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Por que precisamos estudar e pesquisar História da Educação Física e do Esporte?
O presente relato apresenta, de maneira sucinta, uma experiência vivenciada e desenvolvida, bem como uma reflexão sobre a sua prática a partir de alicerces teóricos. Tratou-se de uma ação de ensino remoto no curso de graduação em Educação Física, habilitação Licenciatura, ocorrida durante o período de “tratamento excepcional” determinado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em função da pandemia gerada pela doença originada do novo coronavírus (COVID-19). Dentre os temas abordados pelas Aulives[1], os professores Georgino Jorge de Souza Neto e Rogério Othon Teixeira Alves discutiram a seguinte questão: “Por que devemos estudar História da Educação Física e do Esporte?”A live aconteceu, pela plataforma do Instagram, no dia 23 de junho de 2020 e foi moderada pela professora Ester Liberato Pereira. Identifica-se, assim, a partir da articulação entre a teoria que embasou a referida ação e a sua efetiva prática, que urge incentivar-se e investir-se na realização de trabalhos acadêmicos e científicos, de forma constante, que proponham uma discussão acerca da História da Educação Física e do Esporte, uma vez que, de forma geral, ainda localizam-se escassos estudos que anunciem tal inquietação. A ausência de debates deste caráter não colabora, tampouco, com o incentivo à procura por ações ligadas ao redimensionamento do ensino desta disciplina, afora apoiar imprecisões no que acena à sua presença no arcabouço curricular dos cursos de graduação em Educação Física.
Palavras-chave:Pesquisa. História. Educação Fisica.
Políticas públicas de esporte e lazer em pandemia
Esse relato de experiência está baseado em uma das estratégias propostas pelo Colegiado Didático de Bacharelado do curso de Educação Física da UNIMONTES, para conduzir o período de atividades compreendido do dia 15 de junho a 10 de julho de 2020, a partir da Portaria Nº 072 - REITOR/2020, que instituiu o retorno às atividades após um breve período de recesso e necessidade de ajustes, entre a última semana de maio e início de junho. O relato aqui descrito está ligado à área “Questões Culturais”, vinculado ao Eixo “Educação Física, Esporte e Sociedade", no qual foi proposto o tema: “ Políticas Públicas de Esporte e Lazer em tempos de pandemia”, com a participação do professor Luciano Pereira da Silva, que aceitou o convite para compor a mesa como palestrante principal, e demais professores-organizadores integrantes do Eixo: Georgino Jorge Neto, Isabela Versiani, Rogerio Othon, José de Andrade Sobrinho e Evilázia Ferreira Martins.
Palavras-chave:Políticas públicas. Esporte. Lazer. Pandemia
O processo de modernização do futebol na América Latina: uma mirada em muitas perspectivas
This article intends to elaborate a brief analysis about the impact of modern interventions in the soccer spectacle, especially the mercantile factor as a determinant in this process. It also presents the general structure of the Dossier "Soi loco por ti, futebol", which brings several perspectives about the modernization movement of soccer in Latin America, as well as its articles, authors and sections. For this purpose, in a first moment, the reflections about the changes provoked in this new scenario are approached, starting from supporters and stadiums, in the case of Brazil. This debate is established from the point of view of two specific experiences: the fantasy game called Cartola F.C.; and the aesthetic standardization of the new soccer stadiums, thought spatially and identitatively as "arenas". Finally, the articles that make up this Dossier are contextualized for the reader, describing the central scope of each text, as well as the other sections that make up this document, which are an interview and a review.Este artículo pretende elaborar un breve análisis sobre el impacto de las intervenciones modernas en el espectáculo futbolístico, especialmente el factor mercantil como determinante en este proceso. Además, presenta la estructura general del Dossier "Soy loco por ti, futebol", que aporta diversas perspectivas sobre el movimiento de modernización del fútbol en América Latina, así como sus artículos, autores y secciones. La primera parte del artículo aborda las reflexiones sobre los cambios provocados por este nuevo escenario, empezando por los aficionados y los estadios, en el caso de Brasil. Este debate se establece desde la perspectiva de dos experiencias concretas: el juego de fantasía llamado Cartola F.C.; y la estandarización estética de los nuevos estadios de fútbol, pensados espacial e identitariamente como "arenas". Por último, se contextualizan los artículos de este dossier al lector, describiendo el ámbito central de cada texto, así como las otras secciones que componen este documento, a saber, una entrevista y una reseña.Este artigo tenciona elaborar uma breve análise sobre o impacto das intervenções modernas no espetáculo futebolístico, notadamente o fator mercantil como determinante neste processo. Além disto, apresenta também a estrutura geral do Dossiê “Soy loco por ti, futebol”, que traz diversos olhares sobre o movimento de modernização do futebol na América Latina, assim como evidencia também seus artigos, autores e seções. Para tanto, num primeiro momento, aborda-se as reflexões sobre as mudanças provocadas neste novo cenário a partir do torcer e dos estádios, no caso brasileiro. Este debate é estabelecido sob a ótica de duas experiências específicas: o fantasy game chamado Cartola F.C.; e a padronização estética dos novos estádios de futebol, pensados espacial e identitariamente como “arenas”. Por fim, os artigos integrantes deste Dossiê são contextualizados ao leitor, descrevendo-se o escopo central de cada texto, bem como as demais seções que compõem este documento, a saber uma entrevista e uma resenha
DO PRADO AO MINEIRÃO: A HISTÓRIA DOS ESTÁDIOS NA CAPITAL INVENTADA
Este estudo teve por objetivo investigar o movimento e o contexto que permitiu a construção dos principais estádios de futebol na cidade de Belo Horizonte-MG, e como estes se legitimam à partir do diálogo que estabelecem com o seu entorno social, nos diversos aspectos (econômico, político, cultural, dentre outros). Para tanto, o período delimitado para a investigação abrangeu os anos de 1904 a 1965, por este abrigar o tempo em que estes estádios foram erguidos na paisagem belo-horizontina. Por representar uma investigação historiográfica, o estudo fundamentou-se metodologicamente em dois aportes teóricos balizadores: a História Cultural, particularmente a noção de representação, desenvolvida por Roger Chartier, e a Micro-História, notadamente o conceito de paradigma indiciário descrito por Carlo Ginzburg. Neste sentido, as fontes de pesquisa privilegiaram os periódicos. Assim, foram utilizados jornais e revistas da época, que possibilitaram a tessitura da trama proposta. Neste sentido, os capítulos foram estruturados em recortes temporais específicos, a saber: a construção do Prado Mineiro e sua apropriação pelo futebol (1904-1923); os estádios que surgem na década de 1920 e que passam por importantes reformas na década de 1940, atrelados aos principais clubes da cidade (1923- 1948); o estádio Independência, vinculado ao clube Sete de Setembro e importante espaço futebolístico, notadamente na sua relação com a Copa do Mundo de 1950 (1948-1950); e por fim, o estádio do Mineirão, principal palco do futebol na cidade desde a sua inauguração até os dias atuais (1958-1965). Os indícios apontam para a identificação de três constatações particularmente pontuais: a primeira diz respeito à relação estabelecida entre estes estádios e a estruturação urbanística/espacial no seu entorno, promovendo e/ou provocando rearranjos quanto à mobilidade urbana, construção de vias de acesso, planejamento viário, melhorias estruturais, etc. Em todos os momentos, esta relação se mostra bastante potente, podendo ser percebido um influxo de organização do espaço da cidade em função da existência dos estádios. Um outro entendimento trata do quanto estes espaços se configuram dentro da lógica da modernidade, atendendo (ou procurando atender) às exigências e demandas de um outro ordenamento social, desde aspectos urbanísticos à espetacularização do fenômeno esportivo e de seu atrelamento à uma crescente determinação mercadológica. A ideia de modernidade se configura, portanto, como importante categoria relacional destes estádios com a cidade de Belo Horizonte, estabelecendo, em certa medida, o convencimento legitimador de sua construção. Por fim, a maneira como os estádios em Belo Horizonte são fortemente demarcados pelo contexto político, em todo o decurso temporal do estudo. Do Prado ao Mineirão, a ordem política é determinante para a viabilização dos projetos que originam os estádios, desde embates de adversários políticos, privilégios de determinados grupos que detinham o controle do campo esportivo na cidade, e elaboração de uma legislação facilitadora para a implementação destes espaços
DO PRADO AO MINEIRÃO: a história dos estádios na capital inventada
Este estudo teve por objetivo investigar o movimento e o contexto que permitiu a construção dos principais estádios de futebol na cidade de Belo Horizonte - MG, e como estes se legitimam à partir do diálogo que estabelecem com o seu entorno social, nos diversos aspectos (econômico, político, cultural, dentre outros). Para tanto, o período delimitado para a investigação abrangeu os anos de 1904 a 1965, por este abrigar o tempo em que estes estádios foram erguidos na paisagem belo-horizontina. Por representar uma investigação historiográfica, o estudo fundamentou-se metodologicamente em dois aportes teóricos balizadores: a História Cultural, particularmente a noção de representação, desenvolvida por Roger Chartier, e a Micro-História, notadamente o conceito de paradigma indiciário descrito por Carlo Ginzburg. Neste sentido, as fontes de pesquisa privilegiaram os periódicos. Assim, foram utilizados jornais e revistas da época, que possibilitaram a tessitura da trama proposta. Neste sentido, os capítulos foram estruturados em recortes temporais específicos, a saber: a construção do Prado Mineiro e sua apropriação pelo futebol (1904-1923); os estádios que surgem na década de 1920 e que passam por importantes reformas na década de 1940, atrelados aos principais clubes da cidade (1923-1948); o estádio Independência, vinculado ao clube Sete de Setembro e importante espaço futebolístico, notadamente na sua relação com a Copa do Mundo de 1950 (1948-1950); e por fim, o estádio do Mineirão, principal palco do futebol na cidade desde a sua inauguração até os dias atuais (1958-1965). Os indícios apontam para a identificação de três constatações particularmente pontuais: a primeira diz respeito à relação estabelecida entre estes estádios e a estruturação urbanística/espacial no seu entorno, promovendo e/ou provocando rearranjos quanto à mobilidade urbana, construção de vias de acesso, planejamento viário, melhorias estruturais, etc. Em todos os momentos, esta relação se mostra bastante potente, podendo ser percebido um influxo de organização do espaço da cidade em função da existência dos estádios. Um outro entendimento trata do quanto estes espaços se configuram dentro da lógica da modernidade, atendendo (ou procurando atender) às exigências e demandas de um outro ordenamento social, desde aspectos urbanísticos à espetacularização do fenômeno esportivo e de seu atrelamento à uma crescente determinação mercadológica. A ideia de modernidade se configura, portanto, como importante categoria relacional destes estádios com a cidade de Belo Horizonte, estabelecendo, em certa medida, o convencimento legitimador de sua construção. Por fim, a maneira como os estádios em Belo Horizonte são fortemente demarcados pelo contexto político, em todo o decurso temporal do estudo. Do Prado ao Mineirão, a ordem política é determinante para a viabilização dos projetos que originam os estádios, desde embates de adversários políticos, privilégios de determinados grupos que detinham o controle do campo esportivo na cidade, e elaboração de uma legislação facilitadora para a implementação destes espaços
A construção do ethos de torcedor na cidade moderna: “a rainha dos sports, os sururus e a victoria que o sol não viu”- (1926-1930) : The construction of the fan ethos in the modern city: “a rainha dos sports, os sururus e a victoria que o sol não viu”- (1926-1930)
The present article intended to elaborate a representation of the construction of the fan identity in the city of Belo Horizonte-MG, in the second half of the 1920s, a moment when the football scene changes from the loss of the protagonism of América-MG and the rise of the Clube Atlético Mineiro and Palestra Itália, which reconfigures the disputes and consequently the design of the ways of cheering, establishing a more precisely marked field of club membership in the city. In this sense, we sought as a privileged source of investigation the local newspapers, which described the daily sports / football in Belo Horizonte, reverberating the events chosen as more significant. From the periodic narrative it was possible to establish an overview of the fans and their more typified behaviors, linked to the logic of consumption and identity, illustrated by episodes such as fan contests, increased violence (and therefore the attempt to control the ways to cheer) and the opening of new and suitable spaces, the football stadiums.El presente artículo presentó la intención de elaborar una representación de la construcción de la identidad de hinchas de fútbol en la ciudad de Belo Horizonte-MG, en la segunda mitad de la década de 1920, un momento en el que la escena del fútbol cambia por la pérdida del protagonismo de América-MG y el surgimiento del Clube Atlético Mineiro y Palestra Itália, que reconfiguran las disputas y, en consecuencia, el diseño de las formas de animar, estableciendo un campo de membresía de club demarcado con mayor precisión en la ciudad. En este sentido, buscamos como una fuente privilegiada de investigación los periódicos locales, que describieron diariamente el deporte/fútbol belorizontino, reverberando los eventos elegidos como más significativos. A partir de la narrativa periódica, fue posible establecer una visión general de hinchas de fútbol y sus comportamientos más tipificados, vinculados a la lógica del consumo y la identidad, ilustrados por episodios como concursos de mujeres hinchas, aumento de la violencia (y, por lo tanto, el intento de controlar los modos para animar) y la apertura de espacios nuevos y adecuados, los estadios de fútbol.O presente artigo tencionou elaborar uma representação da construção da identidade torcedora na cidade de Belo Horizonte-MG, na segunda metade da década de 1920, momento em que o cenário futebolístico se altera a partir da perda do protagonismo do América-MG e da ascensão do Clube Atlético Mineiro e do Palestra Itália, o que reconfigura as disputas e consequentemente o desenho dos modos de torcer, instituindo um campo mais precisamente demarcado do pertencimento clubístico na cidade. Neste sentido, buscamos como fonte privilegiada de investigação os periódicos locais, que descreviam o cotidiano esportivo/futebolístico belorizontino, reverberando os acontecimentos elegidos como mais significativos. A partir da narrativa periódica foi possível estabelecer um panorama sobre os torcedores e seus comportamentos mais tipificados, atrelados à lógica do consumo e da identidade, ilustrados por episódios como concursos de torcedoras, aumento da violência (e por conseguinte da tentativa de controle sobre os modos de torcer) e a inauguração de novos e adequados espaços, os estádios de futebol
ANTONIO LUNARDI: O PRESIDENTE DA CONSTRUÇÃO DO GIGANTE DO HORTO
Este trabalho tenciona ilustrar o papel exercido pelo presidente do clube Sete de Setembro, o vereador Antonio Lunardi, no planejamento e execução do projeto de construção do Estádio Independência, que se tornaria à época a mais importante praça esportiva do estado de Minas Gerais. Através de uma revisão periódica, buscamos referências da atuação de Lunardi, elucidando e comprovando o quão fundamental foi a sua participação como principal dirigente do clube setembrino. Fica evidente o jogo político, bem como a relação competente que Lunardi estabeleceu com os principais atores no processo, a saber: prefeitura municipal, CBD e FIFA. Ressaltamos como principal conclusão o fato de o Estádio Independência não ter sido construído para a Copa do Mundo de 1950, embora tenha se tornado moeda de troca para a efetivação do sediamento da capital mineira no mais importante evento esportivo mundial.
Palavras-Chave: Estádio; Política; Cidade
Carnaval e resistência cultural negra: o bloco afro Angola Janga
O objetivo da pesquisa foi identificar e analisar como o bloco afro Angola Janga é constituído e quais relações de representatividade negra ele promove como forma de resistência cultural, por meio de seus atos e ações político-culturais nas festividades de carnaval de rua na cidade de Belo Horizonte-MG, e quais estratégias ele utiliza para ser uma potência cultural da capital mineira. A metodologia, de abordagem qualitativa, contou com o estudo de referenciais teóricos, a imersão no cotidiano do bloco, observação, uso de fontes documentais, imagens de divulgação e entrevista semiestruturada com integrantes do bloco. No desenvolvimento da pesquisa, foi identificado que, além do tempo espaço-lugar do carnaval, também os eventos e outras atividades desenvolvidas representam estratégias de alegria e de luta para resistência e valorização da identidade cultural afro e afro-brasileira. Os momentos de lazer dos foliões são os saberes estético-corpóreos, políticos e identitários promovidos no âmbito dessa organização, que nos possibilitou perceber a potencial força antirracista dessa produção cultural identitária. Durante o processo de busca por referenciais teóricos que debatessem lazer e negritude, identificou-se que o campo do lazer ainda necessita de mais estudos e aprofundamento sobre a temática das relações étnico-raciais.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio
Victor Serpa e a “Mania Foot-Ball”: O Mito Fundador do Esporte Bretão na Cidade de Belo Horizonte/MG (1904-1905)
Tencionamos neste artigo apresentar e problematizar os primeiros movimentos do futebol em Belo Horizonte/MG, a partir da ótica da trajetória de Victor Serpa neste processo, e de como o mesmo se tornou o mito fundador deste esporte na capital mineira. Para tanto, usamos registros da imprensa local, tomando os acervos da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais e da Coleção Linhares como espectro das fontes consultadas. Neste sentido, contextualizamos o momento histórico da passagem de Serpa pela cidade (centralmente o ano de 1904) e o impacto causado pela sua prematura morte (em janeiro de 1905). Por fim, entendemos que a construção do mito fundador encontra indícios importantes que justificam tal elaboração, posto que as fontes revelam que o jovem acadêmico ocupa protagonismo central na introdução do futebol em Belo Horizonte, a ponto da sua morte ter impactado inclusive a continuidade orgânica da prática futebolística na cidade nos anos seguintes
PRADO MINEIRO: DO TURFE AO FUTEBOL -- A FORJA DE UM ESPAÇO ESPORTIVO EM BELO HORIZONTE (1904-1920)
Resumo: Este estudo teve por interesse analisar a construção do primeiro estádio de Belo Horizonte, o Prado Mineiro, incialmente construído para o turfe e posteriormente apropriado pelo futebol. A metodologia utilizada centrou-se em fontes periódicas, notadamente os jornais impressos à época, que reverberavam o cotidiano da capital mineira. Foi possível constatar a ocorrência de um movimento característico, qual seja, a tentativa de implantação de uma mentalidade antenada aos ares da modernidade. Uma das estratégias para consecução de tal projeto passou pelo discurso e pela prática do esporte, como uma nova possibilidade de ser e estar na cidade. Neste sentido, a ocorrência do turfe atrai, na sua órbita, uma série de mudanças espaciais. A principal delas seria a construção de um hipódromo condizente com os padrões europeus e da Capital Federal. No entanto, a população não se entusiasma com a prática turfística e o futebol acaba sendo o maior protagonista daquele espaço, realizando ali suas principais partidas ao longo da década de 1910.Palavras-chave: Belo Horizonte; Estádio; Turfe; Futebol. Prado Mineiro: From Turf to Football - The Forge of a Sporting Place in Belo Horizonte (1904-1920) Abstract: The aim of this study was to analyze the construction of the first stadium of Belo Horizonte: Prado Mineiro. Methodology was focused on periodic sources, mainly the printed newspapers that reverberated the daily life of the state capital. It was found the occurrence of a characteristic movement, that is, the attempt to establish a mindset attuned to the air of modernity. One of the strategies to achieve this project was by discourse and practice of sport, as a new possibility of being and being in the city. In this sense, the occurrence of horse racing draws a number of spatial changes around it. The main one would be the construction of a consistent racetrack with European standards and the Federal Capital. However, people are not enthusiastic about the turf practice and football began the major protagonist on that space there performing its main matches throughout the 1910s.Keywords: Belo Horizonte; Stadium; Horseracing; Football
