CEM – Cultura, Espaço & Memória (E-Journal)
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    «Pur bonne alliance et amiste faire» : diplomacia e comércio entre Portugal e Inglaterra no final da idade

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    Este artigo pretende estudar as relações entre Portugal e a Inglaterra desde meados do século XIV até às primeiras décadas do seguinte, através de uma análise combinada aos tratados, embaixadas e actividade mercantil em Inglaterra, na qual se procura entender que nexos terão existido entre diplomacia e comércio. Nesta perspectiva, a primeira parte caracteriza alguns acordos políticos e económicos obtidos em Inglaterra, bem como o perfil dos agentes diplomáticos, enquanto na segunda parte é apresentado um estudo de caso em que se pretende perceber qual o efeito da actividade diplomática sobre o comércio

    Cartas de Ruben A. em Coimbra : o outro lado do desterro

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    A divulgação de um núcleo significativo de cartas familiares que Ruben A. trocou com seus pais entre 1942 e 1945 desafia algum do conteúdo da autobiografia O mundo à minha procura que o escritor publicou na década de 60 e mostra como a correspondência funciona como antecâmara da escrita posterior. O confronto entre as duas modalidades de escrita do eu descobre assinaláveis diferenças entre os resultados dos pactos epistolar (Altman) e autobiográfico (Lejeune). Estas divergências são particularmente notórias nas impressões que o autor regista sobre o seu período de formação académica em Coimbra. Na escrita autobiográfica, o eu que se derrama esteticamente (Blanchot) é afetado pelos filtros que tempo e memória subjetiva lhe impõem, enquanto na correspondência privada se assiste a uma menor vigilância e, de certa forma, a uma maior naturalidade no modo de encarar o desenraizamento a que foi sujeito

    Redes Sociais e epistolografia : correspondência entre Jorge de Sena e Mécia de Sena (século XX)

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    Na sequência de nossos trabalhos anteriores sobre a correspondência entre Mécia e Jorge de Sena (Portugal -Brasil -EUA, 1940 -1970), o artigo estuda este caso excepcional da epistolografia e cultura portuguesa. Visa analisar as redes sociais e multiculturais que emergem nessas cartas de amor e exílio e entender a prática epistolar em interpenetração com a criação literária. Metodologicamente, e dado que a correspondência privada é a única fonte documental que permite conhecer as interacções directas dos actores sociais, reconstituem -se as «redes egocentradas» (Beunza, 2011) emissor/receptor e identificam -se relações estruturais e tipos de redes sociais. O quadro teórico, de olhar poliédrico e mundividência caleidoscópica (Pozo, 2015), mobiliza a teoria das redes sociais, os estudos epistolográficos e a perspectiva socio -histórica. Conclui -se pela necessidade de debater a suspensão da certeza biográfica nestas cartas «rizoma» (Deleuze)

    Emigração do Alto Minho e a saudade nas escritas familiares de oitocentos

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    Neste texto sobre emigração oitocentista, deslocamentos documentados com passaportes emitidos no distrito de Viana do Castelo, no século XIX, apresentaremos alguns elementos quantitativos sobre mobilidade, onde as variáveis relativas ao sexo, estado civil, idade, literacia e distribuição por anos têm lugar de destaque, enquanto perspectiva demográfica. Partindo dos Livros de Registos de Passaportes do Arquivo do Governo Civil de Viana (AGC), organizámos os dados dos movimentos com um só passaporte, separando os casos de reembarque e segundas saídas. Feita a primeira abordagem, recorremos às correspondências, escritas banais existentes nos processos de passaportes, e fizemos uma análise à problemática da saudade da gente anónima, observada a partir da perspectiva do emigrante. Pretendemos ver o que representa esse sofrimento, que aflige quem está separado dos seus, o Eu e o Outro, e como se comunicavam estes desterrados para quem a carta era o elo de uma corrente de afectos

    Cartas que navegam, estudo de caso de um «brasileiro» do Minho entre o século XIX e o XX

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    As cartas recebidas por Sousa Fernandes, entre 1862 e 1904, constituem a nossa fonte nuclear, por cruzamento com a base documental clássica da emigração, os passaportes. O epistolário foi o elemento agregador da informação e permitiu-nos fazer um estudo de caso de um emigrante de torna-viagem do Minho, da segunda metade de Oitocentos, que a exemplo de outros, teve como primeiro emprego o de caixeiro, numa casa comercial de um familiar, no Rio de Janeiro, seguindo um percurso ascendente, e abordar dimensões como relações familiares e fraternais, respaldo do jovem à chegada ao Rio de Janeiro, fases de dificuldades, movimentos pendulares, doenças como a sífilis, iniciação no mundo maçónico e natural contacto com novas ideias, entre outros. É possível ainda concluir que esta fonte central possibilita apreender facetas que as fontes clássicas não alcançam

    História do amianto no mundo e em Portugal

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    Este artigo faz uma descrição da história do amianto, da sua utilização ao longo dos tempos, do amianto enquanto substância, dos problemas que provoca, de quando foram sendo descobertos e do que se fez para diminuir esses problemas. Referem-se casos do amianto nos países industrializados, e de como o «duplo padrão» leva empresas a adotar critérios de saúde e ambientais diferentes consoante os países em que operam, deixando um legado tóxico às futuras gerações. É feita uma abordagem à história do amianto em Portugal e à sua legislação. Foram utilizadas fontes de informação escritas de diversos tipos, como artigos científicos, Diário da Assembleia da República, legislação e comunicados de imprensa

    O poder da utopia : Milo; e também Alice e Dorothy ou No Rasto de Thomas More

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    No ano em que se comemoram os 500 anos da publicação da 1.ª edição de Utopia, de Thomas More, o que este texto pretende é realçar o valor das utopias, recorrendo, sobretudo, à literatura infantojuvenil. Assim se estabelecem pontes entre Norton Juster (Tudo Depende de Como Você Vê as Coisas), Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho) e L. Frank Baum (O Feiticeiro de Oz), passando por Tolkien, sem deixar de frisar a importância que More terá tido em todos eles. Jogos de palavras e de significados, o nonsense, a par do maravilhoso e do fantástico são em todas estas obras utilizados, pelo que se torna interessante tecer paralelos entre elas. Num mundo em que utopia e distopia convivem, o presente artigo aponta para a necessidade de cada vez mais se valorizar o poder da imaginação

    «El pisco nació en Chile. Génesis de la primera Denominación de Origen de América»

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    Nas origens de uma respublica marítima e mercantil : O acolhimento ao estrangeiro nos portos medievais e modernos

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    Na constituição das identidades marítimas o acolhimento ao estrangeiro nos portos medievais e modernos constituiu um elemento central; numa perspectiva comparada, este estudo procura mostrar a forma como os portos portugueses foram locais de experiências de contacto que enriqueceram os seus quotidianos e influenciaram comportamentos. Debatem-se questões de relacionamento entre o «Outro» e o «Eu» portuários e revêem-se conceitos muitas vezes utilizados de forma anacrónica, como o de «nação» ou «xenofobia»

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