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    "Da educação" em Almeida Garrett ou sobre a marginalidade do maior negócio da pátria

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    Abstract: This article discusses the discrepancy between the relative lack of critical visibility surrounding Garrett’s educational treatise Da educação and its paramount importance as an ideological foundation of Garrett’s works and actions. Fernando Augusto Machado reviews the genesis of this incomplete treatise and provides an indepth background to its partial publication that could be responsible for its lack of representation. Machado also focuses on the intended audience of the text, its possible sources, and highlights some of the main areas of the treatise that link education to the concept of nation

    A composição do estilo do contista Machado de Assis

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2007Esta tese discute a percepção, ainda vigente em parte da crítica literária, de que a obra de Machado de Assis é cindida em duas partes, como se fosse possível a um autor ter dois estilos distintos. Amparada na revisão da fortuna crítica machadiana e com o método da estatística textual mediante a utilização do programa Hyperbase, compara bases de dados formadas pelo conjunto de contos de Machado, cotejando-os com os romances do autor e a base Portext. A análise exploratória dos dados permite descrever a anatomia do material que compõe o conto machadiano, enquanto as funções estatísticas viabilizam a busca de padrões e transformações no léxico e na distribuição do texto. Os resultados da análise qualitativa, ao indicarem que há poucas variações de classe gramatical e de vocabulário no material, contrapõem-se à ideia de ruptura estilística e reforçam a hipótese de que a transformação do estilo de Machado de Assis no conto é gradual e encontra-se fundamentalmente não no material linguístico, mas na composição

    O rumor como frêmito em relatos de Augusto Roa Bastos

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-graduação em LiteraturaEsse trabalho tece algumas considerações sobre características do conto roabastiano de acordo com alguns teóricos e contistas latino-americanos, suas aproximações e afastamentos, que o fazem um contista destacado não só do Cone Sul. Considero a "poética das variações" uma maneira singular de Augusto Roa Bastos, ao tratar seus textos, como traço que atravessa toda sua obra. Observando também como o rumor, segundo princípios de Roland Barthes, apresenta-se como meio de significação e fruição do texto.O silêncio e a dualidade configuram duas características que podem ser consideradas como vias do rumor e proporcionam o frêmito da leitura. No corpo da dissertação se encontra dissolvida a análise de "Contar un cuento", do livro El Baldio (1963), que serve como referência do gesto roabastiano com respeito ao conto. Também faço referencia ao romance Contravida (1995) para tentar fundamentar alguns mecanismos roabastianos relativos a sua escritura como "poética das variações". Quanto ao silêncio e à dualidade, analiso três contos, "La tumba viva", "Nonato" y "Borrador de un informe", destacando em cada um as características que mais convergem para as vias do rumor, e possibilitam diferentes fruições do texto

    Salão de poses: retrato, fotografia e moda em Machado de Assis

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2015.De que maneira a ficção de Machado de Assis teoriza sobre a ideia de pose? Por outro lado, quais teorias sobre a pose sua ficção solicita? Ao procurar responder estas perguntas, e por entender que a pose é uma noção central para analisar a literatura machadiana, estou sugerindo a tese de que Machado entende a própria ficção como pura exterioridade e aparência, e assim fantasmagoria, captando então, ainda no século XIX, o que Guy Debord chamou, décadas mais tarde, de  sociedade do espetáculo . Em outras palavras, a literatura de Machado deve sugerir, solicitar ou mesmo oferecer, anacronicamente, uma teoria contemporânea para refletir sobre a imagem. Isso porque, em sua ficção, a pose mobiliza uma verdadeira constelação de conceitos; ela pode ser refletida no retrato, na fotografia e também na moda, exigindo portanto posições analíticas variadas. Em suma, Machado parece nos dizer que a passagem pela noção de pose é não apenas indispensável para refletir sobre sua ficção; mais do que isso, tal passagem apresenta consequências determinantes para repensar o lugar de sua ficção na sociedade contemporânea e, dessa maneira, relativizar grande parte das conclusões feitas a respeito de sua obra nos últimos anos.Abstract : How does Machado de Assis' fiction theorizes about the idea of pose? On the other hand, which theories his fiction requests in relation to a concept of pose? In seeking to answer these questions, and assuming that the pose is a central notion to analyze Machado's literature, I am suggesting the thesis that Machado understands his own fiction as both pure externality and appearance, and so phantasmagoria, then capturing in the nineteenth century what Guy Debord would call the "society of the spectacle" decades later. In other words, Machado's literature could suggest, ask or even offer, anachronistically, a contemporary theory to reflect about the concept of image. This is because, in his fiction, the pose mobilizes a real constellation of concepts; it may be reflected in picture, photography and also in fashion and costumes, therefore requiring different analytical positions. In short, Machado seems to tell us that the passage through the notion of pose is not only indispensable to reflect about his fiction: more than that, such a passage has major implications for rethinking the place of his fiction in contemporary society and, thus, for a large relativization of many conclusions made about his work in recent years

    La Poetica della traduzione di Machado de Assis in italiano: o Anjo Rafael

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2010This thesis is based on a research project on the translations of Machado de Assis published in Italy. It aims to verify how and in what way the Brazilian author is positioned in Italian literary culture, and based on this it moves on to describe the importance of translational and critical activities in the reception of a writer from a peripheral literary system by another literary system. Peeter Torop#s concept of total translation is the main theoretical reference adopted for the individuation of the translational strategies for Machado de Assis# works in general, based on the stylistic description of his criticism, and of O Anjo Rafael [The Angel Raphael] in particular. This little known short story by Machado de Assis is presented, analysed and translated for the first time into Italian. In conclusion observations and commentaries on the translational process will show the poetics of translation adopted in this particular translation of Machado de Assis short story.Esta tese parte de um trabalho de pesquisa sobre as traduções de Machado de Assis publicadas na Itália para verificar em que medida e com quais características o autor brasileiro esteja inserido na cultura literária italiana, e da qual se parte para delinear a importância das atividades tradutória e crítica na recepção de um escritor pertencente a um sistema literário periférico em outro sistema literário. O conceito de tradução total de Peeter Torop é a principal referência teórica adotada para a individuação das estratégias tradutórias da obra em geral de Machado de Assis, com base na descrição estilística de seus críticos, e de O Anjo Rafael especialmente. Trata-se de um conto pouco conhecido de Machado de Assis que vem aqui apresentado, analisado e traduzido pela primeira vez para o italiano. As observações e os comentários sobre o processo tradutório concluem este trabalho, evidenciando a poética da tradução adotada na tradução específica deste conto de Machado de Assis

    Augusto dos Anjos: uma biografia

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    A pamphlet in defense of the memory of the poet Augusto dos Anjos. This is how this major work launched by journalist Fernando Melo can be defined. It should not be read as a common work, just another one of the extensive bibliography that exists around the poet from Engenho Pau D'Arco. It is much more than that. In fact, a biography that does not seek to establish absolute truths, but shows, above all, the concern to correct distorted myths regarding the author of "Versos Íntimos". The less attentive reader may be left with the impression that Fernando Melo is only trying to create controversy around the memory of Augusto dos Anjos. This distracted reader must imagine that this is another work trying to delve into the life of the poet, looking for the craziest reasons to justify the difficult and morbid vocabulary of Augusto dos Anjos. A happy and providential mistake for those who think so. Fernando Melo, in fact, does not shy away from the controversial issues of our old man's life. And he could not. No person, with the intention of talking about the life of Augusto dos Anjos, will ever achieve this feat. Only if he were as skeptical as the poet shows himself to be in his verses would he be able to ignore the mists that insist on obscuring a better understanding of the life and work of Augusto dos Anjos.Um libelo em defesa da memória do poeta Augusto dos Anjos. É assim que pode ser definido mais esse trabalho de fôlego lançado pelo jornalista Fernando Melo. Não deve ser lida como uma obra comum, mais uma da extensa bibliografia que existe em torno do poeta do Engenho Pau D'Arco. É muito mais do que isso. Na verdade, uma biografia que, não procura estabelecer verdades absolutas, mas mostra, acima de tudo, a preocupação de corrigir mitos distorcidos em relação ao autor de "Versos Íntimos". Ao leitor menos atento, ficará, talvez, a impressão de que Fernando Melo está apenas procurando polemizar em torno da memória de Augusto dos Anjos. Deve imaginar, esse leitor distraído, que é outra obra procurando escarafunchar a vida do poeta, procurando as razões mais tresloucadas para justificar o vocabulário difícil e mórbido de Augusto dos Anjos. Ledo e providencial engano daqueles que assim pensam. Fernando Melo, de fato, não foge dos assuntos polêmicos da vida do nosso velho. E nem poderia. Nenhuma pessoa, com a intenção de falar sobre a vida de Augusto dos Anjos, conseguirá essa façanha um dia. Só se fosse tão cético, quanto o poeta demonstra ser em seus versos, para ignorar as neblinas que insistem em escurecer a melhor compreensão da vida e obra de Augusto dos Anjos

    O conto "Uma por outra": reminiscências do jovem Machado de Assis?

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em LiteraturaO presente estudo analisa o conto de Machado de Assis "Uma por outra", de 1897, em confronto com outros dois contos, "Almas agradecidas", publicado em 1871, e "A mulher de preto", de 1873, como forma de testar um possível retorno do Autor, em sua maturidade, a sua maneira de escrita inicial. Após recorrermos, em um primeiro momento, à crítica que se encarregou, minimamente, de estudar os contos do Autor, nos propomos, nos capítulos subseqüentes, analisar os dois contos produzidos na fase inicial de Machado de Assis, insistindo nas recorrências temáticas presentes nesses contos. Em seguida, faz-se uma análise detalhada do conto "Uma por outra" para, nas considerações finais, estabelecer o devido cotejo entre os contos, tendo em mente o que observa a crítica quando afirma que Machado apresenta, ao final de sua carreira, afinidades com o Romantismo, marca do início de sua atividade como contista. Verificamos, nessas considerações finais, possíveis aproximações de "Uma por outra" com os contos iniciais, mas, também, uma diferença essencial, demarcada pelos tempos do narrar e do narrado, o que impõe uma determinada inflexão ao conto: a sua forma aparente segue os parâmetros dos seus contos iniciais, enquanto a forma subreptícia, perceptível ao tempo da narração, denega a própria camada da forma aparente, a demonstrar a maturidade do narrador

    Leituras de Capitu: novas narrativas, outros olhares

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-graduação em LiteraturaOs olhos de ressaca da personagem Capitu além de atrair, arrastar, seduzir e fascinar Bentinho, o narrador-personagem de Dom Casmurro, também atraem, arrastam, seduzem e convidam outros autores a escreverem diferentes textos a seu respeito, tornando-a assim, uma personagem múltipla. Textos como o de Lygia Fagundes Telles e Paulo Emilio Salles Gomes, Capitu, José Endoença Martins, Enquanto Isso em Dom Casmurro, o de Fernando Sabino, Amor de Capitu, o de Domício Proença Filho, Capitu - memórias Póstumas, o de Maria Velho da Costa, Madame, o texto de Dalton Trevisan, "Capitu sou eu" e o de Moacyr Goes Filho, Dom constroem personagens chamadas, ou apelidadas de Capitu, em diferentes épocas, inspiradas no romance de Machado de Assis. Os romances Capitu, Amor de Capitu e Capitu - memórias póstumas são leituras de Capitu que mais se aproximam da personagem de origem. Porém, nas obras Enquanto Isso em Dom Casmurro, Madame, "Capitu sou eu" e Dom, Capitu é inserida em outros contextos e apresenta identidades bem diferentes. É nesses textos que se centra a análise deste trabalho, que investiga as diversas representações ou releituras da personagem Capitu em diferentes gêneros textuais: romance, teatro, conto e cinema. As críticas literárias e as leituras de Capitu enaltecem, ainda que por vezes de forma ambígua e paródica, a personagem de Dom Casmurro. Essas referências à personagem atravessam os séculos, colocando-a sempre em evidência, seja na incessante leitura que dela faz a crítica literária, seja na forma como a ficção a recria em diferentes gêneros. Esse é o grande mistério da famosa Capitu: o de atrair escritores, críticos e pesquisadores, contribuindo decisivamente para a canonização do seu criador, Machado de Assis

    ESPETACULARIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA E A RESISTÊNCIA NA CONTÍSTICA DE CLARICE LISPECTOR E CAIO FERNANDO ABREU

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    RESUMO: Este artigo analisa a espetacularização da violência e resistência encontrados na contística brasileira produzida pós-64, em dois contos A língua do “P”, (1974) de Clarice Lispector, e Terça-feira gorda (1982), de Caio Fernando Abreu,. Essas produções, se aproximam por servirem como um importante mecanismo de contestação, de forma direta e/ou indireta, ao regime ditatorial instaurado no país. Tomaremos como fundamentação teórica os estudos de Alfredo Bosi (2002), Augusto Sarmento-Pantoja (2013) e Sandra Pesavento (2006), na tentativa de assimilar como os contos de tais décadas estão atrelados intrinsicamente a uma vontade de resistir, concebendo as vozes aos silenciados pela opressão e proporcionando reflexões a respeito das práticas coercivas que levaram o indivíduo a repensar sua condição humana.Palavras-chave: Espetacularização da. Resistência. Conto. Clarice Lispector. Caio Fernando Abreu.SPECTACULARIZATION OF VIOLENCE AND RESISTANCE IN THE CONTISTIC OF CLARICE LISPECTOR AND CAIO FERNANDO ABREUABSTRACT: This article analyzes the spectacularization of violence and resistance found in Brazilian short stories produced after 1964, in two short stories A lingua do “P”, (1974) by Clarice Lispector, and Terça-feira Gorda (1982), by Caio Fernando Abreu. These productions come closer as they serve as an important mechanism for contesting, directly and/or indirectly, the dictatorial regime established in the country. We will take as theoretical foundation the studies of Alfredo Bosi (2002), Augusto Sarmento-Pantoja (2013) and Sandra Pesavento (2006), in an attempt to assimilate how the tales of such decades are intrinsically linked to a will to resist, conceiving the voices to the silenced by oppression and providing reflections on the coercive practices that led the individual to rethink their human condition.Key words: Spectacularization of violence. Resistance. Tale. Clarice Lispector. Caio Fernando Abreu
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