Universidad de Los Andes

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    A Matemática para os anos iniciais na BNCC e reflexões sobre a prática docente

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    O presente artigo aborda os principais aspectos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no que diz respeito à Matemática para os anos iniciais do ensino fundamental. Consideramos o processo de elaboração da BNCC desde sua origem e o contexto de aprovação marcado por interesses de diferentes grupos numa conjuntura política também marcada pela complexidade e disputas de diferentes ordens. Trata-se de análise documental e discussão das implicações da organização da BNCC para a prática dos professores que ensinam Matemática nos anos iniciais. São utilizados autores do campo da Educação e da Educação Matemática que tratam das questões curriculares e da prática docente. A BNCC, para o campo da Matemática nos anos iniciais, apresenta quadros divididos em cinco unidades temáticas (Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e Medidas e Probabilidade e Estatística), objetos de conhecimento e habilidades. Do 1º ao 5º ano, são apresentadas 126 habilidades listadas por meio de códigos alfanuméricos. A partir da identificação das características da BNCC, destacamos reflexões necessárias para a prática docente nos anos iniciais. Além de atender tantas demandas da escola, dos alunos, de administrar seu desenvolvimento profissional, de sobreviver com salários baixos, condições de trabalho longes do ideal, temos receio de que cada uma dessas habilidades se torne apenas um item de uma listagem a mais para ser cobrada como responsabilidade desse professor e como algo fragmentado, sem a visão do todo que compõem a Matemática a ser desenvolvida na escola. A prática docente, para ser caracterizada como prática efetivamente pedagógica, envolve múltiplos aspectos e se os professores não forem envolvidos em tarefas de estudo, reflexão, discussão sobre as características da BNCC incorporadas pelo currículo do seu estado ou município, consideramos que pode haver implicações de caráter tecnicista, fragmentado, dificultando o exercício de uma prática reflexiva que deveria envolver não apenas cada unidade temática proposta na BNCC, mas uma melhor compreensão de tais unidades articuladas entre si e da Matemática como um todo

    Aprendizagem siginificativa e a formação de professores

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    O presente artigo apresenta uma análise de parte dos dados obtidos por meio de um questionário aplicado a professores de Matemática da rede pública de ensino de escolas do litoral norte do Rio Grande do Sul. Este instrumento de coleta de dados é oriundo de um projeto de pesquisa desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Osório, intitulado “Aprendizagem Significativa e formação de professores”, e tem por objetivos analisar as práticas docentes dos envolvidos, a partir da presença ou ausência de uma estruturação que desencadeie um máximo potencial de aprendizagem significativa e verificar se os seus diferentes níveis de formação acadêmica influenciam nessa estruturação em sala de aula. A estruturação das práticas docentes dos professores participantes foi avaliada a partir de questionamentos que envolviam a unidade temática Álgebra, mais especificamente o estudo de Funções para o ensino médio. A fim de atingir os objetivos propostos no presente trabalho, foi desenvolvida pesquisa bibliográfica sobre as temáticas de ensino de Matemática, Álgebra, Aprendizagem Significativa e Metodologia e Análise de Dados. Os resultados apresentaram uma forte banalização do termo “Aprendizagem Significativa” nos discursos dos professores envolvidos que, em sua totalidade, não satisfizeram aos parâmetros mínimos indicados por essa teoria

    Aspectos de colaboração no desenvolvimento do conhecimento especializado do professor de Matemática

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    Neste artigo, temos por objetivo analisar potencialidades de um trabalho com características colaborativas para o desenvolvimento/aprimoramento do conhecimento especializado do professor de matemática para ensinar frações. A fundamentação teórica assumida considera três aspectos característicos de um trabalho colaborativo – confiança, diálogo e negociação – e um dos subdomínios do quadro teórico do chamado Conhecimento Especializado do Professor de Matemática, o subdomínio do Conhecimento dos Tópicos. Os dados foram produzidos em um encontro presencial de um processo formativo, ocorrido em 2019, com professoras que ensinam Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental. Foram analisados dois episódios relevantes que aconteceram enquanto os integrantes do grupo discutiam a respeito de uma tarefa matemática. Os resultados apontam que quando um grupo de professores desempenha um trabalho que manifesta aspectos da colaboração, seus integrantes podem expor suas formas de pensar sem medo de estarem errados ou não, possibilitando um repensar sobre seu Conhecimento dos Tópicos. Tal resultado nos permite concluir sobre a necessidade de se investigar com mais profundidade o papel do erro na aprendizagem dos professores ou dos professores formadores

    A socio-ecological turn in mathematics education: reflecting on curriculum innovation

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    This article proposes that mathematics education has reached a socio-ecological turn. I identify three strands to this turn. Firstly, current advances in the sciences point to the interconnectivity of life and the ecologies living within and without human bodies. Secondly, advances in the humanities point towards the need to re-think human and non-human relations. And thirdly, the ecological precarity of the world points to the need to re-think the purposes and aims of mathematics education. Two possible curriculum innovations, in response to a socio-ecological turn, are offered. In one case, the curriculum starts from a pressing ecological issue facing a community. In the second case, in a more standard schooling context, a communal mathematics is promoted, with an emphasis on students asking their own questions. A commonality is the dramatization of the curriculum

    Lesson Study presencial e o estágio curricular supervisionado em matemática: contribuições à aprendizagem docente

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    Um dos desafios no desenvolvimento do estágio curricular supervisionado nos cursos de licenciatura é promover um diálogo equânime entre a teoria e a prática vivenciada na formação inicial junto à escola básica. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo compreender as aprendizagens e os aprendizados construídos por futuros professores no contexto do Estágio Curricular Supervisionado em Matemática (ECSM), desenvolvido em processo de Lesson Study (LS) presencial. Trata-se de uma investigação qualitativa interpretativa, sob a perspectiva da Teoria Social de Aprendizagem, situada em Comunidades de Prática (CoP), focada em uma pesquisa narrativa de um grupo de estagiários que atuaram em uma escola privada, no sexto e sétimo ano do ensino fundamental. Utilizou-se dados provenientes de gravações em áudio e em vídeos das aulas, das ações colaborativas de estudo, planejamento, docência, reflexão sobre a docência e diários reflexivos dos estagiários no decorrer do processo formativo. Os resultados evidenciam que os estagiários se apropriaram de discursos e de formas do trabalho colaborativo em matemática, ao mesmo tempo em que demarcam a centralidade do planejamento enquanto ação intencional e científica da profissão docente. Do mesmo modo, revelam o potencial do LS adotado enquanto processo de desenvolvimento profissional que pode ser utilizado em outras disciplinas da formação inicial do professor de matemática, fato ainda incipiente no Brasil

    A Didática da Matemática: das primeiras preocupações com o ensino da Matemática à sua constituição como corpus teórico

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    Este texto apresenta o estudo teórico e bibliográfico realizado com o objetivo de identificar, na visão de vários pesquisadores da área, as compreensões sobre o significado atribuído à Didática da Matemática. Inicialmente, direcionamos os nossos olhares para os registros históricos que possibilitassem um resgate das primeiras preocupações com o ensino da Matemática. Estes revelam as raízes da área Didática da Matemática que ganha força a partir da constituição do IREM na França e da proposta de teorização didática de Brousseau. Paralelamente, desenvolviam-se em outros países, pesquisas que buscavam possíveis soluções aos problemas relacionados com o ensino e a aprendizagem da Matemática. Estas e as desenvolvidas no âmbito francês foram aprofundadas e, no decorrer do tempo, disseminadas. Fizemos um recorte da pesquisa de doutorado em desenvolvimento e apresentamos, neste texto, as compreensões de alguns pesquisadores da área investigados. Identifica-se que o significado atribuído à Didática da Matemática tem assumido dois posicionamentos: como sinônimo de Educação Matemática ou como subárea, ramo desta e do qual emerge a disciplina Didática da Matemática inserida em alguns cursos de licenciatura em Matemática

    A hermenêutica na pesquisa qualitativa fenomenológica: um exemplo situado na Educação Matemática

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    Situado na seara da filosofia da Educação Matemática, este artigo enfoca o modo fenomenológico-hermenêutico de pesquisar e seu objetivo é expor uma possibilidade de trazer a hermenêutica para as pesquisas qualitativas que assumem a postura fenomenológica em Educação Matemática. Recorremos a pesquisa de doutorado do primeiro autor, orientada pelo segundo, para exemplificar como se deu o enxerto hermenêutico no movimento de compreensão do fenômeno interrogado e algumas interpretações que disso se abriram. Como desdobramento, almejamos contribuir com outras pesquisas a serem construídas com a mesma perspectiva, valendo-se da hermenêutica para a interpretação dos dados, especialmente as que se inserem no âmbito da Educação Matemática

    Avaliação das aprendizagens e Feedback: uma experiência investigativa em sala de aula remota

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    Neste manuscrito, relatamos um estudo exploratório construído no contexto de um programa institucional de formação inicial docente da Universidade Federal Fluminense. Considerando o contexto da pandemia de Covid-19, em que a escolarização foi possibilitada pela contingência do ensino remoto, elaboramos uma sequência didática realizada em 4 momentos (3 síncronos e 1 assíncrono), que explorou os conceitos de área e perímetro com 25 estudantes do 6º ano do ensino fundamental. A metodologia do estudo baseou-se na perspectiva qualitativa dos estudos exploratórios em que objetivamos investigar os efeitos do feedback nas aprendizagens dos estudantes. A perspectiva teórica foi fundamentada na investigação segundo as concepções de avaliação formativa que a literatura atual e consagrada no campo vem discutido. Nas análises das respostas encontradas, percebemos que o feedback inserido nas avaliações apresentadas funcionou para estabelecer um diálogo positivo entre os professores e os alunos, colaborou para desconstruir a ideia ultrapassada de “erro” como fator subjetivo inerente aos alunos no processo de aprendizagem e elevou a autoestima de alunos que se julgavam incapazes diante de assuntos matemáticos

    Las matemáticas en la educación de personas adultas

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    La enseñanza de las matemáticas en la educación de personas adultas se ha ido transformando desde una aproximación basada en los conceptos básicos de la aritmética hasta estar basada en un concepto de la alfabetización numérica como práctica social. Las matemáticas forman parte de nuestras vidas. Las personas adultas también somos muy diversas. El currículo de matemáticas en las enseñanzas iniciales y en la secundaria, así como en la educación de personas adultas, parte de todas estas especificidades para desarrollar la competencia matemática y tecnológica. Existen dos modelos de educación de personas adultas: el escolar y el social. La investigación en el ámbito sugiere que el segundo produce mejores resultados de aprendizaje. a nivel internacional, la tendencia es hacia incluir las voces de las personas adultas, contextualizar las situaciones de aprendizaje, y presentar la matemática integrada en la vida cotidiana de las personas

    Desarrollar las competencias de resolución de problemas y modelización para aprender matemáticas

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    Un currículum como el que se acaba de aprobar es una oportunidad para reflexionar sobre los grandes objetivos de las matemáticas escolares, las ideas clave y el papel de las actividades en el aula para un aprendizaje competencial. En este currículum la resolución de problemas y la modelización aparecen como competencias específicas y por lo tanto como objetivos fundamentales de aprendizaje, además de considerarlas también como procesos que permiten aprender matemáticas. El capítulo se centra en estas dos competencias, distinguiendo entre aprender a resolver problemas matemáticos y aprender matemáticas resolviendo problemas. El enlace con la modelización se realiza desde el análisis de los distintos contextos y su interés tanto para construir las matemáticas como para aplicarlas a una variedad de situaciones. A lo largo del capítulo se introducen ejemplificaciones tanto de situaciones-problema como de su gestión en el aula

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