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    DISCURSOS MEMORIALÍSTICOS DE MULHERES-PROFESSORAS: SEXUALIDADE FEMININA, GÊNERO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

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    Este artigo resulta de pesquisa que contou com o apoio da CAPES/PICDT que buscou entender como os discursos produzidos por quatro professoras brasileiras e três portuguesas se constituíam em práticas discursivas evidenciando circulação, compartilhamento de enunciados e negociações entre o que pode ser dito e o que é interdito. Os dados analisados foram obtidos mediante entrevistas de histórias de vida tendo como referencial os pressupostos foucaultiano e os estudos de Gênero. Apesar de as professoras pertencerem a espaços diferenciados, compartilham de enunciados, especialmente no que tange a discursos de sexualidade feminina hegemônica. Adotam o discurso da docência para produzir as narrativas pessoais. É neste local – a escola –, e é nesta atividade – a docência - , que ressignificam sua intimidade e também produzem discursos que acabam por constituir ações que conduzem condutas de alunos e alunas

    Educação para a(s) sexualidade(s): carregar água na peneira?

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    O artigo tem por objetivo discutir sobre os conceitos de educação sexual, orientação sexual e educação para a sexualidade. A opção teórica é pelo termo educação(ões) para a(s) sexualidade(s). Pretendo no presente artigo, discutir essas questões, sem a pretensão de esgotálas, ressaltando as possibilidades, as dificuldades, os conflitos, os avanços, os ganhos, os desafios, os propósitos e os despropósitos... decorrentes da prática da educação para a(s) sexualidade(s) na educação de educadoras e educadores em cursos de formação inicial e continuada. Não se almeja chegar a conclusões, a respostas com tom de verdade ou definitivas. Importa, sobretudo, refletir, palpitar, questionar, problematizar, discutir, pensar sobre esses e outros assuntos, bem como tencionar discursos e provocar inquietações, algo que ao longo desses últimos vinte e poucos anos têm constituído objeto constante de meus estudos, de práticas de desacomodação na discussão da interface entre sexualidade(s), gênero(s) e educação

    ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA E NO CENTRO DE SAÚDE UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL

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    O presente artigo tem como objetivo discutir os dados levantados em uma pesquisa sobre o processo de orientação sexual desenvolvido pelo Centro de Saúde Especial da Criança e do Adolescente em escolas  públicas municipais de Campo Grande, MS, do qual participaram adolescentes, pais, mães e responsáveis dos alunos e educadores. A pesquisa teve como objetivo avaliar o projeto, bem como detectar as principais dificuldades da vivência da orientação sexual nos olhares dos atores que dele participaram e avaliaram. O pressuposto teórico de análise dos dados foi o da Relação de Gênero, proporcionando entender como a sexualidade é vivenciada de forma diferenciada por meninos e meninas. Enquanto a visão dos meninos é mais genitalizada, as meninas projetam uma visão mais romântica, muito baseada na cultura dominante

    Ver e ‘desver’ o mundo em pesquisas com crianças

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    Há anos a criança é objeto de pesquisa, tendo seu corpo e atitude esquadrinhados, medidos, avaliados, milimetricamente interpretados, a partir de perspectivas adultocêntricas. Nas últimas décadas, houve uma profusão de estudos que passaram a pensá-la como sujeito social, cultural e de direito; com isso, sua voz começou a ser ouvida e significada de outras formas. O presente texto tem por objetivo refletir sobre as mais recentes investigações sobre crianças, realizadas em pesquisas participantes. Nelas, as vozes das crianças foram ouvidas. Produziram-se coletivamente ideias, livros para a infância e filmes de animação. As discussões teóricas basearam-se em Estudos Culturais, de Gênero, com base em pressupostos foucaultianos

    Imprensa feminina – entre modas, bordados, cuidados com a prole e o casamento: dispositivos pedagógicos

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    Trata-se de uma pesquisa que priorizou a imprensa feminina brasileira e portuguesa como fonte de estudos:“Capricho” (década de 1950) e “Cláudia” (década 1960 a 1980), no Brasil; e “Modas e Bordados” (décadasde 1950 a 1977), em Portugal. A investigação fundamenta-se nos estudos de Gênero e pressupostos foucaultianos.Busca-se entender como a imprensa feminina organiza seus discursos de modo a constituir-se comodispositivo pedagógico, a fim de conduzir a conduta de suas possíveis leitoras, especialmente no tocante àsexualidade feminina e à conduta idealizada de ser mulher. As fontes foram consultadas, e selecionaram-seartigos e textos diversos, visando a entender a linguagem e a produção discursiva; as formas pelas quais asrevistas organizam seus enunciados e como buscam estabelecer diálogo com a leitora constituindo-se comdispositivos pedagógicos privilegiados.Palavras-chave: Imprensa feminina. Sexualidade. Gênero. Dispositivo

    Gênero, corpo e sexualidade nos livros para a infância

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    Livros para a infância sobre gênero, sexualidade e diversidade são fontes inesgotáveis e férteis para estudos. De 2006 a 2013, serviram de fontes a três pesquisas sob minha coordenação, a partir do referencial teórico dosestudos culturais, dos estudos de gênero e dos pressupostos foucaultianos. Os livros foram analisados como dispositivos pedagógicos para a educação da infância. Foram analisados em relação à linguagem adotada, suas possibilidadesde produzir subjetividades na infância bem como por aquilo que produzem e veiculam sobre corpo, gênero e sexualidade. Dentre os dados das pesquisas a destacarmos merece ser enfatizada, nas últimas décadas, a grande profusão de livros dirigidos ao público infantil, sobretudo a partir de 1980. Muitos deles são escritos por autores/as brasileiros/as, o que parece ser um aspecto positivo, pois, nas décadas anteriores, o que havia era uma quantidade considerável de livros traduzidos, que, obviamente, refletiam outras realidades. O que não se vê, no entanto, é a participação efetiva dascrianças nessas obras, além de serem silenciadas algumas temáticas como a violência contra a criança e a homossexualidade. O presente artigo tem por objetivo fazer um balanço dos estudos realizados, buscando entender essaprodução como artefato cultural e como dispositivo pedagógico de educação da infância, afora salientar algumas características que expressam como eles podem ser instrumentos educativos para as crianças

    TECER E ENTRETECER A VIDA: EDUCAÇÃO PARA AS SEXUALIDADES E GÊNEROS NA FORMAÇÃO DOCENTE

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    Partindo da metáfora da Moça Tecelã, de Marina Colasanti, busco discutir o processo da educação para as sexualidades e gêneros na formação docente, inicial e continuada, buscando observar toda a complexidade, os desafios e perspectivas desses momentos formativos. Destaco duas questões prementes nesse processo: corpo e práticas pedagógicas. O corpo, historicamente, foi banido da escola, privilegiando o intelecto e tudo o que envolve a mente. Os corpos “desejantes”, curiosos, sexuados, generificados, diferentes, são constantemente disciplinados e educados na escola para conter sua sexualidade. Os corpos infantis, no entanto, resistem a esses imperativos da educação adultocêntrica. Por mais que se queira tirar gênero e sexualidade das instituições educativas, essas temáticas estão presentes nas práticas cotidianas. A educação dos corpos, dos gestos e atitudes de crianças e adolescentes ocorre seja pelo silenciamento, pela repreensão ou a negação. O que se busca nos momentos de formação docente é desnaturalizar essas práticas para poder entender que novas atitudes e práticas docentes os/as acadêmicos/as, professores/as cursistas poderão pensar para empregar em suas vivências com as crianças

    O Fracasso Escolar de Mulheres Transexuais e Travestis nos Trabalhos Apresentados no Gt-23 da Anped, no Período de 2005 a 2015

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    A presente pesquisa teve por objetivo analisar e problematizar os trabalhos apresentados em dez anos de GT – 23 da ANPEd, tendo como recorte o período de 2005 a 2015, que dialogam sobre o fracasso escolar de mulheres transexuais e travestis. A problemática que norteou a pesquisa foi: “Quais os aspectos que interferem no fracasso escolar, na Educação Básica, de mulheres transexuais e travestis?” A pesquisa de caráter bibliográfico seguiu os preceitos dos Estudos de Gênero e Sexualidades no âmbito da Educação, utilizando os conceitos de gênero, cisgênero, travesti, transexual e fracasso escolar. Escolhemos os textos da ANPEd por esta Associação ser um amplo espaço de discussões sobre questões políticas e científicas no campo da educação. Para organizar nossas discussões fizemos agrupamentos de acordo com as questões que se assemelham e se distanciam entre os textos: “Nomenclaturas” e “Aspectos que interferem no fracasso escolar”. Com base nos nossos pressupostos teóricos foi possível pensar nas discussões e problematizações referentes à nossa problemática. Contudo, entendemos que essas problematizações nos possibilitou compreender que é necessário repensar o espaço escolar e lutarmos frente à garantia do direito à educação para todas as pessoas, principalmente à garantia de permanência de pessoas transexuais e travestis nas escolas
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