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A compreensão dos povos indígenas da América portuguesa por Alexandre Rodrigues Ferreira durante a Viagem Filosófica (1783-1792): A apropriação de uma tradução francesa de The History of America (1777), de William Robertson
This article aims to address how naturalist Alexandre Rodrigues Ferreira used a French edition of The History of America (1777) by historian William Robertson, to understand the indigenous peoples of Portuguese America during the Philosophical Journey (1783-1792). To this end, we compare the French edition with two of his writings, the General Participation of Rio Negro (1787) and the General and Particular Observations on the Class of the Mammals (1790), evidencing the naturalist’s uses and textual appropriations. We argue that the understanding of the indigenous peoples of the regions Alexandre visited was based on the identification of their “mode of subsistence” and the existence of an Amerindian “general character”, conceptions incorporated from his reading of Robertson.Este artículo trata de la forma en que el naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira utilizó la edición francesa de La Historia de América (1777), del historiador William Robertson, para comprender a los pueblos indígenas de la América portuguesa durante el Viaje filosófico (1783-1792). Procedemos comparando la edición francesa con dos de sus escritos, Participación General de Río Negro (1787) y Observaciones Generales y Particulares sobre la Clase de los Mamais (1790), destacando los usos y apropiaciones textuales que hizo el naturalista. Argumentamos que la comprensión de los pueblos indígenas de las regiones que visitó se basó en la identificación de su «modo de subsistencia» y la existencia de un «carácter general» amerindio, conceptos incorporados de su lectura de Robertson.
[pt] Este artigo versa sobre a maneira como o naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira mobilizou uma edição francesa de The History of America (1777), do historiador William Robertson, para compreender os povos indígenas da América portuguesa durante a Viagem Filosófica (1783-1792). Procedemos por uma comparação da edição francesa com dois de seus escritos, a Participação Geral do Rio Negro (1787) e as Observações Gerais e Particulares sobre a Classe dos Mamais (1790), evidenciando-se os usos e as apropriações textuais feitas pelo naturalista. Argumentamos que a compreensão dos povos indígenas das regiões que visitou se baseou na identificação de seu «modo de subsistência» e pela existência de um «caráter geral» ameríndio, concepções incorporadas a partir de sua leitura de Robertson
Ferreira, Ferrari: ficções do exílio
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2015.Esta é uma leitura dos exílios de Ferreira Gullar e León Ferrari, durante as últimas ditaduras militares que tomaram conta do Cone Sul, incluindo Brasil e Argentina. Entre 1971 e 1977, Gullar passou por Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires, além de outras cidades, enquanto Ferrari, por sua vez, estabeleceu-se com sua família em São Paulo do final de 1976 até 1984, sendo que após esse período ainda dividiria por alguns anos a sua permanência entre a capital paulista e Buenos Aires. Alguns de seus mais notáveis trabalhos foram realizados no exílio, de modo que a configuração de uma paisagem ou cena exílica torna-se indissociável das experiências conduzidas com a linguagem. Em poucas palavras: embora marcado pela tanatopolítica castrense e pelo nomos gestor do capital global, é possível afirmar que o exílio não está dado de antemão e nem permanece sempre o mesmo, quer seja como dano ou como dádiva; é somente com a linguagem  a imagem, o sensível  que uma experiência exílica, sempre singular e radicalmente contemporânea, pode encontrar a sua superfície de exposição, quer dizer, a sua diferença. Conquanto sejam profundamente dessemelhantes, os exílios de Ferreira Gullar e León Ferrari não deixam de mostrar afinidades, sobretudo nos momentos em que suas experiências tocam um ponto comum: o espaço  um topos  a-tópico da impropriedade, da potência, da in-operatividade que, com a linguagem, resiste indomesticável às tentativas de cristalização da língua, do povo, do poder, da nação. Foucault, Saer, Coccia e outros autores franqueiam um pensamento da ficção enquanto construção contingencial capaz de desnaturalizar os usos do discurso e a teleologia que assedia constantemente a literatura, as artes, a história. De certo modo, a ficção ¬repete, expõe e portanto difere as fábulas, ao mesmo tempo em que expõe e difere a si mesma. É essa operação in-operante, esse trabalho afirmativo da negatividade que suspende a maquinaria imunitária, autonomista, da civilização ocidental e cristã.Abstract : This is a reading of both Ferreira Gullar and León Ferrari s exiles, during the last military dictatorships that took account of the Southern Cone, including Brazil and Argentina. Between 1971 and 1977, Gullar went through Moscow, Santiago, Lima and Buenos Aires, and other cities, while Ferrari settled with his family in São Paulo from late 1976 until 1984, and thereafter still divided for a few years his stay between São Paulo and Buenos Aires. Some of his most notable works were carried out in exile, so that the configuration of an exilic landscape or scene becomes inseparable from experiments conducted with language. In short, although marked by military thanatopolitics and the nomos of global capital manager, it is possible to say that exile is not given in advance and not always remains the same, whether as damage or as a gift; it is only with the language  the image, the sensible  that an exilic experience, always singular and radically contemporary, can find its exposure surface, that is, its difference. While they are profoundly dissimilar, Ferreira Gullar and León Ferrari s exiles show their affinities, particularly at times when their experiences play a common point: the space  a topos  a-topic of the impropriety, potency, of in-operativity that, together with language, resists untamable against all crystallization attempts on the idiom, people, power, and nation. Foucault, Saer, Coccia and other authors frank a thought of fiction as a contingency construction able to denature the uses of speech and the teleology that constantly haunts literature, arts, and history. In a way, fiction repeats, exposes and therefore differs fables, while exposes and differs itself. It is this in-operative operation, this affirmative work of negativity that suspends the immunitary machinery of Christian Western civilization
Comentários sobre os mamíferos Descritos e Figurados por Alexandre Rodrigues Ferreira em 1790
Alexandre Rodrigues Ferreira (1756-1815), o primeiro zoólogo nascido no Brasil, que reuniu importantes coleções e sobre elas escreveu trabalhos de bastante mérito para o seu tempo, não teve a sorte de os ver publicados em vida. Seus manuscritos foram depositados inicialmente no Real Museu de Lisboa, onde permaneceram desconhecidos, e daí vieram ter ao Rio de Janeiro em 1842, graças a entendimentos havidos entre os governos de Portugal e Brasil. Alguns dos trabalhos foram então publicados em diversas revistas. Alguns desenhos foram copiados em cor no Real Jardim Botânico de Portugal, para o Museu Nacional do Rio de Janeiro, e aqui identificados por E. Goeldi (1886). Por outro lado, parte dos manuscritos e coleções, conservados em Lisboa, foram levadas para o Museu de Paris como presa de guerra por Étienne Geoffroy Saint-Hilaire em 1808. Ali, muitos dos exemplares serviram para descrições do próprio Étienne (1812). de Desmarest & Blainville (1817), Isidore Geoffroy (1844), etc. Em 1934 foi publicado mais um MS original, as Observações geraes e Particulares sobre a Classe dos Mammaes, observados nos três Rios, das Amazonas, Negro, e da Madeira. Não sendo esta edição acompanhada de notas críticas, resolvemos executar a tarefa. Esta não tem apenas o interesse histórico que logicamente desperta a obra do infortunado bahiano; tem também importância científica, pois sua coleção serviu de base à descrição de inúmeras formas, sobre diversas das quais há incerteza, quando não erros e omissões
Barreto, António; Benavente, Ana; Figueiredo, Eurico; Ferreira, J. M. e Alexandre, Valentim (2011), Pátria utópica: o Grupo de Genebra revisitado. Lisboa: Bizâncio, 360 pp.
Referência(s): Barreto, António; Benavente, Ana; Figueiredo, Eurico; Ferreira, J. M. e Alexandre, Valentim (2011), "Pátria utópica: o Grupo de Genebra revisitado". Lisboa: Bizâncio, 360 pp. Notas do autor: Livro apresentado pela autora a 16.03.12 na Livraria Solmar, Ponta Delgada. ISBN 978-972-53-0489-1.Em Pátria utópica, António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre revisitam em conjunto a decisão do exílio, o seu engajamento político em clima universitário, a estadia em Genebra como espaço marginal de resistência, de formação pessoal e académica e, por fim, o seu regresso à Pátria. A referência às aspirações e lutas políticas, à prisão, e tortura nalguns casos, às discussões nos Cafés Landolt e du Commerce em Genebra, aos debates nos comícios europeus, às incertezas e certezas pessoais, às utopias e distopias faz parte da aventura comum, embora com trajetórias singulares, destes cinco protagonistas. Ao longo das cinco narrativas, torna‑se claro que o exílio, encarado pela tradição literária do exílio (ver por exemplo as reflexões de importantes autores diaspóricos como E. Said, T. W. Adorno, G. Agamben, H. Arendt, S. Hall, J. Joyce, C. Magris, A. Camus) como um “entre‑lugar”, um “lugar em trânsito”, não representou para os autores nem um cárcere, nem uma mera passagem física, temporal e objetiva, mas foi, essencialmente, um locus de construção e reconstrução de um novo eu, potenciador de uma experiência interpessoal e intercultural que ultrapassou as barreiras instauradas e gerou espíritos cosmopolitas. Contudo, o paradoxo do exílio, o sentimento ambíguo que oscila entre a exclusão, a nostalgia, a ausência, a perda de raízes, por um lado, e os novos territórios de experiência, de liberdade e de esperança, por outro, modelou a experiência tão inextricavelmente unida ao devir político e social deste grupo de intelectuais.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Jornalismo, história e memória: análise da cobertura jornalística do incidente na Pacheco Fernandes em Brasília no Governo JK
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, Florianópolis, 2010Esta dissertação faz uma análise empírica de notícias publicadas em jornais, de fevereiro de 1959, sobre o incidente no acampamento da construtora Pacheco Fernandes Dantas. Busca-se constatar se este episódio foi apurado jornalisticamente pelos veículos de comunicação impressos da época, comparando os conteúdos publicados. Propõe-se a discussão deste caso na condição de paradigma ou referência para outras ocorrências similares em que o jornalismo deixa de cumprir seu papel social, de investigador e questionador do Poder Público. Assim, discute-se neste trabalho sobre a importância do jornalismo para elucidar ocorrências como esta que foram esquecidas pela historiografia oficial. E, principalmente, sobre a responsabilidade social do jornalista, a partir do rigor da apuração e da verificação, de ser um mediador da realidade e não um mero reprodutor de versões. Discute-se aqui o jornalismo enquanto atividade fundamental para a construção da História e da memória social. Sem o registro imediato do jornalista o trabalho do historiador torna-se mais difícil. O registro do cotidiano realizado pelo jornalista está ligado à construção histórica e à memória social que permanece.This dissertation makes an empirical analysis of news published in newspapers of February 1959, about the incident at the construction camp of Pacheco Fernandes Dantas Company. It aims at searching if this episode was journalistically investigated by the media of that time, through the comparison of the published content. This work proposes the discussion of the case as a paradigm or reference for other similar occurrences in which Journalism fails to fulfill its social role as a government investigator and questioner. Thus, this paper discusses the importance of journalism to elucidate events like this which have been forgotten by the official historiography, and mainly, on the social responsibility of the journalist, through its investigation and verification rigor as a mediator of reality and not a mere version copyist. It discusses the journalism as a fundamental activity for the construction of social memory and history. With no immediate reports of journalist work of the historian becomes more difficult. The daily record made by the journalist is linked to building social and historical memory that remains
Espécies vegetais para cobertura do solo: influência sobre plantas daninhas e a produtividade do algodoeiro em sistema plantio direto
Este trabalho objetivou avaliar a produção, a persistência e os efeitos de coberturas vegetais sobre as plantas daninhas e a produtividade do algodoeiro em sistema plantio direto. Os tratamentos consistiram das espécies de cobertura: milheto (Pennisetum glaucum (L.) R. Brown), Brachiaria ruziziensis Germain & Evrard, sorgo forrageiro (Sorghum bicolor L. Moench), capim-pé-de-galinha (Eleusine coracana L. Gaerth), Crotalaria juncea L., Crotalaria spectabilis Roth, aveia-preta (Avena strigosa Schreb.), nabo forrageiro (Raphanus sativus L.), P. glaucum + C. juncea, P. glaucum + C. spectabilis, B. ruziziensis + C. juncea, B. ruziziensis + C. spectabilis, S. bicolor + C. juncea, S. bicolor + C. spectabilis, E. coracana + C. juncea, E. coracana + C. spectabilis, A. strigosa + R. sativus, P. glaucum + R. sativus e pousio. As espécies foram semeadas no final do verão, após a colheita de soja, e o algodoeiro BRS 269-Buriti, nove meses após. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com quatro repetições. As espécies B. ruziziensis, B. ruziziensis + C. juncea, B. ruziziensis + C. spectabilis e P. glaucum + R. sativus produziram mais de 6,8 t ha-1 de biomassa seca. A palhada produzida pela B. ruziziensis garantiu boa cobertura do solo durante o ciclo do algodoeiro. A biomassa seca de B. ruziziensis, B. ruziziensis + C. juncea e B. ruziziensis + C. spectabilis reduziu a infestação de plantas daninhas até a época de semeadura do algodão e durante os estádios iniciais de seu desenvolvimento. Palhas de R. sativus e A. strigosa, solteiras e consorciadas, interferiram negativamente na produtividade do algodoeiro
Nós não somos de origem: populares de ascendência açoriana e africana numa freguesia do sul do Brasil (1780-1960)
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História.A tese faz uma história cultural a partir dos dados demográficos da freguesia de Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida (atual Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, SC). A população desta freguesia foi constituída basicamente por açorianos e africanos. O comportamento demográfico e cultural da população livre no século XVIII era muito semelhante à matriz demográfica dos Açores no período. Ao longo do século XIX esta população foi se afastando dessa matriz açoriana e se "abrasileirando", a ponto de chegar ao final do século XIX sem lembrar mais de sua ascendência açoriana. No século XX esta população se proclamará "sem origem". No final do século XX, o movimento de valorização da açorianidade precisou buscar nos documentos esta ascendência que a memória já tinha esquecido. Por outro lado, estes mesmos documentos também revelaram que a presença africana não foi tão insignificante como a historiografia tradicional tem apregoado. Aos descendentes de africanos não se perguntará se têm origem, a cor de sua pele os colocam entre os descendentes de escravos, tenham sido seus antepassados escravos ou não. A origem que se lhes atribui é o cativeiro, não uma origem étnica ou geográfica. No entanto, assim como os descendentes de açorianos, os descendentes de africanos não serão considerados como "de origem", o que os coloca no rol dos "sem origem" ao lado dos descendentes de açorianos. The current to create a cultural history from demographic data collected in the district of #Nossa Senhora das Necessidades da Praia Comprida# (now called #Santo Antonio de Lisboa#), Florianópolis, SC. The population of the district was basically formed by azorean-portuguese and african people. Cultural and demographic patterns of this free population in the 18th were very similar to the Azores´ demographic matrix during this period of time. As the century went by, this population gradually mixed and #brazilianized#. By the end of the 19th Century, they didn´t remind at all of any azorean-portuguese descendence. In the 20th Century this population will claim not to have any origins. In the end of the 20th century, the movement for an azorean-portuguese descendence valorization had to search documents looking for a memory of an azorean descendence that had already been left behind. On the other hand, these same documents also revealled that the african presence was not as insignificant as the traditional historiography had stated. Historiography won´t ask the african descendants about their origins; the colour of their skin will classify them among slaves descendants, whether they had been their ancestors of not. The origins they were atttributed was not geographic or ethnic, but it was their bondage instead. However, just as the azorean-portuguese descendants, the origins of the african descendants won´t be considered, which makes them belong to the same #non-origins group# to which the azorean-portuguese descendants belong
On the Stability of the Wealth Effect
Evidence of instability of the wealth effect in the USA is presented through the estimation of a Markov switching model of the long-run aggregate consumption function. The dating of the regimes appears to bear relation to movements in asset prices. A model-based explanation of the findings is suggested, highlighting the importance of the short-run relation between consumption, income and wealth in explaining the estimated long-run coefficients.Parameter instability, Markov switching, Consumption, Wealth effect.
Arthropoda, Arachnida, Scorpiones: Estação Científica Ferreira Penna and Juruti Plateau, Pará, Brazil.
Six scorpion species were recorded using pitfalltraps with drift-fences in the Amazonian terrafirme forest of Estação Científica Ferreira Penna,Floresta Nacional de Caxiuanã, Melgaço, Pará,Brazil, during four expeditions in 2003: Brotheassp. (relative abundance 0.6); Broteochactasparvulus Pocock, 1897 (0.22), Tityus paraensisKraepelin, 1896 (0.06); Tityus silvestris Pocock,1897 (0.04); Ananteris balzanii Thorell, 1891(0.04) and Tityus strandi Werner, 1939 (0.02).Abundance in the non-flooded forest is higherthan the flooded forest probably due to theavailability of dry shelters. Five new records arepresented for the Juruti Plateau, Pará: buthidsTityus metuendus Pocock, 1897, T. silvestrisPocock, 1897, T. strandi Werner, 1939; chactidsBrotheas overali Lourenço, 1988, andBroteochactas parvulus Pocock, 1897
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