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    Para uma teoria dialetica do direito: um estudo da obra do Prof. Roberto Lyra Filho

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1995.Estudo da obra do Prof. Roberto Lyra Filho (1926-1986), abordando em particular a produção do autor nas áreas da Filosofia e Sociologia do Direito, concebidas em perspectiva dialética. Analisa a leitura realizada pelo autor tratado, das teorias jurídicas positivistas e jusnaturalistas e das relações entre a obra de Marx e o Direito. Resgata a Teoria Dialética do Direito proposta por Lyra Filho enquanto filosofia jurídica alternativa e militante

    Temas relevantes sobre o direito das famílias

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    - Divulgação dos SUMÁRIOS das obras recentemente incorporadas ao acervo da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva do STJ. Em respeito à Lei de Direitos Autorais, não disponibilizamos a obra na íntegra.- Localização na estante: 347.6(81) T278r- Organizado por: César Fiuza.- Coordenado por: Edwirges Elaine Rodrigues, Marcelo Rodrigues da Silva e Roberto Alves de Oliveira Filho

    Cartografias de práticas de resistência em um dispositivo de saúde mental

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2015.Este trabalho busca acompanhar o percurso de uma trupe de teatro esquizozó chamada Utu Suru Baco Smica. Partindo da ideia que o grupo constitui um agenciamento coletivo que resiste às estratégias de saber-poder psiquiátrico, proponho nesta dissertação basicamente duas tentativas: a) problematizar os modos pelos quais a trupe elabora seu conhecimento, b) problematizar os modos pelos quais em suas práticas pode tornar-se sujeito. Imbricada num dispositivo psiquiátrico que representa seu objeto de intervenção, induz um discurso e produz os mais variados efeitos de poder sobre ele, a trupe da Utu recusa isso que é dito, produzido, e reconhecido sobre corpo do louco. Aberta aos acontecimentos, suas práticas e intervenções possibilitam singularizações que não passam pelas relações de saber e poder psi, mas sim pelos devires animais, devires imperceptíveis, devires loucos.Abstract : This paper seeks to follow the route of a ?esquizozó? theater group called ?Utu Suru Baco Smica?. Starting from the idea that the group constitutes a collective assemblage that resists to the strategies of psychiatric knowledge-power, I propose on this paper two attempts basically: a) discuss the ways the group knows madness, b) discuss the ways they can become subject in their practices. Imbricated in a psychiatric dispositive representing its object of intervention, it induces a speech and produces different effects of power on it, the group from Utu refuses what is said, reproduced and acknowledged about the body of a mad. Open to the happenings their practices and interventions enable particularizations that do not go through the relations of psychiatric knowledge and power, but through the animal becoming, imperceptible becoming, madness becoming

    ROBERTO RODRIGUES: UM ILUSTRADOR SINGULAR, UM ALUNO CONTESTADOR.

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    “A Escola de Belas Artes na mão de cretinos” parecia querer gritar o chamativo título de um artigo publicado em “Crítica”, assinado pelo ilustrador do periódico e aluno da EBA, Roberto Rodrigues. Nas palavras de Ruy Castro, seu nome “injetava fel no coração dos professores”. Numa época em que participar do Salão Oficial da escola – que Roberto chamara de “arapuca” e “caso de polícia” - era um sonho batalhado e suado por qualquer estudante de arte, este peculiar aluno não hesitou nem mediu palavras ao proferir graves ofensas e acusações a jurados e professores. “Ser membro do júri da exposição é uma profissão leve, como a do gigolô”. Acusava-os de tirar proveito da posição em benefício próprio e de se esforçar em manter a “mediocridade” que em seu conceito predominava na pintura brasileira. Não pouparia nem o consagrado Eliseu Visconti, que segundo ele, escarrava no chão para disseminar a tuberculose entre os alunos. Dono de um traço de inconfundível elegância, carregado em tintas trágicas, expressões corporais teatrais e grandes contrastes, o ilustrador, além do trabalho no jornal editado pelo pai, Mario Rodrigues, era colaborador constante de revistas modernistas que marcaram época, como “Paratodos” e “Jazz”. Muito por ter herdado o espírito provocador do pai, mas provavelmente por estar já bem encaminhado na profissão no ramo editorial, ainda no frescor dos vinte e poucos anos, talvez ele se sentisse à vontade para publicar os ataques, sem precisar temer retaliações. A obra de singular valor legado por Roberto, um dos irmãos mais velhos de Nelson Rodrigues, acabou caindo no ostracismo após sua morte trágica e precoce. Quis o destino que se tornasse a vítima de um crime de vingança articulado pela jornalista Silvia Tibau, contrariada pela cobertura sensacionalista dada pelo vespertino. Numa tarde trágica para a família Rodrigues, um dos últimos dias de dezembro de 1929, Silvia entrou na redação do periódico disposta a lavar sua honra com o sangue do jornalista Mário Rodrigues ou de um de seus filhos. Roberto levava um tiro à queima roupa no ventre e faleceu dias depois no hospital, aos vinte e três anos. Sua morte foi um ponto de virada para a família, que vivia um momento de auge. Meses depois, perderia também o patriarca, certamente abalado pela morte do filho, e o próprio jornal, fonte de sustento para os Rodrigues. Essas experiências árduas de vida ajudariam a formar o arcabouço temático de um então jovem Nelson Rodrigues.Palavras-chave: Roberto Rodrigues; história; ilustração; EBA; Crítica.

    O trágico e o moral em Nelson Rodrigues

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    Dissertação (mestrado) - Universidde Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 1998No texto dramatúrgico, escrito para ser encenado, estão contidas, por meio das rubricas do artista dramaturgo, todas as diretrizes para sua concretização cênica, que ficará a cargo dos diretores e atores, artistas da encenação. Devido a esse fato singular que une duas formas artísticas distintas, a relação teatro e literatura apresenta-se íntima e complexa. Ao tentar interpretar o movimento do escritor na obra dramática implica o levantamento da questão do teatro e as singularidades que o diferenciam da literatura enquanto formas estéticas definidas. No conjunto das dezessete peças que compõem a obra dramatúrgica de Nelson Rodrigues, desfilam conflitos humanos intensificados pela profunda caracterização psicológica dos personagens. É inegável em sua obra as marcas do repórter policial, hábil observador social, e do leitor atencioso dos clássicos da dramaturgia moderna. Estas constatações geraram algumas indagações acerca das influências que o autor teria sofrido ao compor um universo ficcional tão intenso de humanidade e emoção. Por isso, rastreando suas Memórias, entrevistas e biografias, bem como os dramaturgos seus precursores, busca-se a compreensão das diretrizes que nortearam sua criação. O teatro de Nelson Rodrigues tem sido classificado pelo próprio autor e pela crítica geral de 'tragédias cariocas'. Por isso, fazem-se algumas incursões aos estudos dos elementos trágicos na obra de arte, da clássica à moderna, a fim de legitimar ao autor o conceito de tragicista. Entendendo que na base dos conflitos explorados pela dramaturgia rodrigueana, encontra-se a questão da sexualidade do indivíduo em confronto com a moral preconizada pela sociedade, busca-se a origem e questiona-se o valor dessa norma moral que, embora instituída para organizar os comportamentos sociais pode, muitas vezes, gerar conflitos abissais para o homem frente ao mundo que o rodeia

    Tratamento da dor miofascial com o emprego de toxina botulínica

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    Monografia de especialização - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Curso de Especialização em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial.A toxina botulinica é utilizada como agente terapêutico e auxiliar no tratamento da dor miofascial, com resultados satisfatórios, pois o fármaco tem um grande desempenho em desordens musculares. Esta toxina tem um grande papel no tratamento da dor incluindo a dor miofascial ou síndrome da dor miofascial, que acomete várias estruturas do sistema estomatognático. Assim a toxina botulinica surge como um novo agente terapêutico que pode ser associado ao tratamento de desordens musculares relacionados a face, e que pode estar ou não associada A. terapia básica

    O filho ilegítimo de Antonio Manoel Victorino de Menezes, traficante de escravos, com a escrava parda Maria Margarida Duarte.

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    TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina - Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História.No presente trabalho analiso o envolvimento entre um traficante de escravos de Desterro (SC), com uma de suas cativas e o filho, fruto dessa relação. Com isso, viso discutir sobre o espaço destinado aos filhos ilegítimos durante século XIX, processo de tutela e possível ascensão social de crianças que tiveram sua vida afastada, de alguma maneira, dos estigmas da escravidão e da ilegitimidade, aspectos estes bastante excludentes para aquela sociedade patriarcal e escravista

    O Pedrinho de Monteiro Lobato, Pedrinho de Lourenço Filho: dois intelectuais e dois brasis

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2014.No final do ano de 1921 a editora da Revista do Brasil publicou um livro infantil do intelectual Monteiro Lobato (1882-1948), O Saci, onde emerge Pedrinho, seu personagem menino que passou a fazer parte das aventuras do Sítio do Picapau Amarelo. Trinta e dois anos mais tarde, 1953, a Edições Melhoramentos lançou Pedrinho, o primeiro volume da coleção de livros didáticos Série de leitura graduada Pedrinho do intelectual Lourenço Filho (1897-1970). A série é protagonizada pelo personagem menino nos quatro livros de leitura da coleção. Os dois Pedrinhos apresentam características semelhantes, tanto pela faixa etária, como por seus perfis de personalidade. Ambos são curiosos, ativos, autônomos, interessados por leituras diversas, gostam de assuntos científicos e são valorizados pela coragem, responsabilidade e honestidade que manifestam. O objetivo desta tese é identificar e analisar as perspectivas socializadoras dos intelectuais para seus personagens meninos e as formas de representação das instituições sociais brasileiras, por seus padrões culturais e valorativos, nos escritos sobre o Brasil e os brasileiros para o público infantil de Monteiro Lobato e Lourenço Filho. Enquanto a socialização do Pedrinho de Lobato se desenvolve nos períodos de férias escolares, o Pedrinho de Lourenço Filho vive a maior parte de suas experiências socializadoras entre a escola, a casa da família e seus arredores. Dessa forma, a hipótese inicial parte da ideia de que o personagem menino de Lourenço Filho está vinculado ao mundo da obrigação, da moral instituída, dos deveres e da ordem enquanto que o Pedrinho de Monteiro Lobato está vinculado ao mundo dos direitos, da liberdade e do prazer que o cenário das férias escolares pode proporcionar. Metodologicamente faz-se um estudo comparado (pesquisa bibliográfica, com destaque à revisão histórica, aplicando-se os princípios fundamentais do conhecimento sociológico) entre os livros da Série de leitura graduada Pedrinho de Lourenço Filho e os livros O Saci, Geografia de Dona Benta e Caçadas de Pedrinho de Monteiro Lobato. Para tanto, as análises estão fundamentadas prioritariamente nos escritos teóricos de Émile Durkheim, Max Weber, Marcel Mauss, Pierre Bourdieu, Quentin Skinner, Peter Berger, Sérgio Buarque de Holanda e Roberto DaMatta, entre outros cientistas sociais. A pesquisa assinala como os intelectuais Monteiro Lobato e Lourenço Filho se inserem no campo educacional e literário brasileiro, por suas trajetórias, lugares ocupados, campos poronde transitaram e as redes de sociabilidade tecidas por cada um deles. Seus Pedrinhos percorrem diferentes e semelhantes Brasis retratados nas perspectivas do arcaico e do moderno para cada intelectual. Enquanto o Brasil do Pedrinho de Lobato é um país de contradições, o Brasil do Pedrinho de Lourenço Filho é uma nação harmoniosa. Os dois Pedrinhos são idealizações de dois intelectuais brasileiros, num País que se modernizava nas primeiras décadas do século XX em meio a um processo de escolarização tardia. Os personagens são representações de meninos essencialmente brasileiros contextualizados em tempos e lugares de um Brasil interpretado por cada um de seus idealizadores, os intelectuais paulistas e brasileiros, Monteiro Lobato e Lourenço Filho.Abstract : In late 1921 Revista do Brasil (Brazil?s Magazine) published O Saci (The Saci), an article by intellectual Monteiro Lobato, in which we are introduced to Pedrinho (Little Peter), his boy character who later became part of the roster in the adventures of Sítio do Picapau Amarelo (Yellow Woodpecker Ranch). Thirty-two years later, in 1953, Melhoramentos Publishing released Pedrinho, first in the Série de leitura graduada Pedrinho (Little Peter Gradated Series) collection of textbooks from intellectual Lourenço Filho (1897-1970). The main character in this four-book series is a boy named Pedrinho. Both Pedrinhos display common traits of age or personality. Both are curious, active, autonomous, keen on assorted reading subjects, enjoy scientific matters and are valued on their courage, responsibility and honesty. The goal with this thesis is to identify and analyze the socializing perspectives of the intellectuals towards their boy characters and the representation of the Brazilian social institutions, by means of their cultural and value standards, in the writings on Brazil and the Brazilian people for the young audiences of Monteiro Lobato Lourenço Filho. While the socializing of Lobato's Pedrinho happens during school break, Loureço FIlhos' Pedrinho lives most of his socializing experiences in school, his family's home, and their surroundings. As such, the initial hypothesis comes from the idea that Lourenço Filho's boy character is linked to the world of duty, of institutionalized morals, and of order, meanwhile Lobato?s Pedrinho is linked to world of rights, of freedom and pleasure that the school break backdrop can provide. As for methodology, one makes a comparative study (literature research, with attention to history, putting in practice fundamental principles of sociologic knowledge) between the Série de leitura graduada Pedrinho books and Monteiro Lobato?s O Saci, Geografia da Dona Benta (Miss Benta?s Geography) and Caçadas de Pedrinho (Pedrinho's Hunting Trips). For that matter, the analysis is based upon the writings of Émile Durkheim, Max Weber, Marcel Mauss, Pierre Bourdieu, Quentin Skinner, Peter Berger, Sérgio Buarque de Holanda and Roberto DaMatta, among other social scientists. This research points out how the intellectuals Monteiro Lobato and Lourenço Filho enter the Brazilian education and literature field, through their careers, positions held, knowledge fields walked through, and networking. Their Pedrinhos cross both different and similar Brazils, portrayed in the differencebetween each intellectual's vision of archaic and modern. While the Brazil of Lobato?s Pedrinho is a country of contradictions, the one of Lourenço Filho's Pedrinho is a nation in harmony. Both Pedrinhos are idealizations of their Brazillian intellectuals, in a country facing modernization in the first decades of the 20th century among a lagging schooling process. The characters are representations of essentially Brazilian boys placed in times and places of a Brazil interpreted by each one of their idealizers, Paulistano Brazilian itellectuals Monteiro Lobato and Lourenço Filho

    Karyotypic diversity between allopatric populations of the group Hoplias malabaricus (Characiformes: Erythrinidae): evolutionary and biogeographic considerations

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    Fig. 3. Ideograms referring to the Hoplias malabaricus populations (karyomorph A) from the São Francisco (a), Araguaia (b) and Xingu (c) Rivers, highlighting the chromosome markers. Black = C-positive heterochromatin; blue = 5S rDNA sites; red = 18S rDNA sites; yellow = 5SHindIII satellite DNA sites.Published as part of Blanco, Daniel Rodrigues, Lui, Roberto Laridondo, Bertollo, Luiz Antonio Carlos, Margarido, Vladimir Pavan & Filho, Orlando Moreira, 2010, Karyotypic diversity between allopatric populations of the group Hoplias malabaricus (Characiformes: Erythrinidae): evolutionary and biogeographic considerations, pp. 361-368 in Neotropical Ichthyology 8 (2) on page 365, DOI: 10.1590/S1679-62252010000200015, http://zenodo.org/record/542161

    Lima Barreto / Roberto Arlt: a comunidade em exílio

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2009.A presente tese opera no limiar entre a literatura brasileira e a argentina, mais especificamente com dois de seus escritores bastante admirados, mas não raro censurados pela crítica em função de supostos deslizes de linguagem e estilo. Lima Barreto (1981-1922) e Roberto Arlt (1900-1942), estes "homens do subsolo" no espaço da literatura nacional, são foco deste estudo que procura, através da leitura dos romances - Recordações do Escrivão Isaías Caminha, Triste Fim de Policarpo Quaresma, Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, e El juguete rabioso, Los siete locos e Los lanzallamas,de Roberto Arlt -, acompanhar o exílio e a relação das personagens com a comunidade. A partir da definição do conceito de exílio como negatividade, tal como estabelecem Maurice Blanchot, Jean-Luc Nancy, Giorgio Agamben, Franco Rella, entre outros, é possível detectar que a série de personagens solitárias e torturadas, presentes nos romances, participam de um verdadeiro projeto de exaustão do sentido da comunidade que se funda no território. Tal projeto, que exauri a comunidade territorial imaginada - seja nacional ou revolucionária - é, com efeito, fundamento de outra experiência de comunidade. Esta última não faz obra, não opera limite, mas se dá como exílio, como abertura, como acolhimento do ser inqualificável, tal como debatem os filósofos já citados. Por fim, foram tomadas as últimas experiências de escrita - de Lima Barreto, O cemitério dos vivos, e de Roberto Arlt, El desierto entra en la ciudad - que têm como tema a loucura. A partir delas é possível compreender que mesmo o "fora", ao ser entendido como louco, acaba retido nos limites de um confinamento territorial, figurando um modo do próprio Estado se imunizar, conforme Roberto Esposito, contra o "perigo" da comunidade como inclinação ao outro. Porém, a voz narrativa, esvaziada do "eu", parece ainda elaborar uma linha de fuga do território, nos fazendo vislumbrar, enfim, a comunidade em exílio
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