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Correction: Groundwater circulation and earthquake-related changes in hydrogeological karst environments: a case study of the Sibillini Mountains (central Italy) involving artificial tracers (Hydrogeology Journal, (2020), 28, 7, (2409-2428), 10.1007/s10040-020-02207-w) [Correction]
The article “Groundwater circulation and earthquake-related changes in hydrogeological karst environments: a case study of the Sibillini Mountains (central Italy) involving artificial tracers”, written by T. Nanni, P. M.Vivalda, S. Palpacelli,M.Marcellini and A. Tazioli, was originally published electronically on the publisher’s internet portal on 21 July 2020 without open access. With the author(s)’ decision to opt forOpen Choice the copyright of the article changed on 13 August 2020 to © The Author(s) 2020 and the article is forthwith distributed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License, which permits use, sharing, adaptation, distribution and reproduction in any medium or format, as long as you give appropriate credit to the original author(s) and the source, provide a link to the Creative Commons licence, and indicate if changes were made. The images or other third party material in this article are included in the article’s Creative Commons licence, unless indicated otherwise in a credit line to the material. If material is not included in the article’s Creative Commons licence and your intended use is not permitted by statutory regulation or exceeds the permitted use, you will need to obtain permission directly from the copyright holder. To view a copy of this licence, visit http:// creativecommons.org/licenses/by/4.0. The original article has been corrected
Um Exemplo de Escritura Protréptica: O Eutidemo
O Eutidemo é um dos diálogos mais desorientantes de Platão: a cena é dominada, de fato, por dois erísticos, jogadores de palavras, que não fazem outra coisa que não seja construir sofismas, para serem declarados, no final, vencedores. Assim, a primeira impressão que se tem lendo este diálogo é a de encontrar-se diante de um grande jogo de palavras que voltam sobre si mesmas, deixando-nos, aparentemente, com um nada de fato. Analizando este jogo que caracteriza a escrita de Platão, pode ser demonstrado como no Eutidemo existe muito que não está escrito: de fato, existem muitas questões que são pontes para outros diálogos.O Eutidemo é um dos diálogos mais desorientantes de Platão: a cena é dominada, de fato, por dois erísticos, jogadores de palavras, que não fazem outra coisa que não seja construir sofismas, para serem declarados, no final, vencedores. Assim, a primeira impressão que se tem lendo este diálogo é a de encontrar-se diante de um grande jogo de palavras que voltam sobre si mesmas, deixando-nos, aparentemente, com um nada de fato. Analizando este jogo que caracteriza a escrita de Platão, pode ser demonstrado como no Eutidemo existe muito que não está escrito: de fato, existem muitas questões que são pontes para outros diálogos.In this paper, one of the most befuddling of Plato’s dialogues is analysed: the Euthydemus. The scene in this dialogue is dominated by two eristic speakers, word gamers, always building up sophisms, to be recognised, at the end of the discussion, as the winners. At first sight, reading this dialogue, one has the impression of facing a big word game, where words turn upon themselves, apparently concluding nothing at all. Analysing this game which characterizes Plato’s writing, it can be shown how in the Euthydemus there is much which is “not written”: there are indeed many issues which are bridges to other dialogues.O Eutidemo é um dos diálogos mais desorientantes de Platão: a cena é dominada, de fato, por dois erísticos, jogadores de palavras, que não fazem outra coisa que não seja construir sofismas, para serem declarados, no final, vencedores. Assim, a primeira impressão que se tem lendo este diálogo é a de encontrar-se diante de um grande jogo de palavras que voltam sobre si mesmas, deixando-nos, aparentemente, com um nada de fato. Analizando este jogo que caracteriza a escrita de Platão, pode ser demonstrado como no Eutidemo existe muito que não está escrito: de fato, existem muitas questões que são pontes para outros diálogos.O Eutidemo é um dos diálogos mais desorientantes de Platão: a cena é dominada, de fato, por dois erísticos, jogadores de palavras, que não fazem outra coisa que não seja construir sofismas, para serem declarados, no final, vencedores. Assim, a primeira impressão que se tem lendo este diálogo é a de encontrar-se diante de um grande jogo de palavras que voltam sobre si mesmas, deixando-nos, aparentemente, com um nada de fato. Analizando este jogo que caracteriza a escrita de Platão, pode ser demonstrado como no Eutidemo existe muito que não está escrito: de fato, existem muitas questões que são pontes para outros diálogos
L’Eutidemo di Platone: un invito alla filosofia e alla virtù. Un dialogo protrettico sulla protrettica
Esse artigo propõe uma leitura em um sentido protréptico do Eutidemo, oferendo assim uma possível chave hermenêutica para compreender um dos
diálogos mais desorientadores de Platão. A cena é dominada, de fato, por dois
eristas, Eutidemo e Dionisodoro, que não fazem mais que construir sofismas, para
serem declarados, ao final, vencedores na discussão com Sócrates e Clinia. Aparentemente se está em face de um grande jogo de palavras que retornam sobre si
próprias, mas em realidade, nesse diálogo, construído como uma comédia, Platão
enfrenta um tema muito sério: a educação dos jovens. O filósofo, na alternância
das cenas que veem como protagonistas primeiro os eristas e depois Sócrates,
desenvolve um particularíssimo convite para a filosofia e para a virtude, isto é, um
protréptico, em um diálogo que é pensado, para os leitores, como estruturalmente
protréptico. O Eutidemo, em última análise, pode ser lido em dois níveis: em um
primeiro nível sobre a cena, Platão desenvolve um convite para cultivar a filosofia
e a virtude, e em um segundo nível, o próprio leitor ao acompanhar Platão no seu
desenho e nos seus jogos, se encontra em face de um delicioso protréptico que o
impulsiona a fazer filosofia e o inicia na filosofia platônica.Questo articolo propone una lettura in senso protrettico dell’Eutidemo,
offrendo così una possibile chiave ermeneutica per comprendere uno dei dialoghi
più disorientanti di Platone. La scena è dominata, infatti, da due eristi, Eutidemo
e Dionisodoro, che non fanno che costruire sofismi, per essere dichiarati, alla fine,
vincitori nella discussione con Socrate e Clinia. Apparentemente si è di fronte a
un grande gioco di parole che ritornano su se stesse, ma in realtà, in questo dialogo, costruito come una commedia, Platone affronta un tema molto serio: l’educazione dei giovani. Il filosofo, nell’alternarsi delle scene che vedono protagonisti
prima gli eristi e poi Socrate, svolge un particolarissimo invito alla filosofia e alla
virtù, cioè un protrettico, in un dialogo che è pensato, per i lettori, come strutturalmente protrettico. L’Eutidemo, in ultima analisi, può essere letto a due livelli: a un
primo livello, sulla scena, Platone svolge un invito a coltivare la filosofia e la virtù
e a un secondo livello, il lettore stesso, se segue Platone nel suo disegno e nei suoi
giochi, si trova di fronte a un delizioso protrettico che lo spinge a fare filosofia e
lo inizia alla filosofia platonica.This article suggests a protreptical reading of the Euthydemus, offering a possible hermeneutic key to understand one of Plato’s most bewildering
dialogues. The scene is indeed dominated by two erists, Euthydemus and Dionosodorus, who do nothing but build sophisms, in order to be declared, at the end,
winners in the discussion with Socrates and Clinia. We are apparently dealing with
a big play on words that go back to themselves, but in this dialogue, built like a comedy, Plato actually debates a very serious theme: the education of young people.
Through the scenes, seeing as protagonists the erists first and Socrates after, the
philosopher develops a particular invitation to philosophy and virtue, that is to say
a protrectic, in a dialogue that is conceived for the readers as a structurally protrectical one. Euthydemus can ultimately be read at two levels: at a first level, on the
scene, Plato invites to cultivate philosophy and virtue; at a second level, the reader,
following Plato throughout his scheme and his “games”, is faced with a very nice
protrectic that pushes him to philosophize and initiates him to Plato’s philosophy
Aristotele, Fisica
: This volume includes an introduction based on Aristotle’s epistemology in the Physics and in his treatment of the movement (pp. 5-104); a translation of Aristotle’s Physics with Greek text in front; summaries of the each book and chapter of the work; a commentary (pp. 743-966); a systematic and extended lexicon of the concepts (pp. 967-1167); a lexicographical bibliography by L. Palpacelli
Platone e il dialogo socratico
Il volume è la traduzione italiana del volume di Charles H. Kahn, Platone and the Socratic Dialogu
La natura intermedia di Eros. Pausania e Aristofane a confronto con Socrate
Questo contributo analizza, intrecciandoli tra di loro, i discorsi di Socrate, Pausania e Aristofane. Tale analisi è condotta
sul filo del concetto di intermedio (μεταξύ) che consente di rileggere il discorso di Pausania come preparatorio rispetto
a quello poi condotto da Socrate e quello di Aristofane come una sua negazione. Infatti il concetto di intermedio è applicato ad Eros 1) in nuce nel discorso di Pausania (che poi risolve distinguendo due generi di Eros) e 2) apertamente
nel discorso di Socrate. Sotto questo aspetto, i due discorsi si richiamano, tracciando una progressione 1) dal piano più
strettamente pratico ed etico-comportamentale (discorso di Pausania), 2) al piano teorico-metafisico, incentrandosi sulla
natura dell’Eros (discorso di Socrate); Aristofane, invece, propone Eros come un desiderio di totale fusione; la sua visione viene corretta e ridimensionata da Socrate proprio facendo valere il concetto di intermedio.In this paper, speeches of Socrates, Pausanias and Aristophanes are analysed combining them together. This analysis is
performed starting from the concept of intermediate (μεταξύ) which allows us to construe Pausians’ speech as preparatory with respect to Socrates’ speech, and Aristophanes’ speech as its denial. Indeed, the concept of intermediate is applied to Eros 1) in embryo in Pausianas’ speech (which finally distinguishes two kinds of Eros) and 2) openly in Socrates’ speech. In this regard, the two speeches are connected and they show a progression 1) from a strictly practical and
ethical-behavioural level (Pausanias’ speech), 2) to a theorical-metaphysical level based on Eros’ nature (Socrates’ speech). Aristophanes, on the other hand, defines Eros as a desire of total fusion, his view is corrected and downscaled by
Socrates enforcing the concept of intermediate
L'Eutidemo preludio al Sofista
L’Eutidemo e il Sofista sono due dialoghi sicuramente lontani quanto a data di composizione, ma fortemente legati a livello contenutistico; infatti, nel primo, si trovano continui cenni a questioni che Platone approfondirà e giustificherà teoreticamente nel secondo, tanto da poter sostenere che il Sofista sia lo sfondo entro cui l’Eutidemo si completa, sia cioè la “struttura di soccorso” del primo dialogo
L'argomento dello stadio: il mistero della testimonianza aristotelica
Questo contributo offre una possibile ricostruzione dell’argomento zenoniano dello stadio, logos contro il moto, tra i più difficili da ricostruire e da interpretare. Affronteremo
l’analisi del testo aristotelico che lo testimonia e che si presenta così ellittico e corrotto
da costituire un vero e proprio mistero in se stesso e anche in funzione del senso dell’argomento. In via preliminare, credo sia però utile tratteggiare uno sfondo introduttivo per
collocare in un quadro adeguato l’elaborazione degli argomenti zenoniani.This paper proposes a reconstruction of the stadium-argument against motion, one of the thorniest among Zeno’s arguments. The first step is the analysis of Aristotle’s explanation of Zeno’s
paradox: this text is so cryptic and corrupted to constitute almost a mystery, both in itself and concerning the sense of the argument. After discussing the textual problems and the possible critical
interpretations, a new reading of the topic at stake is attempted. Such a proposal fits within the
framework of Zeno’s dialectics, whose ultimate meaning is to be found in the Eleatic metaphysics
Il nesso tra orexis e facoltà locomotoria nel De anima
Questo studio ha per oggetto il nesso tra l’orexis
e la facoltà locomotoria che Aristotele stabilisce nel De anima.
Egli, attraverso un’argomentazione complessa, indica nella sfera
dell’appetizione, la causa della capacità che hanno alcuni animali
di muoversi localmente.
L’analisi che propongo si articola, quindi, in due momenti
principali:
1. un inquadramento della facoltà locomotoria e di quella
appetitiva all’interno della fondamentale tripartizione dell’anima
proposta da Aristotele nel De anima (facoltà nutritiva; facoltà
sensitiva; facoltà intellettiva);
2. la ricostruzione del ragionamento attraverso cui Aristotele riconduce la dynamis del moto locale principalmente (ma
non unicamente) alla facoltà appetitiva
Aristotele interprete di Platone. Anima e cosmo
L’analisi che propongo in questo libro è caratterizzata dalla centralità attribuita ai testi (aristotelici, platonici), verso i quali, a livello metodologico, ho assunto un tipo di approccio filologico e storico-filosofico per un controllo incrociato finalizzato alla ricostruzione del quadro complessivo della posizione aristotelica rispetto alla dottrina platonica e del contesto storico-filosofico esaminato. Nel corso della ricerca ho verificato e analizzato quei brani dei dialoghi platonici ai quali Aristotele rimanda, implicitamente o esplicitamente. Ho dedicato, dunque, una particolare attenzione al Timeo (dialogo in cui la tematica fisico-cosmologica è centrale) affiancato da dialoghi che presentano cenni alla concezione fisica platonica (quali per esempio Politico, Filebo, parte delle Leggi e alcuni riferimenti all’Epinomide ), al fine di ricostruire un “quadro fisico” omogeneo - nonostante le partizioni delle opere - che costituisce lo sfondo sul quale, poi, Aristotele si muove.
Come utile supporto all’analisi dei testi antichi ho inoltre preso in esame i commentari, anche antichi, all’opera aristotelica e i maggiori studi critici inerenti tanto ai singoli testi platonici e aristotelici quanto alle tematiche fisiche, in modo tale da istituire un confronto significativo con la vastissima letteratura intorno a questo tema.
Il guadagno che, a mio parere, si ricava da una tale analisi è quello di avere di fronte il quadro teorico-critico complessivo della trattazione platonico-aristotelica intorno alla physis - che, rispettando l’estensione del concetto aristotelico di physis - comprende le considerazioni sul kosmos e quelle intorno agli esseri viventi. La ricostruzione di questo vasto orizzonte permette, dunque, una valutazione più specifica della misura in cui - e delle ragioni per cui - da una parte, Aristotele si distanzia da Platone, dall’altra rimane vicino ad alcune posizioni del maestro. Tale valutazione rende possibile percorrere, nel pieno rispetto dei testi, una via critica che si pone come intermedia tra la corrente che vuole Aristotele del tutto opposto a Platone e quella che lo dice del tutto vicino
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