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    Entre as pedras: as ocupações pré-históricas recentes e os grafismos rupestres da região de Diamantina, Minas Gerais, de Andrei Isnardis

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    Esta resenha se refere à tese de doutoramento de Andrei Isnardis, defendida em 2009 no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade de São Paulo, com sede no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP), em 2009. O programa publica anualmente, na forma de livro, uma tese ou dissertação selecionada dentre as defendidas no ano anterior. A escolha do trabalho de Isnardis não é sem propósito, pois se trata de um estudo que concentra diversas qualidades. Dentre elas, as que mais agradam a este resenhador é o fato de projetar uma perspectiva de longa duração sobre certa paisagem regional espetacular no coração das Minas Gerais, e fazê-lo a partir tanto da arte rupestre quanto dos demais vestígios materiais disponíveis. E, também, a partir desse partido mais geral e abrangente, o uso de análises bastante objetivas e eficazes das coleções líticas – e dossítios de onde provêem - envolvendo a noção de organização tecnológica

    Semelhanças, diferenças e rede de relações na transição Pleistoceno-Holoceno e no Holoceno inicial, no Brasil Central

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    A proposta do presente artigo é explorar algumas das semelhanças e das dessemelhanças entre as ocupações centrobrasileiras da transição Pleistoceno-Holoceno e do Holoceno inicial e discutir nossa compreensão acerca dessas similaridades e diferenças, perguntando sobre as bases teóricas que dão e que poderiam dar sustentação a essa compreensão. O período enfocado é a faixa cronológica entre 11.000 e 9.000 anos antes do presente. São consideradosaqui diversos aspectos apresentados pelas pesquisadoras e pelos pesquisadores para as regiões da Serra da Capivara (no sudeste do Piauí), de Serranópolis (sudoeste de Goiás), do extremo norte de Minas Gerais (Vale do Peruaçu e regiãode Montalvânia) e do médio Tocantins (região do Vale do Rio Lajeado, da serra homônima e de arredores), áreas entre as quais parece haver, nesse período, significativas semelhanças, combinadas a diferenças. Após reunir alguns elementossobre essas áreas, com base na bibliografia disponível, teço comparações entre elas, considerando, sobretudo, os modos de relação com as rochas lascadas, os papéis dos sítios e o modo de estruturação do território. Ao final, compartilhoreflexões sobre os recursos teóricos com que usualmente comparamos contextos na Arqueologia brasileira, tentando ser sugestivo sobre outras possibilidades de repertório para fazê-lo

    Banquete lapidoso: tecnologia lítica em contextos festivos no sítio Porto de Santarém, Baixo Amazonas

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    This research aims to characterize the lithic material from Santarém Port site, municipality of Santarém, in the Lower Tapajos region. This material was found in archaeological features called by local archaeological research as bolsão, in english also called pits or bell-shaped pits. This dissertation also seeks to contribute to the construction of an interpretation of the nature of these bolsão. This material is distributed in four bolsões, three contiguous and the other further south, all in the area called 2A. Because it is usually interpreted as a ritual activity trace, this work questioned about the formation of the archaeological record, disposal practices and what archeology has been conventionally considered ritual stuff.Esta pesquisa tem como objetivo principal caracterizar o material lítico presente no sítio Porto de Santarém, município de Santarém, região do Baixo Tapajós. Esse material foi encontrado em feições arqueológicas denominadas pelas pesquisas arqueológicas da região como bolsões. Pretende-se ainda contribuir para a construção de uma interpretação sobre a natureza desses bolsões. Esse material está distribuído em quatro bolsões, três contíguos e o outro mais ao sul, todos na área denominada de 2A. Por ser normalmente interpretado como vestígio de atividade ritual, neste trabalho questionei sobre a formação do registro arqueológico, as práticas de descarte e o que na arqueologia tem sido convencionalmente considerado material ritual

    Pintar como relação: interações de pessoas e pinturas nas paredes de pedra

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    Resumo Este artigo se propõe a explorar o fenômeno das intensas interações entre grafismos rupestres, valendo-se da interlocução teórica entre Arqueologia e Etnologia indígena brasileiras. As interações em painéis rupestres são aqui analisadas em duas regiões de Minas Gerais: o Vale do Rio Peruaçu e Diamantina, áreas de pesquisa da equipe do Setor de Arqueologia do Museu de História Natural e Jardim Botânico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), enfatizando-se a primeira. Em ambas, há numerosíssimos casos de interações, quando novas pinturas (ou gravuras) são compostas em painéis que já estavam pintados (e/ou gravados). A interlocução com a Etnologia que aqui se faz tem como foco algumas das noções centrais apresentadas nos trabalhos etnográficos e nas sínteses etnológicas sobre sociedades ameríndias, sobretudo o caráter intensamente relacional de suas cosmologias e suas concepções sobre agência de não humanos. A proposta central, a partir do estudo dos acervos gráficos dessas duas regiões de Minas Gerais, é pensar a relação como elemento crucial da prática de pintar paredes rochosas já pintadas, relação essa em que pessoas e pinturas são, ambas, sujeitos

    Among the rocks: the later prehistoric human occupations and the rock art of Diamantina, Minas Gerais

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    A região de Diamantina, em Minas Gerais, guarda um amplo acervo de grafismos rupestres e ricos conjuntos artefatuais e estruturas atribuíveis aos últimos 1.500 anos de ocupação humana. Esta pesquisa investiga os dois conjuntos de registros arqueológicos: o horizonte recente e as pinturas rupestres. Numa análise que procura congregar estudos intra e intersítios, os dois conjuntos são explorados, em busca de identificar sistemas de ocupação e construção da paisagem. Nas ocupações recentes, vêem-se coleções líticas bastante variadas, em sítios de atributos diferentes, que se pretende conectar por meio do emprego das noções de organização tecnológica e cadeia operatória. No que tange aos grafismos rupestres, esta pesquisa investe na identificação de estilos e no reconhecimento das relações cronológicas entre esses. São analisadas também as formas de interação diacrônica entre figuras e as formas de sua composição gráfica.The region of Diamantina, in Minas Gerais, has a large rock paintings assemblage and rich artefactual assemblages, and structures from the last 1.500 years of human occupation. This research explores the both archaeological features: the occupations of the later pre-colonial period and the rock art. Trying to put together intra and inter-site studies, we intent to identify systems of landscape building. In the later human occupation, there are many lithic artifacts, in different kinds of sites, that are studied here with the use of two basic concepts: technological organization and chaine operatoir. The rock art is explored through stylistic and chronological approaches. We also explore the ways of diachronical interactions and graphic construction among the paintings

    Na sombra das pedras grandes: as indústrias líticas das ocupações pré-coloniais recentes da região de Diamantina, Minas Gerais, Brasil

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    Resumo As ocupações pré-coloniais do Holoceno Superior da região de Diamantina (na serra do Espinhaço, no Centro-Norte de Minas Gerais) são representadas por diversificada indústria lítica em variados sítios com abrigos. Neste artigo, busca-se construir um entendimento articulado, sistêmico, de um conjunto de sítios dessa área, a partir da disponibilidade de matérias-primas, das morfologias e das implantações dos sítios, da variabilidade artefatual presente neles e da associação deste aspecto com outros vestígios e estruturas. Para isso, articulam-se os conceitos de cadeia operatória e organização tecnológica com reflexões sobre o uso e a atribuição de sentido aos lugares. O estudo toma por objeto coleções geradas por um conjunto de intervenções realizadas em dez sítios, incluindo sondagens, escavações e diferentes métodos de coleta de superfície. Centrada nas indústrias líticas, a análise procura articulá-las a outros elementos das ocupações indígenas pré-coloniais recentes.</jats:p

    Pedras na areia. As indústrias líticas e o contexto horticultor do Holoceno Superior na região de Diamantina, Minas Gerais

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    As ocupações pré-coloniais recentes da região de Diamantina são apresentadas neste trabalho com base nas pesquisas desenvolvidas pelo Setor de Arqueologia do MHNJB da UFMG. A ênfase deste artigo recai sobre uma proposta interpretativa para os papéis dos sítios com abrigo no modo de se viver na Serra no Holoceno Superior, contexto em que há veementes vestígios de horticultura, um quadro de escassez geral de cerâmica e ausência de sítios semelhantes a aldeias. A partir daí, procuro tecer reflexões sobre o modo que convencionalmente se têm tratado as ocupações de horticultores do Cerrado na arqueologia brasileira

    Na sombra das pedras grandes: as indústrias líticas das ocupações pré-coloniais recentes da região de Diamantina, Minas Gerais, Brasil

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    Resumo As ocupações pré-coloniais do Holoceno Superior da região de Diamantina (na serra do Espinhaço, no Centro-Norte de Minas Gerais) são representadas por diversificada indústria lítica em variados sítios com abrigos. Neste artigo, busca-se construir um entendimento articulado, sistêmico, de um conjunto de sítios dessa área, a partir da disponibilidade de matérias-primas, das morfologias e das implantações dos sítios, da variabilidade artefatual presente neles e da associação deste aspecto com outros vestígios e estruturas. Para isso, articulam-se os conceitos de cadeia operatória e organização tecnológica com reflexões sobre o uso e a atribuição de sentido aos lugares. O estudo toma por objeto coleções geradas por um conjunto de intervenções realizadas em dez sítios, incluindo sondagens, escavações e diferentes métodos de coleta de superfície. Centrada nas indústrias líticas, a análise procura articulá-las a outros elementos das ocupações indígenas pré-coloniais recentes

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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