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    Tradução e validação para a população portuguesa da Individual Workload Perception Scale - Revised

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    As condições de trabalho dos enfermeiros têm vindo a ser alvo de preocupação e interesse crescentes por parte dos investigadores e gestores, por serem impulsionadoras da qualidade dos cuidados e dos níveis de satisfação dos profissionais e dos clientes. Neste sentido, o ambiente da prática de enfermagem é fortemente influenciado pelos comportamentos, produtividade, motivação e satisfação dos profissionais. Para a existência de um ambiente favorável é necessário que todos estes aspetos se desenvolvam e prosperem. A área da enfermagem é reconhecida pelos elevados níveis de stress associados ao ambiente de trabalho. Os enfermeiros estão constantemente sujeitos a riscos psicossociais com impacto a nível físico, psicológico e social, decorrentes de fatores de sobrecarga de trabalho, interação e conflitos com os pares ou outros profissionais, horários por turnos, carência de recursos materiais/técnicos/humanos e exigências emocionais inerentes ao contacto direto com os clientes. As tentativas de descrever esta questão complexa da carga de trabalho em enfermagem têm-se concentrado em medidas objetivas, tais como: horas por dia de cuidados de enfermagem ao cliente, e níveis de dependência do cliente determinados pela quantidade de cuidados realizados durante um certo período. Estes métodos não têm em conta a experiência e as competências dos profissionais de saúde, nem os problemas com o suporte do enfermeiro gestor/pares e as limitações dos recursos. A escala Individual Workload Perception Scale – Revised (IWPS-R) foi desenvolvida para ser um instrumento que avalia a satisfação dos enfermeiros relativamente à sua carga de trabalho. Deste modo, o objetivo do presente estudo é adaptar culturalmente/ linguisticamente e validar a escala IWPS-R, dando origem à versão portuguesa da mesma. Para tal, recorreu-se a um estudo do tipo quantitativo, observacional e descritivo transversal, sendo o instrumento validado numa amostra de 323 enfermeiros pertencentes a um centro hospitalar. A sua aplicação decorreu desde 10 a 26 de fevereiro, sendo a maioria da amostra pertencente ao sexo feminino (87,3%) e a média de idades a situar-se no intervalo de idades dos 30 aos 39 anos. Para validação do questionário foi solicitada autorização à autora da escala IWPS-R original, bem como ao Conselho de Administração e Comissão de Ética da instituição envolvida. A fiabilidade foi garantida através da determinação da consistência interna, tendo sido testada através do Alfa de Cronbach onde se obteve 0,9, com exclusão de 8 itens. A validade de conteúdo foi garantida pela realização do teste de compreensão e a validade de construto através da análise fatorial, cuja análise de componentes principais deu origem a uma matriz constituída por cinco fatores: Suporte do Enfermeiro Gestor, Suporte da Equipa, Carga de Trabalho, Recursos da Organização, Intenção de Permanecer. A IWPS-R revelou ser um instrumento adequado para ser aplicado no contexto cultural português, através das suas características psicométricas.Nurses´ working conditions have been the subject of growing concern and interest for researchers and managers, as these conditions drive the quality of care and the levels of satisfaction of professionals and clients. In this sense, the nursing practice environment is strongly influenced by the behaviors, productivity, motivation and satisfaction of professionals. For a favorable environment, all these aspects must develop and prosper. The nursing job is recognized for the high levels of stress associated with the work environment. There are psychosocial risks inherent to the nursing practice, with a physical, psychological and social impact on the professionals, due to work overload factors, conflicts with peers or other professionals, shift schedules, lack of material/technical/human resources, and emotional demands associated to the direct contact with customers. Attempts to describe the complex issue of nursing workload have focused on objective measures, such as: hours per day of nursing client care, and client dependency levels determined by the amount of care performed over a given period. However, these methods don´t consider relevant aspects, like the experience and skills of the professionals, limited support from nurse manager/peers, and resource limitations. The Individual Workload Perception Scale – Revised (IWPS-R) was developed to be an instrument that assesses nurses' satisfaction with their workload. Thus, the objective of the present study is to culturally/linguistically adapt and validate the IWPS-R scale, so it can be developed the Portuguese version of it. In order to achieve this, the instrument was validated in a sample of 323 nurses from a hospital center, through a quantitative, observational and descriptive/cross-sectional study. Its application took place from the 10th to the 26th of February, with the majority of the sample belonging to the female sex (87.3%) and the average age between 30 to 39 years. For validation of the questionnaire, it was requested authorization from the original IWPS-R scale´s author, as well as from the Directors´ Board and the Ethics Committee of the institution involved. Reliability was guaranteed by the determination of internal consistency, through the measure of Cronbach's Alpha, where 0.9 was obtained and 8 items were excluded. Content validity was guaranteed by carrying out the comprehension test. Construct validity, in turn, it was assured through factor analysis, whose main components analysis gave rise to a five factors matrix: Support from the Nurse Manager, Team Support, Workload, Organization Resources, and Intent to Stay. It was proved that the IWPS-R is a suitable instrument for application in the Portuguese cultural context, through its psychometric characteristics

    Efetividade de um programa de intervenção de enfermagem na gestão de sintomas e na adesão à terapêutica antirretrovírica na pessoa com infeção VIH/sida

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    Tese de doutoramento, Enfermagem, Universidade de Lisboa, com a colaboração da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 2019A gestão efetiva de sintomas é considerada uma componente essencial da prática dos cuidados de enfermagem para diferentes condições clínicas, mas toma um carácter particular nas doenças crónicas (Sidani, 2001), como é o caso da Infeção por VIH. A natureza debilitante e os efeitos desagradáveis dos sintomas sublinham a importância da sua adequada gestão. A necessidade sentida de um programa estruturado de intervenção de enfermagem surge da revisão sistemática da literatura associada à sua importância na autogestão de sintomas (Tsai, Holzemer & Leu, 2005; Chiou, P. et al, 2004) bem como na adesão à terapêutica antirretrovírica (Cooper,V. et al., 2009; Enriquez, M., et al.,2009; Ramirez-Garcia& Cotê, 2009; Cotê, J. et al., 2008; Heneghan, Glasziou& Perera,2008; Haynes, R. et al.,2008). Assim sendo, a finalidade desta investigação foi desenvolver um programa de intervenção de enfermagem que demonstre os seus efeitos na gestão de sintomas e consequentemente na adesão à terapêutica antirretrovírica na pessoa com Infeção por VIH. O Estudo I, constitui-se num estudo exploratório, transversal e descritivo, com 374 pessoas com mais de 18 anos, infetadas por VIH, a fazer terapêutica antirretrovírica há pelo menos seis meses, seguidas na Consulta de Doenças Infeciosas de um Hospital de um Centro Hospitalar da Região de Lisboa e o Estudo II em que foi escolhida uma amostra de diversidade de 116 participantes do Estudo I, cujos critérios de inclusão eram carga viral> 200 cp/μl (62 participantes); nº de células CD4+ <200 células/mm3 (43 participantes) e não adesão à TARV por simples esquecimento (11 participantes). Os objetivos do estudo I foram: identificar características sociodemográficas dos participantes; avaliar a frequência e a intensidade dos sintomas mais comuns associados à Infeção VIH nos participantes do estudo; avaliar os 3 sintomas mais frequentes na amostra e incluir outros pela literatura e comportamento estatístico nomeadamente análise fatorial ; identificar que estratégias são utilizadas pelos próprios na gestão desses sintomas e como funcionam; avaliar a adesão à terapêutica antirretrovírica; avaliar a auto-percepção do estigma nos participantes do estudo e identificar os participantes com carga viral mais elevada, maior número de sintomas e menor adesão à terapêutica. Relativamente ao estudo II, fase 1 os objetivos foram: avaliar a caracterização sociodemográfica dos participantes; avaliar a frequência e a intensidade dos 5 sintomas em estudo na amostra final; identificar que estratégias são utilizadas pelos próprios na gestão desses sintomas e o seu nível de funcionamento; avaliar a adesão à terapêutica antirretrovírica nesses participantes e aplicar um manual de gestão de sintomas, após esclarecimento do seu funcionamento. Na fase 2, que aconteceu dois meses após a fase 1, foram objetivos: identificar as alterações na frequência e na intensidade dos 5 sintomas; identificar as alterações nas estratégias utilizadas pelos próprios na gestão dos sintomas e no seu nível de funcionamento e avaliar as alterações na adesão à terapêutica antirretrovírica nesses participantes. Em relação ao estudo I, evidenciaram-se como principais sintomas: a ansiedade (69%), o medo e preocupações (66,6%), fadiga (61%), a depressão (54%) e as dores de cabeça (38,5%). Quanto à falta de adesão no último mês, 25,7% referem o simples esquecimento, 28,6% nunca deixaram de tomar a terapêutica e 28,6%, a última vez que falharam foi há mais de três meses. A adesão à terapêutica é superior nas pessoas que têm rendimento pouco suficiente (26,8%) e a diferença é estatisticamente significativa (Pearson Chi-Square 33,857; p<0.000). Quanto à perceção do estigma, os resultados demonstram que os participantes não foram submetidos a situações de estigma e discriminação nos últimos três meses. No que se refere ao estudo II, fase I, a amostra ficou reduzida a 73 participantes com sintomas de ansiedade (100%), fadiga (100%), medo e preocupações (98,6%), depressão (94,5%) e dores de cabeça (68,5%). A maioria, 95,9%, refere nunca ter falhado a terapêutica, 24,7% toma a terapêutica como aprenderam, “todas as vezes”, 57,5% referiram respeitar as instruções específicas, 91,8% referiram que não se esquecem de tomar a terapêutica ao fim-de semana, 28,8% referiram “nunca ter deixado de tomar” e 28,8% referiu ter sido “há mais de três meses”. Quanto ao motivo da não toma, em 15% foi o simples esquecimento. No final da fase 1, introduziu-se o manual de gestão de sintomas (intervenção educativa) com avaliação pré e pós intervenção Dos 66 participantes, 52,1% utilizaram o manual. 90,4% referiram medo e preocupações, 83,6% referem ansiedade e fadiga, 79,5% depressão e 47,9% dores de cabeça. A maioria, 93,8%, refere nunca ter falhado a terapêutica, 24,6% toma a terapêutica como aprenderam, “todas as vezes”, 52,1% referiram respeitar as instruções específicas, 83,6% referiram que não se esquecem de tomar a terapêutica ao fim-de-semana, 26% referiram “nunca ter deixado de tomar” e 35,6% referiu ter sido “há mais de três meses”. Quanto ao motivo da não toma, em 28,8% mantém-se o simples esquecimento. Quanto à avaliação pré e pós intervenção relativa ao uso do manual de estratégias de gestão de sintomas, com o uso do teste de Wilcoxon, as diferenças mostraram ser estatisticamente significativas nos sintomas ansiedade (W S=205.50, p<0.000); medo e preocupações (W S=100.50, p <0.009) e fadiga (W S=65.00, p<0.019), confirmando o constructo teórico de que o uso do manual melhorou estes três sintomas. Por outro lado, o uso do manual ajudou a diminuir as falhas na toma da terapêutica antirretrovírica, com diferenças estatisticamente significativas (W S=179,50, p<0,004). A consulta de enfermagem é o contexto de cuidados, onde a intervenção de enfermagem contribuiu para uma melhor gestão de sintomas e adesão à terapêutica antirretrovírica na pessoa com infeção por VIH, que deve merecer uma maior atenção a nível hospitalar mas também, e sobretudo, a nível da organização dos cuidados de saúde primários. Este permitirá ter uma atenção individualizada para com a pessoa infetada, com um plano de intervenção de cuidados de enfermagem, através do enfermeiro de família. Os estudos evidenciaram que a gestão de sintomas é um indicador sensível aos cuidados de enfermagem, onde a intervenção do enfermeiro, numa consulta de enfermagem, qualquer que seja o local onde ela se realize, privilegia a qualidade da comunicação e relação com a pessoa doente e a ajuda a melhorar a gestão dos seus sintomas, bem como a adesão à terapêutica antirretrovírica

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Educação Parental e a prevenção intersetorial em Saúde Pública: A promoção do desenvolvimento da parentalidade positiva no Brasil

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    Tese de doutoramento do programa Inter-universitário de Doutoramento em Psicologia, apresentada à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de CoimbraEnquadramento: Intervenções sistemáticas e baseadas em evidência (ISBE) para a promoção da parentalidade positiva em países em desenvolvimento, como o Brasil, e adaptações culturais necessárias para a implementação dessas intervenções, ainda são escassas na literatura. Este estudo qualitativo buscou identificar necessidades de suporte social parental (SSP) formal no contexto brasileiro, para famílias em condições de estresse tóxico (ET), com crianças na primeira infância, com desenvolvimento típico e com desenvolvimento atípico (e.g. transtornos do espectro autista), a partir das percepções de diferentes atores sociais, incluindo crianças. Adicionalmente, buscou-se compreender percepções culturais sobre o exercício da parentalidade visando identificar possíveis adaptações necessárias para implementação de ISBE em parentalidade positiva para a cultura brasileira. Método: O recurso de entrevistas semi estruturadas foi utilizado para os grupos de adultos participantes e um teste semiprojetivo foi desenvolvido para acesso à percepção das crianças. Foram selecionados cinco grupos de adultos (representantes e formuladores de políticas; figuras parentais de crianças com desenvolvimento típico; figuras parentais de crianças com desenvolvimento atípico; educadores de infância; profissionais de saúde mental) e um grupo de crianças. O grupo dos políticos foi constituído por 11 representantes políticos e formuladores de políticas públicas para a criança e a família no Brasil. Para aceder às percepções dos outros grupos, realizou-se observação participante e entrevistas, durante nove semanas, em duas instituições que servem famílias em adversidade na cidade do Rio de Janeiro: uma creche e um serviço de saúde mental para a infância (Centro de Atenção Psicossocial Infantil - CASPSi). Foram entrevistadas, na creche, 9 figuras parentais de crianças com desenvolvimento típico (FPDT), 6 educadores de infância, além de 14 crianças entre 3 e 4 anos. No CAPSi foram entrevistadas 17 figuras parentais de crianças com desenvolvimento atípico (FPDA) e 11 profissionais de saúde mental, totalizando 68 participantes. As figuras parentais e crianças deste estudo se encontram em sua maioria no limiar da pobreza. Os dados foram analisados com análise temática e com auxílio do software NVivo. Resultados: O programa Bolsa Família tem atuado como método de identificação de necessidade de SSP. A implementação de projeto piloto de ISBE para a infância, para prevenção de uso de drogas, evidenciou a necessidade de adaptações culturais de ISBE no contexto brasileiro, no âmbito político e em aspectos das intervenções. Adicionalmente, foi identificada, pelos representantes políticos, a necessidade de intervenções para orientação parental e promoção de práticas parentais positivas para famílias em condições de ET. A normatização intrafamiliar e social de práticas parentais negativas mantém o risco da criança na família. A não identificação de sintomas de ET na criança tende a agravar o risco de desenvolvimento pleno de suas potencialidades. FPDA apresentam sintomas de ET crônicos e acumulados. As crianças apresentaram sintomas de ET e dificuldades para acesso ao SSP formal. Conclusões: É necessário o treinamento em habilidades parentais e aumento da eficácia do SSP formal no âmbito do monitoramento social do bem estar da criança na primeira infância. Profissionais na comunidade devem ter o treinamento específico para o SSP formal em instituições de acesso à família em condições de ET para contenção dos sintomas e agravamento do risco da criança. Políticas intersetorias para promoção de uma atitude parental positiva na primeira infância e ISBE para o desenvolvimento do exercício parental positivo são uma necessidade urgente para crianças em condições de adversidade e FP no Brasil.Background: There are still few research regarding systematic and evidence based interventions (SEBI) in developing countries, such as Brazil, to promote positive parenting. There are also few studies on the necessity of cultural adaptation for the intervention’s implementation. This qualitative study aims to identify formal parental social support (PSS) needs, for families in toxic stress (TS) conditions, with children in early childhood, with typical or atypical (e.g. autism spectrum disorders) development, by means of assessing different social actors’ perceptions of PSS, including children. Additionally, it aims to understand cultural perceptions of parental exercise, in order to identify possible adaptions needed for implementation of SEBI in positive parenting in Brazilian culture. Method: Semi structured interviews were used for participants in groups of adults. A semi projective test was developed to access children’s perception. Five groups of adults were selected (political representatives and policymakers; parental figures of typical development children; parental figures of atypical development children; early childhood educators; mental health professionals) and one group of children. The first group was composed of 11 political representatives and policymakers for family and children in Brazil. In order to access perceptions of other groups, it was used participant observations and interviews, during nine weeks in two institutions, which work with families living in adversity settings in the city of Rio de Janeiro: a daycare center and a mental health center for infancy (Infancy Center for Psychosocial Attention - CAPSi). At the daycare center were interviewed 9 parental figures with children on typical development (PFTD), 6 early childhood educators, and 14 children between 3 and 4 years old. At the CAPSi were interviewed 17 parental figures with children with atypical development (PFAD) and 11 mental health professionals, totalizing 68 participants. The parental figures and children from this study are in majority almost in poverty, but not poor. The data was analyzed with thematic analysis and NVivo software. Results: Bolsa Família program has play a role as an identification method of PSS needs. The implementation of a SEBI pilot project for drug prevention in infancy evinced the need of cultural adaptation for these interventions in the Brazilian context, regarding policies and some aspects of the intervention. Additionally, political representatives identified needs for parental guidance and promotion of positive parental practices for families in TS conditions. Intrafamiliar and social normatization of negative parental practices sustain the risk for the child inside the family. Not identifying the symptoms of child’s TS tend to aggravate the risk of full development of child’s potentialities. PFAD showed chronic and accumulated TS symptoms. Children presented symptoms of TS and difficulties to access formal PSS. Conclusions: It is necessary to develop training in parenting skills and enhance the efficacy of PSS regarding to social monitoring of the child’s well being during early childhood. Professionals at community settings should have specific training on PSS. Institutions that have access to families in TS conditions could use SEBI to contain TS symptoms and to avoid increasing risks for the child. Intersectoral policies to promote positive parenting in early childhood and SEBI for the development of a positive parental exercise are an urgent need for children and PF, in adverse settings, in Brazil.Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior - CAPES - n.º 1696/13-

    Avaliação da satisfação profissional dos enfermeiros de um Agrupamento de Centros de Saúde da Região de Lisboa

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    A satisfação profissional é um conceito de difícil definição, por refletir as experiências e as perceções de cada profissional, que são influenciadas pela sua vida pessoal. Na área da saúde, nomeadamente em Cuidados de Saúde Primários, este construto tem especial relevância pelo impacto que a satisfação profissional poderá ter na relação com a pessoa/família/comunidade ao longo da vida. O presente estudo pretende avaliar o grau de satisfação, relacionando-a com as caraterísticas socio demográficas e profissionais tendo em conta o atual contexto, através de um estudo quantitativo, descritivo, observacional e transversal. A satisfação com o trabalho foi avaliada através da aplicação da “Escala de Satisfação dos Enfermeiros com o Trabalho” validada para a população portuguesa por João, Alves, Silva, Diogo & Ferreira (2017b). A amostra foi constituída por 89 enfermeiros a exercer funções num Agrupamento de Centros de Saúde da Região de Lisboa. A metodologia estatística incluiu estatística descritiva simples e análise inferencial. A maioria dos participantes foram do género feminino (93,3%, N=83); com idade superior a 40 anos (87,6%, N=78); possuíam licenciatura ou grau superior (92,1%, N=82); a proporção de enfermeiro e enfermeiro especialista é igual (48,3%, N=43); a maioria tem mais de 21 anos de experiência (70,7%, N=63) e menos de 20 anos de exercício no ACES (82,0%, N=73); uma parte considerável exerce funções de gestão de programas e/ou de unidades funcionais (39,3%, N=35). Quanto ao vínculo com a entidade salienta-se o CITFP (93,3%, N=83) e um horário fixo (46,1%, N=41). Globalmente, a satisfação é moderada (91,0%, N=81). Relativamente às dimensões da Satisfação Total, estavam moderadamente satisfeitos com a organização e recursos (82,2%, N=73); seguindo-se a satisfação com as chefias (77,5%, N=69); insatisfeitos com a valorização e renumeração salarial (56,2%, N=50); seguindo-se a satisfação com as dotações (27,0%, N=24). As fontes de satisfação mais representativas foram a satisfação com os colegas (48,3%, N=43) e com a valorização profissional (29,2%, N=26).Job satisfaction is a difficult concept to define as it reflects each professional’s experiences and these are affected by their personal lives. In the health care area, namely in Primary Health Care, this construct is particularly relevant due to the impact that job satisfaction may have on the relationship with the person/family/community throughout life. The present study aims to assess the degree of satisfaction, relating it to socio demographic and professional characteristics, taking into account the current context, through a quantitative, descriptive, observational and cross-sectional study. Job satisfaction was assessed through the “Nurses’ Job Satisfaction Scale” application validated for the Portuguese population by João, Alves, Silva, Diogo & Ferreira (2017b). The sample consisted of 89 working nurses of a Group of Health Centers in the Lisbon Region. Statistical method included simple descriptive statistics and inferential analysis. Most participants were female (93.3%, N=83); aged over 40 years (87.6%, N=78); had a degree or higher (92.1%, N=82); the proportion were equal between nurse and specialist nurse (48.3%, N=43); most have more than 21 years of experience (70.7%, N=63) and less than 20 years of experience in Group of Health Centers (82.0%, N=73); a considerable part perform roles as of program management and/or functional units (39.3%, N=35). As for the link with the contractual entity, the public job contract (93.3%, N=83) and a fixed schedule (46.1%, N=41) stand out. Overall, satisfaction is moderate (91.0%, N=81). Regarding the total satisfaction dimensions, they were moderately satisfied with the organization and resources (82.2%, N=73); followed by satisfaction with the managers (77.5%, N=69); dissatisfied with the appreciation and remuneration salary (56.2%, N=50); followed by satisfaction with staff (27.0%, N=24). The most representative sources of satisfaction were satisfaction with colleagues (48.3%, N=43) and with professional appreciation (29.2%, N=26)

    A importância atribuída pelos enfermeiros ao empowerment do doente na relação terapêutica enfermeiro/doente

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    Dissertação de Mestrado em Comunicação em Saúde apresentada à Universidade AbertaO empowerment consiste num processo em que o doente adquire um maior poder e controlo sobre a sua vida, proporcionado quer por um ganho de conhecimentos como pelo desenvolvimento de competências, que lhe permitem a tomada de decisão e uma participação efectiva no seu projecto de saúde. Este processo pode assim ser utilizado intencionalmente pelo enfermeiro como uma ferramenta promotora da relação terapêutica. A questão central do estudo é: “Qual a importância atribuída pelos enfermeiros ao empowerment do doente na relação terapêutica enfermeiro/doente?” Este estudo é do tipo tipo exploratório, descritivo-correlacional e transversal, com as vertentes qualitativa e quantitativa, desta forma, não tem pretensão dos seus resultados serem extrapolados para o universo mas sim, de compreender as percepções dos enfermeiros relativamente à problemática do empowerment. A metodologia utilizada tem as vertentes qualitativa e quantitativa. Sendo que, através das entrevistas a informantes qualificados emergiram um conjunto de dimensões do conceito de empowerment. O conjunto formado por estas dimensões e as existentes no modelo de Gibson (1991) serviu de base para a construção do instrumento de colheita de dados. A amostra é constituida por 30 participantes, enfermeiros de seis unidades clinicas de um centro hospitalar da região de lisboa. Através da análise de dados quantitativos e qualitativos é possivel concluir que : As dimensões emergentes do empowerment identificadas pelos enfermeiros como importantes são: Parceria, Disponibilidade e o Dar Informação. Os enfermeiros reconhecem uma elevada importância atribuída ao empowerment na relação terapêutica com o doente, que estes resultados podem estar relacionados com o desejável socialmente e nos pressupostos da boa prática professional. Empowerment is a process in which the patient acquires more power and control on his life, provided by an addition of knowledge and development of skills, which allow him to take decisions and participate in his project of health. This process can be intentionally used by the nurse as a promoting tool of the therapeutic relation. The central question of the study is: “Which is the importance given by the nurses to the empowerment of the patient in the therapeutic relation nurse/patient?” The nature of this study is exploratory, descriptive co-relational and multidisciplinary, gathering qualitative and quantitative aspects, and aims to explore, describe and cross the information acquired, its intention is not to see its results overstepped worldwide but to understand the perceptions of the nurses concerning the empowerment discussion. The interviews to qualified informants surfaced a set of dimensions of the concept of empowerment. The set formed by these dimensions and the existent ones in the model of Gibson (1991) were used to construct the instrument of data gathering. The sample is made of 153 participants, nurses of five medical services from a hospital in the Lisbon district. Through the assessment of quantitative and qualitative data it was possible to conclude that: The nurses recognize that empowerment is very important in the therapeutic relation and that its results are directly connected with social expectations and the aims of good practice. -The most important dimensions of empowerment identified by the nurses are: partnership, availability and giving information

    Coaching na gestão em enfermagem

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    Mestrado, Gestão em Enfermagem, 2012, Escola Superior de Enfermagem de LisboaA liderança Coaching é uma importante estratégia para incentivar o desenvolvimento profissional, bem como uma grande força impulsionadora da responsabilidade, organização, qualidade dos cuidados, do suporte, e da afirmação do potencial humano. A sua essência é o desenvolvimento das competências para o alcance de metas. O objectivo geral do presente estudo, Coaching na Gestão em Enfermagem, é caracterizar a prática do Coaching na gestão em enfermagem, através da percepção dos gestores de enfermagem. Os objectivos específicos são definir Coaching na perspectiva dos enfermeiros gestores e aplicado à profissão de enfermagem e caracterizar o desenvolvimento do processo de Coaching na gestão em enfermagem. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo e com uma abordagem qualitativa. Recorremos à técnica da entrevista semi estruturada, com uma abordagem qualitativa, optando pela análise de conteúdo. Os resultados mostram que relativamente ao perfil das enfermeiras na sua totalidade estas ocupam cargos de líderes na estrutura hierárquica de enfermagem, são do sexo feminino, encontram-se numa população heterogénea em relação á idade, tempo de graduação e de tempo de atuação na instituição. Infere-se que em aproximadamente cinco anos de experiência profissional como enfermeiras interlocutoras na sua prática as entrevistadas não aplicam a liderança Coaching, embora tenham desenvolvido competências de gestão em contexto académico. Só no momento da entrevista é que ouviram falar primeira vez de Coaching. Na sua globalidade existe um entendimento por parte das entrevistadas da liderança Coaching, como sejam uma ―intervenção voltada para a ação‖, resultante da relação entre duas entidades (pessoa ou conjunto organizado de pessoas), que visam o ―aperfeiçoamento e a superação profissional e pessoal‖ através do potencial não utilizado, promovendo a produtividade no trabalho e consequentemente a qualidade de vida no trabalho. Na opinião das entrevistadas identificou-se que a influência da liderança Coaching, é sentida como tendo um papel determinante no ―desenvolvimento de liderança‖, na ―melhoria da comunicação‖ e nos ―desempenhos profissionais‖, tal como foi identificado no estudo realizado por Cardoso et al (2011). Quanto aos beneficios do processo de coaching na óptica do gestor de enfermagem foram reconhecidos como mais representativos: a ―melhoria de desempenhos‖, a ―realização pessoal/equipa‖ e o ―bem-estar do gestor e equipa com alto impacto na produtividade, no compromisso com os objectivos e obtenção de resultados. As entrevistadas referenciaram inúmeras dificuldades, com relevância na ―ausência de investimento nos recursos humanos‖, na ―melhoria de desempenhos‖, na ―descoberta de potencial‖, na ―gestão de competências‖ e no ―reconhecimento real de cada um dos seus colaboradores‖. Isto justifica-se pelo facto da liderança Coaching ser uma prática recente e ainda existir uma falta de enquadramento organizacional e por isso poucos estudos de investigação, tal como na literatura. O estudo exploratório pretende ser o ponto inicial de visibilidade do Coaching na prática de Enfermagem, sendo um contributo para a ―nova‖ liderança na enfermagem no âmbito dos cuidados de saúde primário

    Gestão de cuidados de enfermagem : das práticas dos enfermeiros chefes à qualidade de cuidados de enfermagem

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    Tese de doutoramento, Enfermagem, Universidade de Lisboa, com a colaboração da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, 2015As mudanças que se têm verificado na gestão das organizações de saúde impõem que os papéis desempenhados pelas chefias de enfermagem sejam clarificados de modo a compreender a sua contribuição para a gestão dos seus recursos, dos processos de cuidados e para a qualidade dos cuidados que se prestam. A presente investigação centra-se nas práticas de gestão de cuidados dos enfermeiros chefes e pretende compreender quais as práticas destes profissionais neste âmbito e de que forma estas contribuem para a qualidade dos cuidados de enfermagem. A investigação, de caráter qualitativo, decorreu em três fases. A primeira teve como objetivo identificar as imagens dos enfermeiros de cuidados gerais associadas ao papel dos enfermeiros chefes como gestores de cuidados. Recorreu-se à metodologia das representações sociais como suporte teórico e de análise de dados. Utilizou-se um instrumento de recolha que permitiu a aplicação da técnica de associação livre de palavras a enfermeiros de cuidado gerais. A segunda fase teve como objetivo identificar as dimensões auto percecionadas pelos enfermeiros chefes do seu papel como gestores de cuidados. Foram entrevistados todos os enfermeiros chefes de serviços de internamento de um Hospital da região de Lisboa. Na terceira fase da investigação realizou-se um estudo de caso, num serviço de internamento do mesmo Hospital onde se pretendeu analisar a contribuição das práticas de gestão de cuidados dos enfermeiros chefes para a qualidade dos cuidados de enfermagem. Recorreu-se à observação participante, análise documental e entrevistas informais e semiestruturadas como técnicas de recolha de dados. Da análise dos dados obtidos nas três fases constatou-se ser a gestão de cuidados um processo complexo e multidimensional. O sentido atribuído aos cuidados de enfermagem e os “saberes recursos” dos enfermeiros chefes surgiram como orientadores das práticas de gestão de cuidados. O ser líder e “ser presença” foram identificados como atributos fundamentais para a operacionalização deste processo. Os dados apontam que as intervenções no âmbito da gestão de cuidados contribuem para a qualidade do ambiente de cuidados, das práticas dos enfermeiros e do processo de cuidados.The changes that have occurred in health management organizations require that the roles played by nurse’s managers should be clarified in order to understand their contribution to the management of organizational resources, the care processes and the quality of nursing care. This research focuses on the head nurses care management practices and aims to understand the nature of such practices, as well as how these may contribute to the quality of nursing care. This qualitative research took place in three phases. The first aimed at identifying the images of general care nurses associated with the role of head nurses as care managers. We have resorted to the methodology of social representations as a theoretical support and for the data analysis. We used a collection instrument that allowed the application of the technique of free word association as applied to general care nurses. The second phase aimed at identifying the self-perceived dimensions by head nurses as far as their role as care managers is concerned. We interviewed all head nurses in inpatient services in a hospital in the Lisbon region. In the third phase of the investigation, we proceeded to a case study in an inpatient service, in the same hospital, where we aimed at assessing the contribution of care management practices on the part of head nurses as they relate to the quality of nursing care. We used participant observation, document analysis, and informal and semi-structured interviews as data collection techniques. Based on the triangulation of data from these three phases, we found that the management of nursing care is a complex and multidimensional process. The meaning attributed to the nursing care and the “knowledge resources” of head nurses have emerged as guiding the care management practices. Being a leader and being a presence were identified as key attributes for operationalize this process. The data indicate that care management interventions contribute to the quality of the care environment, the practices of nurses and of the care process

    impacto das medidas do Plano Nacional de Segurança do Doente

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    No âmbito do protocolo de colaboração entre a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL) e a Direção Geral da Saúde (DGS) realizou-se uma avaliação do do Plano Nacional de Segurança do Doente (PNSD) 2015 -2020. Na presente dissertação faz-se a análise do objetivo estratégico 9 do referido plano “Prevenir e controlar as infeções e as resistências aos antimicrobianos” através do acesso à base da DGS com os dados do PNSD de 2015 a 2019 inclusive. Objetivo: Responder à questão “Qual o nível de implementação do objetivo estratégico 9.º do PNSD 2015-2020?”. Nesse sentido procurou-se compreender nomeadamente em relação às metas estabelecidas se foi possível “atingir uma taxa de prevalência de infeção hospitalar de 8%” e “uma taxa de MRSA de 20%”; bem como reduzir “em 50%, face a 2014, o consumo de antimicrobianos”, ” de carbapenemes” e “de quinolonas. Metodologia: Estudo quantitativo e retrospetivo resultante de um instrumento em forma de questionário, aplicado pela DGS às instituições do SNS de Portugal continental junto das suas Comissões da Qualidade e Segurança (CQS). Resultados: Os dados obtidos permitem relacionar as várias questões com o objetivo em estudo, enquadrando-se em várias dimensões, nomeadamente a vigilância epidemiológica das infeções descritas previamente, o controlo da administração de antibioterapia e o feixe de intervenções adotado e a adotar. Destacam-se alguns resultados, como a evolução favorável e maioritariamente sim na monitorização das IACS e de acordo com os programas de vigilância europeia e nacional, embora se assuma noutra questão que esta vigilância não assume um carater frequente na maioria das instituições; verifica-se, efetivamente, uma redução na taxa infeções associadas a MRSA. Ainda neste contexto, apesar de se compreender respostas maioritariamente negativas na implementação da norma da DGS/PPCIRA para a prevenção e controlo de MRSA, simultaneamente denota-se um aumento progressivo de respostas positivas, assinalando-se uma tendência para a melhoria de resultados, embora seja possível perceber que as respostas negativas estão interligadas com a ausência na aplicação de uma avaliação do risco individual na admissão. Observa-se, também, que as instituições têm implementado um programa de apoio à prescrição de antimicrobianos, verificando-se uma resposta favorável, por exemplo, na diminuição do consumo de quinolonas. Em termos da adoção de feixe de intervenções verifica-se um aumento no número de instituições que identifica esse feixe na prevenção da infeção do local cirúrgico, bem como uma maior monitorização da adesão dos profissionais à higienização das mãos, confirmando-se uma preocupação das instituições em definir programas de formação referentes à prevenção e controlo da infeção e resistência a antimicrobianos, inclusive através da formação de profissionais recém admitidos. Conclusão: Não foi possível avaliar a evolução das instituições nas questões apresentadas pela anonimização da base, embora esse controlo seja efetuado pelo Departamento da Qualidade em Saúde (DQS) da DGS, contudo, é possível obter resultados gerais desta análise, permitindo uma comparação na evolução nas diferentes tipologias institucionais e anos. Assim, sugere-se estabelecer novas metas que permitam uma avaliação no sentido de reforçar em planos futuros a problemática das IACS e do consumo de antimicrobianos, bem como a elaboração de instrumentos que permitam aferir as metas que venham a ser desenvolvidas. Por outro lado, sugere-se a utilização de instrumentos de auditoria a aplicar pelas entidades de saúde, facilitando a sua comparação, e tendo em consideração a tipologia de instituição, bem como aprofundar o modelo de acompanhamento das instituições conducente à sua certificação e acreditação pelo Ministério da Saúde de forma mais efetiva.Within the scope of the collaboration agreement between the Nursing School of Lisbon (ESEL) and the Directorate-General of Health (DGS), an assessment of the National Patient Safety Plan (PNSD) 2015-2020 was conducted. This dissertation analyses the strategic objective 9 of the plan "To prevent and control infections and antimicrobial resistance" by accessing the DGS database with PNSD data from 2015 to 2019. Objective: To answer the question "What is the level of implementation of the strategic objective 9 of the NSDP 2015-2020? In this sense, we sought to understand whether it was possible to "achieve a prevalence rate of hospital infection of 8%" and "a MRSA rate of 20%", as well as to reduce "by 50% compared to 2014, the consumption of antimicrobials", "of carbapenems" and "of quinolones". Methodology: Quantitative and retrospective study resulting from an instrument in the form of a questionnaire, applied by the DGS to SNS institutions in mainland Portugal at their Quality and Safety Committees (CQS). Results: The data obtained allow relating the various questions to the objective under study, falling within several dimensions, namely the epidemiological surveillance of the previously described infections, the control of antibiotic therapy administration and the bundle of interventions adopted and to be adopted. We highlight some results, such as the favourable evolution and mostly yes in the monitoring of HAIs and in accordance with the European and national surveillance programmes, although we assume in another question that this surveillance is not a frequent feature in most institutions; a reduction in the rate of infections associated with MRSA was effectively observed. Also in this context, although there were mostly negative answers regarding the implementation of the DGS/PPCIRA standard for the prevention and control of MRSA, there was a progressive increase in the number of positive answers, indicating a trend towards improved results, although it is possible to perceive that the negative answers are interconnected with the lack of application of an individual risk assessment upon admission. It is also observed that institutions have implemented a programme to support the prescription of antimicrobials, with a favourable response, for example, in the decrease in the consumption of quinolones. In terms of the adoption of a bundle of interventions, we found an increase in the number of institutions that identify this bundle in the prevention of surgical site infections, as well as a greater monitoring of the professionals' adherence to hand hygiene, confirming the institutions' concern in defining training programs on infection prevention and control and antimicrobial resistance, including through the training of newly hired professionals. Conclusion: It was not possible to assess the evolution of institutions in the issues presented by the anonymization of the database, although this control is performed by the Department of Quality in Health (DQS) of the DGS; however, it is possible to obtain general results from this analysis, allowing for a comparison in the evolution in different institutional typologies and years. Thus, it is suggested to establish new goals that allow an evaluation in order to strengthen the problem of HAIs and antimicrobial consumption in future plans, as well as the development of instruments that allow measuring the goals that will be developed. On the other hand, it is suggested the use of auditing instruments to be applied by health entities, facilitating their comparison, and taking into consideration the type of institution, as well as deepening the monitoring model of institutions leading to their certification and accreditation by the Ministry of Health in a more effectively way
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