42 research outputs found

    El Tlacuache Núm. 362 (2009). 362 Año 9 (2009) mayo. El Tlacuache

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    Cortés y la antigua California por Fanny Flora Campillo. - Sólo le pido a Dios por Laura Ledesma Gallegos. - Procesos de cambio social por Giselle Canto Aguilar. - Chamilpa entierra parte de su legado cultural por Izandra Salazar Goroztieta

    Da pedra bruta à joia rara, a leitura que lapida, descobre, brilha e valora

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    Este estudo busca refletir sobre a ação do mediador da leitura, que tem em suas mãos o poder de auxiliar para a formação de um leitor entendedor ou de um simples decodificador. Dessa forma, trago presente a discussão sobre a importância do processo de instigar os educandos à leitura possibilitando-os ver que através dela é possível compreender melhor a si mesmo e a sociedade em que se está inserido e, a partir disso, encontrar perspectivas de acesso a novos caminhos. Para tanto, trago algumas ações de mediação de leitura com o intuito de ilustrar o que aqui apresento como possibilidades. Almejando atingir os objetivos a que nos propomos nesta investigação, buscamos identificar que ações poderiam ser utilizadas pelo mediador afim de contribuir para a formação do leitor. A partir das constatações que tivemos e valendo-nos da pesquisa-ação, foi possível fomentar a leitura como forma de autoconhecimento e de entender o mundo, a fim de que a criticidade através dele fosse instigada. Vale ressaltar que o presente trabalho se divide em quatro blocos: no primeiro, nos preocupamos em apresentar o contexto em que realizamos a pesquisa-ação. Na segunda etapa buscamos aclarar o sentido da palavra leitura tendo como base os estudos dos pesquisadores Vicente Jouve, Alberto Manguel e Michèle Petit. Na terceira parte do trabalho, iniciamos explicando nossa escolha por uma abordagem qualitativa, alicerçadas pelos conceitos da autora Maria Cecília Minayo, uma vez que a autora compreende que pesquisas descritivas baseadas em observações e análises de aspectos subjetivos dos sujeitos de pesquisa, que é o caso desse trabalho, impossibilitam a quantificação. Ainda neste bloco, apresentamos a metodologia que acreditamos ter sido a melhor escolha para esta pesquisa, a pesquisa-ação, uma vez que esta, segundo Michel Thiollent, permite a interação entre pesquisador e pesquisado e finalizando essa etapa exploramos o que Minayo esclarece sobre análise de conteúdo, pois através desse método obtivemos os resultados dessa pesquisa. No terceiro bloco, descrevemos os sete encontros com os sujeitos de pesquisa e seus posicionamentos em relação a cada texto abordado. Por fim, na última fase da pesquisa, analisamos os dados colhidos a cada encontro e, a partir disso, podemos evidenciar que a leitura, quando entendida e não decodificada, transforma o leitor; após uma leitura, jamais seremos os mesmos. As reflexões que os textos nos suscitam, lapidam-nos ao ponto de conseguirmos olhar para nós mesmos e sabermos ler o que estamos vendo. Para, além disso, mostra em que mundo o sujeito “eu” se encontra, quais os desafios desse lugar e o que se precisa compreender para que esse mundo se torne um lugar que possa ser habitado com alegria, igualdade e paz.This study seeks to reflect on the action of the reading mediator, who has on his hands the power to assist in the formation of an understanding reader or a simple decoder. Thus, I bring the discussion about the importance of the process of instigating the learners' reading, allowing them to see that through it is possible to understand better themselves and the society in which they are inserted in and, from that, find perspectives of access to new ways. In this regard, I bring some reading mediation actions in order to illustrate what I present here as possibilities. Aiming to achieve the objectives that we set out in this investigation, we sought to identify what actions could be used by the mediator in order to contribute to the reader's formation. From the findings that we had and drawing on action research, it was possible to foster reading as a way of self-knowledge and understanding the world, so that the criticality through it was instigated. It is noteworthy that the present work is divided into four blocks: on the first, we are concerned with presenting the context in which we perform action research. In the second stage we seek to clarify the meaning of the word reading based on the studies of researchers Vicente Jouve, Alberto Manguel and Michèle Petit. In the third part of the paper, we begin by explaining our choice for a qualitative approach, based on the concepts of author Maria Cecília Minayo, since the author understands that descriptive research based on observations and analysis of subjective aspects of the research subjects, which is the case, makes quantification impossible. Still in this block, we present the methodology that we believe to have been the best choice for this research, the Action Research, since, according to Michel Thiollent, it allows the interaction between researcher and researched and, in the end, we explore what Minayo clarifies about analysis content, because through this method we obtained the results of this research. In the third block, we describe the seven meetings with the research subjects and their positions in relation to each text addressed. Finally, in the last phase of the research, we analyze the data collected at each meeting and, from this, we can evidence that reading, when understood and not decoded, transforms the reader; After a reading, we will never be the same. The reflections that the texts arouse us, lapidate us to the point that we can look at ourselves and know how to read what we are seeing. It also shows in what world the subject “I” is, the challenges of this place and what needs to be understood in order to this world to become a place that can be inhabited with joy, equality and peace

    Machado de Assis na escola: as perspectivas do aluno e do professor

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    Esse Trabalho de Conclusão de Curso visa a apresentação de dados e reflexões sobre o olhar do aluno e a perspectiva do professor acerca da utilização de leituras de textos clássicos em sala de aula, em especial os de Machado de Assis. A escolha do autor não foi em vão, já que se trata de um dos escritores que representam o cânone da literatura brasileira. Os dados levantados para esse trabalho foram recolhidos por meio de um questionário on-line com a participação de 12 alunos e 12 professores. Os participantes vivenciam experiências nas seguintes etapas de ensino: anos finais do Ensino Fundamental e três anos do Ensino Médio. As teorias utilizadas para discutir os achados da pesquisa vêm, em grande parte, dos estudiosos Magda Soares, que aborda a escolarização da literatura, e Antonio Candido, que defende a democratização da literatura. Essas teorias são cruzadas com os dados obtidos pelas respostas aos questionários e promovem uma reflexão acerca da utilização dos clássicos no ambiente escolar.This term paper aims to present data and reflections about students’ view and teachers’ perspective about using Brazilian classic writers in class, especially the texts of the writer Machado de Assis. The choice of the author was not in vain, since he is one of the writers who represent the canon of Brazilian literature. An online questionnaire with 12 students and 12 teachers collected the research data. Participants had experience in the following education levels: final years of primary education, and the three years of high school. The main theoreticians used to discuss the findings are Magda Soares, which debates literature teaching in schools, and Antonio Candido, a defender of literature democratization. Their theories are interweaved with the questionnaires’ answer to promote a reflection about the use of classic texts in school

    A leitura do texto literário na escola: entre o dever e a fruição

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    O presente estudo traz o resultado de uma pesquisa-ação realizada com vinte e oito estudantes de segundo ano de ensino médio de escola pública acerca da formação leitora na família e as práticas de mediação na escola. O que se nota a partir da investigação é a grande importância que possui o mediador no processo de formação de leitores e aponta para a necessidade da escola assumir estratégias motivadoras e criativas para o êxito das ações de leitura. Quando a família não consegue ser a ponte de acesso aos livros é a escola quem deve cumprir este papel. Assim, o professor mediador possui a responsabilidade de contribuir para a formação de um leitor que entende o que lê e não apenas decodifique símbolos. Dessa forma, salientamos a reflexão sobre a importância do processo de instigar os educandos à pratica da leitura como fruição e criticidade a fim de que possam compreender melhor a si mesmos e a sociedade em que estão inseridos e, a partir disso, encontrar perspectivas de acesso a novos caminhos. As discussões são embasadas nos estudos dos pesquisadores Vicente Jouve, Michèle Petit e Rildo Cosson.The present study brings the result of an action research carried out with twenty-eight second-year high school students in a public school about reading education in the family and mediation practices at school. What can be noted from the research is the great importance of the mediator in the process of forming readers and points to the need for the school to assume motivating and creative strategies for the success of reading actions. When the family is unable to provide access to books, it is the school that must play this role. Thus, the mediating teacher has the responsibility to contribute to the formation of a reader who understands what he or she reads and not only decodes symbols. In this way, we highlight the reflection on the importance of the process of instigating the students to the practice of reading as fruition and criticality so that they can better understand themselves and the society in which they live and, based on this, find perspectives of access to new paths. The discussions are based on the studies of researchers Vicente Jouve, Michèle Petit and Rildo Cosson

    O slam dentro da escola: a batalha das palavras que desafiam o sistema

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    O slam poetry, ou simplesmente slam, tem se apresentado como uma das mais democráticas práticas de poesia no mundo. Nesses pouco mais de 30 anos de existência, o slam se revelou um local propício para as manifestações culturais mais variadas, em que todas as mudanças sociais, políticas e artísticas encontram local para livre expressão. Nem sempre é possível transformar essas experiências em dados estatísticos e números, muitas vezes sendo possível captar essas manifestações somente através de registros narrados ou mesmo performances. O slam possui temáticas ligadas aos aspectos urbanos, através da oralidade e da escrita, uma vez que toda apresentação deve ser primeiramente organizada e, para cada momento da competição, é necessário que haja um texto diferente. A partir dessa manifestação tão urbana e plural, nos propomos a conceituar e discutir esse gênero discursivo/poético/textual, a discorrer sobre a relação entre a leitura escolarizada e o afastamento juvenil dessa área e discutir meios para que o slam ocorra nas escolas de forma a possibilitar que jovens encontrem nessa prática um espaço de protagonismo, de (re)descobertas e expressão da própria subjetividade

    A remição pela leitura e o processo de (trans)formação dos apenados

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    Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) propõe-se a trazer dados e reflexões acerca do projeto de remição de pena pela leitura desenvolvido pela Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe) e de como as ações vinculadas a ele afetam os apenados. O projeto em questão leva a leitura ao presídio, um espaço de crise, conforme nomeia a pesquisadora Michèle Petit, com o intuito de remir dias de pena daqueles que participam da proposta. Os dados levantados para essa pesquisa vêm de entrevistas realizadas com a equipe que coordena e executa a ação em duas casas prisionais do Rio Grande do Sul. As informações e impressões colhidas são cruzadas, principalmente, com as teorias de Petit, que aborda a leitura nos espaços de crise, e de Jorge Larrosa, que trata da experiência da leitura como forma de (trans)formação do leitor. Assim, por meio da análise desses dados, constatamos como a leitura e a produção textual se apresentam como alternativas e possibilidades de mudança àqueles que participam do projeto tanto como apenado quanto como mediador, demonstrando que, seja nas primeiras palavras ou no centésimo livro, a leitura carrega em si um poder (trans)formador.This study aims to provide data and reflections on a sentence remission project through reading, which is developed by the Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe), and how the actions linked to it affect the inmates. The project in question takes reading to the prison, a space of crisis, according to the researcher Michèle Petit‟s concept, as a reason to reduce the sentence of the inmates who participate in the proposal. The data used in this investigation comes from interviews with the team that coordinates and promotes the actions in two prisons in Rio Grande do Sul. The information and impressions collected were merged, mainly, with Petit‟s theories, which addresses reading in spaces of crisis, as well as Jorge Larrosa‟s one, which deals with the reading experience as a way of (trans)forming the reader. This study has verified, through the analysis of the collected data, how reading and textual production present themselves as alternatives and possibilities to change those who participate in the project as inmate or as a mediator, demonstrating that either in the first words or in the hundredth book to be read the act of reading carries a (trans)forming power

    Carolina Maria de Jesus e Preta Ferreira: a escrita negra como denúncia e libertação

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    A partir da necessidade de pensar sobre a escrita de mulheres negras em nosso país e o silenciamento que atravessam, para além das questões de gênero, cor e condição na esfera social, esta pesquisa nasceu. Assim, o presente trabalho tem por objetivo apresentar o estudo realizado com as obras Quarto de Despejo (2021), de Carolina Maria de Jesus e Minha carne: diário de uma prisão (2019), de Preta Ferreira. Partindo de uma análise exploratória de cunho bibliográfico, comparamos as duas obras a partir de elementos de aproximação e distanciamentos. A literatura escrita por meio de diários pessoais e pelas mãos destas mulheres são parte da história da população negra brasileira, a qual desde muito é impelida para espaços como as favelas, ocupações e prisões. Por meio de análise dos textos de forma que a pesquisa articulasse as palavras de Carolina e de Preta com os espaços físicos como forma de registrar que esses vocábulos não apenas compõem os dois livros, mas são registros de histórias, memórias e afetos que ali ocorreram e, assim, reforçam o uso dos diários como forma de escrita de si e também como representação de uma coletividade. O estudo analisa, ainda, o fato de que as duas escritoras, embora estejam distantes no tempo, vivenciam dores e angústias comuns a mulheres negras de todos os tempos. Assim, trazer à tona seus testemunhos através das páginas dos diários é acolher as suas denúncias e fazer com que sejam ouvidas. Fazer ecoar suas vozes na academia é uma forma de acolher a diversidade e a potência de suas escritas.Due the necessity of thinking about black women’s writing in our country and the silencing they’ve always endured, in addition to gender, color and their social position matters, this research was born. It has as objective to show the study conducted with the literary works “Quarto de Despejo” (1960), by Carolina Maria de Jesus and “Minha carne: diário de uma prisão” (2019), by Preta Ferreira. From an exploratory bibliographic analysis both works are compared based on elements of approximation and distancing between the stories. It aims to explain the using of diaries as a form of writing about oneself and also as a representation of a collectivity. The study also analyzes the fact that both writers, although distant in time from one another, live sorrows and anguishes common to black women of all times. Thereby, bringing their testimonies to light through the diaries pages is to accept their grievances and complaints and make them heard. Beyond that, to make their voices echo in and through the Academy is a way of welcoming the diversity and power of their writings

    O lirismo de Drummond em "A flor e a náusea"

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    Em meio a tantas proibições, injustiças, mandos e desmandos vistos e vividos na primeira metade do século XX, surge o lirismo de Carlos Drummond de Andrade como forma de questionamento, de filosofia, de protesto, de repensar crenças, valores e conceitos pré-determinados por uma sociedade injusta e excludente. É esse lirismo que permite a reflexão sobre o mundo e, principalmente, do estar no mundo. Drummond é o poeta do nosso tempo. Ele representa ainda hoje a tranqüila maneira de debochar, ironizar e brincar com os problemas e crises da sociedade. Seu forte engajamento social e sua preocupação com a humanidade nos aproxima através dos tempos, conforme revela o poema “A flor e a náusea”, do livro A rosa do povo, de 1945. Nesse texto há o reflexo de um poeta maduro, capaz de ver o mundo sob aspectos não vistos e nem refletidos pela maioria dos poetas da época o que colabora para sua consagração como um dos maiores e melhores de todos os tempos. Palavras-chave: poesia; lirismo; sociedade

    EXPERIÊNCIA DE LEITURA X PRIVAÇÃO DE LIBERDADE: a (re) construção da subjetividade

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    Muitos são os projetos realizados por instituições governamentais e Ongs para levar a leitura literária até aqueles que são considerados pouco leitores. Estes, quase sempre, estão afastados do mundo dos livros, seja por questões econômicas, sociais ou ainda culturais. Atingir os que a escola nem sempre consegue - por conta das muitas dificuldades que enfrenta e dos problemas que fogem ao seu controle - tem se tornado um desafio para os mediadores de leitura. Assim, neste trabalho, pretendemos citar um projeto de leitura desenvolvido com meninos internos da Fundação Case Caxias do Sul, habitantes temporários do que chamaremos aqui de espaço em crise, lugar onde os projetos de leitura normalmente não chegam. Como aportes teóricos, utilizaremos os conceitos de Vicent Jouve, Wolfgang Iser (1979, 1996), Hans Robert Jauss (1994), Michèle Petit (1999, 2005, 2009, Michel Peroni (2003) e Jorge Larrosa (2003, 2011).

    DA PEDRA BRUTA À JOIA RARA, A LEITURA QUE LAPIDA, DESCOBRE, BRILHA E VALORA

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    Este estudo busca refletir sobre a ação do mediador da leitura, que tem em suas mãos o poder de auxiliar para a formação de um leitor entendedor ou de um simples decodificador. Dessa forma, trazemos presente a discussão sobre a importância do processo de instigar os educandos à leitura possibilitando-os ver que através dela é possível compreender melhor a si mesmo e a sociedade em que se está inserido e, a partir disso, encontrar perspectivas de acesso a novos caminhos. Este trabalho se apóia em uma pesquisa-ação junto a alunos de oitavo ano de uma escola pública do interior do Rio Grande do Sul. Em encontros mediados pela leitura, os estudantes são instigados a escrever sobre si mesmos a partir dos textos que leem. Assim, apoiados em teóricos da área da leitura como Vicent Jouve, Alberto Manguel e Michèle Petit, traçamos paralelos entre as teorias dos autores e as vivências desses jovens leitores em busca da (re)construção de si
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