Universidad de Los Andes

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    Modelagem matemática no estágio pedagógico

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    Este texto provoca reflexões no âmbito da formação de professores baseadas na divulgação de alguns dos resultados de uma pesquisa de doutorado que teve como fenômeno, a Modelagem no estágio pedagógico, movida pela seguinte interrogação de pesquisa: O que é isto, a modelagem matemática no estágio pedagógico? Desenvolvida sob o paradigma qualitativo segundo a visão fenomenológico-hermenêutica, a interrogação conduziu a reunião de depoimentos de professores formadores responsáveis pela componente Estágio das instituições públicas estaduais paranaenses e manifestações de estagiários que foram convidados a participarem de experiências formativas com Modelagem, a fim de compreender sobre esse isto que se manifestou num espaço e tempo. As análises ideográficas e nomotéticas favoreceram a constituição de quatro núcleos de ideias, a saber: 1) Sobre a Modelagem Matemática no Estágio: um exotismo em movimento; 2) Modelagem Matemática no Estágio: práticas desarticuladas do núcleo curricular de Formação Docente; 3) Modelagem Matemática no Estágio Pedagógico: uma possibilidade de produção de conhecimento didático-matemático-pedagógico para os agentes da prática pedagógica; e 4) Modelagem Matemática no Estágio Pedagógico: um modo de vivenciar a formação inicial de professores. De modo geral, a articulação desses núcleos sugere como resultados dessa investigação que, entre outras coisas, a Modelagem no estágio pedagógico apesar de encontrar alguns embates, desafios e obstáculos, se mostra como uma possibilidade distinta de e para a formação docente, atribuindo-lhe um modo próprio, tendo em vista as suas especificidades

    A terceira margem do rio: o “meio” como abrigo para as matemáticas que transitam pela educação do campo

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    Este artigo é fruto de uma pesquisa que busca identificar e analisar algumas pistas sobre relações que são instigadas entre a educação do campo e a Educação Matemática. A fim de potencializar nosso pensamento, partimos de um dos contos de Guimaraes Rosa, intitulado “A terceira margem do rio”. Esse entre lugar mobiliza/força nosso pensar e para analisá-lo buscamos identificar o que dizem professores/pesquisadores no campo da educação matemática sobre as relações que estabelecem com a educação do Campo. Para tanto, foram analisados trabalhos publicados no XII encontro nacional de educação matemática, a partir de algumas ferramentas da análise do discurso na perspectiva do filósofo Michel Foucault. Tais elementos mobilizaram nosso pensar sobre a(s) matemática(s) que serve(m) à Educação do Campo. De um lado a matemática acadêmica, na outra margem, a etnomatemática. Seria possível a invenção de um terceiro espaço que permita encontros e desencontros que evoquem novos sentidos entre as duas margens que parecem “opostas” nas articulações entre educação matemática e educação do campo? Neste estudo, queremos pensar a potência do meio com os fluxos advindos de ambas as margens e tudo aquilo que a correnteza pode produzir

    Función lineal y conflicto semiótico en un libro de texto de matemática

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    El presente artículo contiene el análisis de un libro de texto de matemática, tiene por objetivo la búsqueda de evidencias que permitan determinar la posibilidad de producción de conflicto(s) semiótico(s) que comprometan la enseñanza o el aprendizaje de la función lineal. El estudio se basa en una perspectiva ontosemiótica (Godino 2018), de la práctica matemática y las funciones semióticas implementadas en el libro de texto de noveno grado, titulado Vamos a aprender MATEMATICAS – libro del estudiante 9 - Educación Colombiana. La investigación se soporta en el paradigma cualitativo, se usó el método hermenéutico con un tipo de investigación de análisis de contenido. Los resultados del análisis demuestran que, en la construcción de la definición de función lineal, prevalece una cierta orfandad y disociación semiótica interna y externa, lo cual puede producir potenciales conflictos semióticos, anulando la significación de la definición de función lineal

    Visualização de formas geométricas: envolvimento de professores pedagogos

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    Neste trabalho é apresentada uma pesquisa de cunho qualitativo-descritivo envolvendo nove participantes de uma aula em curso de ação continuada para professores pedagogos em nível de mestrado. O objetivo da pesquisa foi propor atividades envolvendo artefatos manuais a fim de investigar como os envolvidos visualizavam formas geométricas planas nesses artefatos bem como espaciais em suas representações figurais. Os dados foram coletados por meio de três atividades em um Google Forms, no qual eram apresentadas cinco imagens do mundo real a fim de ser associada uma única forma geométrica que melhor se aproximasse de cada uma delas. A primeira remetia ao polígono quadrado; a segundo à região circular e a terceira a uma forma que não fosse prisma. Os resultados mostraram que os indivíduos não fazem distinção visual entre polígono e região poligonal; círculo e circunferência. Por fim, alguns confundem a imagem de um cubo como não sendo um prisma. Conclui-se ser necessário desenvolver habilidades visuais de modo a proporcionar a aquisição de desenvolvimento de pensamento geométrico, de modo a analisar propriedades e relações entre tais objetos

    Um problema desencadeador do conceito de fração: desdobramentos para o processo de formar-se professor

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    Neste texto apresentamos aspectos formativos de um problema desencadeador de aprendizagem apresentado como história virtual (MOURA, 2015) com a gênese do conceito de frações, em parte de um curso de extensão universitária realizado em 2019, vinculado ao projeto Universal financiado pelo CNPq, ofertado e realizado com professores de redes públicas de ensino no estado do Paraná, na plataforma moodle da UTFPR/Curitiba. O percurso metodológico foi orientado pelo conceito de isolado, em que as análises apresentadas como um episódio permitiram concluir que o problema desencadeador mobilizou resoluções dos professores em formação revelando relações de multiplicidade e divisibilidade entre as grandezas na trajetória dos movimentos vividos com o objeto (frações) de um modo lógico, produzindo sua essência e simultaneamente a historicidade de seu desenvolvimento. Características estas que compreendemos constituintes de um processo formativo voltado ao educar com a matemática em quatro dimensões formativas: prática, lógico-histórica, gnosiológica e filosófica em que nos envolvemos em modos de formar e formar-se não apenas como formas pré-definidas a orientarem nossas ações, mas como posturas e atitudes formativas em que as ações experienciadas e realizadas por nós também configuram diferentes modos de formar e de nos formarmos professores que educam com matemática

    Introdução à História Social da Educação Matemática – HISOEM

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    A questão norteadora deste ensaio é: como aconteceu o processo que propiciou a emergência e o desenvolvimento da Educação Matemática, até se converter num campo disciplinar e de pesquisa, tanto prática quanto teórica? Será oferecida uma resposta na perspectiva da História Social da Educação Matemática – HISOEM que leva em consideração as práticas socioculturais associadas com processos de ensino, aprendizagem, estudo, avaliação, criação das Matemáticas - tanto acadêmicas quanto escolares e cotidianas - que são protagonizadas por diversos autores/atores - tanto reconhecidos como autores/atores de referência quanto anônimos: professores de aula, vendedores de rua, artistas de diversas áreas, artesãos, bonequeiros, costureiras, etc. O aspecto central desta perspectiva é examinar o desenvolvimento no tempo (História) das interações entre os protagonistas (atores e autores de referência) das diversas situações e práticas sociais (Sociologia) nos múltiplas contextos (cenários de difusão) onde são desenvolvidas práticas de ensino, aprendizagem, estudo e avaliação das diversas variedades da Matemática: acadêmica, escolar e cotidiana (a que é utilizada pelas pessoas nas suas variadas atividades, tanto profissionais quanto não profissionais, como às dos marceneiros, pedreiros, e muitos outros operários ou técnicos; como também assim os artesãos, pescadores, etc.). As noções teóricas assumidas são: as ideias de campo científico, evolucionismo conceitual, prática sociocultural, enfoque histórico cultural e situação social. Metodologicamente, trata se de uma pesquisa teórica documental de natureza reflexivo-interpretativa. Se conclui que a constituição como disciplina da Educação Matemática é um processo epistemológico, sociológico e histórico essas três perspectivas são o fundamento da concepção da HISOEM subscrita nesta exposiçã

    Interpretações decorrentes do uso da ferramenta de análise temporal no desenvolvimento de atividades de modelagem matemática

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    Com vistas a encontrar uma ferramenta que permitisse identificar e organizar os momentos de geração de ideias de estudantes ao se envolverem e realizarem atividades de modelagem matemática, na perspectiva da Educação Matemática, conhecemos a Análise Temporal de Alan H. Schoenfeld. Neste artigo, todavia, buscamos investigar quais interpretações decorrem do uso da ferramenta de análise temporal no desenvolvimento de atividades de Modelagem Matemática no que diz acerca dos momentos de geração de ideias em Modelagem. Para discutir a geração de ideias, tomamos a Perspectiva de Sistemas da Criatividade de Csikszentmihalyi. Os quadros temporais das atividades desenvolvidas e a leitura possibilitada pelas análises horizontal e vertical desses quadros, possibilitaram inferir que em atividades com mais de sessenta minutos de duração, os momentos de geração de ideias manifestam-se principalmente nos primeiros vinte minutos. Ainda, que o interesse pelo tema investigado, o envolvimento e os conhecimentos prévios dos estudantes, influenciam na quantidade de ideias suscitadas e nos tempos dedicados às discussões dessas ideias

    O software IRaMuTeQ na pesquisa qualitativa: uma revisão no campo da Educação Matemática

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    A utilização de softwares estatísticos no processo de análises qualitativas tem sido cada vez mais promissora, à medida que o volume de dados aumenta. Uma possibilidade é o IRaMuTeQ. Assim, este estudo tem como objetivo analisar a utilização deste software nas pesquisas qualitativas no campo da Educação Matemática. Por meio do desenvolvimento de uma revisão sistemática, 27 trabalhos foram considerados de interesse da pesquisa. A partir de uma análise qualitativa, foi possível observar que análises desenvolvidas pelo IRaMuTeQ, como a de Similitude, Classificação Hierárquica Descendente, Análise Fatorial de Correspondência, Prototípica e nuvens de palavras, vêm sendo utilizadas com técnicas/metodologias pertinentes no campo da Educação Matemática, como Análise de Conteúdo, Análise Textual Discursiva e com a teoria das Representações Sociais. No entanto, encontramos estudos que não cumpriam os parâmetros estatísticos mínimos e não desenvolviam uma análise qualitativa das técnicas quantitativas realizadas pelo software, mostrando, assim, pouco aproveitamento das potencialidades do IRaMuTeQ

    Um estudo sobre intenções de intervenções feitas por uma professora em um Vaivém

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    Este artigo tem como objetivo cotejar, analisar e discutir algumas das intenções declaradas por uma professora e as respectivas intenções reconhecidas por uma estudante em intervenções feitas em um instrumento de avaliação denominado Vaivém. Para tanto, é apresentada a Avaliação Didática, entendida como a avaliação democrática da aprendizagem, tomada como prática de investigação e como oportunidade de aprendizagem. Nela, recomenda-se que o professor se valha da maior quantidade de instrumentos possível, a fim de obter diferentes informações a respeito do que os estudantes sabem. Um desses instrumentos, o Vaivém, possibilita a criação de um espaço de diálogo individual entre professor e estudante. Para análise, foi escolhida uma estudante que participou da dinâmica do Vaivém durante todo o ano letivo da disciplina de estágio supervisionado no curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Londrina durante o ano de 2019. Foi solicitado à professora e à estudante que compusessem um quadro com cada uma das intervenções feitas no Vaivém e suas respectivas intenções. Em seguida, foram cotejadas quatro intenções e discutidas ao longo do texto. Foi possível observar que o Vaivém possibilitou que a dis estudasse ao lidar com as intervenções, que se constituísse um espaço de reflexão em que as respostas pudessem ser repensadas, reconstruídas, revistas e complementadas, um instrumento que permite um diálogo individualizado com cada estudante e, consequentemente, um importante instrumento para a Avaliação Didática

    Um currículo para uma formação, a que será que se destina?

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    O artigo apresenta uma escrita em aforismos problematizando currículo e formação de professoras e de professores e, em composição,arrasta educação e educação matemática e escola e salas de aulas e saberes e matemática e e e... Um currículo para uma formação seproduz como experimento e, com ele, um modelo teleológico é assumido como meta a ser a atingida, então, experimentação certa. Um currículo para uma formação que carrega modos canônicos, hegemônicos, universais, aliados à Moral, à Verdade, ao Bem e ao Belo,no empreendimento do ideal e no controle do existir. Uma professora e um professor num porto seguro apostando em uma verdade curricular que tem no outro um incapaz infantilizado, desprovido de razão, então aciona o seu dever de conduzi-lo à boa forma. Umapedagogização do currículo. E, com tudo isso, em experimentação: um currículo no que acontece, uma formação enquanto processo, involução. E, com o que há institucionalizado, demarcado e postulado, torções. E, em composição: currículo e formação docente no que acontece. Processos formativos em experimentação resistem a modelos e metas afectados pelos signos que se apresentam com as forças que se instauram e disputam em favor de outros modos de existir e conhecer. Certas experimentações no que acontece, currículo no que acontece: currículo acontecimento. Com invenção de problemas, com e na processualidade, com e pelo meio, com aquilo que se apresenta e se instaura, currículo em experimentação

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