Universidade Regional do Cariri (URCA): Portal de Periódicos
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    Percepções sobre a escrita recíproca em pares baseada na abordagem de gêneros: perspectiva online em inglês como língua estrangeira

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    Investiga o modo como alunos de inglês como língua estrangeira (doravante LE) percebem a importância do processo de escrita recíproca em pares, baseado em gêneros, realizado em ambiente remoto. Como aporte teórico, recorreu-se a Cohen (1986), Roscoe e Chi (2006), Hyland e Hyland (2006), dentre outros, para tratar sobre o processo de escrita recíproca em pares. Visando a situar a escrita colaborativa nos estádios do ciclo de ensino-aprendizagem como processo baseado em gêneros, decidiu-se apelar, entre outros, para trabalhos de Feez (1999), Zhang (2018), Nagao (2018) e Rashtchi et al. (2019). Os participantes desta pesquisa, vinte e quatro alunos do segundo semestre da Casa de Cultura Britânica, da Universidade Federal do Ceará, desenvolveram a escrita com base no ciclo, cujas etapas compreendem desde a familiarização do gênero textual proposto – contos – até a compilação do e-book intitulado The Empty. Além disso, responderam um questionário no Google Formulários sobre suas percepções acerca da etapa de escrita recíproca em pares, com base em dois conjuntos de perguntas, abertas e avaliativas. Os resultados evidenciaram que os participantes julgaram positivamente o processo de escrita colaborativa, a plataforma virtual utilizada para o desenvolvimento das etapas do ciclo de ensino-aprendizagem – o Google Drive – e a proposta de compilação do e-book, revelando, desse modo, a compreensão da escrita como atividade situada e contextualizada, que promove o desenvolvimento não apenas de conhecimentos linguísticos, mas também sociais e criativos.Palavras-chave: Escrita recíproca em pares. Escrita como processo baseada em gêneros. Escrita em língua estrangeira.  DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.362

    “Comunidade de valores”: discursos reivindicatórios dos surdos por solidariedade

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    Este artigo se insere nas áreas de Linguística, Educação e Direitos Humanos e evoca os direitos dos surdos, tendo como objetivo analisar o discurso reivindicatório do surdo sobre o direito a uma vida social inclusiva como resposta aos posicionamentos excludentes dos ouvintes sobre o tema da redação do ENEM 2017, a saber, “Desafios para a formação de surdos no Brasil”. Dentre os discursos, selecionamos o texto de um surdo para, através de uma metodologia qualitativa, ser analisado. Estabelecemos diálogo entre três áreas: Análise Crítica do Discurso (ACD), Estudos Surdos (ES) e Luta por Reconhecimento (LR). O grande objetivo da ACD é se engajar politicamente com a causa dos excluídos, assim a comunidade surda justifica a escolha. Esta comunidade sempre foi vítima de preconceito, de testagem pedagógica. Um dos marcos para sua educação foi o Congresso de Milão (ROCHELLE, 1880). Dentre as teorias em diálogo, a Luta por Reconhecimento defende que os sujeitos, nas relações intersubjetivas, travam uma luta constante por reconhecimento (HONNETH, 2009). Os resultados da análise demonstraram que a educação dos surdos, mesmo com avanços, como o reconhecimento de sua língua por Lei e Decreto, está aquém de uma sociedade que possa ser chamada de inclusiva.Palavras-chave: Análise Crítica do Discurso. Direitos. Solidariedade. Surdos. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.346

    Análise lexical do universo têxtil na obra Elos da mesma corrente, de Rosarita Fleury

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    Este trabalho busca demonstrar como a linguagem, o universo têxtil e as relações sociais encontram-se inter-relacionadas. Desse modo, nosso intuito é verificar como o léxico relacionado à moda e, em específico, aos tecidos se apresenta no romance “Elos da mesma corrente”, da escritora goiana Rosarita Fleury, o qual se revela capaz de demonstrar distinções sociais. Para dar cabo à pesquisa, utilizamos os pressupostos teóricos da Estilística, mais especificamente do campo da Estilística Lexical, a partir de autores como Martins (2011), Guiraud (1978), Lapa (1973), Henriques (2018), dentre outros. Também se faz necessário abordar teorias relativas ao léxico, tais como Biderman (2001), Vilela (1997) e outros. Para as discussões acerca da moda enquanto fenômeno social e dos têxteis, embasamo-nos em Chataignier (2006), Oliveira (2011), Bernardo e Murakawa (2016) e Andrzejewski (2012). Para o cotejo das lexias selecionadas em obras lexicográficas, utilizamos o dicionário de Houaiss e Villar (2009) e os glossários de termos têxteis de Chataignier (2006) e Costa (2004). Com este estudo, pretendemos analisar como os tecidos são capazes, por meio da linguagem, de demonstrar relações hierárquicas na sociedade, especificamente na sociedade goiana de fins do século XIX.Palavras-chave: Léxico. Estilística. Moda. Tecidos. Hierarquia Social. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.364

    Uma reflexão bakhtiniana sobre o fenômeno da não marcação de gênero

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    Este artigo tem por objetivo refletir sobre o fenômeno da não marcação de gênero na Língua Portuguesa sob a perspectiva bakhtiniana de linguagem. Utilizam-se os principais conceitos do Círculo para fundamentar este trabalho, como o horizonte social avaliativo, as forças centrípetas e centrífugas, a ideologia oficial e do cotidiano e as vozes sociais. A metodologia consiste em revisitar, através de uma pesquisa de tipo bibliográfico, os fundamentos do Círculo de Bakhtin, tendo como texto base o “Marxismo e filosofia da linguagem”, de Valentin Volóchinov, e os textos de estudiosos do assunto, como Carlos Alberto Faraco, Valdemir Miotello e Augusto Ponzio. Como resultados principais, 1) propõe-se a substituição do termo comum “linguagem neutra” por “fenômeno da não marcação de gênero”, uma vez que para o Círculo não há neutralidade na linguagem, 2) observa-se que as obras do Círculo ajudam a evidenciar a luta de forças axiológicas atuantes no fenômeno da não marcação de gênero e na resistência das ideologias oficiais em negar um espaço em seus horizontes avaliativos, 3) observa-se como grupos de falantes simpatizantes que utilizam da não marcação de gênero criaram suas próprias regras oficiais.Palavras-chave: Não marcação de gênero. Gênero neutro. Pronome neutro. Círculo de Bakhtin. Gênero não-binário. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.354

    Editorial: 2021 e a pesquisa em Letras

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    DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.408

    Quem é “Isabela”, a mulher exemplar? Uma análise crítica do ideal feminino na novela “A espanhola inglesa”, de Cervantes

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    Inserida nas Novelas Exemplares (1613) de Miguel de Cervantes (1547-1616), a novela “A Espanhola Inglesa” narra a história da jovem Isabela, roubada de seus pais espanhóis por um capitão inglês que, admirado de sua beleza, a trouxe para ser criada na Inglaterra aos sete anos de idade. Por sua formosura, a menina torna-se objeto de paixão também da esposa do capitão e de seu filho, impressionando todos na cidade - até mesmo a rainha da Inglaterra. O conceito de beleza construído por Cervantes nesta novela acompanha os preconceitos de gênero e as diretrizes católicas de “boa mulher” no século XVI e XVII. O objetivo deste artigo é, a partir da análise da moldura social a que a novela está inserida, investigar a construção da personagem como modelo feminino, suas raízes no catolicismo e as problemáticas que emergem da época.Palavras-chave: Literatura sobre mulheres. Cervantes. A Espanhola Inglesa. Mulher ideal. Literatura comparada. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.360

    O gênio engenhoso de Oswald de Andrade: uma análise de Pau Brasil

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    O artigo que aqui se apresenta objetiva discutir Pau Brasil, mais especificamente, os poemas que podem ser encontrados em A história do Brasil, parte do livro, de autoria do poeta modernista Oswald de Andrade. O trabalho pretende se debruçar sobre a questão da autenticidade artística das vanguardas europeias, que chegaram ao solo brasileiro no século XX. Intenta, ainda, relacionar a problemática da forma poética oswaldiana à teoria dos atos de fingir, de Wolfgang Iser (2013) e o problema da arte na era da reprodutibilidade técnica, como foi formalizada por Walter Benjamin. Portanto, pode-se afirmar que o livro Pau Brasil reacende a discussão sobre gênio romântico, criatividade artística, consumo da arte e impacto das novas formas de consumo e produção do capitalismo moderno, assumindo a impossibilidade da originalidade plena e de uma identidade pura na modernidade.Palavras-chave: Oswald de Andrade. Modernismo. Teoria do efeito estético. Walter Benjamin. Identidade. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.340

    A CONSTITUCIONALIDADE DA DELEGABILIDADE DA SANÇÃO DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA À LUZ DA LEGISLAÇÃO PÁTRIA E DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

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    O poder de polícia pode ser compreendido como a atuação da Administração Pública no sentido de restringir direitos e liberdades em benefício da coletividade, sendo que a doutrina divide as atividades inerentes a essa atuação em quatro fases de forma sequencial, a saber, legislação, consentimento, fiscalização e sanção, as quais convencionou-se chamar de ciclo de polícia. Nessa conjuntura, busca-se neste estudo apresentar as principais nuances envolvendo os argumentos favoráveis e contrários ao translado da atividade relacionada a sanção de polícia administrativa para entidades privadas da administração indireta, bem como tratar do atual posicionamento do Supremo Tribunal Federal que admitiu essa delegação para entidades da administração indireta dotadas de personalidade jurídica de direito privado que prestam serviço público em regime de monopólio. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, assentada na leitura de livros e artigos, bem como das decisões jurisprudenciais de que trata o assunto e da legislação brasileira que rege o tema

    Uma possibilidade de leitura do poema “Alongo-me”, de Soares Guiamar, anagramático de Guimarães Rosa

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    Pouco se fala, no campo dos Estudos Literários, a respeito da obra Ave, Palavra, de 1970, na qual João Guimarães Rosa dá à luz poemas sob a sombra de anagramáticos, isto é, autores fictícios, cujos nomes são formados por anagramas do nome do próprio autor. Neste artigo, propusemos uma leitura para o poema “Alongo-me”, de Soares Guiamar, o primeiro desses anagramáticos, lançando mão dos caminhos inicialmente abertos pela dissertação de Rossi (2007) e pela abordagem fenomenológica de Roman Ingarden, complementada por Ramos (2011). Com isso, em diálogo com a ideia de originalidade primitiva da linguagem, de Paz (1982), pudemos perceber que a própria disposição dos versos e das rimas do poema – os estratos óptico e fônico – reforçam os temas de nascimento e morte, dos quais ele trata, já que há o uso de versos longos (amadurecidos), projetados à direita, que desembocam em versos curtos (recém-nascidos), reiterando, por meio da própria imposição material da linguagem, o movimento cíclico da vida e da morte.Palavras-chave: Alongo-me. Guimarães Rosa.  Ave, Palavra. Anagramáticos. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i3.342

    Conexões entre História e Literatura: o antissemitismo em O Mercador de Veneza

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    Este artigo busca compreender os vestígios antissemitas em O Mercador de Veneza pela dramaticidade em “ser judeu” no contexto de William Shakespeare. A reflexão privilegia a análise do personagem Shylock, um judeu usurário. A metodologia empregada envolve uma pesquisa bibliográfica com estudos historiográficos e literários, tendo como recorte o tempo de Elizabeth I e a Sereníssima República de Veneza, que influenciaram diretamente a obra shakespeariana de 1596. História e Literatura se aproximam, dessa forma, descortinando este ódio fortemente construído na mentalidade ocidental pelo estereótipo e pelas falácias depreciativas, que atribuíam aos judeus o papel de mal absoluto, espelhados no mundo da arte, em que pela tristeza do judeu, a plateia tinha diversão garantida.Palavras-chave: História e Literatura. O Mercador de Veneza. William Shakespeare. Antissemitismo. DOI: https://doi.org/10.47295/mgren.v10i4.359

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