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TRAJETÓRIAS E MODELOS DO ENSINO RELIGIOSO
O Ensino Religioso passou por modelos catequéticos e teológicos, até ser compreendido no Brasil como aplicação pedagógica da área de conhecimento das Ciências da Religião. Não objetiva, assim, transpor conteúdos enciclopédicos e muito menos doutrinais, mas o desenvolvimento de processos de aprendizagem participativos, de construção de conhecimentos críticos sobre as espiritualidades humanas, através de projetos de pesquisa em conexão com as pautas de estudo e engajamento dos cientistas da religião. Este artigo recupera a história da disciplina e discute epistemologicamente a aplicação desse campo transdisciplinar em formação.Data de submissão: 14-09-2016. Aprovado em: dezembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n16p42
DOSSIÊ MÉTODOS, TÉCNICAS E TENDÊNCIAS EM ESTUDOS DE RELIGIÃO
Nesta edição, em que comemoramos nosso sexto aniversário, temos o prazer de abrilhantar os nossos leitores com mais investigações sobre o fenômeno da religião no país. Os textos revelam a multiplicidade de abordagens que caracterizam a área, guiados por uma proposta, inter e transdisciplinar que compõe as Ciências da Religião. Não se pode negar que essa considerável quantidade de textos representa, em primeiro lugar, o interesse nos estudos sobre religião e, mais especificamente, no sentido do fato religioso, o qual assinala, em segundo lugar, o “aprofundamento da especificidade do fenômeno religioso no país [e mais ainda] para a constituição de uma área acadêmica dedicada ao seu estudo”, pois é de conhecimento dos cientistas da religião que o nosso campo epistemológico ainda não está consolidado. Nesse trabalho de interpretação do fenômeno religioso, os hermeneutas recorrem a instrumentos específicos dos seus respectivos campos epistemológicos, a saber: história, sociologia, antropologia, filosofia, psicologia, geografia, linguística, teologia etc., cujo objetivo, após um acurado ajuste desses instrumentos para a investigação comparativa dos fatos e a interpretação dos significados, é a construção de uma “sinfonia polifônica”que possibilite esclarecer as experiências religiosas”
Politización y despolitización en el pensamiento de Carl Schmitt
El presente trabajo analiza el concepto de politicidad en el pensamiento de Carl Schmitt destacando la simbiótica relación entre politización y despolitización. Se argumenta que politización y despolitización resultan el anverso y el reverso del alegado schmittiano sobre lo político por lo que resulta imposible pensar estos elementos de manera disociada. En este sentido, no solo se trata de colaborar con la reflexión en torno a la autonomía de lo político sino también sobre el problema de su acotación. Por consiguiente, este ejercicio hermenéutico versa también sobre la relación entre Estado y sociedad y las distintas formas en las cuales Schmitt analizó dicho vínculo. Finalmente, tras centrarse en algunas de sus obras del período weimariano, el trabajo efectúa una breve reflexión sobre el problema de la politicidad y del Estado total en Estado, movimiento, pueblo
RELENDO GN 1,28 EM SEU CONTEXTO: A QUESTÃO ECOLÓGICA
Diante da imensa crise ecológica e do risco de extinção não somente de espécies, mas de todo o planeta, este artigo procura reler o texto de Gn 1 sobre a criação divina, sobretudo focando sobre a relação, esperada por Deus, entre a humanidade e a terra com os seus seres vivos. Procura-se focar nos verbos “submeter” e “dominar” de Gn 1,28 procurando demonstrar que seu uso dentro da tradição sacerdotal expurga-os de toda conotação de violência e brutalidade. Relacionando essa leitura com a “dignidade humana” provinda de sua “imagem e semelhança” com o Criador, procura-se lançar luzes sobre a missão de realeza da humanidade em direção ao criado em termos de responsabilidade e cuidado na gestão da “casa comum”. Por fim, almeja-se superar a visão antropocêntrica para evidenciar os elementos “eco-cêntricos” dentro do projeto original do Criador.Data de submissão: 27-05-2016. Aprovado em: novembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n15p35
DEUS E O BELO: O PAPEL DA CONTEMPLAÇÃO DA BELEZA SENSÍVEL NA FILOSOFIA DA NATUREZA EM SANTO AGOSTINHO
Santo Agostinho possui uma teoria da beleza exaustivamente pensada em sua cosmologia filosófica, todavia, pelo conteúdo e contexto das discussões envolvidas no assunto, não devemos compreender que a contemplação da beleza do cosmos deve ser um fim em si mesma, mas um convite para a contemplação via interioridade da fonte inteligível da beleza sensível, o Belo em si (Deus). Ou seja, na medida em que a beleza cosmológica é uma beleza que provém da Suma Beleza, por ter sido formada por Ela, e igualmente porque imita e participa Dela para ser e permanecer bela, quando o homem contempla o belo no mundo, a despeito desse belo causar prazer ao mesmo, esse contemplar deve servir em última instância, para conduzi-lo à beleza fonte de todas as belezas. Assim, a contemplação da beleza do cosmos é um dos vários caminhos de acesso a Deus.Data de submissão: 25-02-2016. Aprovado em: novembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n15p30
RELIGIÃO, PERTENÇAS, CRENÇAS E VALORES NA JUVENTUDE DE MINAS GERAIS "Religion, belonging, beliefs and values in the youth of Minas Gerais"
Este artigo contém alguns resultados de uma ampla pesquisa aplicada através de um survey em estudantes do ensino médio de escolas públicas do Estado de Minas Gerais. As pertenças e preferências religiosas destes jovens foram detectadas através de indicadores extraídos de uma base de dados composta por intermédio da pesquisa, aonde se chegou a seus valores e crenças.Palavras-chave: Religião. Juventude. Pertença. Crença. Valores.AbstractThis article contains some results of wider research carried outthrough surveys applied to middle school students in the public education system in the state of Minas Gerais. The religous preferences and affiliations of these young people was found from the indicators extracted form the research database, as well as the affects of these on their values and beliefs.Keywords: Religion. Youth. Affiliation. Beliefs. Values
O ESPÍRITO E A LETRA DO FUNDAMENTALISMO PROTESTANTE
Em diálogo com a teoria dos campos de Pierre Bourdieu, este artigo assume que a compreensão do fundamentalismo protestante, na condição de fenômeno religioso com desdobramentos sociais, passa necessariamente pela compreensão do campo no qual ele se fez (o conservadorismo protestante nos EUA do século XIX) e contra o qual emergiu (a modernidade secularizada). O objetivo proposto afirma que a apreensão dos sentidos do fundamentalismo não pode se restringir à investigação das ocorrências nas primeiras décadas do século XX – por exemplo, a publicação da Bíblia de Scofield e da coletânea The Fundamentals –, pois, embora identitárias, não são o ato de fundação do movimento. A hipótese discute que há um fundamentalismo avant la lettre, ou seja, um espírito (ou mentalidade) anterior ao próprio nome de batismo. Segundo os procedimentos de uma pesquisa qualitativa, que leva em conta a interpretação de fontes bibliográficas primárias ligadas à Velha Escola do Seminário de Princeton (locus privilegiado do fundamentalismo avant la lettre), conclui-se que: (1) a concepção da teologia da infalibilidade bíblica não deve ser tomada como subproduto direto da Reforma Protestante do século XVI; (2) a teoria da evolução foi alçada à condição de adversária da ortodoxia protestante desde as primeiras repercussões às obras de Charles Darwin (e não somente no século XX); (3) parte significativa do movimento missionário estadunidense saiu do Seminário de Princeton, cujo ideário se espalhou pela ação de agentes pastorais que estudaram lá e foram enviados por suas igrejas a vários países do mundo, inclusive o Brasil.Data de submissão: 20-05-2016. Aprovado em: novembro de 2016.doi: 10.20426/P.2178-8162.2016v7n15p22
A ansiada aparência do real: Sobre a não anulável pretensão de objetividade da experiência na epistemologia de McDowell
A epistemologia disjuntivista de John McDowell oferece uma resposta ao ceticismo sobre o conhecimento perceptual do mundo a partir de um argumento a favor da não anulável pretensão de objetividade da experiência. Proposta que resulta plausível desde o ponto de vista epistemológico. Adicionalmente, McDowell insiste na necessidade de incorporar um argumento transcendental (depurado do idealismo) ara refutar definitivamente dito ceticismo. Paul Snowdon tem esclarecido o alcance desta ponderação – e do disjuntivismo em geral –e tem formulado as perguntas oportunas acerca dos pressupostos e compromissos empírico-teoréticos de McDowell, cuja relação com seu enfoque epistemológico não resta de todo clara. Este artigo parte das perguntas de Snowdon, procurando mostrar que um dos principais pressupostos do ‘ponto de vista transcendental’ pretendida por McDowell, repousa em sua recepção de uma ‘radicalização’ do transcendentalismo kantiano, tal como se coloca no conceito hegeliano de ‘objetividade’. Se defende a observação de Snowdon de que o recurso (transcendental) de McDowell não parece fortalecer o alcance de sua teoria disjuntivista do conhecimento perceptual
Hermenêutica da permanência: preservar, conservar e restaurar
A proposta deste artigo é estruturar filosoficamente os conceitos de preservação, conservação e restauração a partir de uma hermenêutica fenomenológica e ontológica que permita construir as bases para uma Filosofia da Arquitetura. Trata-se de usar as conquistas da ontologia de Martin Heidegger para vislumbrar como estes conceitos podem ser articulados de modo analítico, profundo e coeso, alcançando, assim, a determinação necessária para se erigir as bases filosóficas de uma interpretação arquitetônica destes mesmos conceitos