das teorias vistas nos ambientes de ensino convencionais e o aumento do vínculo entre os discentes e as comunidades. Já como barreiras encontrou-se a dificuldade na conciliação de demandas internas e externas, a falta de reconhecimento e contato distante por parte da IES, e a falta de oferta de estrutura física própria por parte da IES. As EJ’s participantes da pesquisa, em sua maioria estão vinculadas a área da engenharia, indicando um déficit na possibilidade de atividades de extensão nas dezenas outras áreas da instituição. Em linhas gerais, o estudo foi capaz de identificar o elo frágil existente entre as EJ’s e a universidade, admitindo que: ainda que ela não seja um fator impeditivo, são os alunos que se mostram como os principais interessados na resolução de barreiras. Por esses motivos, destaca-se como contribuição dessa pesquisa a possibilidade de aprimorar habilidades exigidas pelo mercado de trabalho, bem como a necessidade da institucionalização de uma cultura de apoio para as EJ’s, a fim de que elas ganhem maior visibilidade e gere resultados também para a comunidade acadêmica
Monitoria acadêmica segundo a percepção de alunos de ciências biológicas
Os programas de monitoria acadêmica funcionam como um auxílio didático-pedagógico a professores e alunos durante o curso de graduação. Por meio de um acompanhamento continuo com os alunos, um melhor rendimento é observados nas disciplinas, agregando benefícios a todos os envolvidos no processo. Diante da relevância desse tema, a presente pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de analisar a percepção que alunos de Ciências Biológicas apresentam sobre a monitoria acadêmica. Para isto, desenvolveu-se uma pesquisa com base no método qualitativo, a qual envolveu alunos de um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas de uma das unidades do interior na Universidade Estadual do Ceará, no estado do Ceará. Entrevistou-se ao todo 90 alunos, tomando-se uma amostra de 10 alunos de cada semestre, uma vez que o curso conta com nove semestres. A pesquisa foi realizada no ano de 2019, utilizando-se questionários como instrumentos para coleta dos dados, os quais foram expressos em porcentagem e analisados segundo a estatística descritiva. Toda a pesquisa foi desenvolvida em concordância com a lei 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, garantindo a segurança do anonimato dos entrevistados. Com base nos resultados foi possível identificar que a monitoria acadêmica é uma atividade de grande valorização pelos alunos de Ciências Biológicas, identificando-se que a maioria destes ou já foram monitores ou expressam o desejo de ser. A monitoria é vista como uma atividade indispensável, a qual é de grande procura por parte dos alunos, os quais buscam esse auxílio, sobretudo, para a disciplina de Genética. Ao considerar as dificuldades dessa atividade, é necessário destacar a falta de interesse e de tempo por parte de alguns alunos, o que ainda precisa ser superado. Conclui-se assim que a monitoria é uma atividade de grande relevância, auxiliando o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e promovendo uma construção diferenciada do conhecimento
Educação ambiental: plantando e colhendo mudas agroecológicas em viveiros comunitários
O intuito do trabalho é ampliar ações em um grupo comunitário do assentamento Cabeceira do Rio Iguatemi, no Distrito de Paranhos – Mato Grosso do Sul, que desenvolve uma ação de viveirismo. Devido vulnerabilidade econômica dos produtores participantes, o projeto busca através da produção de mudas de espécies nativas e frutíferas promover renda aos produtores, além da conservação dos ambientes naturais e a sustentabilidade no manejo da biodiversidade. Serão cultivadas espécies como canafístula, copaiba, cedro e amendoim falso, além de outras mudas como ypê rosa e amarelo, uva japonesa, nim, ingá, jaboticaba, pitanga vermelha, goiaba vermelha, acerola, pocam, mexerica, tarumã, farinha seca, cachoteira, jamelão, marfim, soita, ameixa nativa, cumbaru, erva mate, laranjinha, limão, sidra, coco e romã. Os trabalhos serão desenvolvidos por um grupo de 13 famílias, onde as atividades serão divididas entre si, serão essas responsáveis pelo plantio das sementes, irrigação, cuidar da estrutura do local, coletar sementes nas matas, manejar o minhocário, realizar a adubação, que serão acompanhadas por meio de assistência técnica. Para a ampliação do viveiro serão utilizados materiais como tubetes, saquinhos, canos de irrigação dentre outros. Ao longo das visitas serão realizadas reuniões com todos os participantes para debater questões pertinentes ao projeto e as atividades que serão realizadas no dia. As sementes das árvores nativas serão retiradas de árvores presentes na região, escolhendo as melhores sementes