104,807 research outputs found
Structure of unsteady stably stratified turbulence with mean shear.
The statistics of unsteady turbulence with uniform stratification N (Brunt–Väisälä frequency) and shear α(=dU1/dx3) are analysed over the entire time range (00 and \it Ri>0.25 respectively, oscillatory momentum and positive and negative density fluxes develop. Above a critical value of \it Ri\scriptsize\it crit(∼0.3), their average values are persistently countergradient. This structural change in the turbulence is the primary mechanism whereby stable stratification reduces the fluxes and the production of variances. It is quite universal and differs from the energy and stability mechanisms of Richardson (1926) and Taylor (1931). The long-time asymptotics of the energy ratio ER(=\it PE/VKE) of the potential energy to the vertical kinetic energy generally decreases with \it Ri(≥0.25), reaching the smallest value of 3/2 when there is no shear (\it Ri→∞). For strong mean shear (\it Ri<0.25), RDT significantly overestimates ER since (as in unstratified shear flow) it underestimates the vertical kinetic energy VKE. The RDT results show that the asymptotic values of the energy ratio ER and the normalized vertical density flux are independent of the initial value of ER, in agreement with DNS. This independence of the initial condition occurs because the ratios of the contributions from the initial values PE0 and KE0 are the same for PE and VKE and can be explained by the linear processes. Stable stratification generates buoyancy oscillations in the direction of the energy propagation of the internal gravity wave and suppresses the generation of turbulence by mean shear. Because the shear distorts the wavenumber fluctuations, the low-wavenumber spectrum of the vertical kinetic energy has the general form E33(k)∝(αtk)−1, where (LXαt)−1≪k≪L−1X (LX: integral scale). The viscous decay is controlled by the shear, so that the components of larger streamwise wavenumber k1 decay faster. Then, combined with the spectrum distortion by the shear, the energy and the flux are increasingly dominated by the small-k1 components as time elapses. They oscillate at the buoyancy period π/N because even in a shear flow the components as k1→0 are weakly affected by the shear. The effects of stratification N and shear α at small scales are to reduce both VKE and PE. Even for the same \it Ri, larger N and α reduce the high-wavenumber components of VKE and PE. This supports the applicability of the linear assumption for large N and α. At large scales, the stratification and shear effects oppose each other, i.e. both VKE and PE decrease due to the stratification but they increase due to the shear. We conclude that certain of these unsteady results can be applied directly to estimate the properties of sheared turbulence in a statistically steady state, but others can only be applied qualitatively
O artesanato de taboa (typha cf. dominguensis pers.) e junco (androtrichum trigynum (spreng.) h. pfeiff.) na Guarda do Embaú, Palhoça, SC.
TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.O conceito de artesanato é muito próximo ao conceito de arte, e pode ser definido como o fazer eminentemente manual. Já o artesão tradicional é aquele que emprega e transmite, em seu trabalho, valores, técnicas e signos amadurecidos e aceitos no sistema cultural a que ele mesmo pertence, é conhecedor do meio em que vive e evidencia na sua arte o próprio meio ambiente em que vive. O objetivo do presente trabalho é investigar o uso da taboa (Typha cf. dominguensis Pers.) e do junco (Androtriychum trigynum (Spreng.) H. Pfeiff.) para confecção de artesanato por moradores da Guarda do Embaú, uma área costeira localizada na Baixada do Massiambu, município de Palhoça, SC. Trata-se de uma área que possui fortes tendências de balnearização e está inserida numa Àrea de Proteção Ambiental contígua a uma unidade de conservação de proteção integral que foi recém alterada, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Existem dez artesãos tradicionais, sendo que oito aceitaram participar da pesquisa. A média da idade dos informantes é de 56 anos e a maioria pratica a atividade há mais de 20 anos. Apesar de dedicarem por volta de cinco horas diárias a atividade, e a maioria afirmar que possui grande importância para a renda familiar, o artesanato é encarado como uma ajuda ou complemento da renda. A atividade existe há décadas, porém o interesse em aprender a atividade pelos mais jovens vem diminuindo devido à baixa remuneração e dificuldade de se conseguir matéria-prima. O artesanato tradicional local aliado ao neoextrativismo, com um manejo sustentável dos recursos, pode auxiliar a conservação da biodiversidade local e contribuir para a geração de renda da comunidade. Espera-se que o levantamento das informações etnobotânicas e do processo artesanal baseado em taboa e junco na Guarda do Embaú presentes neste estudo possam ter importância na elaboração de políticas e programas de incentivo ao artesanato como atividade econômica sustentável para a localidade
Conhecimento e uso das plantas pelos Xokleng na TI Ibirama-Laklãnõ, Santa Catarina
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, Florianópolis, 2014.O escopo da etnobotânica envolve o estudo do uso das plantas em seu contexto social. O presente trabalho objetivou registrar o conhecimento e uso das plantas pelos Xokleng na TI (Terra Indígena) Ibirama Laklãnõ, na região do vale do Itajaí, estado de Santa Catarina. Os Xokleng pertencem à família linguística Jê, foram contatados em 1914 e restritos a uma reserva para evitar conflitos no processo de colonização da Região Sul. A partir de então passaram por diversas adaptações e mudanças em seu modo de vida. Atualmente esta população é a única remanescente dos Xokleng que vive ainda numa organização sociopolítica unitária, por isso sendo fundamental o registro e a valorização de seu conhecimento. A pesquisa foi realizada em duas das oito aldeias da TI, que possuem diferentes condições de altitude, clima e vegetação, e diferentes trajetórias históricas (aldeias Bugio e Sede). Após a obtenção da anuência prévia, foram realizadas 112 entrevistas com os adultos para registrar dados socioeconômicos e realizar uma listagem livre das plantas conhecidas e utilizadas. As plantas foram coletadas em turnês guiadas para identificação botânica. Foram registradas 314 plantas, utilizadas principalmente para alimentação (35%) e com fins medicinais (29%), mas também para artesanato (13%), construção (10%) ferramentas/utilitários (6%) uso simbólico (1%) e outros usos (3%). As principais partes das plantas por eles utilizadas são: caules (29%), seguidos pelas folhas (24%) e frutos (20%). As plantas mais citadas foram: batata doce (Ipomoea batatas (L.) Lam.), laranja (Citrus sp.), eucalipto (Eucaliptus sp.), vara-de-cutia (E.grandiflora), aipim (Manihot esculenta Crantz,) salvação-da-senhora (Mollinedia spp.) e a gabiroba (Campomanesia xanthocarpa Mart. ex O. Berg. ). A maioria das plantas é espontânea (59%) e 41% é cultivada. Apesar da existência de atividades de obtenção de alimento praticadas pelas unidades familiares como cultivo de hortas, roças, coleta de plantas, caça e pesca, grande parte da renda das famílias é destinada à alimentação. Das plantas citadas: 77% são de uso atual, 15% são de uso passado e 8% são apenas conhecidas pelos informantes, mas não usadas. Na análise da distribuição do conhecimento os homens citaram mais plantas do que as mulheres, para as categorias construção, lenha e ferramentas/utilitários, as quais estão relacionadas à extração madeireira, o que se assemelha ao padrão encontrado para colonos de descendência europeia nessa mesma região. Não há correlação entre a distribuição do conhecimento e a idade, mas com base nos dados etnográficos foi possível perceber a influência das famílias que valorizam e praticam a cultura Xokleng no conhecimento individual. A transmissão do conhecimento, analisada para as categorias de uso medicinal e artesanato, mostrou-se centrada na família, ocorrendo principalmente entre gerações e durante a infância. As redes de transmissão evidenciam a posição central dos mais velhos, como núcleos irradiadores de conhecimento para suas famílias. Percebemos duas forças atuando sobre o conhecimento e a cultura Xokleng: de um lado a influência da sociedade não índia e do outro a resistência do povo Xokleng ao valorizar sua cultura. Apesar de todas as mudanças que a cultura Xokleng passou devido à influência da sociedade envolvente, percebe-se que eles ainda possuem uma forte ligação com seu território e os recursos naturais, pois conhecem e usam muitas plantas no seu dia a dia. Essa constatação somada à necessidade de garantir a sustentabilidade dos povos são motivos importantes para se discutir a ampliação das terras indígenas principalmente na região sul, onde elas são menores e onde as populações indígenas estão em crescimento. Finalmente, a partir dos dados registrados sobre as plantas conhecidas e usadas, e sob uma perspectiva de pensar a conservação através do uso, apontam-se algumas alternativas que possam ajudar na garantia de sustento das famílias Xokleng e na conservação ambiental da TI Ibirama Laklãnõ.Abstract : The scope of ethnobotany research involves the study of the use of plants in their social context. The present study aimed to record the knowledge and use of plants by the Xokleng tribe in Indigenous Land Ibirama-Laklãnõ, in the Itajaí River Valley, in the state of Santa Catarina, Brazil. The Xokleng people, who belong to the Jê linguistic family, were contacted in 1914 and restricted to a designed area to avoid conflicts in the Southern Region colonization process. From then on they endured several adaptations and changes in their livelihood. Currently, this group is the only remaining Xokleng community that still lives in a unitary socio-political organization, therefore recording and valuing their knowledge is fundamental. The survey was conducted in two of the eight villages of the indigenous land, which have different conditions of altitude, climate and vegetation, in addition to different historical trajectories. After obtaining prior consent from the community leaders, 112 interviews were conducted with adults to register socioeconomic data and perform a free listing of known and used plants. Plants were collected during guided tours for further identification. A total of 314 plants were recorded, used primarily for food (35%) medicinal purposes (29%), handicrafts (13%), construction (10%) tools/utilities (6%) symbolic uses (1%) and other uses (3%). The main parts of the plants used by them are trunks (29%), followed by leaves (24%) and fruits (20%). The most mentioned plants were: sweet potatoe (Ipomoea batatas (L.) Lam.), orange (Citrus sp.), (Eucalyptus sp.), (E.grandiflora), (Manihot esculenta Crantz,) (Mollinedia spp.) and (Campomanesia xanthocarpa Mart. ex O. Berg. )Most plants grow spontaneously (59%) and 41% are cultivated. Despite the activities developed by the family units for obtaining food such as cultivating crops in gardens and small fields, collecting plants, hunting and fishing, much of their income is used for food. Among the mentioned plants, 77% are currently being used, 15% are from past use and 8% are only known by the participants, but not used. Analyzing knowledge distribution, men cited more plants than women, for construction, firewood, tools/utilities, categories related to logging, which resembles the pattern found for settlers of European descent in the same region. There is no correlation between the distribution of knowledge and age, but based on ethnographic data, it was possible to note the influence of families on individual knowledge, since people who demonstrated greater knowledge of the plants came from families where the Xokleng culture is valued and practiced. The analysis of the transmission of knowledge related to plants for medicinal and crafts use, proved it to be family-centered, intergenerational, and mostly occurring during childhood. The transmission-of-knowledge networks show the central position of the older generation as knowledge core transmitters for their families. Thus, we see two forces acting on the Xokleng knowledge and culture: on one hand the influence of the non-indigenous society and on the other, the strength of the Xokleng people determined to cherish their culture. Despite all changes the Xokleng culture went through due to the influences of the surrounding society, they still have a strong connection with their territory and natural resources, as they know and use plants in their daily lives. The above statement as well as the need to ensure the sustainability of indigenous people, leads to the serious discussion of expanding the Indigenous lands, mainly in the southern region of Brazil, where the lands are reduced and where indigenous populations are growing. Finally, from the data recorded on known and used plants, and from a perspective of thinking about conservation through sustainable use, some alternatives that can help ensuring livelihood of Xokleng families and the conservation of Indigenous Land Ibirama-Laklãnõ are pointed out
Pessoas e plantas no entorno de unidade de conservação de proteção integral: o caso do Parque Estadual Acaraí, São Francisco do Sul, litoral norte de SC
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Florianópolis, 201
Conhecimento local sobre plantas no entorno da floresta nacional de Ibirama-SC
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Florianópolis, 2012As plantas são utilizadas pelas populações humanas para satisfazer diferentes necessidades, e em muitos casos, podem representar a principal fonte de renda de muitas famílias. Estes usos são associados ao conhecimento dos recursos naturais por diferentes grupos humanos e uma longa história de interação. Através da Etnobotânica, podemos dimensionar o conhecimento sobre plantas de uma comunidade humana, o qual pode refletir em como se dá a interação desta comunidade com o seu ambiente. A dinâmica deste conhecimento pode ser reflexo das constantes mudanças às quais as comunidades locais estão sujeitas, além da variação intracultural, bem como das percepções que as pessoas tem da paisagem, a qual também representa a fonte de recursos presente no ambiente que as cercam.Neste contexto, o objetivo geral desta dissertação foi de investigar o conhecimento local sobre plantas de comunidades rurais localizadas no entorno de uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, analisando o uso de recursos vegetais e identificando os ecótopos percebidos por eles, afim de compreender o processo de interação da comunidade local e a sua biodiversidade. No primeiro capítulo é abordada a interação entre as plantas e as pessoas das comunidades rurais, Ribeirão Taquaras e Morro Grande, localizadas no entorno da Floresta Nacional (FLONA) de Ibirama (SC). Neste capítulo é investigada a distribuição do conhecimento sobre plantas e suas variações de acordo com o gênero, a idade e a ocupação dos moradores. No segundo capítulo, focado na comunidade de Ribeirão Taquaras, buscamos identificar onde as interações etnobotânicas se processam. São investigados os ecótopos e os recursos vegetais que ocorrem nos mesmos. Variações sobre a percepção do ambiente de acordo com o gênero e ao longo do tempo também são discutidas. Para isto, utilizamos entrevistas semi-estruturadas, listagens livres, turnê guiadas e métodos de pesquisa participativas. Verificamos que a interação das pessoas com o ambiente propicia vivências e experiências que resultam no desenvolvimento de um conhecimento, sobre os recursos naturais e sobre o ambiente, que se modifica conforme ocorrem transformações no ambiente sejam elas naturais ou antrópicas. Aspectos intraculturais também refletem variações neste conhecimento, como idade, o tipo de ocupação, e gênero, que propiciam diferentes interações com o ambiente resultando em conhecimentos e percepções diversos, sendo a percepção reflexo do contexto histórico impresso no ambiente, o qual faz parte da vida das pessoas. Não só a interação com o ambiente, como a diversidade de ecótopos presentes nos ambientes que as pessoas interagem é muito importante. Preservar esta diversidade contribui para tanto para a conservação da diversidade biológica, como para a preservação das populações que vivem nas proximidades de áreas protegidas. Por isso, uma Unidade de Conservação, que vise a conservação da natureza e o uso sustentável dos recursos, pode contribuir de maneira significativa para a manutenção e valorização do conhecimento local. É necessário ponderar os interesses conservacionistas e os interesses das populações do entorno de Unidades de Conservação para que as ações das Unidades sejam efetivas. As mudanças ocorridas ao longo do tempo na região estudada resultam na substituição do trabalho rural pelo urbano e na substituição das áreas de plantio e de florestas nativas por reflorestamento homogêneo de espécies exóticas. Levando em consideração os desejos da comunidade para o futuro e os objetivos da FLONA, onde ambos visam a conservação e o uso sustentável dos recursos, pode-se desenvolver ações que unam esses interesses, incluindo as comunidades, valorizando seu conhecimento sobre o ambiente e os recursos, estimulando uma maior interação das pessoas com o ambiente natural, e, com isso, manter a diversidade no conhecimento, bem como os objetivos conservacionistas. Abstract : Human populations use plant resources to meet different needs, and in many cases, may be the main source of income for many families. These uses are associated with knowledge and a long history of interaction with natural resources by different human groups. By using ethnobotany, the plant knowledge of a human community can be accessed, and may reflect on the interactions between the community and its environment. The dynamics of plant knowledge may reflect constant changes to which local communities may be subject. In addition to intracultural variation, the perceptions people have of landscape, also represents a source of resources in the surrounding environment. In this context, the aim of this thesis was to investigate the ethnobotany of rural communities surrounding a sustainable use conservation unit, analyzing the use of plant resources and identifying the ecotopes perceived by them, in order to understand the interaction between the local community and biodiversity. The first chapter is about the interactions between plants and people in the rural communities of Ribeirão Taquaras and Morro Grande, located in the surroundings of the National Forest of Ibirama (FLONA) in Santa Catarina. In this chapter we investigated the distribution of plant knowledge and its variations according to the residents gender, age and occupation. The second chapter focuses on the community of Ribeirão Taquaras, where we sought to identify where the ethnobotanical interactions are carried out. The ecotopes and plant resources were investigated. Variations on the perception of the environment according to gender and time are also discussed. For this, semi-structured interviews, free listing, guided tour and participatory methods were used. It was found that the interaction of the environment provides people with experiences that result in the development of knowledge on natural resources and environments that changes as transformations occur, whether they are natural or manmade. Intracultural aspects also reflect variations in knowledge, such as age, occupation, and gender, which provide different interactions with the environment resulting in different knowledge and perceptions, where perception is considered a reflection of the historical context imprinted on the environment, which is part of the persons life. Not only are interactions with the environment important, but also the diversity of ecotopes present in environments with which people interact is very important. Preserving this diversity contributes to biological and cultural diversity. Therefore, a conservation area, aimed at nature conservation and sustainable use of resources, can contribute significantly to the maintenance and enhancement of local knowledge, as well as nature conservation. It is necessary to balance conservation interests and the interests of the populations surrounding conservation units, so that the units' actions may be effective. The changes that occurred over time in the study area result in the replacement of rural labor by urban labor and in the replacement of crop cultivation and native forest areas with homogenous exotic species reforestation. Taking into account the future wishes of the community and the goals of the National Forest, both aim at conservation and sustainable use of resources. Actions, which include local communities, can be developed to unite these interests, by valuing their knowledge of the environment and resources, stimulating greater interactions between people and the natural environment, thereby maintaining conservation objectives, as well as the diversity in knowledge
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Uso e conhecimento tradicional de plantas medicinais no sertão do Ribeirão, Florianópolis/SC, Brasil
TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.das muitas formas de relação entre populações humanas e plantas. Essa relação é objeto de estudo da Etnobotânica, área do conhecimento científico que aborda as interações entre pessoas e plantas em sistemas dinâmicos. Nesse contexto, foi realizado um levantamento etnobotânico sobre o uso e o conhecimento tradicional de plantas medicinais na comunidade do Sertão do Ribeirão, Florianópolis/SC. Fruto da colonização açoriana, essa localidade se mantém relativamente afastada do meio urbano. Inserida no domínio da Mata Atlântica, está localizada dentro dos limites do Parque Municipal da Lagoa do Peri, o qual se encontra atualmente em processo de recategorização ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. As metodologias de coleta de dados utilizadas neste trabalho foram: listagem livre, entrevista semiestruturada, turnê-guiada, fotografias, coleta de material botânico, identificação taxonômica e anotações no diário de campo. Foram realizadas 13 entrevistas com moradores do Sertão do Ribeirão, 08 com mulheres e 05 com homens, sendo identificadas 114 espécies ou morfoespécies de plantas medicinais, distribuídas em 48 famílias botânicas. As plantas medicinais são obtidas, principalmente, nos quintais dos entrevistados e em áreas de mata vizinhas; a maioria é herbácea e a parte mais usada é a folha, geralmente para a preparação de chá, por decocção. A diversidade de plantas medicinais conhecida no Sertão é bastante elevada e a obtenção das plantas na própria comunidade sugere uma correlação entre uso/conhecimento de plantas medicinais e disponibilidade das mesmas. A flora medicinal local é representada, em boa parte, por plantas silvestres neotropicais, onde uma parcela significativa é nativa da região de Florianópolis. Não houve diferença significativa na diversidade de plantas medicinais citadas por homens e mulheres, nem nas proporções de plantas nativas e exóticas, silvestres e cultivadas, citadas por ambos os sexos. As indicações de uso de medicamentos industrializados mais citadas são para problemas de saúde relacionados aos sistemas circulatório, endócrino e osteomuscular; e as indicações mais citadas de uso de plantas medicinais são para problemas de saúde relacionados aos sistemas digestório, respiratório, genitourinário e nervoso. Isso evidencia uma complementaridade entre a medicina moderna e a medicina popular. A transmissão do conhecimento tradicional feito na própria comunidade, com pais/avós e vizinhos, demonstra uma rica herança cultural local sobre plantas medicinais
Retratos de dois momentos: plantas de uso medicinal nas comunidades da Costa da Lagoa e do Canto Dos Araçás, Florianópolis, SC
TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.A partir de um levantamento sobre plantas de uso medicinal nas comunidades Costa da Lagoa e Canto dos Araçás efetuado no ano de 1996, foi realizado um estudo sobre as plantas medicinais atualmente conhecidas e utilizadas nessas duas comunidades, com o intuito de retratar o conhecimento etnobotânico acerca destes recursos em dois momentos temporalmente distintos. A metodologia consistiu de entrevistas semi-estruturadas e turnês guiadas para a realização das coletas botânicas. Participaram da pesquisa 29 pessoas entre 21 e 82 anos de idade, de 3 grupos de informantes: reentrevistados (n=13), seus descendentes (n=12) e informantes-chave atuais (n=4), selecionados pelo método bola-de-neve. Foram calculadas as médias de citação por grupo de informantes e o coeficiente de Jaccard para verificar o índice de similaridade entre as listas de espécies levantadas. Na listagem livre foram citadas 98 plantas medicinais, distribuídas em 37 famílias botânicas. Dentre essas citações estão plantas cultivadas, extraídas e compradas. As plantas mais citadas pelos grupos de informantes foram: malva (Malva parviflora L.) e maçanilha (Chamomilla recutita (L.) Rauschert) pelos reentrevistados; hortelã Mentha spp. e boldo (Plectranthus barbatus Andrews) pelos descendentes; e alecrim (Rosmarinus officinallis L.) e erva-cidreira (Melissa officinalis L.) pelos informantes-chave. A folha é a parte da planta mais utilizada por todos os grupos e o modo de preparo mais comum é a infusão, seguido de decocção. O aprendizado sobre as plantas se dá principalmente através das relações familiares e de amizade, além de outras fontes de informação, como benzedeiras, programas de televisão, livros, entre outras. Dentre os grupos estabelecidos, o de informantes-chave atuais foi o que maior média de citações apresentou (21,5±4,33), ficando os outros grupos mais próximos entre si, sendo a média dos reentrevistados 12,77±3,48 e dos descendentes 11,83±3,60. As listas mais semelhantes entre si foram a dos reentrevistados e seus descendentes (Sj=0,54; ou aproximadamente 54% de similaridade, Tab. 1) e as menos semelhantes foram a dos informantes originais comparada com a dos informantes-chave e com a dos seus descendentes (Sj=0,37; 37% de similaridade). As pessoas continuam conhecendo e utilizando as plantas, mesmo com as transformações no modo de vida e o acesso ao serviço público de saúde e aos remédios industrializados. Observou-se que muitas plantas citadas não são facilmente encontradas nas comunidades e algumas são obtidas apenas através da compra
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
O Conhecimento sobre plantas medicinais em unidades de conservação de uso sustentável no litoral de SC: da etnobotânica ao empoderamento de comunidades rurais
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2011O estabelecimento de unidades de conservação é uma das principais estratégias adotadas para a conservação in situ da biodiversidade. Diversos estudos vêm demonstrando a importância do envolvimento das populações tradicionais no processo de conservação e também da valorização do conhecimento tradicional para as estratégias de manejo da biodiversidade. No município de Imbituba (SC-Brasil), comunidades de agricultores e pescadores tradicionais estão organizadas e buscam garantir o acesso ao território e a valorização e manutenção de seus modos de vida tradicionais através da criação de unidades de conservação de uso sustentável. Este estudo teve como objetivo principal investigar o conhecimento sobre plantas medicinais em duas unidades de conservação de uso sustentável em processo de criação, contribuindo para o entendimento das relações entre etnobotânica, manejo de biodiversidade, conservação in situ e empoderamento de comunidades rurais. Para a coleta de dados etnobotânicos de plantas medicinais utilizou-se entrevistas estruturadas, listagens-livres, turnês-guiadas, coleta de material botânico e ferramentas participativas. Os informantes-chave foram selecionados com base no método bola-de-neve. Para a coleta de dados sobre empoderamento utilizou-se entrevistas com unidades familiares, lideranças e agentes externos, além de oficinas com a comunidade e lideranças locais. Foram registradas 197 espécies de plantas medicinais, pertencentes a 70 famílias botânicas. As plantas medicinais são utilizadas principalmente para tratar transtornos do sistema digestório e afecções ou dores não definidas. O gênero e a forma de aprendizagem foram fatores que influenciaram significativamente a similaridade do conhecimento de plantas medicinais entre os informantes. Também observou-se a existência de um pluralismo terapêutico entre os informantes chave, utilizando recursos terapêuticos dos sistemas tradicionais e da medicina moderna. Das espécies de plantas medicinais citadas, 86 foram identificadas como nativas pelos informantes da área proposta para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável dos Areais da Ribanceira. Agricultores dos Areais da Ribanceira selecionaram dez plantas medicinais nativas como mais importantes: arnica (Calea uniflora Less.), cavalinha (Equisetum giganteum L.), cipó-mil-homens (Aristolochia triangularis Cham.), espinheira-santa (Zollernia ilicifolia (Brongn.) Vogel e/ou Maytenus aquifolium Chodat), gervão-roxo (Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl), guaco (Mikania cf. laevigata Sch. Bip. ex Baker), marcela-do-campo (Achyrocline satureioides (Lam.) DC.), menstruz (Coronopus didymus (L.) Sm.), quina-do-mato, e salsa-parrilha (Dioscorea altissima Lam.). A maioria das plantas foi classificada pelos informantes como possuindo alta disponibilidade ambiental e também sob alta intensidade de extração, mas cabe ressaltar que a extração é principalmente para uso familiar. As matas de restinga e de encosta de morros são os ambientes mais utilizados para extração destas plantas. Em relação ao empoderamento, a comunidade dos Areais da Ribanceira apresentou valores superiores em relação ao domínio sócio-cultural do que o político/legal e econômico. A ameaça de perda do território foi a principal motivação que permitiu a organização da comunidade e diversas atividades de manejo comunitário que colaboraram para o empoderamento local. O conhecimento sobre plantas medicinais e a situação de empoderamento local ressaltam a importância de envolver estas comunidades em estratégias de conservação in situ. Além disso, é de extrema importância regulamentar o acesso ao território e ao uso de recursos por estas comunidades através da criação de unidades de conservação de uso sustentável, como forma de garantir a manutenção dos modos de vida tradicionais e do conhecimento associado
- …
