47 research outputs found

    Globalização e Ambivalência no Contexto da Influenza Aviária

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    O presente artigo traz uma discussão acerca da globalização e ambivalências no contexto da Influenza Aviária. Buscou-se relacionar esse fato à maneira em que o Estado passa a ser estruturado a partir da noção de risco na sociedade contemporânea, bem como as ambivalências passam a ser percebidas pelos representantes do Estado e das principais Agroindústrias do Estado de Santa Catarina. Assim, o artigo está dividido em três partes. Na primeira parte é citado um panorama geral da Influenza Aviária nas dimensões internacional, nacional e regional. A segunda parte trata da noção de risco e do papel do Estado frente à globalização, dentro da perspectiva teórica dos sociólogos Anthony Guiddens e Ulrich Beck. A última parte analisa as ambivalências sob três dimensões: da possibilidade da Influenza Aviária incidir no Brasil; da noção de risco como um fator positivo e negativo; e da atuação dos meios de comunicação. </p

    Agência na sociologia: os diferentes usos do conceito de agência em Weber, Giddens e Latour

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    The present article seeks to analyze the notion of agency in sociology from Weber, Giddens and Latour. Although the notion or concept is the same, it presents some significant differences. Thus, we can see what are the interchangeable elements and their specificities in each author. The notion of agency has been widely used, often losing its real meaning from the authors who are used. The article is divided into three parts. The first introductory, introduces the notion of agency in Weber to demonstrate the question of subjectivity in the sociological view. The second part deals with the question of the agency in Giddens, demonstrating a greater complexity of the notion where the notion of competent actor gains notoriety. In the third and final part, the notion of agency in Latour is approached, where the agency is observed as a construction of socio-technical networks from nonhumans. The results point to a heterogeneity in the notions of agency in sociology, and the notion of agency in Giddens is much more sophisticated in understanding human action, while the association of nonhumans in Latour allows us to observe other relationships in larger networks.O presente artigo procura analisar a noção de agência na sociologia a partir de Weber, Giddens e Latour. Apesar da noção ou do conceito ser o mesmo, ele apresenta algumas diferenças significativas. Assim, podemos observar quais são os elementos intercambiáveis e suas especificidades em cada autor. A noção de agência tem sido utilizada de maneira ampla, muitas vezes perdendo o seu real significado a partir dos autores que são utilizados. O artigo está dividido em três partes. A primeira introdutória, apresenta o conceito de agência em Weber para demonstrar a questão da subjetividade na ótica sociológica. Já a segunda parte aborda a questão da agência em Giddens, demonstrando uma maior complexidade do conceito aonde a noção de ator competente ganha notoriedade. Na terceira e última parte é abordada o conceito de agência em Latour, aonde a agência é observada como uma construção de redes sociotécnicas a partir dos não-humanos. Os resultados apontam para uma heterogeneidade dos conceitos de agência na sociologia, sendo muito mais sofisticado o conceito de agência em Giddens para compreender a ação dos humanos, enquanto que a associação de não-humanos em Latour permite observar outras relações em redes mais amplas

    A REPRESENTAÇÃO EM HOBBES-ROUSSEAU: UM HÍBRIDO POLÍTICO CONTIDO NOS PARÂMETROS DA DEMOCRACIA

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    This article seeks to analyse a possible interface in the theory of Hobbes na Rousseau, from the perspective of the democratic of representaitiness. It is a review of a theorentician, whose work entitled “Science in Democracy. Expertise, Institutions, and Representations” by Mark Brown, allowed to connect these contractualists, in order to think democratic possibilities in the parameters of the two contractualists. Some of the authors’ consonances and dissonances are also presented, as there are elements that converge and others that diverge, related to the state of nature, the theory of elites and democracy. The methodology used consists of bibliographic research, the comparative method, the role of facts in relation to theory and the fact reformulating and rejecting theories. Some of key concepts of the authors’ political theory ate analyzed, such as Author and Actor in Hobbes and Active Sovereign and Passive Subject coexisting in Rousseau, in order to demonstrate a hybrid in the representation model that does not distance the thinkinh of these two authors as is generally observed, but which brings them closer to key elements of Civil Liberty contained in th Social Contract. As a partial result, we infer a hybridity of the Hobbes-Rousseau representativeness, which is as Actor-Ficional-Sovereign as Atcive, and Author-Subject-Natural as subject. Allowing to observed both the bloblem contained in the Social Contract in Rousseau about the guarantee of freedon, as well as removing individuals from the State of war in Hobbes, finding legitimacy in this process.El presente artículo busca analizar una posible interfaz en la teoría de Hobbes y Rousseau, en la perspectiva de la teoría democrática de representatividad. Se trata de una revisión teórica, cuya obra titulada "Science in Democracy. Expertise, Institutions, and Representations" de Mark Brown, permitió conectar estos contractualistas, a fin de pensar posibilidades democráticas en los parámetros de los dos contractualistas. También se presentan algunas de las consonancias y disonancias de los autores, pues existen elementos que convergen y otros que divergen, relativos al estado de naturaleza, la teoría de las élites y la democracia. La metodología utilizada consiste en la investigación bibliográfica, el método comparativo, el papel de los hechos en relación con la teoría y el hecho reformulando y rechazando teorías.&nbsp; Se analizan algunos de los conceptos claves de la teoría política de los autores, como Autor y Actor en Hobbes y Soberano Activo y Súbdito Pasivo coexistiendo en Rousseau, con el fin de demostrar un híbrido en el modelo de representación que no aleja el pensamiento de estos dos autores como se observa generalmente, sino que los acerca a elementos clave de la Libertad Civil contenida en el Contrato Social. Como resultado parcial inferimos un hibridismo de la representatividad Hobbes-Rousseau que es un Actor-Ficticio-Soberano como Activo, y, Autor-Súbdito-Natural como súbdito. permitiendo observar tanto el problema contenido en el Contrato Social en Rousseau sobre la garantía de la libertad, así como retirar a los individuos del Estado de guerra en Hobbes, encontrando una legitimidad en este proceso.O presente artigo procura analisar uma possível interface na teoria de Hobbes e Rousseau, na perspectiva da teoria democrática de representatividade. Trata-se de uma revisão bibliográfica, cuja obra intitulada Science in Democracy. Expertise, Institutions, and Representations, de Mark Brown (2009) permitiu conectar estes contratualistas, a fim de pensar possibilidades democráticas nos parâmetros dos dois contratualistas. Também são apresentadas algumas das consonâncias e dissonâncias dos autores, pois existem elementos que convergem e outros que divergem, relativos ao estado de natureza, à teoria das elites e à democracia. A metodologia utilizada consiste na pesquisa bibliográfica, no método comparativo, no papel dos fatos em relação à teoria e no fato reformulando e rejeitandoteorias. São analisados alguns dos conceitos-chave da teoria política dos autores, como Autor e Ator em Hobbes e Soberano Ativo e Súdito Passivo coexistindo em Rousseau, a fim de demonstrar um híbrido no modelo de representação que não afasta o pensamento destes dois autores conforme geralmente é observado, mas que os aproxima a elementos chave da Liberdade Civil contida no Contrato Social. Como resultado parcial inferimos um hibridismo da representatividade Hobbes-Rousseau que é um Ator-Fictício-Soberano enquanto ativo e, Autor-Súdito-Natural enquanto súdito, permitindo observar tanto o problema contido no Contrato Social em Rousseau sobre a garantia da liberdade, bem como retirar os indivíduos do Estado de guerra em Hobbes, encontrando uma legitimidade neste processo. DOI: https://doi.org/10.5935/2358-3541.2025142003-pt

    Agency in sociology: the different uses of agency concept in Weber, Giddens and Latour

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    O presente artigo procura analisar a noção de agência na sociologia a partir de Weber, Giddens e Latour. Apesar da noção ou do conceito ser o mesmo, ele apresenta algumas diferenças significativas. Assim, podemos observar quais são os elementos intercambiáveis e suas especificidades em cada autor. A noção de agência tem sido utilizada de maneira ampla, muitas vezes perdendo o seu real significado a partir dos autores que são utilizados. O artigo está dividido em três partes. A primeira introdutória, apresenta o conceito de agência em Weber para demonstrar a questão da subjetividade na ótica sociológica. Já a segunda parte aborda a questão da agência em Giddens, demonstrando uma maior complexidade do conceito aonde a noção de ator competente ganha notoriedade. Na terceira e última parte é abordada o conceito de agência em Latour, aonde a agência é observada como uma construção de redes sociotécnicas a partir dos não-humanos. Os resultados apontam para uma heterogeneidade dos conceitos de agência na sociologia, sendo muito mais sofisticado o conceito de agência em Giddens para compreender a ação dos humanos, enquanto que a associação de não-humanos em Latour permite observar outras relações em redes mais amplas.The present article seeks to analyze the notion of agency in sociology from Weber, Giddens and Latour. Although the notion or concept is the same, it presents some significant differences. Thus, we can see what are the interchangeable elements and their specificities in each author. The notion of agency has been widely used, often losing its real meaning from the authors who are used. The article is divided into three parts. The first introductory, introduces the notion of agency in Weber to demonstrate the question of subjectivity in the sociological view. The second part deals with the question of the agency in Giddens, demonstrating a greater complexity of the notion where the notion of competent actor gains notoriety. In the third and final part, the notion of agency in Latour is approached, where the agency is observed as a construction of socio-technical networks from nonhumans. The results point to a heterogeneity in the notions of agency in sociology, and the notion of agency in Giddens is much more sophisticated in understanding human action, while the association of nonhumans in Latour allows us to observe other relationships in larger networks

    Política, futebol e sociedade: alienação no materialismo histórico em Marx e agência humana na teoria da estruturação em Giddens

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    O objetivo do ensaio consiste em analisar a relação entre política, futebol e sociedade, a partir do conceito de alienação em Marx e do conceito de agência em Giddens. A metodologia consiste na revisão bibliográfica, através do método comparativo e do método histórico. Considera-se o conceito de alienação na política como aquilo que ficou conhecido como “pão e circo” em Roma, cuja consequência era a manutenção do status quo político através das práticas desenvolvidas no Coliseu. Já o conceito de agência permite observar o debate político que se estabelece no contexto da Copa do Mundo de 2014, aonde observa-se uma mobilização de parte da sociedade civil de maneira crítica com relação à Copa, reivindicando um modelo de Estado de Bem-estar social. A conclusão que estabelecemos é que o coliseu e o futebol podem ser vistos de maneiras antagônicas, no primeiro caso, fechando o debate político pois aliena a sociedade, e, no segundo caso, abrindo uma discussão política, pois os agentes são sujeitos capazes

    Política, futebol e sociedade: alienação no materialismo histórico em Marx e agência humana na teoria da estruturação em Giddens

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    O objetivo do ensaio consiste em analisar a relação entre política, futebol e sociedade, a partir do conceito de alienação em Marx e do conceito de agência em Giddens. A metodologia consiste na revisão bibliográfica, através do método comparativo e do método histórico. Considera-se o conceito de alienação na política como aquilo que ficou conhecido como “pão e circo” em Roma, cuja consequência era a manutenção do status quo político através das práticas desenvolvidas no Coliseu. Já o conceito de agência permite observar o debate político que se estabelece no contexto da Copa do Mundo de 2014, aonde observa-se uma mobilização de parte da sociedade civil de maneira crítica com relação à Copa, reivindicando um modelo de Estado de Bem-estar social. A conclusão que estabelecemos é que o coliseu e o futebol podem ser vistos de maneiras antagônicas, no primeiro caso, fechando o debate político pois aliena a sociedade, e, no segundo caso, abrindo uma discussão política, pois os agentes são sujeitos capazes

    Risco global da gripe aviária: uma análise sociológica das medidas preventivas em Santa Catarina (Brasil)

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política.O presente trabalho analisa sob uma perspectiva sociológica as medidas preventivas tomadas frente aos riscos da Gripe Aviária no Estado de Santa Catarina (Brasil). Ainda que a doença não esteja presente no Brasil, consideramos importante entender como tais medidas são formuladas e adotadas e que articulações sociais, políticas e econômicas são desencadeadas frente a um tipo de risco que pode ser de graves conseqüências na alta modernidade. O principal foco de estudo foi como o Estado e as agroindústrias em Santa Catarina (entre as mais importantes do país) estão percebendo e agindo com relação à Influenza Aviária. A dissertação inicia com a definição do que é a Gripe Aviária, traçando uma incipiente perspectiva histórica da doença, para em seguida contextualizá-la internacional, nacional e regionalmente. A luz da teoria da estruturação (Anthony Giddens) e da sociedade de risco (Ulrich Beck), consideramos como a ciência lida com as contingências e ambivalências na sociedade de risco ou alta modernidade. No trabalho de campo foram realizadas entrevistas junto aos membros do Comitê Estadual de Sanidade Avícola do Estado de Santa Catarina, espaço social onde ocorre a interação entre Estado e Agroindústria. Este Comitê desenvolve as medidas preventivas. A partir das entrevistas foram observadas diferenças quanto ao discurso político e científico; a emergência de seis pontos de tensão articulados ao risco; e algumas questões específicas dos fatores sociais e políticos da Influenza Aviária. A partir deste material e de uma extensa pesquisa bibliográfica, a Influenza Aviária é analisada na dinâmica da globalização, levantando-se três tipos de ambivalências: a ambivalência da Influenza Aviária, a do risco em si, e a dos meios de comunicação. No final foram avaliados os diferentes tipos de conhecimento envolvidos no debate, no qual estão presentes os peritos, os meios de comunicação e os leigos. Uma conclusão desta dissertação aponta para a heterogeneidade de conhecimentos envolvida nos conflitos e o debate sobre o controle da Gripe Aviária, abrangendo diferentes racionalidades, como aspecto central para entender as medidas tomadas para seu controle. Em termos gerais, procuramos mostrar como a constituição e atividades do Comitê Estadual expõem as complexas relações entre riscos globais e ações regionais. The present work analyzes through a sociological perspective the preventive measures taken in Santa Catarina State (Brazil) in relation to possible risks of the Avian Flu. Even if the illness is not present in Brazil, we consider important to understand how such measures are formulated and adopted and what economic, political, and social articulations are triggered due to a type of risk that can be of serious consequences in the high modernity. The main focus of study was how the State and the agro-industries in Santa Catarina (between the most important of the country) perceive and acte regarding the Avian Flu. The dissertation initiates with the definition of the Avian Flu, drawing an incipient historical perspective of the illness, for right away put it into international, national and regional contexts. Concerning the theory of structuration (Anthony Giddens) and of the risk society (Ulrich Beck), we consider how science deals with the contingencies and ambivalences in high modernity. In the fieldwork were carried out interviews with the members of the State Committee for the Avian Sanitary Control of Santa Catarina State, social space where take place the interaction between State and agro-industries. This Committee develops the preventive measures. From the interviews we observed differences regarding the scientific and political discourse; the emergency of six tension points articulated to the risk; and some specific social and politics factors. From this material and an extensive bibliographical research, the Avian Flu is analyzed in the dynamic of globalization, raising three kinds of Ambivalences: the one related to the Avian Flu, to the risk itself, and to the media. At the end we evaluate the different kinds of knowledge involved in the debate, in which are present the experts, the media and the laymen. A conclusion of this dissertation emphasized the importance of considering the heterogeneous knowledge involved in the conflicts and the debate about the Avian Flu, including different rationalities, to the understanding of its control. In general terms, we considered that the constitution and activities of the State Committee expose the complex relations between global risks and regional actions

    COVID-19 em uma perspectiva sociológica contemporânea: os conceitos de agência humana e não humana, segurança ontológica e sociedade de risco

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    O presente artigo tem como objetivo analisar o risco do COVID-19 a partir da teoria sociológica contemporânea, destacando-se a sociedade de risco, a segurança ontológica e os agentes humanos e não humanos. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica, bem como em sites da internet para elencar elementos relativos aos dados na primeira parte e partimos dos conceitos de authorization e authorizative para entender os diferentes tipos de poder na política e na ciência. Na segunda parte, observamos as especificidades da sociedade do risco no caso do COVID-19. Na terceira parte, utilizamos os conceitos de insegurança, não humanos e segurança ontológica. Na quarta e última parte, problematizamos os meios de comunicação nessa conjuntura, mostrando como a própria dinâmica da agência do vírus em si mesma cria um problema coletivo. Como parte da conclusão, observa-se como o approach dos meios de comunicação é realizado, gerando o abalo da segurança ontológica na sociedade, mas de maneira ambivalente, podendo gerar segurança na sociedade, mas podendo implicar no aumento da taxa de suicídios.Palavras-Chave: Agência; Sociedade de Risco; Insegurança; Segurança Ontológica

    CONSCIÊNCIA COLETIVA EM DURKHEIM COMO FATO SOCIAL DE REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA: interfaces com a legitimidade política em Maquiavel, representação em Hobbes e sistema político em Mosca, Pareto, Dahl e Bobbio.

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    A noção de consciência coletiva é extremamente heterogênea nos seus usosnas ciências sociais. O presente artigo procura analisar o conceito de consciência coletiva em Durkheim, mostrando como a representação política em Maquiavel e Hobbes pode estar inserida em sua esfera, garantindo coesão social. Quando o contrário é observado, a inobservância da representação política na consciência coletiva, a sociedade a partir do que Mosca denomina de fórmula política, entra em estado do que Durkheim denomina de anomia. Isto gera uma crise política, que permite, por sua vez, a emergência de um novo modus operandi de representação de democracia que Bobbio analisa, que passa a se estabelecer novamente na consciência coletiva, em um movimento que se transforma, mas, ao mesmo tempo, se reproduz como fato social. Faz-se uso da metodologia de revisão bibliográfica. Uma das inferências do artigo é que elites políticas cumprem uma determinada função e são um fato social não antagônico a democracia, mas, pelo contrário, garantindo que a consciência coletiva ganhe coesão, representando demandas da sociedade civil que, ao se transformar, estabelece uma rotatividade das elites no poder

    A memória do risco na alta modernidade: dos pontos de tensão às controvérsias tecnocientíficas

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    The article analyzes the problem of the risk in the high modernity through the concept of “risk memory”, in the context of the relationship between “tension points” and “technoscientific controversies”. To do so, it investigates the case of the risk of avian and swine flu. The article is divided into two sections. The first one deals with the "risk society" and how this concept can articulate the idea of points of tension with the debate on technoscientific controversies. In the second section we analyze how the tension points and technoscientific controversies can be understood by the concept of "risk memory" in high modernity.It is concluded that the different practices undertaken in front of both analyzed risks are explained by the influence of "risk memory".O artigo analisa o problema do risco na alta modernidade a partir do conceito de “memória do risco”, no contexto da relação entre “pontos de tensão” e "controvérsias tecnocientíficas”. Para isso, investiga-se o caso do risco da gripe aviária e da gripe suína. O artigo está dividido em duas seções. A primeira trata da “sociedade de risco” e como esse conceito permite articular a ideia de pontos de tensão com o debate sobre controvérsias tecnocientíficas. Na segunda, analisa-se de que maneira os pontos de tensão e as controvérsias podem ser entendidos pelo conceito de “memória do risco” na alta modernidade. Conclui-se que as diferentes práticas assumidas frente aos dois riscos analisados são explicadas pela influência da “memória do risco”
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