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    A bruxa está solta: os protestos contra a visita de Judith Butler ao Brasil à luz de sua reflexão sobre ética, política e vulnerabilidade

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    O objetivo deste artigo é analisar os protestos contra a visita de Judith Butler ao Brasil, em 2017, à luz de sua própria reflexão sobre ódio, medo, violência, reconhecimento e liberdade, com especial atenção à sua obra publicada a partir da década de 2000. Minha hipótese é a de que, em sua obra recente sobre ética, o modo como Butler entrelaça reconhecimento e ação política contribui para explorarmos a relação entre a recusa da diferença na esfera pública brasileira e a invisibilidade da vulnerabilidade política de grupos e pessoas retratados como ameaças

    Razão, Narrativa e Corpo no Modelo de Self de Seyla Benhabib

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    O ponto de partida deste artigo é a crítica de Amy Allen a um resíduo racionalista que teria persistido no “núcleo do self” proposto por Seyla Benhabib. Meu primeiro argumento será o de que para se buscar uma resposta a esse tipo de questão é preciso que se desloque a controvérsia sobre o “núcleo do self” para um debate sobre “a corporificação do self”. Em seguida, sustentarei que a corporificação do self em Benhabib pode responder às críticas de Allen, mas que para fazê-lo é necessário apreender sua noção de corporificação com recursos teóricos que a “ética do cuidado” de Carol Gilligan não é capaz de fornecer. Finalmente, sugiro que no corpo como situação de Simone de Beauvoir podem ser encontradas ferramentas que captam com mais precisão a complexidade e abrangência da noção de corpo inscrita no modelo narrativo de self de Seyla Benhabib

    LIBERALISMO E FEMINISMO: IGUALDADE DE GÊNERO EM CAROLE PATEMAN E MARTHA NUSSBAUM

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    O artigo discute a relação entre liberalismo e feminismo a partir de duas autoras feministas, Carole Patemane Martha Nussbaum. Trata-se de uma questão importante para o feminismo, para o qual são fundamentaisproblemas associados às dicotomias público-privado e cultura-natureza – herdadas do liberalismo. Nessesentido, discutimos as posições de Carole Pateman e Martha Nussbaum referentes a esses problemas. Aescolha das autoras deveu-se ao fato de que ambas compartilham muitas premissas e conclusões, e por suasdivergências situarem-se principalmente ao redor de problemas em que o feminismo é acrescentado aoliberalismo político. Assim sendo, fazer uma discussão entre as suas posições minimiza o risco de que aanálise do debate não vá muito além das críticas que diversas teorias dirigem ao liberalismo, podendofuncionar, enfim, como uma boa porta de entrada para alguns dos pontos mais controversos da teoriafeminista contemporânea. Nussbaum e Pateman parecem coincidir a respeito da concepção de igualdadede gênero. A crítica que ambas dirigem à relação entre natureza e cultura e ao formalismo da igualdadeabstrata torna evidente que nenhuma delas pretende atribuir o poder ou a opressão da mulher a desígniosda natureza. Em ambas está muito claro que o que consideram relevante na organização de uma sociedadejusta quanto ao gênero é a forma como uma sociedade valora as diferenças biológicas, bem como asimplicações dessa valoração na distribuição de bens sociais. Nussbaum, porém, acredita que essa equaçãoseja possível dentro da teoria liberal, desde que esta seja submetida a transformações que eliminem deturpaçõesteóricas decorrentes do conservadorismo dos primeiros filósofos liberais

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Subjetivação, poder e reconhecimento em Moonlight: uma análise a partir da ética da vulnerabilidade de Judith Butler

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    O filme Moonlight (2016), dirigido por Barry Jenkins, narra a trajetória de Chiron, um jovem negro que enfrenta as intersecções de racismo, pobreza e homofobia em sua jornada de autodescoberta. Dividido em três atos – infância, adolescência e vida adulta –, o filme explora como normas sociais rígidas moldam sua subjetividade, impondo padrões de masculinidade e heterossexualidade que ele luta para compreender e desafiar. Nesse contexto, os silêncios, os olhares e os gestos tornam-se tão eloquentes quanto as palavras, revelando as formas sutis de resistência e sofrimento de Chiron. A análise do filme a partir dos conceitos de Judith Butler ilumina os processos de subjetivação que estruturam a identidade do protagonista. Butler argumenta que o sujeito é constituído por sua sujeição às normas sociais, que não apenas reprimem, mas também produzem formas de ser. Em Moonlight, Chiron é constantemente confrontado por essas normas, seja através da violência física e simbólica que enfrenta, seja pelo desejo reprimido que tenta compreender. A performatividade, conceito central de Butler, é visível na forma como Chiron tenta habitar a masculinidade que lhe é imposta, ao mesmo tempo que cria brechas para a expressão de sua singularidade. Por meio da narrativa fragmentada do filme, que reflete a fluidez e a instabilidade da identidade, Moonlight também dialoga com a ideia butleriana de que o reconhecimento é essencial para a constituição do sujeito. No entanto, o filme demonstra como esse reconhecimento pode ser negado em contextos de exclusão, ao mesmo tempo que sugere possibilidades de ressignificação e resistência. Assim, Moonlight transcende uma simples história de opressão, tornando-se uma reflexão profunda sobre os limites e as potências da subjetivação em um mundo marcado por normas e poderes excludentes.The film Moonlight (2016), directed by Barry Jenkins, tells the story of Chiron, a young black man who faces the intersections of racism, poverty and homophobia on his journey of self-discovery. Divided into three acts – childhood, adolescence and adulthood – the film explores how rigid social norms shape his subjectivity, imposing standards of masculinity and heterosexuality that he struggles to understand and challenge. In this context, silences, looks and gestures become as eloquent as words, revealing Chiron's subtle forms of resistance and suffering. The analysis of the film based on Judith Butler's concepts illuminates the subjectivation processes that structure the protagonist's identity. Butler argues that the subject is constituted by its subjection to social norms, which not only repress but also produce ways of being. In Moonlight, Chiron is constantly confronted by these norms, whether through the physical and symbolic violence he faces, or through the repressed desire he tries to understand. Performativity, Butler's central concept, is visible in the way Chiron tries to inhabit the masculinity that is imposed on him, while at the same time creating gaps for the expression of his singularity. Through the film's fragmented narrative, which reflects the fluidity and instability of identity, Moonlight also dialogues with the Butlerian idea that ecognition is essential for the constitution of the subject. However, the film demonstrates how this recognition can be denied in contexts of exclusion, while also suggesting possibilities for resignification and resistance. Thus, Moonlight transcends a simple story of oppression, becoming a profound reflection on the limits and powers of subjectivation in a world marked by exclusionary norms and powers.Não recebi financiament

    Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis

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    We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis

    Judith Butler's the force of nonviolence: a radical defense of life

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    Este trabalho se dedica a analisar os novos olhares que a obra de Judith Butler - A força da não violência: um vínculo ético-político - nos fornece para pensarmos sobre a relação entre política e violência. É uma produção recente e repleta de importância no momento em que vivemos em um mundo cada vez mais imerso em violência e cada vez mais desacreditado da possibilidade de construirmos caminhos e formas não violentas de convivência. Representa uma defesa da não violência que abraça a ambivalência que permeia cada indivíduo e as relações intersubjetivas. É a defesa de uma luta aberta, ética e contínua que evidencia o peso da interdependência assim como da possibilidade de utilizarmos da agressividade que nos constitui enquanto força de ação, de movimento em prol da não violência, de um mundo que valorize e defenda igualmente todas as formas de vida.Não recebi financiament
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