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    O grande prefácio aos poemas do senhor Mao no espelho da Poética de Aristóteles: um exercício de filosofia comparada: The Great Preface to Master Mao’s Poems in the mirror of Aristotle’s Poetics: an exercise in comparative philosophy

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    By employing Aristotle’s Poetics as a comparative model to the Great Preface to Master Mao’s Poems, we establish a dialogue between Chinese and Western Poetics. The introduction defines criteria for our reading and analysis of both texts, focusing on their different worldviews and social/institutional contexts. The second chapter discusses the Poetics, dividing it into a general theory about that Art and a special theory about the tragic form. The next chapter deals with the Great Preface, investigating its three parts, namely, the program of the Classic of Poems, a general prelection on the Poetic Art and one about the poetic practice of the Classic. Although Western theory provides formal means of comparison, cultural differences between both traditions make analogies difficult content-wise. While the Aristotelian doctrine is mimetic-cathartic, plot- and public responseoriented, Chinese Poetics is evocative, focused on the poet’s “ideals” and on the dynamic relation between text and authorized hermeneutics. Keywords: Confucianism; Aristotle; Poetics; Ethics; Hermeneutics; Comparative Philosophy.Estabelecemos um diálogo entre a Poética clássica chinesa e ocidental, utilizando a Poética de Aristóteles como um modelo comparativo para o Grande Introito aos Poemas do Senhor Mao. A introdução esclarece os critérios de leitura e análise, concentradas nas diferentes visões de mundo e contextos socioinstitucionais. O segundo capítulo trata da Poética, dividindo-a numa teoria geral sobre essa Arte e uma teoria especial sobre a forma trágica. O capítulo seguinte trata do Grande Introito, investigando suas três partes, o programa do Clássico dos Poemas, uma preleção geral sobre a Arte Poética e específica da prática poética do Clássico. Embora a teoria ocidental proporcione meios formais de comparação, as diferenças culturais entre ambas tradições dificultam analogias de conteúdo. Enquanto a doutrina aristotélica é mimético-catártica, centrada no enredo e na resposta do público, a poética chinesa é evocativa, orientada pelos “ideais” do poeta e pela relação dinâmica entre texto e hermenêutica autorizada. Palavras-chave: Confucianismo; Aristóteles; Poética; Ética; Hermenêutica; Filosofia Comparada

    Uma Espanha através da imprensa: livros, papéis e impressos

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    Publicado em novembro de 2023 pela Universidade de Salamanca, De libros y papeles: la imprenta en la España de los siglos XVIII y XIX, reúne os trabalhos de sete pesquisadoras e quatro pesquisadores, organizados por Noelia López-Souto e Claudia Lora Márquez. Formada em Filologia Hispânica pela Universidad de Salamanca e professora de Literatura Espanhola na Universidad de la Laguna, Noelia López-Souto dedica-se à investigação da cultura escrita e editorial de epistolários e textos arquivísticos no século XVIII, atuando também como coordenadora do portal digital Biblioteca Bodoni. Claudia Lora Márquez é doutora em Artes e Humanidades pela Universidad de Cádiz e professora de Literatura Espanhola na Universidad de Las Palmas de Gran Canaria, tendo como área de pesquisa a literatura de grande difusão com um enfoque transnacional

    Ensino para as relações étnico-raciais na terapia ocupacional:: dinâmicas entre racismo epistêmico e racismo institucional

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    A Lei 10.639/2003 provocou importantes alterações no contexto educacional, principalmente nos níveis educacionais de base. Embora existam legislações que versem sobre o Ensino das Relações Étnico-raciais (ERER) no Ensino Superior, poucos são os cursos que abordam a temática nos conteúdos obrigatórios. Investigamos 19 instituições de ensino superior, públicas e privadas, que possuem bacharelado em Terapia Ocupacional. Como resultados, apontamos lacunas no que se refere ao ERER na maioria das instituições e que, naquelas em que há uma abordagem do conteúdo, é incipiente e superficial. Consequências do racismo epistêmico e institucional foram desveladas ao longo do processo de investigação

    Ações afirmativas na UEFS:: reparação, expansão e impacto na produção do conhecimento

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    Este artigo narra o processo de construção, implantação e expansão de ações afirmativas na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) na Bahia. Apresentamos a luta de estudantes negros em busca de reparação histórica por meio das políticas afirmativas, resultando na aprovação da Resolução Consu 034/2006, que estabeleceu reserva de vagas na UEFS para negros, indígenas e quilombolas, e posterior expansão da política por meio da Resolução 010/2019, que ampliou a reserva de vagas para pessoas com deficiência, travestis, transexuais e ciganos. Dentre outras ações, destacamos a inclusão de componentes curriculares para o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena

    “Só os africanos é que compreende”:: a intelectualidade afro-nagô-sergipana de Umbelina Araujo

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    Este artigo tece discussões acerca de Umbelina Araujo, mais conhecida como “Mãe Bilina de Laranjeiras”, antiga mestra das taieiras de Laranjeiras e lôxa da Irmandade de Santa Bárbara Virgem, uma das comunidades nagô no território sergipano. Ao longo das páginas que se sucedem, podemos acompanhar como, por meio da sua oralidade, “Mãe Bilina” transmitiu sua intelectualidade, e a de sua comunidade, à academia e à sociedade sergipana, figurando como uma das principais fontes sobre a história e a cultura afrodiaspóricas em Sergipe, especialmente no que tange às identidades nagô

    Da Exclusividade à Inter-relacionalidade: A Noção Lógica Budista e Desconstrução do Eurocentrismo Filosófico: From Exclusivity to Inter-relationality: The Buddhist Logical Notion and the Deconstruction of Philosophical Eurocentrism

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    Este artigo contesta a pretensão da filosofia ocidental europeia de ocupar posição exclusiva e incomparável no campo filosófico universal, expondo a insuficiência lógica de tal afirmação. Propõe-se uma análise crítica fundamentada na teoria de rede inter-relacional, com ênfase nas estruturas lógicas do budismo, especialmente na tradição Madhyamaka chinesa e indiana, e na escola Geluk, chinesa e tibetana. Argumenta-se que a filosofia emerge universalmente como resposta à condição humana de impermanência, sofrimento e finitude, não sendo privilégio da cultura helênica. Examina-se a relação histórica entre pensamento filosófico e religioso, demonstrando a interdependência entre a filosofia budista e tradições como a grega e a chinesa. Refuta-se a noção lógica da pureza e da autonomia da filosofia ocidental ao evidenciar diálogos históricos com tradições orientais, como atestado em textos como o Milindapañhā e nos tratados de Nāgārjuna. Critica-se o reificamento hegeliano da filosofia como portadora de uma noção lógica que se aproxima da lógica revelada e defende-se uma concepção inter-relacional e crítica da filosofia como rede em fluxo interdependente de racionalidades complementares. A tradição filosófica budista, com seus métodos argumentativos e hermenêuticos, é apresentada como modelo de racionalidade autônoma e anti-reificadora, em fluxo com as exigências filosóficas contemporâneas. O texto conclui que a filosofia não é uma entidade atomizada e exclusiva da Europa, mas sim uma expressão da cognição humana em resposta às estruturas fundamentais da existência. Palavras-chave: Lógica inter-relacional; filosofia budista; crítica ao eurocentrismo; tradições filosóficas não ocidentais; teoria da rede inter-relacional.This article challenges the claim of Western European philosophy to occupy an exclusive and unparalleled position in the universal philosophical field, exposing the logical insufficiency of such a claim. It proposes a critical analysis based on the theory of interrelational networks, with emphasis on the logical structures of Buddhism, especially in the Chinese and Indian Madhyamaka tradition, and in the Chinese and Tibetan Geluk school. It argues that philosophy emerges universally as a response to the human condition of impermanence, suffering and finitude, and is not a privilege of Hellenic culture. It examines the historical relationship between philosophical and religious thought, demonstrating the interdependence between Buddhist philosophy and traditions such as the Greek and Chinese. It refutes the logical notion of the purity and autonomy of Western philosophy by highlighting historical dialogues with Eastern traditions, as attested in texts such as the Milindapañhā and the treatises of Nāgārjuna. The Hegelian reification of philosophy is criticized as the bearer of a logical notion that approaches revealed logic, and an interrelational and critical conception of philosophy as a network in interdependent flux of complementary rationalities is defended. The Buddhist philosophical tradition, with its argumentative and hermeneutic methods, is presented as a model of autonomous and anti-reifying rationality, in flux with contemporary philosophical demands. The text concludes that philosophy is not an atomized entity exclusive to Europe, but rather an expression of human cognition in response to the fundamental structures of existence. Keywords: Interrelational logic; Buddhist philosophy; critique of Eurocentrism; non-Western philosophical traditions; interrelational network theory

    Apresentação

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    Por ensejo do nosso projeto de tradução da obra Lições de Confucionismo Pré-Qin de Chen Lai (1952-) para o português, organizamos o presente dossiê. Ele intenta trazer aos leitores da Revista Modernos & Contemporâneos uma pequena amostra do que vem sendo produzido no campo dos Estudos Confucianos sob a tradição originada por Feng Youlan (1895-1990). Uma figura incontornável na historiografia da filosofia chinesa, sua visão da disciplina goza de autoridade no meio acadêmico da RPC. Chen Lai (1952-) afirmou-se como um dos mais importantes continuadores de Feng, num percurso profissional e intelectual coroado de êxito. Nesse contexto, convidamos um conjunto representativo e diverso de estudiosos, brasileiros e chineses, a maioria dos quais formados na Escola de Feng, para escreverem textos sobre o tema em epígrafe

    O Monstro por meio dos impressos efêmeros: o que a representação desses seres tem a dizer na Inglaterra do século XVII?

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    Os materiais oriundos da imprensa instigaram e ainda instigam uma expressiva atenção no que diz respeito aos estudos históricos. A partir desse repertório de fontes, o presente artigo se debruça sobre os textos de caráter efêmero que foram publicados na Inglaterra do século XVII. Por meio deles, almeja-se traçar em que medida tais produções permitiam um espaço para se ponderar sobre a cultura, a política, a religião e a sociedade inglesa da Primeira Modernidade. Ancorando-se nos trabalhos de Roger Chartier (1991; 2011) acerca das representações, busca-se entender como a circulação de textos, imbuídas de suas particularidades de construção e leitura, fomentou um dado repertório acerca dos monstros, alocando-os como seres inseridos dentro de um esquema representacional coletivo, capazes de exteriorizar críticas, anseios e crenças daquela época

    Greve geral de 1917: consolidação e construção do movimento operário dentro da cidade de São Paulo – através do prisma do jornal A Plebe

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    O presente artigo tem por finalidade a análise e compreensão da forma como o processo da Greve Geral de 1917 foi abordado nas páginas de um dos principais jornais anarquistas do período, A Plebe. O movimento grevista dentro da cidade de São Paulo promoveu o fortalecimento do operariado enquanto grupo sindical, principalmente na luta por direitos e melhorias sociais. Entretanto, a luta sindical apresentou também a preocupação pelo ensino de seus pensamentos e diretrizes. Por fim, o artigo tem o objetivo de compreender o papel do jornal perante os fatos que aconteciam na cidade, dentro do recorte temporal de 1917, e, como essas informações foram apresentadas aos leitores

    Disputas comunicacionais: imprensa e conflitos políticos no governo de Salvador Allende

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    O movimento contrarrevolucionário chileno, que destituiu o governo da Unidade Popular (UP) em seus mil dias e instaurou a ditadura militar pinochetista neoliberal, se tornou um dos grandes símbolos do Terrorismo de Estado na América Latina. Tendo isso em vista, a historiografia produzida sobre esse período é muito conflituosa e possui muitos embates, levando a diferentes correntes de análises e interpretações

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