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The influence of herbaceous vegetation on the colonization of native and invasive trees: consequences for semiarid forest restoration
Distribuição e ocorrência de aranhas de sub-bosque de quatro ambientes florestais no planalto do Rio Grande do Sul, Brasil
Este trabalho teve como objetivo geral avaliar a riqueza, abundância e composição das assembléias de aranhas de sub-bosque em quatro ambientes florestais na FLONA de São Francisco de Paula, RS, Brasil. Essa reserva está situada no planalto do Rio Grande do Sul e, desde sua criação, explora madeira para corte. O tipo de manejo empregado é o de longo tempo de rotação dos talhões, com corte seletivo. A área se caracteriza como um mosaico da paisagem formado de quatro ambientes florestais: floresta ombrófila, plantação de araucária, plantação de Pinus e plantação de Eucalyptus. Essas diferenças na estrutura da paisagem poderiam se traduzir em diferenças na estrutura da vegetação, o que pode influenciar a distribuição e ocorrência das assembléias de aranhas na área. Portanto, os objetivos específicos desta pesquisa foram 1) comparar a estrutura das assembléias de aranhas de sub-bosque entre os diferentes ambientes e entre os talhões, assim como inferir possíveis processos que poderiam estar influenciando os padrões encontrados, 2) avaliar como características da estrutura da vegetação nos diferentes ambientes influenciam o padrão de distribuição encontrado e 3) verificar as respostas da abundância, riqueza e composição das assembléias de aranhas são diferentes levando-se em conta diferentes níveis taxonômicos. As aranhas presentes na vegetação entre 1 e 2,5 m de altura foram coletadas pelo método guarda-chuva entomológico em duas unidades amostrais (25 m 2 m) aleatorizadas dentro de cada um de três talhões de cada tipo florestal, em seis ocasiões durante 2003 e 2004. Todos indivíduos foram identificados em nível de família e os adultos em nível de gênero e espécie. A cobertura vegetal foi estimada através de 50 medidas dos toques da vegetação em uma vara de 2,5 m de altura dentro de cada unidade amostral no inverno e no verão de 2003. Os toques da vegetação foram separados em árvores, arbustos, lianas, pteridófitas e gramíneas. Foram coletadas um total de 8440 aranhas, divididas em sete guildas, 29 famílias, 80 gêneros e 132 espécies. A área de plantação de Eucalyptus apresentou a menor abundância de aranhas de sub-bosque em relação aos outros ambientes para a abordagem em nível de famílias, mas a plantação de Eucalyptus foi diferente somente da plantação de Pinus para a abordagem em nível de espécie. A abundância das aranhas de sub-bosque foi a característica estrutural que mais diferiu entre os diferentes tipos ambientais durante todo estudo. Os resultados, porém, foram influenciados pela abordagem taxonômica. A diversidade de aranhas de sub-bosque não apresentou diferenças entre os ambientes, porém, houve diferença entre talhões apenas em uma estação do ano para os níveis de gênero e espécie. A abundância de aranhas de sub-bosque teve correlação positiva com a idade dos talhões. A composição das assembléias de aranhas de sub-bosque teve maior relação com as características inter-talhões do que inter-ambientes, e os tipos de vegetação influenciaram na composição das famílias de aranhas. Além disso, a abordagem taxonômica alterou os padrões de agrupamento das assembléias. Processos locais como limitação de recursos para estabelecimento e ao crescimento das populações em nível local parecem estar atuando na estruturação das assembléias de aranhas de sub-bosque nessa área. Concluiu-se que o tipo de manejo empregado (longa rotação) na área para exploração de madeira não afeta negativamente a diversidade de aranhas do sub-bosque, provavelmente por que há o desenvolvimento de estruturas da vegetação do sub-bosque que proporcionam condições para a ocorrência e o estabelecimento das assembléias de aranhas nesse local
A influência de variáveis ambientais sobre o crescimento foliar e um indicador de estresse fisiológico em quatro espécies herbáceas de subbosque na Amazônia central
Although the patterns of herb distribution have been widely studied in recent years, little is
known about their causes. In order to understand how distribution patterns may be linked to
plant performance, growth, leaf dynamics and physiological stress of 4 species were
monitored during 2 years. The study was conducted in an area of 4 km2 of terra- firme tropical
Forest at Reserva Ducke, Manaus, Brazil. Individuals of each species (Monotagma spicatum-
29, Calathea altissima-36, Triplophyllum dicksonioides-43 and Spathanthus unilateralis-28)
were selected over the entire amplitude of their distributions, and all leaves were tagged with
plastic rings. Plants were visited at the end of the growing season of each year to count and
measure new leaves, and note dead leaves. Physiological stress indicator (ratio Fv/Fm) was
measured with a fluorimeter. Measures of soil texture, slope and light availability were
obtained for each plant. The relationships between relative growth, leaf dynamics and
physiological stress with the environmental factors were analyzed with multiple regressions.
Most plants had null or negative balance between leaf gain and loss, and relative growth was
negative or null in a least one of the years. Generally, growth was not better in the
environmental conditions were the species are more abundant and physiological stress was
not higher were they are not abundant. For some species, leaf dynamics was associated with
terrain slope. Growth or leaf dynamics increased with light availability for the two species
with more restricted distribution along the soil gradient, but not for the two soil generalist
species, which seem to need a greater amount of light than included in the sample. Results
indicate that understory herbs have slow growth, and suggest that distribution patterns are not
determined by plant performance in response to environmental gradients after plants pass the
initial establishment phase.Embora os padrões de distribuição de plantas herbáceas tenham sido amplamente estudados
recentemente, há pouco conhecimento sobre suas causas. Para entender como os padrões de
distribuição podem estar associados ao desempenho das plantas, crescimento, dinâmica foliar
e estresse fisiológico de 4 espécies foram monitorados durante 2 anos. O estudo foi realizado
em uma área de 4 km2 de uma Floresta tropical de terra-firme na Reserva Ducke, Manaus,
Brasil. Indivíduos de cada espécie (Monotagma spicatum-29, Calathea altissima-36,
Triplophyllum dicksonioides-43 e Spathanthus unilateralis-28) foram selecionados ao longo
de toda a amplitude de suas distribuições, os quais todas as folhas foram marcadas com
etiquetas metálicas e anéis plásticos coloridos. As plantas foram visitadas ao final da estação
de crescimento de cada ano para contagem e medida de folhas novas e mortas.O indicador de
estresse fisiológico (razão Fv/Fm) foi medido através de um fluorímetro. As medidas de
textura do solo, inclinação e disponibilidade de luz foram obtidas para cada planta. As
relações entre crescimento relativo, dinâmica foliar e estresse fisiológico com os fatores
ambientais foram analisados através de regressões múltiplas. A maior parte das pla ntas teve
um balanço negativo ou nulo entre ganho e perda foliar, e o crescimento relativo foi negativo
ou nulo em pelo menos um dos anos. Em geral, o crescimento não foi melhor em condições
ambientais onde as espécies são mais abundantes e o estresse fisiológico não foi alto onde elas
não são abundantes. Para algumas espécies, dinâmica foliar esteve associada com inclinação
do terreno. Crescimento ou dinâmica foliar aumentaram com a disponibilidade de luz para
duas espécies com distribuição restrita ao longo do gradiente de solo, mas não para duas
espécies generalistas em solo, que parecem necessitar de uma quantidade maior de luz que a
encontrada na amostragem. Os resultados indicam que herbáceas de sub-bosque têm
crescimento lento, e sugerem que os padrões de distribuição não são determinados pelo
desempenho da planta em resposta a gradientes ambientais após a fase de estabelecimento
inicial
Restoration of Araucaria Forest: The Role of Perches, Pioneer Vegetation, and Soil Fertility
How can hybrid working work? Thoughts on participatory democracy in organizing Navigating Remote and Hybrid Work Models and the Impact on Employee Life
Symposium Authors: Afshan Iqbal, Ravi Shanker Gajendran, Matthew Christopher Davis, Mark Robinson, Ajay Rama Ponnapalli, Amanuel G. Tekleab, Joseph Yestrepsky, Amadeja Lamovšek, Simona Šarotar Žižek, Matej Cerne, Laura Trinchera, Ales Popovic, Dejan Uršic, Katarina Katja Mihelic, Ajda Merkuz, Bettina Kubicek and Gislene Feiten Haubrich In the aftermath of a global pandemic, the demands for greater workplace flexibility have increased, with the rise of remote and hybrid work arrangements. Research has found that work arrangements such as remote work have been seen to improve employee well-being, productivity, and job satisfaction, with reports of a reduction in burnout. People can now work from anywhere, at any time, spanning spatial and temporal boundaries. However, this can lead to working longer hours, experiencing challenges in demarcating healthy boundaries, due to the spillover of work into non-work domains. This symposium presents five studies exploring the changing nature of work and the challenges and the ways in which these experiences may be improved. Each study focuses on remote and hybrid work arrangements and consider the following: 1) the influence of virtual meetings on technostress and work-family conflict, 2) whether changing work modalities influence the psychological contracts of employees, 3) enriched work design, spirit and work, meaningfulness and satisfaction with life, 4) the psychological detachment, thriving, work-nonwork balance between couples working in a hybrid setting and, 5) A thought- piece on participatory democracy in organizing, to make hybrid work arrangements work. Our esteemed discussant will then lead a general discussion, reflecting upon theoretical and practical implications and highlight future directions for research in this field. How can hybrid working work? Thoughts on participatory democracy in organizing. Author: Gislene Feiten Haubrich; Stockholm School of Economic
Preda\ue7\ue3o de sementes ao longo de uma borda de Floresta Ombr\uf3fila Mista e pastagem
Predação de sementes ao longo de uma borda de Floresta Ombrófila Mista e pastagem Seed predation along an edge gradient between Araucaria forest and pasture
Este estudo teve como objetivo avaliar o processo de predação de sementes em três árvores nativas (Mimosa scabrella Bentham, Prunus sellowii Koehne e Myrsine laetevirens Mez.) ao longo de uma borda de Floresta Ombrófila Mista e pastagem, na Floresta Nacional de São Francisco de Paula, RS, Brasil. Grupos de sementes foram distribuídos em dez pontos aleatórios nas distâncias: 0m, 25m, 50m, 100m e 250m da borda para dentro da floresta e 5m e 50m da borda para dentro da pastagem. As sementes foram monitoradas até a predação total ou até esgotado o tempo para germinação. Houve redução nas taxas de predação de sementes até 50m da borda para dentro da floresta em relação ao interior da floresta e da pastagem. M. scabrella e M. laetevirens apresentaram redução nas taxas de predação de sementes na pastagem próxima à borda da floresta. Os resultados indicam que houve decréscimo na atividade de predadores de sementes nas proximidades da borda florestal estudada, podendo ocorrer maior regeneração de plantas próximo à borda e um avanço da floresta na pastagem adjacente.This study aims to evaluate how seed predation of three native tree species (Mimosa scabrella Bentham, Prunus sellowii Koehne, and Myrsine laetevirens Mez.) could be altered along an edge between Araucaria forest and pasture at the National Forest of São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brazil. Groups of seeds were placed at ten random points in each of the following distances from the forest edge: 0m, 25m, 50m, 100m, and 250m from the edge into the forest, and 5m and 50m from the edge into the pasture. Seeds were monitored until total predation or until their time for germination was over. Seed predation rates decreased from the edge up to 50m inside the forest in relation to the forest interior and open pasture. M. scabrella and M. laetevirens showed a reduction in seed predation rates in pasture points that were located at the vicinities of the forest. The results indicated a decrease in the activity of seed predators near the forest edge, which could enhance plant community regeneration at the edge, and promote the expansion of the forest towards the adjacent pasture
Predação de sementes afetando a distribuição de indivíduos de Araucaria angustifolia ao longo de uma borda de floresta com campo
We investigated how the spatial distribution and the chances of establishment, growth and survival of Araucaria angustifolia (Araucareaceae) could be altered along an edge between an Araucaria forest and an old pasture in the National Forest of São Francisco de Paula, RS, Brazil. The study was performed in seven distances: 0, 25, 50, 100, and 250 m from the edge to the forest interior and 5 and 50 m from the edge to the old pasture interior. In each of the distances studied we performed: 1) a survey of adult trees, juveniles and seedlings in ten 5x5 m plots, 70 plots in total; 2) two seed predation experiments in April and July 2001 where groups of 15 seeds of A. angustifolia were randomly placed in each of the studied distances, using a total of 1050 seeds to monitored their seed predation rates; 3) seedling transplant experiment where 20 seedlings were transplanted in random points inside each studied distance, with a total of 140 transplants. Seedlings and juveniles were more frequent at the distances 0 m and 50 m from the edge towards the forest interior with an absence of these individuals at the old pasture. There was a significant decrease in seed predation rates at the distances 0 m and 50 m from the edge towards the forest interior. Transplanted seedlings have shown a lower percentage of mortality and higher growth at the edge zone, probably due to a higher occurrence of herbivory at the forest and old field interior. In conclusion, A. angustifolia performance was improved by the presence of a forest edge where it occurred more abundantly, and its seed predators and herbivores were less active. Although many works suggest that light may be a crucial factor defining A. angustifolia spatial distribution, this work indicated that natural enemies seem to be capable of defining the spatial distribution of A. angustiolia at the edge gradient studied. Key words: edge effects, araucaria forest, seed predation.Foi investigado como a distribuição espacial e a chance de estabelecimento, crescimento e sobrevivência de indivíduos de Araucaria angustifolia (Araucareaceae) poderia ser alterada ao longo de um gradiente de borda de floresta ombrófila mista com campo na Floresta Nacional em São Francisco de Paula, RS, Brasil. O estudo foi realizado em sete distâncias: 0, 25, 50, 100, e 250 m da borda para o interior da floresta e 5 e 50 m da borda para o interior do campo. Em cada uma das distâncias estudadas foram realizados: 1) um levantamento de árvores adultas, plantas jovens e plântulas em dez parcelas de 5x5 m, em um total de 70 parcelas; 2) dois experimentos em abril e julho de 2001 onde dez grupos de 15 sementes desta espécie foram distribuídos aleatoriamente em cada uma das 7 distâncias estudadas para monitoramento de sua taxa de predação usando um total de 1050 sementes e ; 3) um experimento de transplante de 20 mudas da espécie em pontos aleatórios em cada distância totalizando 140 mudas. Plântulas e indivíduos jovens foram mais freqüentes nas distâncias de 0 a 50 m da borda para o interior da floresta com ausência destes indivíduos no campo. Houve um decréscimo significativo na taxa de predação de sementes nas distâncias de 0 a 50 m da borda para o interior da floresta. Plântulas transplantadas apresentaram uma menor porcentagem de mortalidade e maior crescimento na borda provavelmente devido a uma maior ocorrência de herbivoria no interior da floresta e do campo. Em conclusão, A. angustifolia foi beneficiada pela presença de uma borda florestal onde esta se apresentou mais abundante e seus predadores de sementes e herbívoros foram menos ativos. Apesar de vários trabalhos sugerirem luz como um fator crucial para a definição da distribuição espacial desta espécie, este trabalho indicou que inimigos naturais parecem ser um fator capaz de definir a distribuição espacial de A. angustifolia no gradiente de borda estudado. Palavras-chave: efeito de borda, floresta com araucária, predação de sementes
Influência do microhábitat no processo de predação de sementes em uma área degradada
Degraded areas are generally colonized by native pioneer species which are replaced by late successional native species over time; however, many exotic species may take advantage of these disturbances. Pioneer species have great potential to alter future community structure by creating microhabitat heterogeneity and influencing processes of seed predation. We have investigated how patterns of seed predation and removal of Araucaria angustifolia (native species) and Pinus taeda (exotic species) can be altered in distinct microhabitats composed of native pioneer species. In a degraded area we introduced seeds of Pinus and Araucaria in three microhabitats: open area, under Baccharis uncinella crown and under Vernonia discolor crown. For each microhabitat seeds were either caged or not caged (control). Treatments were applied in 10 blocks of replications. A significant interaction between time x habitat x consumer treatments revealed lower rates of Auraucaria seed consumption by vertebrates in open areas compared to the other microhabitats. The fauna played an important role in the consumption of exotic Pine seeds. The behavior of vertebrate seed consumers can be altered by the microhabitat but its influence is more intense on the native species when compared to the exotic species. This work demonstrates that seed predators may control the colonization of the native Araucaria tree and may function as a filter for exotic Pine invasion in degraded areas. Key words: seed predation, microhabitats, Araucaria, Pinus, restoration, plant invasion.Áreas degradadas são geralmente colonizadas por plantas pioneiras nativas e, subsequentemente, por espécies nativas de estágios tardios; porém, muitas espécies exóticas podem se beneficiar desses distúrbios. Espécies pioneiras têm grande potencial para alterar a futura estrutura da comunidade, influenciando processos como remoção e predação de sementes. Neste trabalho, foi investigado como se alteram os padrões de predação e de remoção de sementes de Araucaria angustifolia (nativa) e Pinus taeda (exótica) em diferentes microhábitats compostos por espécies pioneiras nativas. Na área em restauração foram introduzidas sementes de pinus e de araucária em três microhábitats, um em área aberta e os demais sob as copas de Baccharis uncinella e Vernonia discolor. As sementes foram dispostas para cada microhábitat em dois tratamentos: (i) acesso a vertebrados e invertebrados (controle) e (ii) exclusão de vertebrados (grade). Os tratamentos foram organizados em blocos e repetidos 10 vezes. Uma interação significativa entre tempo x hábitat x consumidor revelou que a taxa de consumo de sementes de araucária por vertebrados foi menor em áreas abertas comparada aos outros microhábitats. A atuação dos vertebrados consumidores de sementes pode ser alterada pelo microhábitat e é mais intensa sobre a espécie nativa do que sobre a exótica. Para a espécie exótica, a fauna desempenha um papel importante nas taxas de consumo de sementes. Este trabalho demonstra que predadores de sementes são importantes controladores da invasão de Pinus e colonização de Araucaria em ambientes abertos. Palavras-chave: predação de sementes, microhábitats, Araucaria, Pinus, restauração, invasão de plantas
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