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Freedom paradox: the reflection of being free in the social pact of Jean-Jacques Rousseau
Filósofo e romancista, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) pode ser considerado como um dos autores mais complexos da filosofia política. Buscando resolver a grande questão dessa área, a saber, como o Estado pode ser legitimado, Rousseau argumenta em prol de uma teoria do pacto, buscando justificar a existência do Estado enquanto uma instituição artificial, fundada pelos próprios homens. Apoiado na natureza humana, Rousseau tem por finalidade argumentar por que os homens devem se submeter ao Estado e de que forma isso lhes seria vantajoso. Tentando convencer os homens das benesses do estado civil, Rousseau faz um longo estudo sobre a questão da liberdade, desde sua forma mais primitiva, vivida pelo homem no estado de natureza contido no Segundo discurso, à sua forma mais evoluída, no estado civil, apresentada no Contrato social. Esse artigo se propõe a analisar a construção teórica do que seria ser livre nos dois momentos propostos por Rousseau, com o objetivo de explicitar como esse conceito é capaz de basear a argumentação do autor.Philosopher and novelist, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) can be considered one of the most complex authors of political philosophy. Seeking to solve the great question of this area, that is how the State can be legitimized, Rousseau argues for a theory of the pact, trying to justify the existence of the State as an artificial institution, founded by men. Supported by human nature, Rousseau’s purpose is to argue why men should submit themselves to the State and how it would be good to them. Trying to convince men of the benefits of civil status, Rousseau make a long study about the question of freedom, from its most primitive form, lived by man in the state of nature contained in the Second discourse, untilits most evolved for, in the civil state, presented in the Social contract. This article proposes to analyze the theoretical construction of what would be to be free in the two moments proposed by Rousseau, with the objective of explaining how this concept is able to base the argument of the author
DESEJAR A DEUS, PECADO OU PARAÍSO? UM ESTUDO LITERÁRIO SOBRE O CORPO FEMININO EM TERESA D’ÁVILA
Se o corpo é um dos grandes paradoxos da religiosidade, o corpo feminino é um escândalo. Baseado em princípios medievalistas, o século XVI acolheu diversas restrições acerca da relação entre corpo e Deus, sugerindo a exclusão de todo o prazer corpóreo - provindo do sexo ou não - com a finalidade de alcançar a perfeição. Tal restrição recaiu ainda mais sobre o corpo feminino, condenado tal como fora Eva pela queda de Adão. Assim, o ápice da relação corpórea feminina será a virgindade, como modo de “reter” a pureza. É nesse cenário que Teresa D’Ávila (1515-1582), a primeira mulher considerada Doutora da Igreja pelo catolicismo, desenvolve sua relação interior e exterior com Deus. Que a alma alcança Deus é inegável, porém, teria o corpo essa mesma capacidade? Através da reconfiguração de Deus em sua produção poética e da análise do livro bíblico do Cântico dos Cânticos, Teresa desejará a Deus como homem e se entregará a ele como mulher. O matrimônio espiritual é a chave de leitura para compreender a entrega do corpo a Deus e, paradoxalmente, a entrega de Deus à alma. Este artigo deseja compreender o desejo por Deus em Teresa, à luz do paradoxo do corpo.If the body is one of the biggest paradoxes of religiosity, the female body is a scandal. Based on medievalist principles, the 16th century embraced several restrictions regarding the relationship between body and God, suggesting the exclusion of all bodily pleasure - coming from sex or not - in order to achieve perfection. This restriction was harder on the female body, condemned as Eve had been by the fall of Adam. Thus, the climax of the female bodily relationship will be virginity, as a way of “retaining” purity. It is in this scenario that Teresa D’Ávila (1515-1582), the first woman considered as a Doctor of the Church by Catholicism, develops her inner and outer relationship with God. That the soul reaches God is undeniable, however, would the body have the same capacity? Through the reconfiguration of God in her poetic production and the analysis of the biblical book of the Song of Solomon, Teresa will desire God as a man and surrender herself to him as a woman. Spiritual marriage is the key to understand the surrender of the body to God and, paradoxically, the surrender of God to the soul. This article aims to understand the desire for God in Teresa through the paradox of the body.Si el cuerpo es una de las grandes paradojas de la religiosidad, el cuerpo femenino es un escándalo. Basado en principios medievalistas, el siglo XVI adoptó diversas restricciones sobre la relación entre el cuerpo y Dios, sugiriendo la exclusión de todo placer corporal, siendo placer sexual o no, para lograr la perfección. Esta restricción recayó aún más sobre el cuerpo femenino, condenado como lo había sido Eva por la caída de Adán. Así, el clímax de la relación corporal femenina será la virginidad, como forma de “retener” la pureza. Es en este escenario que Teresa D’Ávila (1515-1582), la primera mujer considerada Doctora de la Iglesia por el catolicismo, desarrolla su relación interior y exterior con Dios. Que el alma llega a Dios es innegable, sin embargo, ¿tendría el cuerpo la misma capacidad? Mediante la reconfiguración de Dios en su producción poética y el análisis del libro bíblico del Cantar de los Cantares, Teresa deseará a Dios como hombre y se entregará a él como mujer. El matrimonio espiritual es la clave para comprender la entrega del cuerpo a Dios y, paradójicamente, la entrega de Dios al alma. Este artículo tiene como objetivo comprender el deseo de Dios en Teresa, a la luz de la paradoja del cuerpo
Entre a santidade e a histeria: os processos de escrita de Teresa d’Ávila
Teresa of Ávila (1515-1582) relates in an intriguing way her relationship with the letters: at the same time that the penalty is heavy and robs her of the time she could spend at the São José Monastery, which she had just reformed, it is also light, being a way of prayer and an encounter with the Beloved, God. The dichotomy existing in the craft of letters is a reflection of a conflict that surpassed Teresa’s wishes and desires and proved her obedience to the authorities. Priests, confessors, theologians and philosophers - mostly men - searched the Carmelite’s thought while she was still alive, in an attempt to examine every detail of her mystical experience, looking for demonic references. The poetic writing, which was once a pleasure, became fear under the harsh gaze of the Spanish Inquisition (1478), stamped on the prose writings that the nun was forced to write. No longer from the masculine and inquisitive view of the time, but in the light of contemporary discussions of literature made by women, would the writing processes of a 16th century woman be mystical or hysterical?Teresa D’Ávila (1515-1582) relata de modo intrigante sua relação com as letras: ao mesmo tempo em que a pena é pesada e rouba-lhe o tempo que poderia empregar no Mosteiro de São José, que acabara de reformar, também é leve, sendo via de oração e encontro com o Amado, Deus1. A dicotomia existente no ofício das letras é reflexo de um conflito que ultrapassava os desejos e vontades de Teresa e provava sua obediência às autoridades. Padres, confessores, teólogos e filósofos - em sua grande maioria, homens - vasculharam o pensamento da carmelita ainda em vida, na tentativa de examinar cada detalhe de sua experiência mística, em busca de referências demoníacas. A escrita poética, que antes era prazer, tornou-se medo sob o duro olhar da Inquisição espanhola (1478), estampado nos escritos em prosa que a monja foi obrigada a escrever. Não mais a partir da visão masculina e inquisitória da época, mas à luz das discussões contemporâneas sobre literatura feita por mulheres, seriam os processos de escrita de uma mulher do século XVI mística ou histeria?
A voz calada das filósofas: o silenciamento epistêmico diante das obras literárias de Teresa D’Ávila e Juana Inés de la Cruz
Quem é capaz de ouvir a voz calada das filósofas esquecidas pela história? Se a filosofia é possível de ser feita por todo o indivíduo dotado de capacidades mentais, então a negação da existência de filósofas é uma escolha e não uma consequência natural. Diante da história da literatura, poucas mulheres tiveram a chance de serem consideradas filósofas e terem suas obras analisadas nos debates acadêmicos. Este artigo é uma proposta de revisão da obra literária de duas pensadoras que, ao que tudo indica, foram filósofas esquecidas propositalmente: Teresa D’Ávila e Juana Inés de la Cruz. Os motivos pelas quais foram silenciadas alcançam desde a heresia até canonização. Através da investigação de suas teses e da recepção destas, se refletirá acerca das aproximações entre literatura e filosofia, por meio da literatura comparada, defendendo, na literariedade, um espaço para a investigação das teses filosóficas feitas por tais mulheres.
Quem é “Isabela”, a mulher exemplar? Uma análise crítica do ideal feminino na novela “A espanhola inglesa”, de Cervantes
Inserida nas Novelas Exemplares (1613) de Miguel de Cervantes (1547-1616), a novela “A Espanhola Inglesa” narra a história da jovem Isabela, roubada de seus pais espanhóis por um capitão inglês que, admirado de sua beleza, a trouxe para ser criada na Inglaterra aos sete anos de idade. Por sua formosura, a menina torna-se objeto de paixão também da esposa do capitão e de seu filho, impressionando todos na cidade - até mesmo a rainha da Inglaterra. O conceito de beleza construído por Cervantes nesta novela acompanha os preconceitos de gênero e as diretrizes católicas de “boa mulher” no século XVI e XVII. O objetivo deste artigo é, a partir da análise da moldura social a que a novela está inserida, investigar a construção da personagem como modelo feminino, suas raízes no catolicismo e as problemáticas que emergem da época.Palavras-chave: Literatura sobre mulheres. Cervantes. A Espanhola Inglesa. Mulher ideal. Literatura comparada. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.360
ORIGINAL RESEARCH Light Chain Amyloidosis: Patient Experience Survey from the Amyloidosis Research Consortium
The Author(s) 2015. This article is published with open access at Springerlink.com Introduction: Information detailing the experience of patients with light chain (AL) amyloidosis is lacking. The primary aim of this study was to gather data on the patient experience to understand the challenges i
Light Chain Amyloidosis: Patient Experience Survey from the Amyloidosis Research Consortium
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