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Unidade linguística na diversidade linguística: o caso do Kriol da Guiné-Bissau
INTIPE, Bernardo Alexandre. Unidade linguística na diversidade linguística: o caso do Kriol da Guiné-Bissau. 2018. 62 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa) - Instituto de Humanidades e Letras, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, São Francisco do Conde, 2018.Este trabalho tem como objetivo apontar a importância social da língua kriol guineense, buscando compreender a ligação entre a pluralidade linguística de Guiné-Bissau e sua representatividade cultural-identitária que encerra múltiplas comunidades linguísticas apontando para uma certa unidade a partir do kriol. O primeiro capítulo traz breves considerações histórico-sociais, como o reino de Kaabú e o Império Mali e a formação da sociedade guineense, passando pelo período colonial e a presença portuguesa. O segundo capítulo discute o termo crioulo e seu significado, apresentando também os crioulos de base lexical portuguesa e a suposta hipótese da origem de kriol, compreendendo-o como uma língua e não dialeto. No último capítulo apresenta-se, também, um panorama histórico da situação linguística do país, enfatizando o kriol como unidade identitária do país e sua força como expressão a partir de manifestações culturais orais, como narrativas, ditus, divinhas, dentre outras. Destaca-se, desse conjunto, dois agrupamentos que utilizaram-se da música como instrumento de difusão da língua kriol: Cobiana Djazz que, por meio de poemas musicados como canções revolucionárias, privilegiou o período da luta armada e o pós-período colonial com uma forte tendência crítica ao governo local e sua má gerência; e Super Mama Djombo, que privilegia a exaltação do então país soberano liberto do colonialismo, não esquecendo do teor crítico ao governo que não privilegia seu povo, ratificando a dimensão da língua kriol em várias vertentes culturais, o que contribui para sua difusão no território nacional. Por fim, conclui-se que entre a diversidade linguística existente no país, o kriol consegue atingir todas as comunidades linguísticas tornando-as uma unidade linguística e, sobretudo, sendo fator da identidade cultural
José Carlos Schwarz: a sua escrita literária após a independência da Guiné-Bissau: José Carlos Schwarz: si skrita literária dipus di independensia di Guiné-Bissau
Este artigo tem por objetivo descrever e interpretar os significados dos escritos de José Carlos Schwarz na fase pós-independência e, também, entender o papel que a língua guineense desempenhou na criação dessas escritas. De modo igual, propõe-se compreender as suas contribuições no seio social guineense, tal como elas ajudam a ampliar a cosmovisão do povo à nível político-social e, sobretudo, em possibilitá-lo a se engajar em (re)criar e alavancar a esperança de um futuro jovial, harmônico e aglutinador. Este trabalho indicou que essas características são as marcas bem pontuadas em suas poesias e, principalmente, que elas reforçam, de modo geral, a ideia filantrópica à nação guineense, pois em suas poesias, que, posteriormente, foram musicalizadas com vista a permitir a classe não escolarizada a ter acesso ao entendimento dos conteúdos que elas difundem, assuntos esses que retratam as ocorrências locais, sobretudo na (re)construção da identidade guineense. Portanto, o desenvolvimento desse trabalho ocorreu a partir das leituras de outros textos, e não só, mas, também, partindo-se de premissa endógena que sustentou na interpretação de suas escritas. Conclui-se, ainda, que as escritas de Schwarz cooperaram significativamente em (trans)formação identitária guineense e em progressão do imaginário literário guineense, singularmente, em subsidiar a disseminação da cultura do país.
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E artigu tene suma objetivu mostra i sklarisi signifikadus di skritas di José Carlos Schwarz dipus di indipendensia, i tambê ntindi papel ku lingu guineense dizimpenha na si skritas. Di mesmu manera, es tarbadju buska ntindi kontribuisons dês skritas na tchon guineense, suma tambê ntindi kuma ku e djuda na aumenta manera di odja di povu a nível polítiku-social i tambê kuma ki djuda es povu na ingaja na kria, i na promovi speransa di un futuru alegre, di ermondadi i di union. E tarbadju mostra kuma ku es karakteristikas e sta mostradu na poesias di Schwarz, prinsipalmenti, e ta reforsa ideia humanitária a nason guineense, pabia na si poesias, ku dipus e bin sedu musikalizadu ku objetivu di pirmiti pa djintis ku ka studa pa e tene ntindimentu di konteudus ku poesias divulga, e assuntos e ta fala di akontisimentus di país, ou seja, di (re)konstruson di identidade guineense. Pabia dês, disinvolvimentu dês tarbadju i akontisi a partir di leituras di textos, não so, mas tambê nô parti di kunhisimentu/spriênsia lokal ku djuda na interpretason di skritas di autor. Pa kabanta,skritas di José Carlos djuda na (trans)formason identitária guineense i na disinvolvimentu di imagináriu literáriu guineense, partikularmenti na kontibuison di spalha kultura di país.
 
Papel di lingu(a) kriol na Guiné-Bissau: O papel da língua crioula na Guiné-Bissau
Este artigo objetivou-se apresentar os valores da língua kriol, valores esses que podem ser vistos no próprio papel(is) que ela representa em Guiné-Bissau. Ainda, este trabalho, por outro lado, demonstra que essa língua pertence a todos os guineenses, independentemente de etnias que esses são, seja balanta, fula, papel ou manjaco, essa língua serve de utilidade a todos os seus falantes (ainda aos que não a fala). Ademais, a pesquisa corrobora que a língua kriol quebra qualquer barreira que possa impossibilitar a comunicação entre as diversas etnias que coabitam naquele território, portanto, por meio da manifestação cultural e identitária guineense exercida em kriol, faz com que toda a população de Guiné-Bissau viva em união. Também, discutiu-se o papel dessa língua no sentido de romper as barreiras que possam existir, bem como ela funciona e, principalmente, a maneira que o povo se orgulha em usufruir dela em sua (con)vivência. O desenvolvimento desse artigo se baseou em leituras de trabalhos como: artigos científicos, dissertações e outros trabalhos, sobretudo, é uma pesquisa bibliográfica, dado que a sua limitação se centra, singularmente, em revisões bibliográficas.Es artigo, tene suma objetivu mostra kal ki balur di lingu kriol na nasson guineense, es balur ku pudi odjadu na própi papel ku lingu kriol ta disimpenha na Guiné-Bissau. Es tarbadju mostra kuma lingu kriol i pertensi tudu fidjus guineenses, indipendentimenti di rassa kê pertensi, i pudi sedu balanta, fula ou pepel, el i pa tudu si papiaduris (ainda pa kilis ku ka pudi papial). Nô pudi fala, el lingu kriol, i kêbra tudu barera ku pudi ba tudji pa i ten kumunikason entri és rassas ou tudu rassas ku ten na kil tchon. Pabia si manifestason kultural i identitáriu ta djunta tudu fidjus di Guiné-Bissau pá é pudi vivi unidadi. Pa kila, és tarbadju diskuti balur di és lingu, nau só na sintidu di kebra bareras, mas, també, kuma ku és lingu ta funciona i manera ku povu di Guiné-Bissau ta orgulha na papial i mostral atravez di sé (kon)vivênsia. Nô axa kuma i pirsis problematiza es assuntu, pabia kriol, enkuantu lingu suma utrus, pabia ki ka pudi studadu pa mostra si balur a si falantis. Pa es, es tarbadju i ruspundi es problematika atravéz di i komprova kuma kriol i lingu di dia a dia i di konvivênsia kultural guineense. I també nô considera propi lingu kriol suma objetu di es tarbadju. Es artigo i disinvolvidu atravez di leituras di utrus tarbadjus suma: artigos sientifikus i dissertações i utrus tarbadjus, prinsipalmenti, i un tarbadju bibliografiku, pabia i limita so na leituras di textos. Metodologia di es tarbadju i sta sentradu na qualitativa. Resultados final di es tarbadju i mostranu kuma, kriol i um lingu, nau dialetu. Ainda i mostra kuma lingu kriol i di dia a dia di povu guineense, i prinsipalmenti i lingu di unidade nacional.
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Este artigo objetivou-se apresentar os valores da língua kriol, valores esses que podem ser vistos no próprio papel que ela representa em Guiné-Bissau. Ainda, este trabalho, por outro lado, demonstra que essa língua pertence a todos os guineenses, independentemente de etnias a que pertecem, seja balanta, fula, papel ou manjaco, essa língua serve de utilidade a todos os seus falantes (ainda aos que não a fala). Ademais, a pesquisa corrobora que a língua kriol quebra qualquer barreira que possa impossibilitar a comunicação entre as diversas etnias que coabitam naquele território, portanto, por meio da manifestação cultural e identitária guineense exercida em kriol, faz com que toda a população de Guiné-Bissau viva em união. Também, discutiu-se o papel dessa língua no sentido de romper as barreiras que possam existir, bem como ela funciona e, principalmente, a maneira que o povo se orgulha em usufruir dela em sua (con)vivência. Percebeu-se que, é necessário problematizar esse assunto, pois, kriol enquanto língua, como as outras, por que não ser estudada, com vista a apresentar a sua importância aos seus falantes. Ainda assim, esse trabalho respondeu a problemática como meio de comprovar que o kriol é a língua da convivência cultural guineense. Ainda, considerou-se a língua kriol como o próprio objeto desse trabalho. O desenvolvimento desse artigo se baseou em leituras de trabalhos como: artigos científicos, dissertações e outros trabalhos, sobretudo, é uma pesquisa bibliográfica, dado que a sua limitação se centra, singularmente, em revisões bibliográficas. A metodologia se respaldou em pesquisa qualitativa e os resultados finais comprovaram que o kriol é uma língua e não dialeto, e que essa língua é da crônica guineense, sobretudo, ela é a língua da unidade nacional.
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Cet article visait à présenter les valeurs de la langue kriol, valeurs qui se reflètent dans le (s) rôle (s) même qu\u27elle représente en Guinée-Bissau. Pourtant, cet ouvrage, en revanche, démontre que cette langue appartient à tous les Guinéens, quelle que soit leur appartenance ethnique, que ce soit Balanta, Fula, papel ou manjaco, cette langue est utile à tous ses locuteurs (même ceux qui ne le font pas). En outre, la recherche confirme que la langue kriol brise toute barrière qui pourrait empêcher la communication entre les différents groupes ethniques qui cohabitent sur ce territoire, donc, à travers la manifestation culturelle et identitaire guinéenne exercée en kriol, elle entraîne toute la population de Guinée-Bissau á vivre en union. Aussi, le rôle de cette langue a été discuté dans le sens de briser les barrières qui peuvent exister, ainsi que son fonctionnement et, surtout, la façon dont les gens sont fiers d\u27en profiter dans leur (co) expérience. On a remarqué que, il faut problématiser ce sujet, car le kriol en tant que langue, comme les autres, pourquoi ne pas être étudier, afin de présenter son importance à ses locuteurs. Ainsi, ce travail a répondu au problème en prouvant que le kriol est la langue de la coexistence culturelle guinéenne. Pourtant, la langue Kriol était considérée comme l\u27objet de ce travail. L\u27élaboration de cet article s\u27est basée sur des lectures d\u27ouvrages tels que: articles scientifiques, dissertations et autres ouvrages, c\u27est avant tout une recherche bibliographique, étant donné que sa limitation se concentre, singulièrement, sur les revues bibliographiques. La méthodologie a été soutenue par des recherches qualitatives et les résultats finaux ont prouvé que le kriol est une langue et non un dialecte, et que cette langue est de la chronique guinéenne, c\u27est surtout la langue de l\u27unité nationale
O PAPEL DO KRIOL NAS NARRATIVAS GUINEENSES: ASPECTOS SÓCIO-HISTÓRICOS
A Guiné-Bissau é um país lusófono da África Ocidental. O português é a única língua oficial. O kriol é uma língua falada pela maioria da população embora houvesse mais de dez etnias e línguas distribuídas de forma desigual pelo país. O kriol é considerada língua de unidade nacional pelo fato de ser uma língua de entendimento entre as mais de dez etnias que concorrem para o mesmo número de línguas. Neste trabalho propõe-se discutir as narrativas provenientes das mandjuandadi, das canções e das músicas criadas como instrumentos de divulgação da mensagem de luta e da transmissão dos valores das tradições. A pesquisa visa discutir a importância dessas narrativas na formação da identidade guineense. Usando algumas canções e poemas se conclui que o kriol é a língua nacional guineense e identifica o povo culturalmente. Conclui-se ainda que essas narrativas foram formas de transmissão de conhecimentos da cultura que transformaram a Guiné-Bissau num Estado soberano e com identidade próprias. São narrativas de ascensão cultural, de identidade e de orgulho de ser guineense cuja sua essência se mistura com os provérbios
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Dispelling the Myths Behind First-author Citation Counts
We conducted a full-scale evaluative citation analysis study of scholars in the XML research field to explore just how different from each other author rankings resulting from different citation counting methods actually are, and to demonstrate the capability of emerging data and tools on the Web in supporting more realistic citation counting methods. Our results contest some common arguments for the continued
use of first-author citation counts in the evaluation of scholars, such as high correlations between author rankings by first-author citation counts and other citation
counting methods, and high costs of using more realistic citation counting methods that are not well-supported by the ISI databases. It is argued that increasingly available digital full text research papers make it possible for citation analysis studies to go beyond what the ISI databases have directly supported and to employ more
sophisticated methods
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