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    A fenomenologia do tempo em heidegger e husserl: uma aproximação

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    Este artigo tem por objetivo explicitar a possibilidade de estabelecermos uma relação entre a fenomenologia da temporalidade em Husserl e a concepção de tempo no primeiro Heidegger. Este objetivo se desdobrará, simplesmente, procurando reconhecer em ambas as abordagens alguns elementos que possam ser relacionados, mais especificamente, com relação à descrição fenomenológica do tempo. Assim, inicialmente faremos uma apresentação da descrição fenomenológica heideggeriana e, num segundo momento, da husserliana (bem simplificada) com o intuito de que sejam notadas as semelhanças entre os autores citados. Assim, o que se tenta fazer, aqui, é tão somente o que o próprio título salienta, uma aproximação. Para tanto, foram utilizados o livro Ser e Tempo de Heidegger e o livro Fenomenologia da Consciência imanente do tempo, de Husserl como obra base

    Fenomenologia e ontologia

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    Husserl e Heidegger não foram os primeiros a usarem o termo fenomenologia. Ao que tudo indica, o termo tenha sido cunhado, inicialmente, na escola de Wolff. E usado, entre outros, por Herder, Lambert, Kant, Hegel e Hamilton, obviamente com significados e funções diversos. Todavia, tanto em Husserl, quanto em Heidegger, a acepção, a força e peso atribuído ao termo, impedem que ele seja compreendido apenas como mais um conceito ao lado de outros. Uma vez que, o que está em jogo é a própria possibilidade do fazer filosófico. No caso de Heidegger, a fenomenologia ocupa um lugar central na medida em que ela e, somente através dela, a questão do ser pode ser abordada. Porém, Heidegger, diferentemente de Husserl, lhe atribui momentos constitutivos diferentes. Este artigo visa explicitar tais momentos constitutivos da fenomenologia em Heidegger articulando com a questão do ser. Para tanto, foram tomados como livros básicos, além de Ser e Tempo, os Problemas Fundamentais da fenomenologia. Neste último, encontra- se a única exposição feita por Heidegger dos momentos constitutivos do que ele chama de fenomenologia

    A Ética em Ser e Tempo e no Tractatus Logico-philosophicus

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2010Esta tese trata da ética em Ser e Tempo e no Tractatus Logico-Philosophicus, de M. Heidegger e L. Wittgenstein, respectivamente. E procura mostrar que não há nessas obras uma ética de caráter normativa. Em outras palavras, o objetivo do estudo é argumentar que os seus autores não apresentam regras ou normas que possam ser utilizadas como critérios orientadores para uma existência feliz. Outro objetivo desse estudo é contribuir para uma compreensão das possíveis relações e semelhanças entre Wittgenstein e Heidegger. O ponto de contato que torna possível a aproximação e a comparação entre esses dois filósofos é a ética. A epígrafe desse estudo é a bem conhecida lembrança de Wittgenstein a dois temas heideggeriano em 29, "ser" e "angústia". Por outro lado, é conhecido o famoso artigo de Loparic, no qual sugere não somente uma aproximação entre ambos via ética, mas também sustenta a importância que esse tema teve para ambos. Nesse mesmo artigo Loparic argumenta para a possibilidade da existência de uma ética originária, tal qual Heidegger sugere em sua obra Carta Sobre o Humanismo, na qual é mencionada como uma possibilidade real e a ser realizada. Em Ser e Tempo a voz da consciência exige que o Dasein assuma o modo de ser mais próprio. Invocação que é silenciosa e não dá nada a dizer. No Tractatus o sétimo aforismo dá a entender que deve haver um critério orientador daquele que investiga, o qual somente pode ser mostrado, em outras palavras, não pode ser expresso proposicionalmente. Na sua Conferências sobre Ética está claro que a ética determina a existência humana. Então, por caminhos diferentes, ambos os autores chegaram a conclusões semelhantes o que denota a importância da ética para Heidegger e Wittgenstein. e um possível ponto comum em seus pensamentos. Todavia, o horizonte de originalidade deve ser buscado na visão de cada autor, não reduzindo ou lendo um pelo outro

    O fim do humanismo e a dimensão social da Lichtung segundo Sloterdijk

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    Humanism, as a project that has as its final objective to form humans, has failed. This is the perspective adopted by Sloterdijk and explained here. Inherited from Heidegger and amplified through the inversion of the ontological and ontic elements, so dear to the philosopher of the black forest. The humanist project, and all its historical unfoldings, is understood by Sloterdijk, in its essence, as forming humans. Its primary goal is to enable peaceful and harmonious coexistence among existing humans in the Lichtung. But this project, in all its possible aspects, has failed, and the reasons are rooted in its origins: the natural and social aspects that constitute the human species itself were not thought of. Heidegger, in thinking about Lichtung, would have incurred and reinforced the same error, according to Sloterdijk. The development of what he calls anthropotechnics could remedy this error, as well as the gap in the Heideggerian approach to humanism.  Anthropotechnics would force classical/traditional humanism to revise its foundations and, with it, rethink its foundations. This revision would expose its weaknesses (by making clear the reasons for its failure over time) and would make it possible to overcome them, that is, that the foundations of humanism be now thought of in a more adequate way. Here, briefly, we will present Sloterdijk\u27s interpretation and his proposal. The methodology used was a bibliographic review. Keywords: Humanism; Project; Failure; Anthropotechnics; Review.O humanismo enquanto projeto que tem por objetivo final formar humanos, fracassou. Essa é a perspectiva adotada por Sloterdijk e, aqui, explanada. Herdada de Heidegger e ampliada através da inversão dos elementos ontológicos e ônticos, tão caros ao filósofo da floresta negra. O projeto humanista, e todos os seus desdobramentos históricos, é entendido por Sloterdijk, em sua essência, como formador de humanos. O seu objetivo primevo é possibilitar a convivência pacífica e harmoniosa entre os existentes humanos na Lichtung. Mas, esse projeto, em todas as suas vertentes possíveis, fracassou e, os motivos, estão enraizados em suas origens: não foram pensados os aspectos, natural e social, que constituem a própria espécie humana. Heidegger, ao pensar a Lichtung, teria incorrido e reforçado o mesmo erro, segundo Sloterdijk. O desenvolvimento do que chama de antropotécnica poderia sanar aquela falta, bem como a lacuna da abordatem heideggeriana sobre o humanismo.  A antropotécnica, forçaria o humanismo clássico/tradicional a revisar seus fundamentos e, com isso,  repensar seus fundamentos. Esta revisão, colocaria a mostra suas fragilidades (por deixar às claras os motivos do seu fracasso ao longo do tempo) e possibilitaria a sua superação, ou seja, que os fundamentos do humanismo fossem, agora, pensados de forma mais adequada. Aqui, resumidamente, apresentaremos a interpretação de Sloterdijk e sua proposta. A metodologia utilizada foi a de revisão bibliográfica. Palavras-chave: Humanismo; Projeto; Fracasso; Antropotécnica; Revisão

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Os momentos constitutivos do Cuidado e o Dasein como ser de relações.

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    Este artigo tem por objetivo mostrar que o Dasein é um ser de relações. Para tanto, toma-se Ser e Tempo como horizonte de todas as considerações que aqui forem feitas. Em especial no que diz respeito a ideia de mundo tal qual é expressona obra de 27, bem como a noção de cuidado na referida obra. O intuito é mostrar que, ao final, o Dasein não é um sujeito puramente metafísico fechado e isolado dentro de um mundo. A constatação (convicção talvez seja melhor) de que o mesmo é antes de tudo e qualquer coisa ser-no-mundo feita pelo autor da obra supracitada é imprescindível para que seja compreendido que seus momentos existenciais determinam as relações entre ele e os entes intramundanos. Como consequência emerge a ideia de que há uma responsabilidade implícita na noção de cuidado e que determina todo tipo possível de relação. Levando em consideração que as questões relativas à bioética e a ética ambiental dizem respeito ao modo como o homem se encontra no mundo e estabelece relações, pode-se afirmar que há um modo de estar no mundo mais originário, ou ético, que possibilita uma compreensão diferenciada dele e de seus problemas

    Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis

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    We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis

    Cuidado e responsabilidade

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    Uma acusação frequente a Heidegger é a de que deixou de lado o tema ético. A falta em sua obra Ser e Tempo (bem como em outras) de um capítulo dedicado a questões morais seria uma prova definitiva e irrefutável desse descaso para com tais problemas. Contudo, uma leitura mais atenta nessa obra revela uma dimensão subjacente e delimitadora do cuidado. Essa dimensão diz respeito à responsabilidade que o Dasein tem, antes de qualquer coisa, de assumir o fato de que é um ser no mundo e, enquanto tal, lançado em determinadas possibilidades. O modo como optará pelas possibilidades determinará uma existência autêntica ou inautêntica influenciando sua relação para com todos os outros tipos de entes com ou sem o caráter de Dasein, incluindo o seu meio ambiente. É essa estreita ligação, dependência e condicionamento entre cuidado e responsabilidade que, aqui, nesse artigo, será explorado
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