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Compostos com síndrome e complexo no português brasileiro: uma abordagem construcional
In this paper, the compounds instantiated by the schemes [Síndrome [X]]N and [Complex [SP]]N, based on the theoretical assumptions of Constructional Morphology (BOOIJ, 2010; GONÇALVES, 2016) will be studied. The data were collected from publications of Brazilian websites, in the 21st century. Some examples are síndrome de Peterpan, complexo de Wendy, complexo de vira-lata, complexo de Cinderela, and síndrome de Dona Florinda. This study also aims to contribute to discussions about the semantic inheritance in relation to the compounds. For this, some literature on the subject were reviewed, including Corbin (1990), Booij (2017), and Soledade (2018a), having these authors tried most strikingly for aspects of the suffix derivation.Neste trabalho, serão estudados os compostos instanciados pelos esquemas [Síndrome [X]]N e [Complexo [SP]]N, com base nos pressupostos teóricos da Morfologia Construcional (BOOIJ, 2010; GONÇALVES, 2016). Os dados foram coletados em publicações de sites brasileiros, no século XXI. Alguns exemplos encontrados são síndrome de Peterpan, complexo de Wendy, complexo de vira-lata, complexo de Cinderela e síndrome de Dona Florinda. Este estudo ainda visa contribuir com as discussões acerca da herança semântica em relação aos compostos. Para isso, foi revisitada a pouca literatura sobre o assunto, o que inclui Corbin (1990), Booij (2017) e Soledade (2018a), tendo esses autores atentado mais contundentemente para aspectos da derivação sufixal.En este trabajo, se estudiarán los compuestos instanciados por los esquemas [Síndrome [X]]N y [Complexo [SP]]N, con base en los presupuestos teóricos de la Morfología Construccional (BOOIJ, 2010; GONÇALVES, 2016). Los datos fueron recolectados en publicaciones de sitios brasileños, en el siglo XXI. Algunos ejemplos encontrados son síndrome de Peterpan, complexo de Wendy, complexo de vira-lata, complexo de Cinderela y síndrome de Dona Florinda. Este estudio también pretende contribuir con las discusiones acerca de la herencia semántica en relación a los compuestos. Para eso, se revisó la poca literatura sobre el asunto, lo que incluye Corbin (1990), Booij (2017) y Soledade (2018a), estando estos autores más contundentemente atentos a los aspectos de la derivación de sufijos
Nomes próprios: abordagens linguísticas
A obra é uma coletânea voltada para a onomástica, área da linguística que investiga os nomes próprios de pessoas ou lugares. Composta por 14 textos de pesquisadoras(es) de oito
universidades brasileiras, discutem-se nos textos aspectos diversos dos nomes próprios, a
partir de diferentes perspectivas teórico-metodológicas. Encontram-se interfaces com a
linguística histórica, linguística cognitiva, sociolinguística, morfologia, etimologia,
lexicografia, semântica, filologia, etnolinguística, ecolinguística e história da cultura escrita.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); PONPORSalvado
Outras palavras: as palavras-valises entre revisões e sistematizações
Este trabalho, de caráter revisionista, investiga a formação das palavras-valises em língua portuguesa. O corpus analisado é constituído por 100 vocábulos, extraídos dos mais variados textos (tweets, telenovelas, músicas, relatos de blogs, reportagens, entre outros). Alguns exemplos são sapatênis, cantriz, coxibe, zebrasno, forrogode. Objetivam-se, aqui, uma revisão conceitual e uma sistematização dessas formações, a partir de padrões fonológicos, morfossintáticos léxico-semânticos, tudo isso com base em trabalhos anteriores.
AS CONSTRUÇÕES X-ARI- EM PERSPECTIVA HISTÓRICA E CONSTRUCIONISTA: DO LATIM CLÁSSICO AO MEDIEVAL
Este trabalho aborda a trajetória das construções X-ari- da língua latina, baseando-se na comparação entre registros do latim clássico (I a.C. até II d.C.) e do latim medieval (V d.C. até XIV d.C.). Como aporte descritivo-interpretativo, utiliza-se a Morfologia Construcional, de Booij (2010), modelo vinculado à Linguística Cognitiva. O foco principal é o tratamento da polissemia e, para o desenvolvimento da proposta, foram levantadas 704 construções do latim clássico, extraídas do Dicionário Escolar Latino-Português (FARIA, 1994) e do Dicionário Latim-Português (PORTO EDITORA, 2012), e 748 do latim medieval, obtidas do Midiae Latinatis Lexicon Minus (Niermeijer, 1976)
Contrato de compra e venda do Mosteiro de Santa Maria de Melón (1231): elements for reading a medieval text
O Contrato de compra e venda do Mosteiro de Santa Maria de Melón, de 1231, sob guarda do Archivo Histórico Nacional de Madrid (Espanha), adquire uma indiscutível importância no conjunto das fontes remanescentes em galego medieval, por ser um dos documentos mais antigos escritos em romance no reino da Galiza que se conserva em seu manuscrito original. A partir da reprodução e comparação da edição fac-similar e de duas edições filológicas do manuscrito (Souto Cabo, 2008; Monteagudo; Boullón Agrelo, 2009), apresentamos um breve comentário paleográfico e propomos um guia de leitura do texto
Do latim [[X]-ūtus]a ao português -[[X]-udo]a: considerações sobre a trajetória de um esquema morfológico adjetival
Este trabalho propõe uma análise das palavras derivadas com o sufixo adjetival português -udo (cabeludo, peludo, barrigudo, cabeçudo, chifrudo, carrancudo, abelhudo, rechonchudo), em perspectiva histórica e construcional. Na Morfologia Construcional (BOOIJ, 2010; COELHO, 2013; GONÇALVES, 2016), a noção de construção morfológica envolve um pareamento de forma, função e significado. Por isso, o trabalho descreve aspectos variados, como a categoria lexical da base, a categoria lexical do derivado e o comportamento polissêmico do esquema de sufixação. No que toca aos aspectos históricos, a análise parte da forma latina –ūtus, com dados de um dicionário bilíngue latim-português, passa pelo português arcaico (séculos XIII a XVI), a partir dos dados de Coelho (2005), e chega ao português mais atual, a partir de um conjunto de dados extraídos de um dicionário da língua portuguesa contemporânea. Essa análise histórica permite tanto a compreensão da prototipicidade histórica do significado de posse nesses derivados quanto da produtividade que as construções com esse sufixo adquirem na língua portuguesa, desvencilhando-se consideravelmente do comportamento da matriz latina
Morfologia Cognitiva, uma abordagem construcionista: fundamentos teórico-epistemológicos e análise da construção [X-cefalia] no português brasileiro
This article has, as its main objective, to present the theoretical and methodological fundamentals of the Cognitive Morphology, a model proposed by Hamawand (2011) and still little known in the Brazilian territory. This formulation is aligned to Langacker’s Cognitive Grammar (1987), and to Cognitive Linguistics, in general manners. Thus, Cognitive Morphology is a constructionist model which defends morphology as semantically motivated, understanding that morphological constructions symbolically materialize cognitive operations, such as conceptualization, categorization and configuration. Furthermore, on this proposal, due to Corpus Linguistics’ presuppositions assumption, there is an explicit compromise to the treatment of usage. Therefore, Cognitive Morphology must be understood as a linguistic model based on usage. In the core of the text, Cognitive Morphology’s fundamentals are discussed in three sections (“Cognitive Presuppositions”; “Cognitive Mechanisms” and “Cognitive Operations”). An application to the Brazilian Portuguese is also presented through the analysis of the x-cefalia construction, which has established manifestations, such as microcefalia and hidrocefalia, and other innovative realizations, such as filtrocefalia ‘condition to who has a head shaped like a clay water filter’, machocefalia ‘condition to who thinks too much about men’ and bundacefalia ‘condition to who has small buttocks’. In total, 40 realizations of the pattern were analyzed, 16 of which are dictionaryized and 24 of which are non-dictionaryized. The results show that there is a prototypical usage of X-cefalia in the designation of cranial anatomy anomalies. This usage is preponderant in the medical-scientific context and, from an formal perspective, tends to exhibit erudite bases on the left-side position (microcefalia, hidrocefalia, braquicefalia). This prototype is extended to what concerns formal aspects, and innovative constructions begin to admit vernacular bases in the left position (filtrocefalia, machocefalia, bundacefalia). From the semantic perspective, the innovative usages of X-cefalia indicate three different meanings which extend metaphorical or metonymically from the prototypical usage.Este artigo tem como principal objetivo apresentar os fundamentos teóricos e metodológicos da Morfologia Cognitiva, modelo proposto por Hamawand (2011) e ainda pouco conhecido no território brasileiro. Essa formulação se alinha com a Gramática Cognitiva, de Langacker (1987), e com a Linguística Cognitiva, de uma maneira geral. Assim, a Morfologia Cognitiva é um modelo construcionista que defende a morfologia como semanticamente motivada, entendendo que as construções morfológicas materializam simbolicamente operações cognitivas, como a conceptualização, a categorização e a configuração. Além disso, nessa proposta, por conta da assunção de pressupostos da Linguística de Corpus, há um compromisso explícito com o tratamento do uso. Por isso, a Morfologia Cognitiva deve ser compreendida como um modelo linguístico baseado no uso. No corpo do texto, os fundamentos da Morfologia Cognitiva são discutidos em três seções (“Pressupostos Cognitivos”; “Mecanismos Cognitivos” e “Operações Cognitivas”). Apresenta-se, também, uma aplicação ao português brasileiro, através da análise da construção X-cefalia, que tem realizações consagradas, como microcefalia e hidrocefalia, e outras inovadoras, como filtrocefalia ‘condição de quem tem a cabeça com forma de filtro de barro’, machocefalia ‘condição de quem pensa demais em homem’ e bundacefalia ‘condição de quem tem a bunda pequena\u27. Ao todo, foram analisadas 40 realizações desse padrão compositivo, sendo 16 dicionarizadas e 24 não dicionarizadas. Os resultados mostram que há um uso prototípico de X-cefalia, na designação de anomalias da anatomia craniana. Esse uso é preponderante no contexto médico-científico e, do ponto de vista formal, tende a exibir bases eruditas na posição à esquerda (microcefalia, hidrocefalia, braquicefalia). Esse protótipo é estendido no que toca aos aspectos formais, e as construções inovadoras passam a admitir bases vernáculas na primeira posição (filtrocefalia, machocefalia, bundacefalia). Do ponto de vista semântico, os usos inovadores de X-cefalia apontam três significados diferentes, que se estendem metafórica ou metonimicamente do uso prototípico.  
O esquema X-ari- do latim às línguas românicas: um estudo comparativo, cognitivo e construcional
Esta Tese se insere no âmbito da Romanística e tem o propósito de empreender um conjunto de reflexões que contribuam para novos olhares sobre a história, a estrutura e o funcionamento das línguas românicas. Na primeira parte da Tese, discutem-se questões relacionadas à tradicional narrativa da romanização, que emerge em um contexto linguístico-filológico oitocentista marcado por um nacionalismo europeu, que defendia purismos linguísticos, sociais e raciais. A partir de diversos estudos, como os de Webster (2001), Manacorda (2002), Sobral (2004), Glissant (2005), Dwulf (2005), Paixão de Sousa (2006), Guarinello (2006), Witt (2008), Marquilhas (2010), Mattos e Silva (2011), Olender (2012), Garrafoni (2009), Funari e Garraffoni (2018), inseridos em variadas áreas do conhecimento, como História, Filologia, Linguística Histórica, Arqueologia, Antropologia, Sociologia, Pedagogia, Estudos Culturais e Estudos Literários, aponta-se uma série de argumentos e evidências, não só de natureza linguística, como também de ordem social, cultural, religiosa, educacional, arquitetônica, que sugere que a narrativa da romanização falha em vários aspectos, podendo dar lugar a uma narrativa de crioulização linguística e cultural na expansão da România e na formação das línguas românicas. Na segunda parte da Tese, retomam-se os fenômenos linguísticos utilizados na divisão da România Ocidental e Oriental (MAURER JR., 1951; WARTBURG, 1952), como o comportamento das vogais postônicas, das consoantes surdas intervocálicas, do grupo -ct- intervocálico e a realização do plural, analisando-se a possibilidade de inserir novos fenômenos que ratifiquem essa divisão. Para isso, observou-se o comportamento morfossemântico das construções [[X]ari]N no latim (argentarius, quasilaria, linguarium) e de suas descendentes em sete línguas românicas, o romeno (areţar , mătăsar, bursier), o italiano (bambinaia, acquaio, caudatario), o francês (agencier, colombier, libraire), o catalão (abeller, garganter, sordària), o espanhol (abejero, bañadero, fornicario), o galego (mullereiro, chaqueteiro, cabalario) e o português (moedeiro, caldeira, aquário). Os dados analisados foram extraídos de dicionários monolíngues, nos casos do italiano, francês, espanhol, catalão, galego e português, e bilíngues, nos casos do romeno e do latim. A descrição das palavras sufixadas nessas línguas foi feita com base em pressupostos da Semântica Cognitiva (LAKOFF E JOHNSON, 1980; FILLMORE, 1982; LAKOFF, 1987), Gramática Cognitiva (LANGACKER, 1987, 2013), Gramática de Construções (GOLDBERG, 1995, 2003, 2006), Morfologia Construcional (BOOIJ, 2010; GONÇALVES, 2016). Para a comparação entre as línguas, utilizou-se o modelo dos Mapas Semânticos, adaptado da proposta tipológica cognitivo-funcional de Haspelmath (2003). Os resultados mostram que, do ponto de vista semântico-cognitivo, as línguas pouco se diferem, utilizando metáforas, metonímias, focalizações e analogias para a construção do significado de palavras complexas. O que as diferencia, nesse sentido, são as experiências utilizadas para metaforizar, focalizar ou fazer analogias. No que toca ao comportamento polissêmico, do latim às línguas românicas observadas, o significado de ‘agente profissional’ se apresenta como o mais produtivo e mais prototípico. De outro lado, o significado ‘agente vegetal’, que designa árvores, arbustos e outros tipos de plantas, se mostra improdutivo no italiano e no romeno, mas muito produtivo em línguas como o francês, o espanhol, o catalão, o galego e o português. servindo, nesse sentido, para marcar uma divisão entre as tendências das línguas românicas. Há ainda de se destacar a presença produtiva dos significados de gentílicos, anomalias e excessos/acúmulos nas línguas ibero-românicas.This dissertation is located within the scope of Romanistics and aims to undertake a series of reflections that contribute to new perspectives on the history, the structure and the functioning of the Romance languages. In the first part of this work, issues related to the traditional narrative of Romanization are discussed, a narrative that emerges in a nineteenth-century linguistic-philological context marked by an European nationalism, which defended linguistic, social and racial purisms. Based on several studies – such as those by Webster (2001), Manacorda (2002), Sobral (2004), Glissant (2005), Dwulf (2005), Paixão de Sousa (2006), Guarinello (2006), Witt (2008), Marquilhas (2010), Mattos and Silva (2011), Olender (2012), Garrafoni (2009), and Funari and Garraffoni (2018) –, inserted in many areas of knowledge, such as History, Philology, Historical Linguistics, Archeology, Anthropology, Sociology, Pedagogy, Cultural Studies and Literary Studies, a series of arguments and evidence is pointed out, not only of linguistic nature, but also of social, cultural, religious, educational, and architectural nature, which suggests that the narrative of Romanization fails in several aspects, giving rise to a narrative of linguistic and cultural creolization in the expansion of Romania and in the formation of the Romance languages. In the second part of this dissertation, the linguistic phenomena used in the division of Western and Eastern Romania are resumed (MAURER JR., 1951; WARTBURG, 1952), such as the behavior of postonic vowels, intervocalic deaf consonants, and the intervocalic -ct- group, as well as the usage of the plural, thus analyzing the possibility of inserting new phenomena that ratify this division. In order to do so, the morphosemantic behavior of the latin [[X] -ari]N constructions (argentarius, quasilaria, linguarium) and its descendants in seven Romance languages: Romanian (areţar , mătăsar, bursier), Italian (bambinaia, acquaio, caudatario), French (agencier, colombier, libraire), Catalan (abeller, garganter, sordària), Spanish (abejero, bañadero, fornicario), Galician (mullereiro, chaqueteiro, cabalario) and Portuguese (moedeiro, caldeira, aquário), was observed. In the cases of Italian, French, Spanish, Catalan, Galician and Portuguese, the analyzed data was extracted from monolingual dictionaries, whereas in the cases of Romanian and Latin it was taken from bilingual dictionaries. The description of the suffixed words in these languages was based on the assumptions made by Cognitive Semantics (LAKOFF; JOHNSON, 1980; FILLMORE, 1982; LAKOFF, 1987), Cognitive Grammar (LANGACKER, 1987, 2013), Construction Grammar (GOLDBERG, 1995, 2003, 2006), and Construction Morphology (BOOIJ, 2010; GONÇALVES, 2016). For the comparison between the languages, the Semantic Maps model was used, adapted from Haspelmath's (2003) cognitive-functional typological proposal. The results show that, from a cognitive-semantic point of view, languages differ little, using metaphors, metonymies, focuses and analogies to construct the meaning of complex words. What differentiates them, in this sense, are the experiences used to metaphorize, focus or create analogies. With regard to polysemic behavior, from Latin to the observed Romance languages, the meaning of 'professional agent' is presented as the most productive and most prototypical. On the other hand, the 'vegetal agent' meaning, which designates trees, shrubs and other types of plants, proves to be unproductive in Italian and Romanian, but very productive in languages such as French, Spanish, Catalan, Galician and Portuguese. It thus serves to mark a division between the tendencies of Romance languages. It is also important to highlight the productive presence of gentile meanings, anomalies and excesses/accumulations in Ibero-Romance languages.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahi
OS PADRÕES SUFIXAIS LATINOS [XNi-ĬTĬA]Sj E [XNi-ĬTĬĒS]Sj E OS DESENVOLVIMENTOS [XAi-IÇA]Sj, [Xi-ICE]Sj, [Xi-EZ]Sj E [XAi-EZA]Sj NO PORTUGUÊS ARCAICO (SÉCULOS XIII-XVI), UMA ABORDAGEM CONSTRUCIONAL
Propõe-se, neste artigo, uma análise histórico-diacrônica que parte dos derivados sufixais latinos X-ĭtĭa (avārĭtĭa ‘avareza’; justĭtĭa ‘justiça’; laetĭtĭa ‘alegria, tristĭtĭa ‘tristeza’, nigrĭtĭa ‘negrume, escuridão’; pigrĭtĭa ‘preguiça’) e X-ĭtĭēs (magnĭtĭēs ‘magnitude, grandeza’; calvĭtĭēs ‘calvície’; tardĭtĭēs ‘lentidão’; vanĭtĭēs ‘vaidade, frivolidade’), em direção às formas evoluídas X-iça (justiça; lediça), X-ez (meninez; graãndez; sandez), X-ice (ligeirice; velhice; meninice; arteyrice; beuedice) e X-eza (anchezas; avareza; blandeza; braveza; chãeza; fraqueza; gentileza; naturaleza; simpleza; sotileza; stranheza; tristeza; vileza), no português arcaico. Os dados do latim são oriundos do dicionário latim-francês, de Gaffiot (2016 [1934]), e os do português arcaico advêm dos trabalhos de Soledade (2001, 2005), que investigou a sufixação nominal portuguesa, entre os séculos XIII e XVI. Quanto ao aporte teórico-descritivo, serão usados os postulados da Morfologia Construcional, como feita por Booij (2010, 2017, 2020), Gonçalves e Almeida (2014), Gonçalves (2016b), Simões Neto (2017, 2019), Soledade (2013, 2018, 2019) e Tavares da Silva (2019)
“Quem é a mulher da relação?”: uma abordagem cognitivista sobre o gay passivo
A compreensão socialmente difundida do homossexual masculino passivo como a mulher da relação é o objeto central de observação deste trabalho, que se orienta pelos princípios teóricos da Linguística Cognitiva, sobretudo da Teoria da Metáfora, vista a partir de Lakoff e Johnson (2002 [1980]) e Lakoff (1987, 1994). Observa-se também a maneira como o ato sexual e os órgãos envolvidos são conceptualizados. Para isso, foram coletadas formas que expressam essas partes do corpo, na tentativa de observar como as compreensões que se fazem dessas partes do corpo viabilizam o já referido entendimento acerca do passivo
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