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    O rumor como frêmito em relatos de Augusto Roa Bastos

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-graduação em LiteraturaEsse trabalho tece algumas considerações sobre características do conto roabastiano de acordo com alguns teóricos e contistas latino-americanos, suas aproximações e afastamentos, que o fazem um contista destacado não só do Cone Sul. Considero a "poética das variações" uma maneira singular de Augusto Roa Bastos, ao tratar seus textos, como traço que atravessa toda sua obra. Observando também como o rumor, segundo princípios de Roland Barthes, apresenta-se como meio de significação e fruição do texto.O silêncio e a dualidade configuram duas características que podem ser consideradas como vias do rumor e proporcionam o frêmito da leitura. No corpo da dissertação se encontra dissolvida a análise de "Contar un cuento", do livro El Baldio (1963), que serve como referência do gesto roabastiano com respeito ao conto. Também faço referencia ao romance Contravida (1995) para tentar fundamentar alguns mecanismos roabastianos relativos a sua escritura como "poética das variações". Quanto ao silêncio e à dualidade, analiso três contos, "La tumba viva", "Nonato" y "Borrador de un informe", destacando em cada um as características que mais convergem para as vias do rumor, e possibilitam diferentes fruições do texto

    Augusto Roa Bastos: imagen(s) do exílio

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2011A proposta deste trabalho é o estudo do exílio e seus desdobramentos, principalmente através da imagem originaria do baldio, em textos (Barthes) de Augusto Roa Bastos. Tem como foco central, um livro sobre roteiro, cuja edição acompanha um de seus roteiros, intitulado Mis reflexiones sobre el guión y el guión cinematográfico de Hijo de hombre (1993) e os filmes Alias Gardelito (1961) e Sabaleros (1959). Existe em Roa Bastos uma poética do exílio. O exílio é o despojamento, o abandono de categorias como povo, nação e identidade. O sujeito se lança para um mais além do já consagrado ou já sabido. O exílio é a abertura a partir da qual se estruturará uma noção de literatura, cinema e comunidade

    Escrita expatriada: paratextualidades e os Relatos da noite e da aurora na obra francesa de Augusto Roa Bastos

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2013.Esta tese visa a estudar o silêncio narrativo na obra de Augusto Roa Bastos (1917-2005) durante o período que separa a publicação de Yo el Supremo (1974), último romance do exílio argentino (1947 a 1976) e Vigilia del Almirante (1992), primeiro romance publicado durante o exílio francês (1976 a 1995). Por meio de um levantamento de dados historiográficos, analisa-se a recepção da obra roabastiana editada em francês. A análise da recepção do primeiro romance de Augusto Roa Bastos, Hijo de hombre (1960), publicado na França em três ocasiões: Le Feu et la Lèpre (Gallimard,1968), Fils d´homme (Belfond,1982) e Fils d´homme (Seuil,1995), elucida a trajetória de recepção da obra roabastiana no país europeu, contextualizando a reescritura da segunda versão do romance em espanhol, editada em 1983, depois da versão francesa. Os elementos paratextuais, que acompanham as três edições francesas de Hijo de hombre, aclaram o percurso do escritor/docente universitário da Universidade de Toulouse, que canalizou sua produção intelectual para a escritura ensaística durante os anos iniciais do segundo exílio (1976-1984). Ocupa lugar de destaque a publicação da coletânea Les Récits de la nuit et de l´aube (1984), pela inclusão de dois contos editados durante os anos inciais do exílio francês: ?Lucha hasta el aba? (1979) e ?La Caspa? (1982). Ao levantamento historiográfico, agrega-se a análise das estratégias narrativas empregadas pelo autor na coletânea francesa. O relacionamento da coletânea Les Récits de la Nuit et de l´aube (1984) a outros itinerários de escritura problematiza o emprego da paratextualidade, caracterizando a escrita expatriada, um processo de escritura produzido no deslocamento do espaço, da identidade e da língua. A diluição de fronteiras entre gêneros literários distingue um processo de escritura marcado pela impossibilidade de explicar o sensível (Badiou). <br

    Augusto Roa Bastos: entre Nambréna e ausência, uma escritura caleidoscópica

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2015.O presente trabalho tem a finalidade de demonstrar como a escritura de Augusto Roa Bastos se articula, com o passar do tempo, a uma multiplicidade de elementos em constante movimento e desenvolve, assim, uma escritura caleidoscópica. Nambréna, palavra guarani que remete ao desprezo pelo autóctone como resquício de um sistema colonial e segue com os seus tentáculos na sociedade paraguaia, se apresenta desde os primeiros escritos roabastianos sendo um desses componentes. Outras características importantes como a realidade delirante, um texto ausente que ecoa no silêncio e na consciência, juntamente com a experiência do exílio, atuam na sua escritura como rizoma em multiplicidade de conexões que se estabelecem entre e no interior das obras e são utilizadas como em um caleidoscópio, por isso uma escritura caleidoscópica. Para tanto, a leitura crítica do primeiro livro de contos  El trueno entre las hojas (1953)  se faz basilar para a análise desses movimentos que foram, com o passar do tempo, sendo utilizados e modificados e, como frêmito, reverberam em Contravida (1995) e Madama Sui (1996). José Manuel Silvero desenvolve um discurso filosófico sobre a condição de nambréna. A concepção de rizoma, de Deleuze e Guattari, serve de direção na construção dos elementos da escritura caleidoscópica, do mesmo modo os autores que tratam de escritura e de autoria, como Roland Barthes, Walter Benjamin e Michel Foucault, além de outros teóricos que são referenciais para a construção dessa perspectiva de leitura de uma escritura caleidoscópica.Abstract : The present work has the objective of showing how the writing of Augusto Roa Bastos articulates itself with the passage of time at a multiplicity of elements in constant motion and develops, thus, a kaleidoscopic writing. Nambréna, Guarani word that refers to the spite for the autochthone as a residue of a colonial system that carries on its tentacles in Paraguayan society, presents itself since the early roabastian writings being one of its components. Other important characteristics such as the delirious reality, an absent text that echoes in the silence and in conscience, along with the experience of exile, act in his writing as a rhizome in multiplicity of connections that are established between and inside the work and are used as in a kaleidoscope, thus a kaleidoscopic writing. To this end, the critical reading of the first short story book  El trueno entre las hojas (1953)  is made basic for the analysis of these movements that were with the passing of time being used and modified and, as a shiver, reverberate in Contravida (1995) and Madama Sui (1996). José Manuel Silvero develops a philosophical discourse on the condition of nambréna. The concept of rhizome, by Deleuze and Guattari, functions in the direction of the construction of the elements of kaleidoscopic writing, in the same way as with the authors who deal with writing and authorship, such as Roland Barthes, Walter Benjamin and Michel Foucault, besides other theorists that are referential to the construction of this perspective of the reading of a kaleidoscopic writing

    Augusto Roa Bastos na inspiração de uma dramaturgia ñandutí

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2011Este trabalho tem como objetivo relatar e refletir sobre uma dramaturgia, como fruto de um processo que relaciona linguagens e passagens, a partir de uma experiência realizada com fragmentos da escrita de Augusto Roa Bastos, mais especificamente de suas personagens femininas, em direção a cena teatral. Enquanto um processo de "roubar" e armar, foi construído um exercício cênico: Maína, através da recriação que denominei de dramaturgia ñandutí, que significa na língua guarani, teia de aranha e que também nomeia um artesanato, uma técnica de renda tecida pelas mulheres paraguaias. Na introdução são delineadas as linhas deste percurso, o suporte teórico e prático em que se sustenta esta pesquisa. No primeiro capítulo teço uma breve contextualização, do autor Augusto Roa Bastos, sua relação com a cultura guarani, oralidade e mitos, procurando ainda viandar pelo conceito das poéticas das variações propostas por Roa Bastos. Em seguida, no segundo capítulo, apresento os primeiros fios de um nãndutí, que trata de uma leitura dos contos com os quais lidei diretamente nesta pesquisa, enquanto matéria textual e metaforicamente, fios, utilizados para tecer um ñandutí, que também é explorado neste capítulo como gesto escolhido para denominar este processo de recriação, assim como a própria dramaturgia. Ainda neste capítulo faço uma breve abordagem das personagens a partir dos estudos de gênero. O terceiro capítulo, intitulado "Rastro da dramaturgia ñandutí" apresenta o roteiro construído neste processo como uma possível leitura, vestígio da criação de uma dramaturgia, seguido de notas sobre os elementos que além da matéria texto, constituíram esta experiência dramatúrgica: como a presença do barro - argila, a música e o canto. O quarto e último capítulo, "Experiência de uma dramaturgia ñandutí", inicia com um relato deste processo aqui observado como um movimento entre linguagens, pertinente aos estudos recentes sobre intermidialidade. Ao tecer aproximações com o contexto das teatralidades contemporâneas visito sobre tudo propostas levantadas por Sílvia Fernandes e por fim, ao olhar para este percurso- discurso, como "um relato do tato". (CERTEAU, 2008, p.149) teço considerações sobre este processo de criação de um ñandutí enquanto uma experiência, que é ponto que se faz e desfaz.Este trabajo tiene el objetivo de relatar, reflexionar sobre la dramaturgia como fruto de un proceso que relaciona lenguajes y pasajes a partir de una experiencia realizada con un eje de la escritura de Augusto Roa Bastos, en particular sus personajes femeninos, hacia la escena teatral. Como proceso de sustraer y armar, fue construido el ejercicio escénico Maína, a través de la recreación que nombré de dramaturgia ñandutí, que en la lengua guaraní quiere decir telaraña y que denomina también a una artesanía, una técnica de encaje tejida por las mujeres paraguayas. En la introducción son trazadas las líneas de este recorrido, el suporte teórico y práctico en que se está sostenida esta investigación. En el primer capítulo he hilado una breve contextualización del autor Augusto Roa Bastos, su relación con la cultura guaraní, la oralidad y los mitos, en búsqueda del concepto de la poética de las variaciones propuestas por Roa Bastos. Luego, en el segundo capítulo, presento a los primeros hilos de un ñandutí, que es una lectura de los cuentos utilizados directamente en esta investigación en cuanto materia textual y metafóricamente, hilos, útiles para tejer un ñandutí, que también es explorado en este capítulo como gesto escogido para denominar este proceso de recreación, tal como la propia dramaturgia. Todavía en este capítulo, hago un pequeño enfoque de los personajes femeninos desde los estudios de género. El tercer capítulo, titulado "Rastro da dramaturgia ñandutí", presenta el guión construido en este proceso como una posible lectura, huella de la creación de una dramaturgia, seguido de notas acerca de los elementos que además de la materia del texto, constituyeron esta experiencia dramatúrgica: la presencia del barro - argila, la música y el canto. El cuarto y último capítulo "Experiência de uma dramaturgia ñandutí" empieza con un relato de este proceso, observado aquí como un movimiento entre lenguajes, pertinente a los estudios recientes sobre intermedialidad. Al tejer aproximaciones con el contexto de las teatralidades contemporáneas visito sobre todo propuestas hechas por Silvia Fernandes y por fin, al mirar a este recorrido-discurso, como "um relato do tato" (CERTEAU, 2008, p.149), planteo reflexiones sobre este proceso de creación de un ñandutí como una experiencia, que es punto que se hace y deshace

    Tradução comentada do texto dramático roabastiano La tierra sin mal

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2012Este trabalho tem como objeto principal a tradução, do castelhano para o português brasileiro, do texto dramático La tierra sin mal (1998) do autor paraguaio Augusto Roa Bastos. A partir de leituras críticas e considerações sobre o processo tradutório, este estudo vem reafirmar a importância do acesso aos textos do autor em língua portuguesa. O drama La tierra sin mal, apresenta aos leitores brasileiros, com esta tradução, um texto inédito em português. A tradução desta obra do gênero dramático também abre horizontes para uma integração entre as áreas das letras e das artes cênicas, ao criar uma oportunidade de encenação deste texto a um público brasileiro. Este trabalho traz ainda uma análise diretamente relacionada à cultura e aos temas que fundamentam a história da obra, pois em La tierra sin mal é possível observar aspectos relativos à realidade e cultura paraguaia, através de uma mescla entre história e mitologia guarani. Somada a esta análise, está um estudo sobre o processo de tradução desta obra dramática ao português e dos aspectos da poética do autor Augusto Roa Bastos. Compõem o trabalho observações de alguns fundamentos teóricos sobre cultura e tradução, especificamente na área da tradução teatral, a peça La tierra sin mal traduzida para o português seguida de uma análise do processo tradutório e por fim uma análise da poética do autor.Abstract : This paper has as main object translation, from Spanish to Brazilian Portuguese, the dramatic text La tierra sin mal (1998) of Paraguayan author Augusto Roa Bastos. From readings and critical considerations about the translation process, this study reaffirms the importance of access to the texts of the author in Portuguese. The drama La tierra sin mal, introduces for the readers to Brazil with this translation, an unpublished text in Portuguese. The translation of this work of dramatic genre also opens horizons for integration between the area of literature and arts, to create an opportunity of staging this text to a Brazilian public. This paper also carries an analysis directly related to culture and themes that underlie the history of the text, because in La tierra sin mal is possible to observe aspects of reality and Paraguayan culture through a blend of history and mythology Guarani. Added to this analysis is a study on the process of translating this dramatic text into Portuguese and poetic aspects of the author Augusto Roa Bastos. Compose the work of some theoretical observations on culture and translation, specifically in the area of theatrical translation, the piece theater La tierra sin mal translated into Portuguese followed by an analysis of the translation process and finally an analysis of the poetics of the author

    La Higuera Común

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    La higuera es del género Ficus de la familia de las Urticáceas.&#13; La higuera común es un árbol de mediano tamaño, de tronco tortuoso y ramas generalmente extendidas, elásticas y ilexibles; las hojas son grandes, gruesas, ásperas, palmeadas y de color verde bastante intenso.&#13; &#13; La higuera ha sido cultivada desde hace muchos siglos en África, de donde pasó a Grecia y después o Italia, Francia, España y Portugal; hoy se encuentra en todo el mundo y en todos los climas.&#13; &#13; La higuera es un árbol de fácil cultivo porque se adapta a todos los climas y a todas las temperaturas, pero le conviene mejor terrenos frescos, que no sean pantanosos, y cuando se cultiva en tierra jugosa sube mucho más, produce, frutos exquisitos y vive más largo tiempo

    La música de Fabián Roa (Colombia)

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    Concierto que celebra la música Fabián Roa. Este compositor santandereano se ha caracterizado por una constante inquietud intelectual que ha cimentado el inicio de una travesía por un amplio espectro de sonoridades y ritmos de diversos repertorios culturales: desde los fandangos y verbenas de bandas municipales, o los éxitos radiales de Carlos Vives y Juan Luis Guerra, pasando por el influjo de la guitarra eléctrica de Steve Vai y Joe Satriani, hasta el ímpetu y potencia de Ástor Piazzolla y Ludwig van Beethoven. Es con la exploración de la música de estos últimos compositores que tomó conciencia de la ilimitada capacidad expresiva de la música clásica, cuando encontró en ella innumerables posibilidades creativas

    Variedades de higuera (Ficus carica L.)

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    La higuera es un árbol íntimamente ligado a nuestra alimentación y nuestra cultura desde antiguo. No obstante, es una especie poco estudiada en relación con otras plantas cultivadas y la superficie de cultivo que se le dedica ha ido disminuyendo de forma continuada, por una serie de factores entre los que no es el menos importante el desconocimiento y ausencia de tipificación del material vegetal. El hecho de que sea una especie de fácil multiplicación vegetativa ha facilitado su propagación por todo el mundo, y la aparición de un panorama varietal confuso y complejo, tanto dentro como fuera de nuestras fronteras, con la aparición de numerosas homonimias y sinonimias. Para evitar esto se han desarrollado estudios desde el punto de vista tanto morfológico como molecular, que nos han aportado una valiosa información sobre esta especie. Fruto de estos estudios ha sido el protocolo descriptivo de la U.P.O.V. (1) para higuera, coordinado por expertos españoles, que ha servido como referencia internacional para realizar las fichas descriptivas varietales del Registro Oficial de Variedades Comerciales de la Higuera en España. Igualmente, la inclusión de la higuera como especie regulada en la normativa de la Unión Europea relativa a la comercialización de materiales de multiplicación vegetales y de plantones de frutales destinados a la producción frutícola, realizado mediante la Directiva 2003/111/CE de la Comisión, significa que se le empieza a prestar una mayor atención en su comercio viverístico y que es necesaria la creación del Registro Oficial de Variedades de higuera, como base legal y técnica para su diferenciación y comercio. Esta publicación se estructura con una referencia a la situación del cultivo, a los distintos tipos de higuera que podemos encontrar en función de la necesidad o no de polinización para fructificar, a la aparición de sinonimias y homonimias en sus denominaciones y a los distintos Bancos de Germoplasma que existen internacionalmente, la lista oficial de variedades de higuera y la metodología utilizada para la realización de las distintas fichas varietales para el Registro Oficial de Variedades. Estas fichas aparecen agrupadas según su tipo productivo y, dentro de cada grupo, por orden alfabético. Al final aparecen distintos Anexos que puedan resultar de utilidad para el usuario. Es deseo de los autores que esta publicación sea de utilidad a cuantas personas estén interesadas en el cultivo de una especie que, a pesar de estar muy extendida, ha sido poco estudiad

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
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