Universidade Estadual Paulista São Paulo: Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas da UNESP
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    Para além das telas: o podcast na sala de aula

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    O podcast é um material em formato de áudio, produzido por uma pessoa ou por um grupo de pessoas que verbalizam sobre variados conteúdos. Ele passou a ser utilizado em contextos educacionais, principalmente no formato de ensino remoto, após os professores observarem, nesse recurso, sua potencialidade para o processo de ensino-aprendizagem e para a amenização de dificuldades dos discentes em relação ao acesso à aula. Desse modo, o presente relato de experiência almeja apresentar e discutir a importância e a contribuição da utilização de podcasts para o processo de ensino-aprendizagem no ensino remoto. Teoricamente, pauta-se nos pressupostos de Cruz (2009), Jesus (2014), Freire (2017), Carvalho (2009), Oliveira (2012) e Bottentuit Junior e Coutinho (2008). Metodologicamente, utiliza-se como corpus de análise as produções dos participantes de um curso de extensão, intitulado “Criação de Podcasts”, oferecido gratuitamente para professores em formação inicial e continuada. Os resultados obtidos a partir das produções evidenciam que a utilização de podcasts não só auxilia no processo ensino-aprendizagem, permitindo que o aluno tenha autonomia para organizar seus horários de estudos, mas também se configura como um recurso acessível, uma vez que estudantes que porventura não tiverem computador ou internet de qualidade em casa podem ouvir o áudio com mais facilidade, em comparação a outros recursos, como o acesso às aulas síncronas ou videoaulas

    Extensão acadêmica e diálogo com cuidadoras de crianças com deficiência: relato de experiência

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    Crianças que possuem deficiência de qualquer natureza demandam cuidados especiais e atenção integral, porém, pouco se fala sobre os cuidadores destas crianças, muitas vezes, as mães. O presente artigo teve como objetivo relatar as contribuições do projeto de extensão na formação de acadêmicos da área da saúde de uma faculdade privada de Belo Horizonte. Ocorreram através do meio virtual 6 encontros em formato de roda de conversa entre os discentes, as mães e as professoras orientadoras que acompanharam todo o processo. Foram recebidas 20 inscrições e houve a participação efetiva de uma média de 4 mães por encontro. Antes de cada roda de conversa com as mães, o tema era apresentado para que as professoras fizessem avaliações do conteúdo. Discutiram-se temas que evidenciaram a importância de cuidar de si e sobre não haver culpa em olhar para a própria saúde física e mental, visto que cuidar integralmente de uma outra pessoa exige este equilíbrio. O Projeto de Extensão trouxe ricas trocas, além de mostrar como é importante aliar a formação teórica com o serviço à comunidade. Esta aliança traz benefícios para todas as partes, promove engajamento na população para reflexão, revisão de conceitos e atitudes e para os discentes e docentes, devido ao aprendizado baseado em experiência, que se torna muito mais rico e promove uma assistência à saúde mais humanizada, por parte destes futuros profissionais. Palavras-chave: Mães. Crianças com Deficiência. Autocuidado. Aprendizado Baseado na Experiência. Cuidadores

    TRABALHAR DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS

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    O objetivo foi identificar e caracterizar as experiências de servidores públicos universitários durante a pandemia de COVID-19. Aplicou-se questionário especificamente elaborado a 753 servidores de quatro universidades públicas. Subdividiu-se a amostra em duas para aplicar Análise Fatorial Exploratória e Confirmatória, que identificaram quatro fatores. Os resultados das análises de variância dos escores mostraram que os docentes perceberam mais Invasão da Vida Familiar e Pessoal, enquanto técnicos-administrativos mais Melhorias pelo Home Office

    Violência obstétrica no cenário hospitalar: revisão integrativa

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    Este estudo tem objetivo identificar quais são os tipos de violência obstétrica que acometem as mulheres, no ambiente hospitalar, e a percepção delas sobre o tratamento recebido pelos profissionais de saúde. Trata-se de uma revisão integrativa, conduzida nas bases de dados CINAHL, BVS, Web of Science, Science Direct, Scopus e Embase, sem limitação do ano de publicação, conduzido pela ferramenta PRISMA. Definiu-se como população as gestantes; o fenômeno de interesse foi a prática da violência obstétrica, bem como a percepção da mulher sobre o tratamento recebido pelos profissionais de saúde; e o contexto o ambiente hospitalar. Foram identificados 12 artigos para amostra final.  Os achados foram divididos em duas categorias: “Formas de violência obstétrica” como violência física, verbal, psicológica e institucional, e “Percepção das mulheres sobre a assistência prestada” fazendo com que as mulheres se se sintam impotentes, humilhadas, abandonadas, com medo, angustiadas e repletas de tristeza. Foi identificado que violência obstétrica ocorre com muita frequência no ambiente hospitalar, apresentando-se de diversas formas. As mulheres sentem sentimentos negativos com relação a tratamento que recebem no ambiente hospitalar. Dessa forma, é fundamental a discussão e aprofundamento sobre essa temática, buscando sensibilização, humanização e mudanças nas condutas por parte de todos profissionais.

    Relato sobre perfil no Instagram de um projeto de extensão

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    Introdução: O perfil no Instagram @fisioterapiavascular.ufmg foi criado com temáticas relacionadas a saúde cardiovascular, apresentando publicações não periódicas no ano de 2021 e periódicas em 2022. Objetivos: apresentar resultados do perfil no Instagram @fisioterapiavascular.ufmg, entre maio de 2021 e março de 2022 e comparar dados das publicações não programadas com periodicidade variável de 2021 e programadas com periodicidade semanal de 2022. Materiais e método: Os dados foram levantados por meio do aplicativo Instagram, onde é possível obter os insights das publicações. Foi realizada a análise descritiva por meio de medidas de tendência central e dispersão. A comparação das variáveis entre os anos de 2021 (de abril a dezembro) e 2022 (de janeiro a março) foi feita pelo teste t independente. Foi considerado um alfa de 5% para significância estatística. Resultados: A partir da análise comparativa de dados entre 2021 e 2022 foram alcançadas 513 contas, representando um aumento de 2,1% e um aumento de 7,4% do total de seguidores, sendo um indicativo de crescimento da página. As seguintes variáveis das publicações do perfil do ano de 2021 apresentaram diferença estatística (p < 0,05) em comparação ao ano de 2022: número de comentários (7 versus 5), alcance (312 versus 278) e impressões (448 versus 378) e foram avaliadas por duas avaliadoras independentes. Conclusão: Em relação aos dados analisados, uma sequência de PPS não foi estatisticamente relevante se comparada a uma sequência de publicações sem programação prévia. 

    Observação participante como dispositivo de intervenção

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    Apresenta um relato de experiência de estágio extracurricular desenvolvido no contexto das políticas públicas em município da região metropolitana de Porto Alegre/RS. Durante dois anos (2020-2022), foram acompanhadas famílias em situação de vulnerabilidade social, vinculadas ao Programa Criança Feliz (PCF), o foco dos acompanhamentos visou identificar e monitorar avanços no desenvolvimento psicossocial das crianças, bem como oferecer apoio a mulheres em situação de violência doméstica. Contudo, para atender aos objetivos acima, não bastava apenas realizar visitas domiciliares, seria necessário buscarmos levantar conhecimentos mais detalhados sobre a realidade social das famílias atendidas o que não populações vulnerabilizadas, por meio da adoção da observação participante que, associada à entrevista e à escuta clínica, resultou uma importante ferramenta para o trabalho do psicólogo no âmbito das políticas públicas de assistência social, assim como proporcionou uma aproximação mais adequada entre teoria e a prática no campo da Psicologia Social

    Projeto Descontrair Só Ria: o brincar no hospital

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    Introdução: O processo de hospitalização gera situações únicas de angústia, ansiedade e sofrimento para o paciente e seus familiares. Para as crianças, a experiência da internação hospitalar pode ser bem difícil. Existe o medo do desconhecido, ambiente e pessoas estranhas, linguagem técnica incompreensível, técnicas invasivas e por vezes dolorosas, além da inquietação pelo tempo ocioso e passividade. Diante disso, o projeto de extensão Descontrair Só ria foi criado. Objetivo: Promover ações lúdicas junto às crianças internadas em uma unidade hospitalar no município de Diamantina, Minas Gerais, visando reduzir o sofrimento das crianças e familiares e auxiliar no processo de recuperação. Métodos: As crianças internadas no setor de pediatria do Hospital Nossa Senhora da Saúde formaram o público alvo para as atividades extensionistas desenvolvidas duas vezes por semana por uma equipe interdisciplinar da área da saúde. As atividades consistiram de leitura de livros infantis, pintura e criação, jogos educativos e interativos, atividades com fantoche e brinquedos. Questionários próprios, simples e objetivos, direcionados aos responsáveis pelas crianças e aos profissionais envolvidos no setor de pediatria foram aplicados para avaliação das atividades. Expressões faciais foram criadas para as crianças sinalizarem seus sentimentos no início e após a atividade extensionista. Reuniões periódicas foram realizadas para melhorias e discussão do aprendizado. Resultados: Após 19 meses de intervenção, 431 crianças de 1 a 14 anos de idade foram abordadas, em sua maioria meninos (58 %). A maioria dos responsáveis pelas crianças (89 %) classificou como excelente a ideia do projeto. Todos afirmaram que deixariam seu filho participar novamente das atividades propostas. Mudança da rotina hospitalar deixando a criança mais feliz e a diminuição do estresse e angústia da internação foram os motivos mais pontuados pelos responsáveis (39 % e 37 %, respectivamente) sobre a importância de brincar com as crianças no ambiente hospitalar. Todos os responsáveis relataram se sentir melhor pelo menos por uns momentos enquanto seus filhos participavam das atividades propostas pelo projeto. Todos os funcionários afirmaram que as atividades desenvolvidas auxiliaram a recuperação das crianças durante o período de internação, que o comportamento das crianças melhorou após a realização das atividades do projeto e que a intervenção ajudou na rotina de trabalho da equipe. A escolha das expressões faciais foi variada.Conclusão: O projeto conseguiu levar um pouco de descontração e alegria para as crianças e um alento aos pais que quando veem seu filho sorrir expressam felicidade. Não atrapalha a rotina hospitalar, pelo contrário, acaba por auxiliar o setor. Os discentes envolvidos, a cada reunião, mostraram maior aprendizado, com crescimento profissional e pessoal, adquirindo um olhar mais humano sobre a comunidade.

    A dramaturgia do telejornalismo como ferramenta para o combate a violência contra a mulher e promoção da equidade de gênero

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    A televisão e o telejornalismo são, frequentemente, demonizados e taxados como responsáveis pela geração e proliferação de discursos e de fluxos comunicacionais que corroboram para as políticas – sejam elas econômicas ou sociais – vigentes. Do mesmo modo, quando se fala em contrafluxo de informação o jornalismo para telas é excluído desse processo. Um exemplo disso são as ações educomunicativas que, na maior parte das vezes, têm como base os produtos impressos ou radiofônicos. Assim, esse paper tem como proposta mostrar que a dramaturgia do telejornalismo pode ser utilizada como base para o exercício educomunicativo e para a promoção de políticas públicas que vão em oposição ao aceito social e culturalmente. Para isso, apresentamos as atividades do projeto de extensão “Florescer: a comunicação na efetivação de políticas públicas para mulheres”, que por meio de oficinas educomunicativas produz com crianças do terceiro ano do Ensino Fundamental materiais audiovisuais de combate a violência contra a mulher e de promoção da equidade de gêneros

    Um ano de direito para todos: experiências da disseminação de conteúdo jurídico em uma rede social

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    Em virtude da necessidade de se viabilizar a manutenção de relações sociais, afetivas e institucionais durante a pandemia, uma equipe de docentes e acadêmicos do curso de Direito institucionalizou o projeto de extensão “Erga Omnes - Falando de Direito para todos”, com o objetivo de assegurar não só a continuidade das atividades acadêmicas, como também a criação e a manutenção de relações patêmicas dos acadêmicos envolvidos para com o curso e a instituição universitária. Inicialmente concebido para alcançar 200 pessoas pelo Instagram @erga.omnes.unemat, com seis professores e dois acadêmicos, o projeto completou um ano de existência com 594 seguidores, equipe formada por sete docentes, dezenove discentes e uma membra externa, ritmo diário de publicações e apresenta as seguintes métricas do Instagram entre 20 e 26 de abril: 389 contas alcançadas, 251 interações e 2533 impressões. Metodologicamente, além da publicação ordinária de conteúdo jurídico voltada para a comunidade externa e acadêmica, a multicitada proposta extensiva também possui atividades extraordinárias paralelas, como sorteios de obras jurídicas, transmissões síncronas (lives) e uma série no IGTV que visa a apresentar diversas profissões jurídicas a bacharelandos e bacharéis recém-formados  (Direito & Profissões). A escolha de cada post é feita por todo o grupo ou em subequipe, a depender da sua natureza, e leva em consideração a experiência do estafe com os usuários, a existência dos meios e modos exequíveis para a implementação da proposta e a opinião do público-alvo — percebida pela equipe que compõe o projeto mediante recursos netnográficos. A adoção dessa técnica, conforme demonstram as métricas consultadas e as respostas colhidas em processo seletivo de admissão de acadêmicos, mostrou-se satisfatória para viabilizar uma efetiva consecução do objetivo pretendido de integrar as comunidades externa e acadêmica a partir da disseminação de temas pertinentes à seara jurídica

    University extension and income generation in the context of the coronavirus (SARS-COV-2) pandemic

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    The new coronavirus pandemic (SARS-COV-2) has had a special performance in Brazil for several reasons, which caused mainly economic and social problems. The Lonarte Extension Project from the State University of Londrina (UEL) works with the reuse of PVC banners with two sewing groups in a situation of social vulnerability, and the motivation for carrying out this study was the concern of being updated with their productive and financial realities in the current scenario, so that they could be assisted. The methodology applied in this study was exploratory bibliography, interview by guidelines, and the mental map as a tool for creativity. The interviews with the seamstresses from the groups revealed the need for higher demands of work. The application of Systems Design concepts (since the problem that arises is considered chaotic) and Design for Social Innovation enabled the creation of connections amongst new actors, such as a Cooperative of Recyclable Waste Collectors and a Medical Work Cooperative, which made it possible to systematize a sewing order of PPE to protect the collectors from the Coronavirus contagion.Os Jardins Sensoriais têm a função de despertar a percepção das pessoas sobre o meio ambiente, por meio dos sentidos. Para tanto, utilizam-se plantas e elementos que tenham texturas, aromas e cores peculiares. Esses espaços podem contribuir nos processos de ensino-aprendizagem, pois propiciam contatos entre diferentes sujeitos com a natureza, produzindo outras formas de ensinar e aprender para além das metodologias formais de ensino. O Jardim Sensorial do IFRS - Campus Porto Alegre foi planejado e implementado pelos discentes e docentes do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e, associado a essa proposta, desde 2018 têm sido desenvolvidas atividades através de um projeto de extensão. Neste trabalho, buscou-se produzir subsídios que favorecessem a inclusão de pessoas com deficiência e que proporcionassem o desenvolvimento de atividades de sensibilização ambiental em um jardim sensorial (JS). Assim, objetivou-se: (i) desenvolver uma pesquisa qualitativa e quantitativa acerca dos temas ambientais e de inclusão, por meio de questionário, com professores do ensino médio de uma escola da rede estadual de Porto Alegre, circunvizinha ao IFRS – Campus Porto Alegre; e (ii) analisar as normativas e efetuar contato com uma instituição de apoio para pessoas com deficiência (PCD), para o planejamento e execução de adaptações físicas no JS, promovendo a inclusão. Os dados obtidos mostraram que, embora os docentes percebam a necessidade de abordagem dos temas ambientais e da inclusão em suas práticas, o tempo restrito das aulas e a falta de espaço físico são fatores limitantes para uma abordagem em um sentido mais amplo ou transversal de ensino desta temática. Verificou-se, ainda, que a maioria dos participantes gostaria de ter mais informações sobre os objetivos de um Jardim Sensorial e sobre como trabalhar seus conteúdos pedagógicos nesse espaço. Os relatos das pessoas com deficiência evidenciaram a necessidade de adaptações, muitas vezes despercebidos para a inclusão. A partir das informações recebidas e avaliadas, bem como a consulta à Lei de Acessibilidade, elaborou-se uma lista de importantes adaptações a serem efetuadas, tais como a colocação de caixotes conforme as orientações técnicas, a disponibilização das informações das plantas em braille nas placas dos caixotes; a instalação de uma mangueira guia, entre outras.  Espera-se que essas adaptações, juntamente com a proposição de roteiros temáticos, permitam o desenvolvimento de atividades a serem realizadas de forma autônoma ou guiada, consolidando o Jardim Sensorial como um espaço colaborativo de aprendizagem

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