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Bruno Anselmi Matangrano e Enéias Tavares, Fantástico brasileiro - o insólito literário do romantismo ao fantasismo, Arte & Letra, Curitiba, 2018
Obra ressenyada: Bruno ANSELMI MATANGRANO e Enéias TAVARES, Fantástico brasileiro - o insólito literário do romantismo ao fantasismo. Curitiba: Arte & Letra, 2018
Bruno Anselmi Matangrano e Enéias Tavares, Fantástico brasileiro - o insólito literário do romantismo ao fantasismo, Arte & Letra, Curitiba, 2018
Obra ressenyada: Bruno ANSELMI MATANGRANO e Enéias TAVARES, Fantástico brasileiro - o insólito literário do romantismo ao fantasismo. Curitiba: Arte & Letra, 2018
Recensions de "Voix et relation" (éd. Marie Delarbre)
Première note critique sur Voix et relation (éd. Marie Delarbre) dans une revue brésilienne !!! c'est ici : http://revistas.usp.br/nonplus/article/view/130972 Merci à Maria Cabral et à Bruno Anselmi Matangrano Deuxième note critique sur le site Poézibao par Yann Miralles : http://poezibao.typepad.com/poezibao/2017/05/note-de-lecture-serge-martin-voix-et-relation-par-yann-miralles.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+typepad%2FKEpI+%28Poezibao%29 Troisième note criti..
Entre o Simbolismo Francês e o Modernismo Português: a presença do brasileiro Eduardo Guimaraens na Revista Orpheu
Ordem vermelha: filhos da degradação, entre a alta fantasia e a distopia
Capitalizing on recent discussions regarding the fantastic in fiction, this paper reflects on the innovation in the construction of the world Untherak, in Felipe Castilho’s Ordem vermelha: filhos da degradação (Red order: sons of degradation). The novel subverts that which is conventionally called high fantasy by introducing elements of dystopia, a narrative mode that has gained increasing significance within contemporary fiction for spotlighting social and political issues – roused by the strong conservative wave in the second decade of the 21st century –, and whose basic features vastly diverge from fantasy theories.Através das recentes discussões em torno do insólito ficcional, este artigo pretende mostrar o caráter inovador da construção do mundo de Untherak, em Ordem vermelha: filhos da degradação, de Felipe Castilho, obra que subverte as convenções da “alta fantasia” ao introduzir elementos da “distopia”, por sua vez, modo narrativo que conquistou importante espaço na contemporaneidade por trazer discussões políticas e sociais despertadas pela forte onda conservadora da segunda década do século XXI, e cujas características básicas divergem bastante das teorias em torno da fantasia.A través de las recientes discusiones alrededor de lo insólito en la literatura, este artículo pretende mostrar el carácter innovador en la construcción del mundo de Untherak en el libro Ordem vermelha: filhos da degradação (Orden roja: hijos de la degradación), de Felipe Castilho, obra que subvierte las convenciones de la “alta fantasía” al introducir elementos de la “distopía”, modo narrativo que ha conquistado importante espacio en la contemporaneidad por traer discusiones políticas y sociales despertadas por la fuerte ola conservadora de la segunda década del siglo XXI y cuyas características básicas divergen bastante de las teorías en torno a la fantasía
Telégrafo e fonógrafo: metáforas modernas da fragmentação em António Nobre e Camilo Pessanha

A partir da obra Os meios de comunicação como extensões do homem (1964), de Marshall McLuhan, o presente artigo pretende demonstrar como a noção de fragmentação da informação suscitada pelas inovações tecnológicas do século XIX – particularmente, pelo advento do fonógrafo e do telégrafo – se relaciona com as mudanças no comportamento humano, sobretudo no que diz respeito à própria percepção de si, e como esta nova percepção se manifesta nas novas formas artísticas oitocentistas que marcam o início da Modernidade, em especial, no simbolismo e no impressionismo. Em seguida, para demonstrar esta teoria, são analisados dois poemas simbolistas: o soneto 12, de António Nobre, centrado na imagem do telégrafo, e “Fonógrafo”, de Camilo Pessanha, através dos quais se espera mostrar como estas duas invenções modernas podem ser lidas como síntese metafórica da fragmentação do sujeito poético, manifesta por imagens, sintaxe e ritmo igualmente fragmentados, resultantes das mudanças de paradigmas artísticos, suscitados, por sua vez, pela mudança da percepção provocada pelas inovações tecnológicas.
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Cisne isolado, sujeito deslocado: Mallarmé em diálogo com Apolo, Baudelaire, Andersen e Eduardo Guimaraens
O presente artigo pretende traçar um breve panorama da imagem do cisne no contexto da poética simbolista, partindo, no entanto, da sua presença na literatura e mitologia grega antiga com a qual o simbolismo dialoga. Volta-se, então, à emblemática imagem do cisne presente no poema “Le vierge, le vivace et le bel aujourd’hui”, de Stéphane Mallarmé (1842-1898), lido em diálogo com os poemas “L’Albatros” e “Le Cygne”, de Charles Baudelaire (1821-1867), com os sonetos “Sobre o Cisne de Stéphane Mallarmé” e “O Cisne e o Lago”, de Eduardo Guimaraens (1892-1928) e com o conto de fadas “O Patinho Feio”, de Hans Christian Andersen (1805-1875), na tentativa de mostrar transformações e nuances pelas quais este símbolo passou ao longo dos séculos, sua permanência e continuidade no zeitgeist oitocentista e a relação que estabelece com a tradição
“Le Passeur d’eau” de Émile Verhaeren: o apelo de uma nova poética
Tradução de Bruno Anselmi Matangrano
No itinerário poético de Émile Verhaeren (1855-1916), “Le Passeur d’eau” [O barqueiro] – assim como toda a série de Villages illusoires [Aldeias ilusórias] – aparece, sob vários aspectos, como um poema de transição, entre as primeiras obras do poeta – a célebre “Trilogia negra” impregnada pelo pessimismo schopenhauriano – e a poesia “social” de Campagnes hallucinées [Campos alucinados], nova etapa de uma obra doravante aberta a uma humanidade em plena “revolução”. Partindo de uma anotação do escritor, este artigo pretende destacar como a temática da água, fonte de vida, associada ao esforço cotidiano do barqueiro, à energia humana e à esperança sempre renovados, adquire uma dimensão fortemente simbólica. A água, reflexo da criação na qual o gesto do barqueiro ao leme de sua embarcação e o poeta tornam-se um só, articula de maneira evidente a poética e a ética, configurando uma obra “loucamente” voltada para o futuro, no momento-chave do primeiro grande crescimento da literatura e das artes na Bélgica francófona.Tradução de Bruno Anselmi Matangrano
No itinerário poético de Émile Verhaeren (1855-1916), “Le Passeur d’eau” [O barqueiro] – assim como toda a série de Villages illusoires [Aldeias ilusórias] – aparece, sob vários aspectos, como um poema de transição, entre as primeiras obras do poeta – a célebre “Trilogia negra” impregnada pelo pessimismo schopenhauriano – e a poesia “social” de Campagnes hallucinées [Campos alucinados], nova etapa de uma obra doravante aberta a uma humanidade em plena “revolução”. Partindo de uma anotação do escritor, este artigo pretende destacar como a temática da água, fonte de vida, associada ao esforço cotidiano do barqueiro, à energia humana e à esperança sempre renovados, adquire uma dimensão fortemente simbólica. A água, reflexo da criação na qual o gesto do barqueiro ao leme de sua embarcação e o poeta tornam-se um só, articula de maneira evidente a poética e a ética, configurando uma obra “loucamente” voltada para o futuro, no momento-chave do primeiro grande crescimento da literatura e das artes na Bélgica francófona
A Poética simbolista da joia “Fin de Siècle”
Tradução de Bruno Anselmi Matangrano & Caroline MicaeliaJoias escritas, descritas, pintadas, poetizadas ou cinzeladas, o universo destes pequenos objetos preciosos nos desperta para um mundo de sentidos e sentimentos. Num cosmos marcado por percepções e admirações, a joia simbolista do fim do século XIX aperfeiçoa sua linguagem do mundo intermediário, o do imaginário e dos sonhos. Esse microcosmo é apreendido graças à interação de diversas disciplinas artísticas, as quais, por múltiplas correspondências criadoras, permitem à joalheria a identificação da estética fin de siècle e de sua relação com o mundo, com o tempo que passa. Assim como a literatura, a poesia ou a pintura, a joalheria do final do século XIX sabe, portanto, captar as impressões, bem como produzi-las. Graças a seu potencial simbólico, a joia mediadora lírica se inscreve numa tentativa de descentralização tendo por objetivo nos transpor numa autarquia poética.Tradução de Bruno Anselmi Matangrano & Caroline MicaeliaJoias escritas, descritas, pintadas, poetizadas ou cinzeladas, o universo destes pequenos objetos preciosos nos desperta para um mundo de sentidos e sentimentos. Num cosmos marcado por percepções e admirações, a joia simbolista do fim do século XIX aperfeiçoa sua linguagem do mundo intermediário, o do imaginário e dos sonhos. Esse microcosmo é apreendido graças à interação de diversas disciplinas artísticas, as quais, por múltiplas correspondências criadoras, permitem à joalheria a identificação da estética fin de siècle e de sua relação com o mundo, com o tempo que passa. Assim como a literatura, a poesia ou a pintura, a joalheria do final do século XIX sabe, portanto, captar as impressões, bem como produzi-las. Graças a seu potencial simbólico, a joia mediadora lírica se inscreve numa tentativa de descentralização tendo por objetivo nos transpor numa autarquia poética
Science Fiction, climate urgency and the importance of inter-knowledge dialogue: interview with writer and researcher Ana Rüsche
Este trabalho trata-se de uma entrevista com a escritora e pesquisadora Ana Rüsche, concedida ao pesquisador Bruno Anselmi Matangrano, sobre a ficção científica enquanto uma das categorias literárias que mais tem se ocupado de questões urgentes e presentes nos debates contemporâneos. Dando especial enfoque à representação da crise climática na literatura contemporânea e ao papel da ficção científica no diálogo e na difusão de outros saberes, Rüsche define em suas respostas, em uma abordagem transdisciplinar, conceitos como a própria “ficção científica”, a teoria “ecocrítica”, a categoria da “ficção climática” e sua relação com o conceito geológico e histórico de “antropoceno” e sua contraparte, o “capitaloceno”, ao mesmo tempo em que defende a autonomia e a importância da produção literária feita no sul global e, em particular, no Brasil, em uma perspectiva decolonial. Comenta ainda a relação entre seus estudos e sua própria ficção, demonstrando o diálogo tão pouco comentado nos meios acadêmicos, mas de suma importância, entre a escrita criativa e a pesquisa acadêmica.This paper brings an interview with Ana Rüsche, writer and researcher, by Bruno Anselmi Matangrano, regarding science fiction as one of the literary categories that has been debating pressing matters the most. Especially interested in the climate crisis representation in contemporary literature, as well as the role science fiction plays on the the propagation of other forms of knowledge, Rüsche defines, through a transdisciplinary approach, concepts such as science fiction itself, ecocriticism, climate fiction and its relation to the geological and historical concept of anthropocene, along with its counterpart, "capitalocene". Rüsche also defends the autonomy and the importance of the literary production from the global South, particularly Brazil, through a decolonial perspective. She also comments on the relation between her studies and her fiction, a dialogue rarely explored in academia, despite its importance, between creative writing and academic research
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