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Prosa com Eliseu: entrevista a Jorge Duarte.
Este livro resultou de uma entrevista idealizada pelo jornalista Jorge Duarte, em que o entrevistado é um dos mais renomados e reconhecidos presidentes da Embrapa: Eliseu Alves. Escrita em linguagem coloquial, muitas vezes com notas de afetividade, a entrevista teve duas motivações. A primeira foi conhecer a história particular de Eliseu Roberto de Andrade Alves: a família, a região onde cresceu, os aprendizados com a formação acadêmica, os desafios profissionais e as inovações teóricas e práticas que resultaram em grandes contribuições à atividade agropecuária brasileira, prioritariamente quando ele esteve à frente de empresas públicas que ajudou a fundar e administrar. A segunda foi conhecer a visão referencial do pesquisador Eliseu Alves sobre os fundamentos, a direção, a trajetória da pesquisa agropecuária e os desafios da extensão rural e da pobreza rural no Brasil. Assim, podemos dizer que é um relato histórico sobre a composição vital do percurso tecnológico da atividade rural no Brasil
Salazar e Duarte Pacheco não ouviam a mesma música: um episódio quase anedótico com o ministro Duarte Pacheco
Este texto está ao dispor do público no meu blogue «Algarve - História e Cultura», com seguinte endereço: http://algarvehistoriacultura.blogspot.pt/2013/05/salazar-e-duarte-pacheco-nao-ouviam.htmlApesar de Salazar ser um ultraconservador, antidemocrata e antipartidário, de espírito rural, atreito a modernismos e inovações reformistas, teve no seio do seu primeiro governo uma figura de marcante iniciativa, contagiante ativismo, destacado empreendedorismo e de fulgurante reputação, que foi o Eng.º Duarte Pacheco. Não foi um convicto partidário do corporativismo salazarista, ate porque nas manifestações oficiais e públicas, em que intervinha, não fazia a saudação fascista nem evidenciava o júbilo esfuziante, quase fanático, dos outros ministros e acólitos do «Estado Novo». Inclino-me a aceitar que Duarte Pacheco nunca foi um fascista, na verdadeira asserção do termo, mas já não tenha duvidas quanto as suas convicções nacionalistas
Paulo Duarte contra a correnteza: da pedra fundamental à origem vazia
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2013.Esta Tese de Doutorado versa sobre os contatos intelectuais estabelecidos por Paulo Duarte durante o período de seus dois exílios, que lhe foram impostos por Getúlio Vargas em 1934 e, depois de um período de retorno ao Brasil, entre 1938 e 1945, durante a vigência do Estado Novo. O texto se serve da imagem do rio, fundamental que foi ao longo dos escritos de Duarte, para realizar um movimento a contrapelo, ou seja, na contramão da correnteza, no sentido de encontrar as relações e contatos que não foram explorados na criação da imagem ?institucional? do escritor. Após um excurso em que se apresenta a imagem do rio e questões relativas à redação da autobiografia e às teorias da memória e da história que guiam as reflexões da Tese, debatem-se três problemas-chave em que a posição de Duarte permite ler diferentes teorias da modernidade na América Latina. Primeiramente, a ideia de patrimônio e o debate travado na passagem pela Argentina, em sua proximidade com as reflexões contemporâneas de Benjamin e com o pensamento dos Annales a respeito da História. Em seguida, a procura pelo fundamento da História e da cultura leva, pois, a pensar o problema da origem do humano, radicada em sua reflexão, na linguagem. Por fim, chega-se à emergência da problemática da imagem, a qual, em convergência com a origem e a linguagem, leva, na leitura e no contato de Duarte com Luis Buñuel, Anton Giulio Bragaglia e Samuel Beckett, ao torvelinho de radicar a origem no vazio. Abstract : This dissertation is about the intellectual contacts made by Paulo Duarte during his two exiles. The Brazilian president, Getúlio Vargas, exhiled Duarte for two times: in 1934 and, after a period back in Brazil, again, between 1938 and 1945, during the dictatorial government called Estado Novo. The text uses the image of the river, essential in Duarte's writings, to make a movement brushing the history against the grain, that is, against the stream, searching for the relations and contacts which have not been explored in the creation of the writer's "institutional" image. After an excursus in which the river's image is presented, as well as questions about autobiography and the theories about memory and history that guides the doctoral dissertation, we discuss three problems in which Duarte's position allows reading different modernity theories in Latin America. First come the idea of heritage and the debate in which he takes part during his passage through Argentina, in its proximity with Walter Benjamin and the Annales' reflections about History. Second, the search for History and culture's foundings takes Duarte's reflections to the problem of the mankind's origin, that is rooted in the language, according to Duarte. At last, the dissertation approaches the emergency of the problem of image, which, converging with the discussion about origin and language, takes, in the reading of and the contact between Duarte and Luis Buñuel, Anton Giulio Bragaglia and Samuel Beckett, to the swirl of rooting the origin in the void
Memórias em disputa e jogos de genêro: o Movimento Feminino pela Anistia no Ceará (1976-1979)
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História.Estudo das memórias do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA), no Ceará, com ênfase em narrativas de ex-integrantes, entre os anos de 1976 e 1979. O trabalho procura compreender as questões de gênero na forma como as mulheres recuperam suas ações políticas e trajetórias de vida, com foco na elaboração de subjetividades a partir de experiência coletiva. O Movimento Feminino pela Anistia foi criado em 1975, em âmbito nacional, com o objetivo de lutar pela anistia dos perseguidos pela ditadura militar em 1964. Seus quadros reuniam, de acordo com as normas estatutárias, somente mulheres, com núcleos pelo País e milhares de participantes. Apesar de formado, em grande parte, por familiares de presos e exilados políticos, o MFPA agrega mulheres ansiosas por retomarem militâncias políticas interrompidas ou realizadas somente de forma clandestina, além de ter reunido pessoas movidas pela solidariedade. A convivência entre militantes com diferentes motivações gera uma ação política sui generis, em constante instrumentalização do gênero, com disputa entre as memórias reconstruídas no presente e tornando mais complexa a atividade do Movimento que, apesar de fundado sobre valores tradicionais ligados à figura da mulher como defensora da família e pacificadora da sociedade, extrapola tais vivências. Há polarização, especialmente concentrada, entre as que se identificam como familiares de presos políticos e as que se reivindicam como #mais politizadas#. As razões da disputa são analisadas ao longo do trabalho. Tampouco as memórias do MFPA são produzidas somente pelo grupo de mulheres formado para esta pesquisa. Está presente em discursos nas solenidades e manifestações do movimento de anistiados no Estado, na mídia e na documentação dos órgãos de segurança do regime ditatorial. Os discursos são permanentemente comparados e confrontados com documentos de história oral desta pesquisa, em análise que amplia as formas de compreender a luta pela anistia no Brasil, recuperando a ação das mulheres como personagens fundamentais. Study of Women's memories of the Movement for Amnesty (MFPA) in Ceará, with emphasis on narratives of ex-members, between the years 1976 and 1979. The work seeks to understand the issues of gender in how women recover their political actions and paths of life, focusing on development of subjectivity from collective experience. The Women's Movement was established by Amnesty in 1975, at the national level, with the objective of fighting for amnesty for persecuted by the military dictatorship in 1964. Its board meeting, according to the statutory rules, only women with nuclei the country and thousands of participants. Though formed in large part by relatives of political prisoners and exiles, the MFPA adds women eager to resume political militancy discontinued or performed only in a clandestine, in addition to meeting people moved by the solidarity. The coexistence between different motivations militants with political action generates a sui generis, in constant exploitation of the genre, with the dispute between reconstructed memories of this and making more complex the activity of the Movement that, although based on traditional values linked to the figure of the woman as defender of family and peaceful society, beyond such experiences. There polarization, especially concentrated among those who identify themselves as relatives of political prisoners and those that are claimed as "more politicized." The reasons for the dispute are analyzed over the work. Neither the memories of MFPA are produced only by women's group formed for this research. Is present in speeches in ceremonies and events of the movement of pardon in the state, the media and the documentation of the safety of the dictatorial regime. The speeches are constantly compared and confronted with documents of this oral history research in analysis that expands the ways to understand the fight for amnesty in Brazil, recovering the action of women as key characters
ENTREVISTA COM O PROF. DR. NEWTON DUARTE
Newton Duarte possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de São Carlos (1985), mestrado em Educação pela mesma instituição (1987), doutorado na Faculdade de Educação da UNICAMP (1992). É professor da UNESP, campus de Araraquara, desde 1988, onde obteve o título de Livre-Docente (1999) e ocupa o cargo de professor titular desde 2009. Foi pesquisador visitante no Instituto de Ontario para Estudos em Educação, da Universidade de Toronto (Ontario Institute for Studies in Education - OISE/UT) de 2003 a 2004; no Centro para Pensamento Político e Social (Centre for Social and Political Thought – CSPT) da Universidade de Sussex, Brighton, Inglaterra, de 2011 a 2012 e do Instituto de Humanidades (Institute for the Humanities), na Universidade Simon Fraser, Vancouver, Canadá, de 2019 a 2020. Suas pesquisas têm sido apoiadas pelo CNPq, pela CAPES e pela FAPESP. É líder do grupo de pesquisa “Estudos Marxistas em Educação”.
Newton Duarte possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de São Carlos (1985), mestrado em Educação pela mesma instituição (1987), doutorado na Faculdade de Educação da UNICAMP (1992). É professor da UNESP, campus de Araraquara, desde 1988, onde obteve o título de Livre-Docente (1999) e ocupa o cargo de professor titular desde 2009. Foi pesquisador visitante no Instituto de Ontario para Estudos em Educação, da Universidade de Toronto (Ontario Institute for Studies in Education - OISE/UT) de 2003 a 2004; no Centro para Pensamento Político e Social (Centre for Social and Political Thought – CSPT) da Universidade de Sussex, Brighton, Inglaterra, de 2011 a 2012 e do Instituto de Humanidades (Institute for the Humanities), na Universidade Simon Fraser, Vancouver, Canadá, de 2019 a 2020. Suas pesquisas têm sido apoiadas pelo CNPq, pela CAPES e pela FAPESP. É líder do grupo de pesquisa “Estudos Marxistas em Educação”.
Autor de livros, capítulos de livros e artigos, publicados no Brasil e no exterior. Entre seus trabalhos destacam-se os livros: Os conteúdos escolares e a ressurreição dos mortos (2021, 2ª edição); A Individualidade Para Si (2013, 3ª ed), Vigotski e o Aprender a Aprender: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana (2011, 5ª edição); Sociedade do Conhecimento ou Sociedade das Ilusões? (2003); Crítica ao Fetichismo da Individualidade (2004); Critical Perspectives on Activity: Explorations across Education, Work and Everyday Life (2006) co-editada com Peter Sawchuk e Mohamed Elhammoumi; Arte, Conhecimento e Paixão na Formação Humana: Sete Ensaios de Pedagogia Histórico-Crítica (2010) em coautoria com Sandra Della Fonte; Conhecimento Escolar e Luta de Classes: a pedagogia histórico-crítica contra a barbárie (2021) em coautoria com Dermeval Saviani.
Os comedores de polenta: a saga da família Duarte desde os Açores até o Sul Catarinense
Ao longo dos anos, a família Duarte tentou realizar um encontro familiar, que finalmente aconteceu em 22 de julho de 2001, em Orleans/SC. Embora tenha sido um evento significativo, nem todos os familiares conseguiram comparecer devido a imprevistos. Após esse primeiro encontro, outros foram organizados em 2017, 2018 e 2020. Foi no terceiro encontro que surgiu a ideia de se escrever um livro sobre a história da família. Mesmo sem saber por onde começar, a família perseverou e publicou a obra Os Comedores de Polenta: a saga da família Duarte desde os Açores até o Sul Catarinense. O título faz referência à polenta, alimento central na dieta da família, especialmente do avô Liriano, conhecido como "Polenta" e "Toccio", ou "Totcho". O livro é uma homenagem à saga da família, que, com teimosia e trabalho duro, construiu sua história e deixou um legado de gratidão aos antepassados.O livro primeiramente resgata a origem açoriana e descreve a trajetória de Liriano João Duarte, para na sequência apresentar a composição e a trajetória de cada um de seus/suas dez filho/as. Identifica todos os ascendentes até o primeiro não nascido no Brasil (nossos pentavós, hexavós, heptavós e até octavós) e termina com a listagem dos seus descendentes (filhos, netos, bisnetos, trinetos e tetranetos).Ao longo dos anos, a família Duarte tentou realizar um encontro familiar, que finalmente aconteceu em 22 de julho de 2001, em Orleans/SC. Embora tenha sido um evento significativo, nem todos os familiares conseguiram comparecer devido a imprevistos. Após esse primeiro encontro, outros foram organizados em 2017, 2018 e 2020. Foi no terceiro encontro que surgiu a ideia de se escrever um livro sobre a história da família. Mesmo sem saber por onde começar, a família perseverou e publicou a obra Os Comedores de Polenta: a saga da família Duarte desde os Açores até o Sul Catarinense. O título faz referência à polenta, alimento central na dieta da família, especialmente do avô Liriano, conhecido como "Polenta" e "Toccio", ou "Totcho". O livro é uma homenagem à saga da família, que, com teimosia e trabalho duro, construiu sua história e deixou um legado de gratidão aos antepassados.O livro primeiramente resgata a origem açoriana e descreve a trajetória de Liriano João Duarte, para na sequência apresentar a composição e a trajetória de cada um de seus/suas dez filho/as. Identifica todos os ascendentes até o primeiro não nascido no Brasil (nossos pentavós, hexavós, heptavós e até octavós) e termina com a listagem dos seus descendentes (filhos, netos, bisnetos, trinetos e tetranetos).1ª ed.Caxias do Sul - R
Audioguia da exposição "Marcha para o Oeste: a conquista do Brasil Central (1943-1967)”
Audioguia da exposição "Marcha para o Oeste: a conquista do Brasil Central (1943-1967)”, organizada pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (Espanha), em colaboração com o Arquivo Nacional do Brasil. A exposição é o resultado da pesquisa desenvolvida pela Dr.ª Vivien Ishaq, sobre o acervo da Fundação Brasil Central (1943-1967), instituição criada pelo governo brasileiro para financiar as expedições que tinham como objetivo colonizar a região interior do país. A mostra reúne seis módulos, com um total de 55 peças que contam a história da expedição Rondador-Xingú, liderada pelos irmãos Villas Bôas e os primeiros contatos com as comunidades indígenas da região.Audioguia da exposição "Marcha para o Oeste: a conquista do Brasil Central (1943-1967)”, organizada pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (Espanha), em colaboração com o Arquivo Nacional do Brasil. A exposição é o resultado da pesquisa desenvolvida pela Dr.ª Vivien Ishaq, sobre o acervo da Fundação Brasil Central (1943-1967), instituição criada pelo governo brasileiro para financiar as expedições que tinham como objetivo colonizar a região interior do país. A mostra reúne seis módulos, com um total de 55 peças que contam a história da expedição Rondador-Xingú, liderada pelos irmãos Villas Bôas e os primeiros contatos com as comunidades indígenas da região
O espaço vivido : literatura e antropologia em Ruy Duarte de Carvalho
Este trabalho propõe observar, principalmente na análise da obra Vou lá visitar pastores (2000), a relação do autor Ruy Duarte de Carvalho com o espaço vivido. A pesquisa se estende com menos profundidade às outras obras do autor – Como se o mundo não tivesse leste (2008), Os papéis do inglês (2007), Actas da Maianga (2003), As paisagens propícias (2005), Lavra (2005), A câmara, a escrita e a coisa dita...(2008), A Terceira Metade (2009) e Desmedida (2010) – , com o objetivo de traçar um breve panorama biográfico de Duarte, devido à sua inscrição pessoal tanto na poesia quanto nos enredos. Observei que, para o autor, o espaço transcende os limites da realidade física, visto que também é o lugar da criação e da ficção. Para o outro esse espaço vivido representa a extensão da própria vida, pois essa relação de pertencimento estabelece um acordo coletivo entre esses sujeitos e o lugar. Ruy Duarte empenhou grande parte de sua vida no estudo dessas relações, propondo-se a ir lá viver com eles. Com isso, busquei analisar tais questões, pois a partir de experiências desse tipo tem-se mais autoridade para dizer do outro, conforme pôde ser verificado no cotejo entre a minha experiência e a do autor. Nesse sentido, observei ainda a implicação que a Literatura e a Antropologia tiveram para o desenvolvimento de tal projeto de escrita, bem como a maneira de Ruy Duarte se apropriar desses discursos para criar seu próprio estilo literário. Além disso, intentamos dar visibilidade à obra desse importante autor angolano, visto que seu estudo é de suma importância para a compreensão das culturas africanas. Para dar conta de tudo isso, tornou-se necessário um diálogo com inúmeros teóricos de diferentes áreas do saber, dentre os quais se destacam: James Clifford, Walter Benjamin, Gaston Bachelard, Homi Bhabha, Roland Barthes, Rita Chaves, Laura Cavalcante Padilha, Antonio Candido, Frantz Fanon, Rodolfo Kusch, François Laplantine, Ella Shohat/Robert Stam e Paul Zumthor.This research proposes to observe Ruy Duarte de Carvalho’s relationship with the lived space, especially in view of the work Vou lá visitar pastores (2000). Due to his personal inscription in both poetry and plots, the research superficially extends to other works of the author - Como se o mundo não tivesse leste (2008), Os papéis do inglês (2007), Actas da Maianga (2003), As paisagens propícias (2005), Lavra (2005), A câmara, a escrita e a coisa dita...(2008), A Terceira Metade (2009) e Desmedida (2010) - in order to trace a brief biographical overview of Duarte. We note that, for the author, the space transcends the limits of physical reality, since it is also the space of creation and fiction. For the 'other', this lived space is the extension of life itself, because this relation of belonging establishes a collective agreement between the subjects and the place. Ruy Duarte committed much of his life in the study of these relations, and therefore was willing to go live with them. Therewith, we sought to examine these issues, because from such experiences one has more authority to report about the “other”, as evidenced in the comparison between the experiences of the author and mine. In this sense, the implications that Literature and Anthropology have had for the development of such a writing project were also observed, as well as the way Ruy Duarte incorporates these discourses to create his own literary style. In addition, we seek to give visibility to the work of this important Angolan author, since his work is of great importance for the understanding of African culture. To account for all that, we set up a dialogue with numerous theorists from different disciplines, among which we highlight: James Clifford, Walter Benjamin, Gaston Bachelard, Homi Bhabha, Roland Barthes, Rita Chaves, Laura Cavalcante Padilha, Antonio Candido, Frantz Fanon, Rodolfo Kusch, François Laplantine, Ella Shohat / Robert Stam and Paul Zumthor
O Sociologismo Francês e o Pensamento Jurídico de Nestor Duarte: A Sociologia Jurídica na FDUFBA
O tema desta monografia é a influência do sociologismo francês no pensamento jurídico de Nestor Duarte. O objetivo principal é demonstrar a implicação do ideal sociológico na construção do conceito de Direito, na concepção do indigitado autor, reacendendo o debate sobre a importância de se estudar sociologia. Autores como Durkheim e León Duguit, principais expoentes do pensamento sociológico da França e suas doutrinas, são identificados no decorrer da produção intelectual de Nestor Duarte, tais como O Direito: Noção e Norma (1933) e Gado Humano (1936), principalmente. Entretanto, antes de adentrar ao pensamento de Nestor Duarte, foi percebida a necessidade de expor o pensamento individualizado dos intelectuais franceses, para que fosse permitida uma compreensão mais precisa da discussão. Além dessa exposição sumária, outras anotações consideradas fundamentais para o
nascimento da preocupação teórica da antiga Faculdade de Direito da Bahia, atualmente Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, assinalando o influxo recebido pelas escolas de São Paulo e Recife, pontuando os autores mais destacados, é o caso de Silvio Romero e Tobias Barreto, e de um dos autores mais importantes do pensamento sociológico, que embora não possua suas raízes teóricas no pensamento Francês, desenvolveu um trabalho científico-sociológico excepcional, falamos de Almachio Diniz. Ao discorrer sobre Duarte e sociedade, foi feita a análise mais próxima possível das ideias que o autor apresenta explícita e implicitamente em sua produção bibliográfica. Todo o exame e as constatações provenientes deste foram realizados através das obras e de textos selecionados, cuja metodologia situa-se na Revisão de Literatura e o dedutivo. Procurou-se, a partir do pensamento social do fenômeno jurídico, demonstrar a relevância atual da ciência conhecida por Sociologia, pois, como ficará demonstrado no desenvolvimento deste trabalho, tudo o que conhecemos, bom ou ruim, derivou da trama coletiva, pois antes de ser institucional qualquer aspecto vem a surgir, aqui inclui-se o direito, já povoava as mentes dos indivíduos socialmente considerados.The theme of this monograph is the influence of French sociologists on Nestor Duarte's legal thinking. The main objective is to demonstrate the implication of the sociological ideal in the construction of the concept of Law, in the conception of the author, reacting the debate about the importance of studying sociology. Authors like Durkheim and Leon Dugui, the main exponents of sociological thought of France, and their doctrines are identified in the course of the intellectual production of Nestor Duarte, such as Law: Notion and Norma (1933) and Human Cattle (1936), mainly. However, before entering the thinking of Nestor Duarte, the need to expose the individualized thinking of the French intellectuals was perceived, so that a more precise understanding of the discussion was allowed. In addition to this summary, other notes considered fundamental for the birth of the theoretical concern of the former Faculty of Law of Bahia, currently the Faculty of Law of the Federal University of Bahia, pointing out the influx received by the schools of São Paulo and Recife, highlighting the most outstanding authors , is the case of Silvio Romero and Tobias Barreto, and one of the most important authors of sociological thought, which although it does not have its theoretical roots in French thought, has developed an exceptional scientific-sociological work, we speak of Almachio Diniz. In discussing Duarte and society, a closer analysis was made of the ideas that the author presents explicitly and implicitly in his bibliographic production. All the examination and the findings from this were done through the works and selected texts, whose methodology is in the Literature Review and the deductive. From the social thought of the juridical phenomenon, it was tried to demonstrate the current relevance of the science known as Sociology, because, as will be demonstrated in the development of this work, everything we know, good or bad, derived from the collective plot, being institutional any aspect comes to arise, here includes the right, already populated the minds of socially considered individuals
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