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    Projeto Lopes Rodrigues: continuidades e rupturas nas conexões entre ensino psiquiátrico e prática assistencial em Minas Gerais (1920-1930)

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    The teaching of psychiatry in the context of early twentieth century Brazil is examined, through a case study of the Faculty of Medicine of the University of Minas Gerais, in the period between 1920 and 1930. The conditions for sustaining a medical school linked to theories and practices of psychiatric care are analysed, focusing on the project undertaken by Hermelino Lopes Rodrigues (1898-1971), professor of psychiatry in Belo Horizonte. The Lopes Rodrigues Project, initiated in 1929, was designed with the purpose of connecting the teaching position at the Faculty of Medicine with the practices of assistance to the mentally ill used at Institute Raul Soares. In this public hospital, individuals who presented mental disorders and / or anti-social behaviours were hospitalized and previously subjected to inhuman treatments, including the use of physical violence against patients. With the purpose of understanding the actions of Lopes Rodrigues aimed at the humanization of these treatments, and the relationships between these actions and the history of psychiatry and of scientific teaching, the theoretical and methodological approaches proposed by Bruno Latour for the analysis of the history of science were used. From Latours point of view, scientific activity is better understood when analyzed in its relations with the social and cultural context through the metaphor of a circulatory system. In this system, five circuits are considered to examine integrated scientific studies: mobilization of the world, autonomization, alliances, public representation, and links or knots. The use made by Lopes Rodrigues of psychiatric theories originated in Europe and disseminated in Brazil through the work of Juliano Moreira at Hospício Nacional in Rio de Janeiro was analyzed from the standpoint of the concept of appropriation developed by Roger Chartier. This author shows that, in the process of transmission, knowledge is not passively acquired by the receiver. On the contrary, the person performs a work of transformation on the knowledge received. We examined various sources for the research, such as newspapers of the time, scientific journals, magazines, in addition to educational documents such as minutes of meetings or materials provided by the daily life of the Faculty of Medicine of the University of Minas Gerais. The crossing of these various sources showed that Lopes Rodrigues Project did not succeed in including psychiatric education in the dynamics of the relationship between theoretical knowledge and practical assistance to the mentally ill. Stemming from Bruno Latours emphasis on the need to strengthen various connections to provide support for a scientific project, and from the historical evidence provided by this case study, it is concluded that the link between theoretical perspectives and practical assistance within the medical school is essential for the of training the psychiatrist. Also, in relation to Project Lopes Rodrigues, it is concluded that its creator could not perform connections and joints necessary for the support of his project, mainly because he did not include important dimensions identified by the methodology of Bruno Latour in scientific studies.O ensino de psiquiatria no contexto brasileiro do início do século XX é examinado, através de um estudo de caso da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais no período compreendido entre 1920 e 1930. São analisadas as condições de sustentação de um ensino médico articulado com as teorias psiquiátricas e as práticas assistenciais, tomando-se como eixo o projeto empreendido pelo professor de psiquiatria Hermelino Lopes Rodrigues (1898-1971) em Belo Horizonte. O Projeto Lopes Rodrigues, iniciado em 1929, foi idealizado com o objetivo de conectar o ensino acadêmico na Faculdade de Medicina com as práticas de assistência aos doentes mentais utilizadas no Instituto Raul Soares. Nesse hospital público, os indivíduos que apresentavam distúrbios mentais e/ou comportamentos considerados anti-sociais eram anteriormente internados e submetidos a tratamentos desumanos, incluindo o uso de violência física contra os pacientes. Buscando compreender as ações de Lopes Rodrigues no sentido de humanizar esses tratamentos, e as relações dessas ações com a história da psiquiatria e do ensino dessa ciência, foi utilizado o enfoque teórico e metodológico proposto por Bruno Latour, no qual a atividade científica é analisada em suas relações com o contexto social e cultural através da metáfora de um sistema circulatório. Nesse sistema, são considerados cinco circuitos que se integram para possibilitar a emergência dos estudos científicos: a mobilização do mundo, a autonomização, as alianças, a representação pública e os vínculos e nós. A utilização, por parte de Lopes Rodrigues, das teorias psiquiátricas originadas na Europa e disseminadas no Brasil a partir do trabalho de Juliano Moreira no Hospício Nacional, no Rio de Janeiro, foi analisada a partir do conceito de apropriação desenvolvido por Roger Chartier. Este autor demonstra que a transmissão de conhecimento não se dá de forma passiva por parte do receptor. Este, ao contrário, realiza um trabalho próprio de transformação sobre o conhecimento recebido. Foram analisadas variadas fontes de pesquisa, tais como jornais de época, revistas científicas e de circulação popular, além de documentos pedagógicos como atas de reuniões ou material de circulação interna da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Como principal resultado da análise do cruzamento dessas fontes, foi evidenciado que o Projeto Lopes Rodrigues não conseguiu incluir satisfatoriamente o ensino psiquiátrico na dinâmica de articulação entre conhecimento teórico e aplicação assistencial. A partir da perspectiva de Bruno Latour sobre a necessidade de fortalecer variadas conexões para a sustentação de um projeto científico, e do estudo do caso em questão, conclui-se que a articulação entre conhecimento teórico e prática assistencial no ensino médico é fundamental para a formação do psiquiatra. Além disso, em relação ao Projeto Lopes Rodrigues, conclui-se que seu idealizador não conseguiu realizar as conexões e articulações necessárias para a sustentação de seu projeto, principalmente por não incluir nele dimensões importantes apontadas pela metodologia de Bruno Latour nos estudos científicos

    Projeto Lopes Rodrigues: continuidades e rupturas nas conexões entre ensino psiquiátrico e prática assistencial em Minas Gerais (1920-1930)

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    The teaching of psychiatry in the context of early twentieth century Brazil is examined, through a case study of the Faculty of Medicine of the University of Minas Gerais, in the period between 1920 and 1930. The conditions for sustaining a medical school linked to theories and practices of psychiatric care are analysed, focusing on the project undertaken by Hermelino Lopes Rodrigues (1898-1971), professor of psychiatry in Belo Horizonte. The Lopes Rodrigues Project, initiated in 1929, was designed with the purpose of connecting the teaching position at the Faculty of Medicine with the practices of assistance to the mentally ill used at Institute Raul Soares. In this public hospital, individuals who presented mental disorders and / or anti-social behaviours were hospitalized and previously subjected to inhuman treatments, including the use of physical violence against patients. With the purpose of understanding the actions of Lopes Rodrigues aimed at the humanization of these treatments, and the relationships between these actions and the history of psychiatry and of scientific teaching, the theoretical and methodological approaches proposed by Bruno Latour for the analysis of the history of science were used. From Latours point of view, scientific activity is better understood when analyzed in its relations with the social and cultural context through the metaphor of a circulatory system. In this system, five circuits are considered to examine integrated scientific studies: mobilization of the world, autonomization, alliances, public representation, and links or knots. The use made by Lopes Rodrigues of psychiatric theories originated in Europe and disseminated in Brazil through the work of Juliano Moreira at Hospício Nacional in Rio de Janeiro was analyzed from the standpoint of the concept of appropriation developed by Roger Chartier. This author shows that, in the process of transmission, knowledge is not passively acquired by the receiver. On the contrary, the person performs a work of transformation on the knowledge received. We examined various sources for the research, such as newspapers of the time, scientific journals, magazines, in addition to educational documents such as minutes of meetings or materials provided by the daily life of the Faculty of Medicine of the University of Minas Gerais. The crossing of these various sources showed that Lopes Rodrigues Project did not succeed in including psychiatric education in the dynamics of the relationship between theoretical knowledge and practical assistance to the mentally ill. Stemming from Bruno Latours emphasis on the need to strengthen various connections to provide support for a scientific project, and from the historical evidence provided by this case study, it is concluded that the link between theoretical perspectives and practical assistance within the medical school is essential for the of training the psychiatrist. Also, in relation to Project Lopes Rodrigues, it is concluded that its creator could not perform connections and joints necessary for the support of his project, mainly because he did not include important dimensions identified by the methodology of Bruno Latour in scientific studies.O ensino de psiquiatria no contexto brasileiro do início do século XX é examinado, através de um estudo de caso da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais no período compreendido entre 1920 e 1930. São analisadas as condições de sustentação de um ensino médico articulado com as teorias psiquiátricas e as práticas assistenciais, tomando-se como eixo o projeto empreendido pelo professor de psiquiatria Hermelino Lopes Rodrigues (1898-1971) em Belo Horizonte. O Projeto Lopes Rodrigues, iniciado em 1929, foi idealizado com o objetivo de conectar o ensino acadêmico na Faculdade de Medicina com as práticas de assistência aos doentes mentais utilizadas no Instituto Raul Soares. Nesse hospital público, os indivíduos que apresentavam distúrbios mentais e/ou comportamentos considerados anti-sociais eram anteriormente internados e submetidos a tratamentos desumanos, incluindo o uso de violência física contra os pacientes. Buscando compreender as ações de Lopes Rodrigues no sentido de humanizar esses tratamentos, e as relações dessas ações com a história da psiquiatria e do ensino dessa ciência, foi utilizado o enfoque teórico e metodológico proposto por Bruno Latour, no qual a atividade científica é analisada em suas relações com o contexto social e cultural através da metáfora de um sistema circulatório. Nesse sistema, são considerados cinco circuitos que se integram para possibilitar a emergência dos estudos científicos: a mobilização do mundo, a autonomização, as alianças, a representação pública e os vínculos e nós. A utilização, por parte de Lopes Rodrigues, das teorias psiquiátricas originadas na Europa e disseminadas no Brasil a partir do trabalho de Juliano Moreira no Hospício Nacional, no Rio de Janeiro, foi analisada a partir do conceito de apropriação desenvolvido por Roger Chartier. Este autor demonstra que a transmissão de conhecimento não se dá de forma passiva por parte do receptor. Este, ao contrário, realiza um trabalho próprio de transformação sobre o conhecimento recebido. Foram analisadas variadas fontes de pesquisa, tais como jornais de época, revistas científicas e de circulação popular, além de documentos pedagógicos como atas de reuniões ou material de circulação interna da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Como principal resultado da análise do cruzamento dessas fontes, foi evidenciado que o Projeto Lopes Rodrigues não conseguiu incluir satisfatoriamente o ensino psiquiátrico na dinâmica de articulação entre conhecimento teórico e aplicação assistencial. A partir da perspectiva de Bruno Latour sobre a necessidade de fortalecer variadas conexões para a sustentação de um projeto científico, e do estudo do caso em questão, conclui-se que a articulação entre conhecimento teórico e prática assistencial no ensino médico é fundamental para a formação do psiquiatra. Além disso, em relação ao Projeto Lopes Rodrigues, conclui-se que seu idealizador não conseguiu realizar as conexões e articulações necessárias para a sustentação de seu projeto, principalmente por não incluir nele dimensões importantes apontadas pela metodologia de Bruno Latour nos estudos científicos

    Mais sobre Coringa: do niilismo apolítico para uma nova esquerda, ou porque Trump não é um Coringa.

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    Tradução e notas: William de Siqueira Piauí; Lauro Iane de Morais; Alexsandra Andrade Santana; Leonardo Leite de Andrade; Edson Peixoto Andrade; Edilamara Peixoto de Andrade; Marcos Sávio Aguiar; Merielle do Espírito Santo Brandão; José Lino da Cruz Junior; Salomão dos Santos Santana; Giovani Pinto Lírio Junior; Charles Guilherme Rodrigues; Judie Lorena; José Alcides Hora Neto; Jéssica Dias Ferreira; Caio Graco Queiroz Maia; Nelson Lopes Rodrigues; Ruan Gabriel Azevedo Silv

    Virar-otro. Notas para una teoría de la alteridad. Una etnografía de los rastejadores en la caatinga de Bahia (Brasil).

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    Fil: Rodrigues Lopes, Gabriel. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filisofía y Letras.La presente tesis doctoral es una etnografía de la práctica del rastejar entre los nativos de\nla caatinga del estado de Bahia (Brasil), los caatingueiros, realizada a través de trabajos de\ncampo etnográficos durante once meses. Rastejar es una relación entre humanos y\nagencias sociales diversas que permite a los primeros conectarse con y decodificar los\nmodos de expresión de los segundos, y a estos existir en los primeros a través de una\nafectación corporal. En esta monografía no he buscado solo una descripción antropológica\ndel rastejar, como una forma nativa de la relación, sino también el rastejar en tanto\n“descripción nativa de relación, en tanto forma antropológica”. Rastejar es una expresión\nnativa en su mundo (que la antropología puede describir) y una antropología, una forma\nhumana de descripción y comprensión del mundo. Por medio de mi rastejar etnográfico\npropuse el concepto virar-otro, una relación de transformación metamórfica que el\nconcepto nativo “se virar em” expresa, a saber: humanos se viram em bicho (asno peludo,\ncerdo negro, etc.), cosas (piedra, árbol, humo, etc.), extra-humanos (Caipora, zumbi, bestafera) y divinidades (guias), y pueden ser afectados por y afectar otras capacidades\nagentivas como venas de agua subterráneas, enfermedades y el fim de las Eras. En ese\nsentido, el concepto etnográfico virar-otro es fundamental para una teoría etnográfica de\nla alteridad, puesto que distribuye de modo distinto ciertos conceptos dados, preconcebidos por la metafísica occidental como las antinomias interior/exterior,\nuno/múltiple, naturaleza/cultura, sertão/sertanejo. Virar-otro no se refiere apenas a las\nposibilidades del devenir, sino también a las experiencias pragmáticas de algunos nativos\ncon el dom (los lapigados) que exigen el afuera, la diferencia para “ser” y tener poder, y nos\ninforman que el pensamiento tiene que salir de sí para existir en cuanto tal. Por lo tanto, la\nteoría etnográfica de la alteridad es una traducción, es un “equívoco controlado”\nclaramente más vinculado a la afectación por Otro [outrem] que a la identidad o a la\nrepresentación de la diferencia en cualquier tipo de comprensión pre-determinada. Ella\nestá así más para una “diferencia de perspectiva” que produce relación que otra versión\nde teorías nativas o teorías antropológicas, ofreciendo a las ciencias humanas otra\nmetafísica social (una contra-antropología) para pensar el Brasil

    Virar-otro. Notas para una teoría de la alteridad. Una etnografía de los rastejadores en la caatinga de Bahia (Brasil).

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    Fil: Rodrigues Lopes, Gabriel. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filisofía y Letras.La presente tesis doctoral es una etnografía de la práctica del rastejar entre los nativos de la caatinga del estado de Bahia (Brasil), los caatingueiros, realizada a través de trabajos de campo etnográficos durante once meses. Rastejar es una relación entre humanos y agencias sociales diversas que permite a los primeros conectarse con y decodificar los modos de expresión de los segundos, y a estos existir en los primeros a través de una afectación corporal. En esta monografía no he buscado solo una descripción antropológica del rastejar, como una forma nativa de la relación, sino también el rastejar en tanto “descripción nativa de relación, en tanto forma antropológica”. Rastejar es una expresión nativa en su mundo (que la antropología puede describir) y una antropología, una forma humana de descripción y comprensión del mundo. Por medio de mi rastejar etnográfico propuse el concepto virar-otro, una relación de transformación metamórfica que el concepto nativo “se virar em” expresa, a saber: humanos se viram em bicho (asno peludo, cerdo negro, etc.), cosas (piedra, árbol, humo, etc.), extra-humanos (Caipora, zumbi, bestafera) y divinidades (guias), y pueden ser afectados por y afectar otras capacidades agentivas como venas de agua subterráneas, enfermedades y el fim de las Eras. En ese sentido, el concepto etnográfico virar-otro es fundamental para una teoría etnográfica de la alteridad, puesto que distribuye de modo distinto ciertos conceptos dados, preconcebidos por la metafísica occidental como las antinomias interior/exterior, uno/múltiple, naturaleza/cultura, sertão/sertanejo. Virar-otro no se refiere apenas a las posibilidades del devenir, sino también a las experiencias pragmáticas de algunos nativos con el dom (los lapigados) que exigen el afuera, la diferencia para “ser” y tener poder, y nos informan que el pensamiento tiene que salir de sí para existir en cuanto tal. Por lo tanto, la teoría etnográfica de la alteridad es una traducción, es un “equívoco controlado” claramente más vinculado a la afectación por Otro [outrem] que a la identidad o a la representación de la diferencia en cualquier tipo de comprensión pre-determinada. Ella está así más para una “diferencia de perspectiva” que produce relación que otra versión de teorías nativas o teorías antropológicas, ofreciendo a las ciencias humanas otra metafísica social (una contra-antropología) para pensar el Brasil

    A artificialização da ética: Kant em meio a artefatos

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    William de Siqueira Piauí; Alexsandra Andrade Santana; Merielle do Espirito Santo Brandão Lauro Iane de Morais; Edson Peixoto Andrade; Edilamara Peixoto de Andrade; Marcos Sávio Aguiar; José Lino da Cruz Junior; Salomão dos Santos Santana; Nelson Lopes Rodrigues; Ruan Gabriel Azevedo Silva

    Reflexiones dislocadas: la antropología reversa de un líder qom del Chaco argentino

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    Neste artigo propomo-nos refletir sobre as implicações da “antropologia reversa” (Wagner 1975, Kirsch 2006) ou “contra-antropologia” (Viveiros de Castro 2009). Para isso, retomamos os escritos de um líder político toba (qom) do Chaco argentino, Timoteo Francia, apresentados no livro Reflexiones dislocadas. Pensamientos políticos y filosóficos qom (2011). Seus escritos são uma crítica aos excessos dos brancos, a sua cobiça desmesurada e às ânsias de progresso indiscriminado. Em seus textos, Timoteo posiciona-se no terreno da equivocação (sensu Viveiros de Castro) e desloca os sentidos de conceitos ocidentais tais como liberdade e selvagem. Este ensaio pretende vincular a contra-antropologia de Timoteo Francia com certos debates atuais na antropologia, tais como: a noção de pessoa feita de relações, a alteridade, a perspectiva, a hierarquia, a cosmopolítica, entre outros.In this paper, we reflect on the cosmopolitic implications of “reverse anthropology” (Wagner 1975, Kirsch 2006) or “counter anthropology” (Viveiros de Castro 2009). In order to do so, we focus on the writings of a Toba political leader of the Argentinean Chaco, Timoteo Francia. His writings were published by the anthropologist Florencia Tola in the book Reflexiones dislocadas. Pensamientos políticos y filosóficos qom (2011). His work is a critique of white people, their excessive ambition and their anxieties of indiscriminate progress. In his texts, Timoteo uses western concepts such as “freedom” and “savage”, giving them a different meaning. He inhabits the equivocation (sensu Viveiros de Castro) that exists between the Toba world and that of white people. This paper tries to tie Timoteo’s counter anthropology with some contemporary debates of Anthropology, such as the notion of person done of relations, alterity, perspective, hierarchy, cosmopolitics, among others.Fil: Rodrigues Lopes, Gabriel. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras; ArgentinaFil: Tola, Florencia Carmen. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras; Argentin

    A filosofia do mictório – considerações sobre o romance O Casamento (1967), de Nelson Rodrigues

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    Este ensaio procura traçar, através da análise do romance O Casamento (1967), de Nelson Rodrigues, algumas linhas de força para pensar a existência de diferentes projetos de modernidade na literatura brasileira da primeira metade do século XX. A análise se concentra sobretudo no romance de Nelson Rodrigues, e aposta na obra do autor como representativa de um projeto distinto, e mesmo oposto, à tradição inaugurada sobretudo pelo Modernismo paulista. Para isso, procuramos ler o romance e as questões que ele levanta em comparação com o Manifesto Antropófago (1928) de Oswald de Andrade, lançando mão ainda, quando é conveniente à ampliação da discussão, de um atravessamento por conceitos da psicanálise lacaniana para pensar não apenas os dois autores em questão, mas a corrente de influências que as suas obras tiveram ao longo do século passado sobre a literatura e a cultura brasileiras.</jats:p

    Desmontando el Desarrollo Territorial Rural (DTR) en América Latina

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    El Desarrollo Territorial Rural (DTR) comienza a ser discutido, elaborado e implementado en los años iniciales del siglo XXI con el fin de minimizar el «mal desarrollo» de la década anterior. Sin embargo, refrenda y resurge de la estructura misma del sistema que genera los problemas que supuestamente combate. La mayoría de los trabajos académicos, por acotarse a la administración del DTR, pasan por alto las implicaciones epistémicas, políticas y socioeconómicas que advienen del enfoque. En el presente trabajo, analizamos y problematizamos las condiciones de posibilidad que dieron origen y legitimidad al DTR y lo habilitaron como marco orientador de las políticas públicas de desarrollo rural en la mayoría de los países de América Latina. El artículo está orientado desde una metodología cualitativa teórico-explicativa, amparado en una amplia revisión bibliográfica que transversaliza los enfoques del post-desarrollo, de la geografía agraria crítica, de la decolonialidad y del colonialismo interno. Esperamos que el ejercicio de deconstruir el DTR devele su rol como promotor y camuflador del sistema-mundo capitalista / patriarcal occidentalocéntrico / cristianocéntrico moderno/colonial.Rural Territorial Development (DTR) is recently being discussed, developed and implemented in the first years of the 21st century in order to minimize «poor development» in the previous decade. However, it is endorsed and reemerges from the same system structure generating the problems DTR is supposed to fight against. Most scholar works, to be ascribed to DTR management overlook epistemic, political and socioeconomic implications derived from this approach. This paper analyzes and challenges the conditions of possibility giving rise and legitimating DTR, which allowed for and enabled it as a guiding framework for rural development public policies in most Latin American countries. This paper follows a qualitative theoretical-explanatory approach, relying on a broad bibliographic review on critical agrarian geography, decoloniality and internal colonialism, which brings a cross-cutting view on post-development approaches. By deconstructing DTR we expect its role as a promoter and camouflager of the capitalist/ patriarchal, Western-centric/Christian-centric, modern/colonial world system. Keywords: Rural territorial development, fight on poverty, agrarian issue, neodevelopmentalism, modern/colonial world system.O Desenvolvimento Territorial Rural (DTR) começou a ser debatido, elaborado e implementado no início do século XXI com o propósito de minimizar o «desenvolvimento ruim» da década precedente. Contudo, o DTR referenda-se e surge da estrutura do sistema que gera os problemas que supostamente combate. A maior parte dos trabalhos académicos, por se limitarem a administração do DTR, esquecem as implicações epistêmicas, políticas e socioeconômicas derivadas desse enfoque. No presente trabalho, analisam-se e problematizem-se as condições de possibilidade que originaram e legitimaram o DRT, e o habilitaram como guia das políticas públicas do desenvolvimento rural na maioria dos países da América Latina. O presente artigo foi estruturado a partir de uma metodologia qualitativa teórico-explicativa e se baseia numa ampla pesquisa bibliográfica que leva em consideração transversalmente os enfoques pós-desenvolvimento, a geografia agraria crítica, a decolonialidade e o colonialismo interno. Espera-se que o exercício de desconstrução do DTR desvele seu papel como promotor e camuflagem do sistema-mundo capitalista/patriarcal ocidental-cêntrico/ cristão-cêntrico moderno/colonial.Fil: Rodrigues Lopes, Gabriel. University of Nairobi; Kenia. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentin

    “We don't want that offer 'development'!”: of the horizon colonial to the epistemic shift decolonizing

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    En la historia contemporánea, América Latina ha sido escenario de muchos sacrificios materiales, políticos, culturales y humanos en nombre del desarrollo. Frente a ello, es común escuchar exclamaciones como “ese desarrollo quiere acabar con nosotros!”, lo que significa poner en jaque la estructura moderno/colonial/norte-eurocéntrica/patriarcal que lo sostiene. En este trabajo, desde un giro epistémico des-colonizador, se ha invertido la situación de invisibilidad a que goza la modernidad/colonialidad en el desarrollo, o sea, hemos desmontado los dispositivos de poder, los imaginarios y los mitos que lo sostienen a fin de enfrentar su horizonte colonial de dominación que aún logra silenciar (colonialmente), inferiorizar (epistemológicamente) y subestimar (políticamente) las voces críticas que generan conocimientos y mundos otros. La investigación está orientada por una metodología cualitativa teórico-explicativa, con una extensa revisión bibliográfica (tesis, libros, artículos y documentales) y reflexiones a partir de vivencias en comunidades campesinas e indígenas en Brasil, Argentina y México. Esperamos liberar el espacio semántico, epistémico y discursivo a fin de identificar el “todavía no”, las alternativas posibles al desarrollo.Na história contemporânea, América Latina tem sido o palco de muitos sacrifícios materiais, políticos, culturais e humanos em nome do desenvolvimento. Diante disso, é comum escutar exclamações como “este desenvolvimento quer acabar com a gente”, o que significa por em xeque a estrutura moderno/colonial/norte-eurocêntrica/patriarcal que o sustenta. Neste trabalho, desde um giro epistêmico des-colonizador, invertemos a situação de invisibilidade que gozava a modernidade/colonialidade no desenvolvimento, ou seja, desmontamos os dispositivos de poder, os imaginários e os mitos que o sustentam, a fim de enfrentar seu horizonte colonial de dominação que ainda logra silenciar (colonialmente), inferiorizar (epistemologicamente) e subestimar (politicamente) as vozes criticas que geram conhecimentos e mundos outros. A investigação está orientada por uma metodologia qualitativa teórica-explicativa, com um extensa revisão bibliográfica (teses, livros, artigos e documentais) e reflexões a partir de vivências em comunidades camponesas-indígenas no Brasil, Argentina e México. Esperamos liberar o espaço semântico, epistémico e discursivo a fim de identificar o “ainda não”, as alternativas possíveis ao desenvolvimento.In the contemporary history, Latin America has been the scene of many materials, political, cultural and human sacrifices in the name of development. Therefore, it is common to hear exclamations like " This 'development' wants to put an end to us ", which means put on checkmate the structure modern/colonial/North-Eurocentric/patriarchy that sustains it. In this work, from an decolonizing epistemic turn, reversed the situation of invisibility which enjoyed modernity / coloniality development, that is, we disassemble the devices of power, the imaginary and the myths that sustain, to confront its colonial horizon of domination that still manages to mute (colonially), to belittle (epistemologically) and underestimate (politically) critical voices that generate knowledge and other worlds. The research is guided by a qualitative methodology, theoretical-explanatory, with an extensive literature review (theses, books, articles and documentaries) and reflections from experiences in peasant and indigenous communities in Brazil, Argentina and Mexico. We hope to release the semantic, epistemic and discursive space to identify the "not yet", the possible alternatives to development.Fil: Rodrigues Lopes, Gabriel. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentin
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