20 research outputs found

    Judith Butler leitora de Walter Benjamin: para uma crítica das políticas progressistas e identitárias

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    No presente artigo pretendemos mostrar de que forma Judith Butler se apropria de alguns conceitos bastante conhecidos pelos leitores de Walter Benjamin para tecer suas considerações a respeito de algumas políticas nacionais contemporâneas, com destaque para as políticas sexuais e as políticas seculares. Nossa hipótese é que o tema que perpassa todas as obras da filósofa é o da subversão ou crítica da identidade, seja ela usada como fundamento para o movimento feminista ou para políticas nacionais. Veremos de que forma Butler se apropria das noções de “história contínua”, “tempo vazio”, “violência mítica”, “violência divina”, “mandamento” e de messianismo, sobretudo em duas obras da filósofa, a saber, Quadros de guerra e Caminhos divergentes

    O sentido jurídico da vida: a ficção da vida nua entre Giorgio Agamben e Yan Thomas

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    O meu interesse é justamente o de pensar o direito enquanto um dispositivo biopolítico. Isto é, não tanto como algo oposto, diverso ou complementar às técnicas de regulação das populações, mas antes pensar o direito em sua articulação com a vida

    SOBRE A FORMAÇÃO DA NOÇÃO DE GENEALOGIA EM NIETZSCHE

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    O presente trabalho tem por escopo a compreensão de como a noção de história em Nietzsche se constituiu enquanto genealogia. Com esse objetivo, partindo de alguns problemas enunciados sobretudo na Segunda Consideração Extemporânea, esperamos conseguir esclarecer a relação de Nietzsche com o seu tempo, assim como compreender um pouco das críticas que Nietzsche endereça aos Historicismos de sua época, o que, acreditamos, permitirá delinear algumas das características da abordagem genealógica nietzschiana da história. Por fim, pretende-se mostrar brevemente de que forma essa compreensão da história visa resgatar o aspecto prático e vital, num primeiro momento associado à noção de sentido histórico e posteriormente à noção de história natural

    Vitam destituere: vocação messiânica e forma-de-vida destituinte no Homo sacer de Giorgio Agamben = Vitam destituere: messianic vocation and destituent form-of-life in Homo sacer from Giorgio Agamben = Vitam destituere: Vocación mesiánica y forma-de-vida destituyente en el Homo sacer de Giorgio Agamben

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    O presente texto tem por finalidade propor o sintagma vitam destituerecomo um conceito paradigmático para a interpretação do pensamento de Giorgio Agamben, notadamente no que diz respeito à sua proposta ontológica messiânica política. Diferentemente de sua antítese, vitam instituere, o sintagma vitam destituere é aqui formulado com a pretensão de expor aquilo que singulariza o pensamento de Agamben no debate de filosofia política contemporânea, sobretudo quanto à crítica e à profanação do legado romano da ontologia do officium. Para isso: (i) exponho os pontos centrais da tetralogia Homo sacer contra os quais o projeto destituinte de Agamben se insurge; (ii) apresento o fundamento do tratamento do conceito de vitam instituere na obra de Agamben a partir de uma filiação a Yan Thomas; (iii) proponho uma comparação do pensamento de Agamben com o de Roberto Esposito, este enquanto pensador do vitam instituere, aquele do vitam destituere; (iv) sugiro que o pensamento de Spinoza é fundamental para se compreender o ponto em que Agamben e Esposito se afasta

    Da técnica ao uso : Giorgio Agamben e o projeto de uma arqueologia política da técnica

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    Orientador: Prof. Dr. André Duarte (UFPR)Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 29/04/2021Inclui referências: p. 380-396Resumo: O presente estudo tem por objetivo investigar a obra de Giorgio Agamben seguindo o fio condutor da arqueologia política da técnica. Nossa hipótese é que a leitura dos textos de Agamben, sobretudo aqueles voltados à estética, à economia, à teologia, ao direito, à arquitetura e à gramática, ganham inteligibilidade quando lidos à luz da questão da técnica. Para tematizar a questão da técnica no interior do corpus agambeniano, propomos uma definição de técnica tendo recurso à noção de dispositivo. Isso significa que a questão da técnica assume, em Agamben, desde o início, um sentido político, voltado à arqueologia dos dispositivos de separação, úteis ao governo dos homens e das coisas. Tematizar o sentido político da técnica, em Agamben, significa pensar o sentido fundamentalmente governamental que nossa política tem assumido cada vez com maior intensidade no Ocidente. Nosso objetivo é mostrar, por meio do fio condutor da questão da técnica, de que modo Agamben dá prosseguimento a diversos diagnósticos filosóficos de seus contemporâneos acerca da política, traçando importantes discordâncias e deslocamentos em relação a eles. É por meio de um intenso diálogo com Heidegger, Aristóteles, Foucault, Benjamin, Arendt, Weil, Schmitt, Peterson, Benveniste, Illich, Urbani, Thomas de Aquino e Yan Thomas que a questão da técnica, notadamente da técnica jurídica, virá à tona. Uma hipótese complementar é formulada ao longo da investigação: a de que se é possível ler os estudos agambenianos à luz da arqueologia política da técnica, também é possível que a filosofia do uso surja como sua contraparte neutralizadora.Abstract: The present study aims to investigate the work of Giorgio Agamben following the thread of the political archeology of technology. Our hypothesis is that Agamben's texts, especially those concerned with aesthetics, economics, theology, law, architecture, and grammar, gain intelligibility when read in light of the question of technology. In order to address the question of technology within the Agambenian corpus, we propose a definition of technology having recourse to the notion of apparatus. This means that, in Agamben, the question of technology assumes, from the beginning, a political meaning, focused on the archeology of the apparatuses of separation, useful for the government of men and things. By interrogating the political sense of technology in Agamben's work, we intend to think fundamentally about the governmental sense that our politics has increasingly taken on in the West. Our goal is to show, by means of the common thread of the question of technology, how Agamben takes charge of diverse philosophical diagnostics of his contemporaries about politics, not without tracing important disagreements and displacements in relation to them. It is through an intense dialogue with Heidegger, Aristotle, Foucault, Benjamin, Arendt, Weil, Schmitt, Peterson, Benveniste, Illich, Urbani, Thomas Aquinas, and Thomas that the question of technology, notably that of juridical technology, will come to the fore. A complementary hypothesis is formulated throughout the investigation: if it is possible to read the Agambenian works in the light of the political archeology of technology, then it is also possible that the philosophy of use emerges as its neutralizing counterpart

    On Language as the common thread of Giorgio Agamben reflections

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    O artigo pretende abordar a linguagem como motor fundamental das reflexões de Giorgio Agamben, sejam elas pertinentes à filosofia, teologia, direito ou política. Para isso o artigo se divide em duas partes. Na primeira, pretendemos mostrar, sobretudo a partir de textos anteriores à serie Homo sacer, especialmente os presentes na coletânea A potência do pensamento, de que forma o pensamento sobre a linguagem influencia a compreensão de Agamben sobre o conceito de filosofia, de teologia e de tradição. Já na segunda parte pretendemos explorar de que forma, de acordo com Agamben, a operação jurídico-política fundamental de nossa tradição está vinculada à forma como pensamos até hoje a relação do homem com o logos. Para Agamben, estrutura de exceptio corresponde à estrutura originária do acontecimento de linguagemThe article intends to approach language as the fundamental engine of Giorgio Agamben\u27s reflections, whether pertinent to philosophy, theology, law or politics. To accomplish this purpose the article is divided into two parts. In the first one, we intend to show, especially from texts prior to the series Homo sacer, especially those present in the collection Potentialities: Collected Essays in Philosophy, in what way the thinking on language influences Agamben\u27s understanding of the concept of philosophy, theology and tradition. In the second part we intend to explore in what way, according to Agamben, the fundamental juridical-political operation of our tradition is linked to the way we think until today the relation of man and logos. For Agamben, the exceptio structure corresponds to the original structure of the language event

    Foucault: política e arqueologia

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    O livro de Ribas, fruto de sua tese de doutorado defendida no departamento de filosofia da Universidade Federal do Paraná em 2016, é o resultado do árduo trabalho de um jovem pesquisador, que revela, no entanto, maturidade no trato com os escritos de Michel Foucault. O excelente desempenho obtido nesse livro, e sobretudo na profundidade e clareza com que trabalha com os textos do final da década de 1960 e início da década de 1970 do filósofo francês, é proveniente de uma longa relação com sua obra. Já em sua dissertação de mestrado, que também se tornou livro, intitulado Foucault: verdade e loucura no nascimento da arqueologia, Ribas nos mostrou sua competência em facilitar o acesso ao complexo pensamento do filósofo. Em Foucault: saber, verdade e política, o que observamos é a continuação de suas qualidades como escritor, porém, aperfeiçoadas pelo tempo e pelos estudos – que incluem um período de doutorado sanduíche na França, onde realizou importantes cursos e trocas com diversos especialistas da obra de Foucault. Basta conferirmos a bibliografia consultada por Ribas para percebemos muitos nomes relativamente novos nos estudos foucaultianos. Portanto, vale desde já notar que o livro que aqui resenhamos se inscreve em uma nova geração de intérpretes da obra do filósofo francês, que, no entanto, não deixa de estabelecer um debate com a tradição que desde os anos 1960 vem recepcionando as ideias do filósofo no Brasil

    Soberania e biopolítica em Giorgio Agamben

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    Orientador: André DuarteAutor não autorizou a divulgação do arquivo digitalDissertaçao (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa: Curitiba, 15/12/2016Inclui referências : f. 128-134Resumo: O presente trabalho pretende abordar o vínculo entre soberania e biopolítica na reflexão de Agamben, a qual investiga criticamente a tradição política Ocidental. Soberania e biopolítica não são, para Agamben, meras formulações teóricas consagradas, situadas temporalmente, mas estão implicadas em uma estrutura metafísica que opera de maneira absoluta em toda história política do Ocidente por meio da captura do vivente e da produção da vida nua. Nosso objetivo, portanto, é o de tornar inteligível a forma como essa vida nua - a vida do homo sacer - é colocada como, ao mesmo tempo, produto originário e fundamento da ordem política no Ocidente a partir da interrogação sobre o ponto oculto de intersecção entre o modelo jurídico-institucional e o modelo biopolítico do poder. No primeiro capítulo abordaremos o conceito de soberania a partir da tradição política com que Agamben dialoga, com destaque para Hobbes, Kelsen e Schmitt. Como resultado desse primeiro capítulo teremos a concepção de vida matável como fundamento da comunidade política, bem como uma primeira aproximação da estrutura da soberania, que se define pela exceção ou bando. No segundo capítulo nos deteremos sobre o conceito de biopolítica a partir da relação existente entre o pensamento de Agamben e o de Foucault, extraindo desse debate tanto o contraste entre as abordagens da biopolítica entre ambos os autores, quanto suas divergências e convergências metodológicas; além disso, lançaremos mão de uma interpretação biopolítica do trabalho de Arendt para a compreensão tanto do diagnóstico da politização da vida quanto da reversibilidade entre democracia de massa e totalitarismo. No terceiro capítulo aprofundaremos as noções mais essenciais do trabalho de Agamben, com destaque para o paradoxo da soberania, a estrutura de bando, a relação entre linguagem e direito, bem como anunciaremos, na esteira de Agamben, a necessidade de um pensamento para além da relação entre ato e potência, modelo que emprestou à tradição Ocidental a estrutura de bando. Por fim, delinearemos algumas considerações a respeito da noção de homo sacer, dando destaque para a crítica feita por Agamben à teoria da ambiguidade do sacro. Ao final da dissertação pretendemos ter esclarecido de que forma Agamben desenvolve suas reflexões a partir do fio condutor da inclusão originária da vida no direito, isto é, pela relação indissociável entre vida e direito, sacralidade e exceção. Palavras-chave: Agamben, soberania, biopolítica, direito, política.Résumé: Le présent travail se donne pour but l'approche du lien entre souveraineté et biopolitique dans la réflexion d'Agamben, laquelle s'oriente vers une recherche critique de la tradition politique Occidentale. Souveraineté et biopolitique ne sont pas, selon Agamben, des simples formulations théoriques longtemps établies, situées temporellement, mais sont impliquées dans une structure métaphysique qui opère de façon absolue dans toute l'histoire politique de l'Occident à travers la capture du vivant et la production de la vie nue. Notre objectif est celui de rendre intelligible la façon dont cette vie nue - la vie de l'homo sacer - est, au même temps, mise comme produit originaire et fondement de l'ordre politique dans l'Occident, à partir de l'interrogation sur le point caché de l'intersection entre le modèle juridico-institutionnel et le modèle biopolitique de pouvoir. Dans le premier chapitre on traitera du concept de souveraineté à partir de la tradition politique avec laquelle Agamben établie un dialogue, notamment avec Hobbes, Kelsen et Schmitt. Comme résultat de ce premier chapitre on aura la conception de vie tuable comme fondement de la communauté politique, ainsi comme une première approche de la structure de la souveraineté qui se définit par l'exception ou le band. Dans le second chapitre on concentrera sur le concept de biopolitique à partir du rapport entre la pensée d'Agamben et celle de Foucault, ce qui nous permettra d'en extraire tant un contraste entre les approches de la biopolitique entre les deux auteurs, comme ses divergences et convergences méthodologiques; en outre, on fera appel à une interprétation biopolitique des oeuvres d'Arendt pour comprendre tant le diagnostique de la politisation de la vie comme celui de la réversibilité entre démocratie de masse et totalitarisme. Dans le troisième chapitre on approfondira les notions les plus essentielles du travail d'Agamben, en soulignant le paradoxe de la souveraineté, la structure de band, le rapport entre langage et droit, aussi comme il sera annoncé, dans la foulée d'Agamben, la nécessité d'une pensée au-délà du rapport entre puissance et acte, modèle qui a prêté à la tradition Occidental la structure de band. Finalement, on tracera quelques considérations sur l'homo sacer, en soulignant les critiques adressées par Agamben à la théorie de l'ambiguïté du sacre. À la fin de cette dissertation on envisage avoir éclairé de quelle façon Agamben développe ses réflexions à partir du fil conducteur de l'inclusion originaire de la vie dans le droit, c'est-à-dire, par le rapport indissociable entre vie et droit, sacralité e exception. Mots-clés : Giorgio Agamben; souveraineté; biopolitique; droit; politique

    SATURNO TRANSLADA: Um ensaio romanesco

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    LAZZARETTI, Lucas. Saturno translada: um ensaio romanesco. Rio de Janeiro: 7Letras, 2022
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