Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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HAÏTI ET REPUBLIQUE DOMINICAINE, ENTRE INSULARITE ET ILEITE: UN RAPPORT D’EXPERIENCE A LA FRONTIERE BELLADERE
Cet article présente un rapport d’expérience visant à analyser géographiquement en partie, Haïti et RD comme deux pays partageant la même île cependant diffèrent en tout cas et du coup à montrer quelques imbrications dans le système sociétal de ces derniers. Il peut également être un outil nécessaire pour les investigateurs soit en sociologie ou en sciences politiques et en géographie physique qui cherchent à comprendre les contradictions inhérentes de la société haïtienne et celle de la RD du point de vue géopolitique, culturel et économique. Méthodologiquement, On a utilisé la frontière Haïti-RD en se basant sur des observations de terrain, des données recueillies à l’aide d’un appareil GPS et des interviews. Les résultats et discussions déduisent que l’histoire et des conflits ont marqué les deux (2) peuples et l’espace de la frontière renvoie à une dialectique permettant d’affirmer qu’il s’agit d’une coupure à l’échelle de l’ile, où les deux peuples cultivent une perception négative en voyant dans l’autre un ennemi au lieu d’un collaborateur.Mots-clés: Haïti; République Dominicaine; Frontière; Géographie
INTERCULTURALIDADE NA ESCOLA: O CORPO NA CONTEMPORANEIDADE
Resumo: A partir de um projeto desenvolvido com os discentes do Ensino Médio Técnico, cujo tema foi o corpo na contemporaneidade, que teve como mote a arte do colombiano Fernando Botero, visamos ampliar este projeto inicial e alinhá-lo à literatura argentina, englobando, assim, expressões artísticas sul-americanas nas aulas de língua espanhola. Para tanto, nos propomos a uma análise que aproxime as esculturas e telas de Botero ao romance Rafaela, da escritora argentina Mariana Furiasse (2002). Propomos, desse modo, uma análise que tenha como tema o corpo na contemporaneidade nas expressões artísticas sul-americanas, observando como se dá (re)inscrição de corpos plurais nas artes, os quais fogem a determinados padrões previamente estabelecidos. Sobretudo, buscamos observar como essas discussões podem ser ampliadas e debatidas em sala de aula, no contexto das aulas de Língua Espanhola, no Ensino Médio, a partir de uma abordagem intercultural. A metodologia do estudo é de caráter essencialmente bibliográfico e, enquanto aporte teórico, nos fundamentamos na interculturalidade, bem como na crítica especializada do ensino de literatura espanhola. Palavras-chave: Fernando Botero. Mariana Furiasse. Ensino-aprendizagem de língua espanhola. Ensino de literatura
Corpo em ruptura, performance em descaptura na lírica do feminino em “Última moda”, de Elisa Lucinda
O presente trabalho busca realizar uma leitura sobre a lírica de um corpo feminino resistente às normas do simbólico no poema “Última moda”, presente na obra Vozes guardadas (2016) da poeta capixaba Elisa Lucinda. De modo a contribuir com a relação entre arte literária e performatividade do corpo na linguagem poética, dentro de uma perspectiva que vislumbra a representação da palavra como forma de resistência às normatividades vigentes, nos baseamos nos conceitos de perlaboração, pela negação, e de subversão, pelo autorreconhecimento, a fim de perceber, ou reiterar, que a voz lírica, caracterizada pelo que denota o feminino, é figurativamente desestabilizadora das interdições que atravessam e visam ser incorporadas, ainda que não absolutamente, na cultura afro-latina-amerindígena
Hiperatividade, psicanálise e educação
Este artigo pretende realizar uma reflexão crítica sobre o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade, procurando mostrá-lo como um fenômeno complexo, a despeito dele estar sendo considerado como um problema de ordem orgânica somente. Nesse sentido, o presente trabalho procura avaliar as mudanças das últimas décadas, em especial a vivência em uma temporalidade veloz, como um fator importante na produção e na exacerbação de comportamentos que acabam sendo considerados como “transtorno". Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e teórica, realizada em livros, artigos, teses e dissertações referentes aos últimos dez anos (2010-2020), na sua maioria. Procurou-se privilegiar o enfoque psicanalítico, mostrando sua contribuição atual nesse debate. Palavras-Chave: Educação; Psicanálise; Hiperatividade, medicalização; Sociedade
Uma Proposta de Criação Artística Descolonial com Poesias: Dramaturgias Teatrais Contemporâneas
Atrizes e atores do século XXI buscam constantemente meios para um fazer artístico contemporâneo que seja realmente novo, inédito, mas ainda se pautam na lógica moderna e pós-moderna globalizante e universal de se produzir. Assim, pensar e, consequentemente, desenvolver um fazer artístico descoloniais serão propostos e defendidos neste trabalho. Esse fazer procura defender a co-existência horizontal de modos de produzir, e, nessa proposta, apresento a educação somática e as experiências corporais adquiridas por trabalhos de consciência do corpo por meio dos sentidos, como defendidas por Jussara Miller, para a criação de poesias biogeográficas (BESSA-OLIVEIRA, 2017) que emergem do sujeito que a produz e suas narrativas, em seu local de fala. E será com essas poesias que se produzirão novas dramaturgias teatrais, não desconsiderando o texto, mas colocando o sujeito (atriz e ator) e seu corpo (com suas experivivências) como protagonistas do processo. Augusto Boal também auxilia nesta pesquisa por defender um teatro atemporal de protagonismo para quem o faz, levando em conta as angústias e anseios sociais, culturais e políticos de quem encena e assiste (o espect-ator), sujeitos biogeográficos que são produtores de arte, cultura e conhecimento
O Trabalho Fantasma dos Gaviões na Luta de Classes contra a Vale S.A
O presente texto é uma tentativa de pensar a relação entre os indígenas Gaviões e a empresa mineradora Vale S.A. como uma relação entre o trabalhador e o empregador que atualiza-se na ocupação da Terra Indígena Mãe Maria, mas que é ocultada dentro do processo de luta de classes. Por isso, o texto se divide em duas partes: na primeira, discute-se o conceito de trabalho trazido desde a teoria da economia clássica e levado às críticas de Marx, para desenvolver o conceito de trabalho fantasma como o trabalho base que está oculto na relação de (re)produção do capital. Na segunda, mostra-se as diferenças de produzir um trabalhador assalariado e terceirizado da Vale S.A, em contraposição de um trabalhador fantasma como estratégia corporativa da empresa, que visa uma exploração e espoliação diferente do trabalhador comum; a partir das experiências dos indígenas Gaviões. Assim, autores como Ivan Illich (2008), Naredo (1995) e Bezerra (2019), ajudam a problematizar a inserção da comunidade indígena Gavião na relação de trabalho-terra-capital e sua participação no processo de luta de classes
Cultura e memória feminina em museu no Brasil e na Argentina: possibilidades didáticas.
Essa proposta faz parte do projeto de pesquisa: Patrimônio histórico-cultural material e imaterial nas cidades de Mato Grosso do Sul e seu impacto histórico- cultural: Cultura regional e formação de um sistema de preservação a partir da educação patrimonial, visando abordar as possibilidades de investigação histórica nas cidades de Campo Grande/MS/Brasil e Mar del Plata, na Argentina. Mar del Plata é uma cidade localizada ao sudeste da Província de Buenos Aires, Argentina, sobre a costa do mar argentino. A cidade se estabeleceu devido ao porto e ao balneário, foi fundada em 10/02/1874 sobre a base das extintas missões jesuíticas. As principais indústrias são de pesca, turística e têxtil. Campo Grande, município da região centro oeste do Brasil, capital de Mato Grosso do Sul. A cidade foi planejada em meio a uma vasta área verde. Em 1870, migrantes da região sudeste colonizaram a região, com a criação de fazendas. De modo geral, a maior parte da mão-de-obra ativa do município é absorvida pela setor terciário (comércio de mercadorias e prestação de serviços). A construção civil também desempenha papel muito importante na economia local e o serviço público. As duas cidades tem em sua urbanização elementos que remetem a dimensão da paisagem e natureza. Voltadas para a construção cultural de um contexto urbano que levem em conta as concepções históricas e a dinâmica urbana da modernidade. Assim, em meio as ruas alargadas, as praças, aos supermercados, aos edifícios pós modernos há a resistência de patrimônios históricos que remontam a história e memória das cidades. Esses patrimônios, como monumentos, museus, igrejas históricas fazem parte da cultura histórica de diferentes grupos, representando a contribuição da manutenção e preservação dos patrimônios, mas também da busca pela sedimentação de identidades e memórias históricas da cidad
“Jornal das Moças”: Normas e Condutas para as Mulheres Piauienses?
O objetivo do artigo é analisar os escritos femininos contidos no “Jornal das Moças”. Mas, especificamente de um pseudônimo piauiense “Pérola Branca”. Os referidos escritos foram percebidos por nos como “um fio de relato” afinado com os ideais de civilidade e ou com as demandas das modernidades que permeiam a República brasileira. Assim como, com as transformações dos papéis masculinos e femininos que ganharam formas com as novas concepções que assolavam o Brasil, no início do século XX. O que nos faz pensar nas instruções contidas nos referidos escritos, e, portanto, em culturas como um conjunto de normas e condutas que permitem a transmissão de comportamentos que podem variar segundo as épocas. Defendemos que o periódico possuía características de uma cultura, na medida em que, permitia a troca de mensagens por pessoas de todos os estados da federação. Estas mensagens permitiam uma transmissão de comportamentos que estão relacionadas aos ideais de civilidade e ou com as demandas da modernidade que adentraram o Brasil, no período de publicação do periódico analisado. Desta forma, analisamos o “Jornal das Moças” com ajuda dos teóricos citados ao longo do artigo, em questão. Assim como, documentos oficiais encontrados no Arquivo Público do Piauí. Palavras-chave: Cultura; Escrita feminina; Jornal das Moças; Piauí; Modernidade
Oficina Memória Cultural: uma experiência coletiva de afeto
A proposta da oficina surgiu da reflexão de como as pessoas lidam com numerosos objetos e estruturas espaciais, que povoam suas vidas cotidianas, o que estes objetos comunicam e como eles cogitam a sua função principal de aproximação humana. Busca-se destacar os valores inseridos nos patrimônios culturais em contexto social, de forma que os conceitos e pequenas práticas em grupo enalteçam essa relação. Em cada etapa da oficina, houve um direcionamento para conhecimento da memória coletiva, dos objetos memoráveis, do patrimônio cultural, entre outros temas, considerando a diversidade cultural entre os participantes do evento. Foram realizadas atividades de reconhecimento de objetos memoráveis e do mapa cultural, na montagem de um painel coletivo de fotografias. Houve uma reflexão das temáticas, com incentivo para vivências coletivas, em outras oportunidades. Palavras-Chave: Afeto; experiência coletiva; memória cultural; objetos memoráveis; patrimônio cultural.
Entre a Casa e a Rua: reflexões teóricas sobre o ócio em tempos de COVID-19
O ano de 2020 será marcado pela presença devastadora de um inimigo invisível, que circulou não só nos países pobres, mas também nas nações mais poderosas do planeta: o COVID-19. Novo vírus que paralisou a vida social e a economia mundial e que trouxe novas dinâmicas sociais em âmbito global. Nesse sentido, o presente artigo busca refletir sobre a relação entre casa e rua em tempos de pandemia, analisando como o processo de isolamento social inviabilizou práticas de lazer fora de casa e estimulou experiências de ócio em âmbito doméstico que vão de encontro à sociedade capitalista de consumo. Para tanto, buscamos o suporte teórico da pesquisa bibliográfica e documental de autores que se debruçaram sobre o mundo pandêmico e sobre a realidade brasileira durante a crise sanitária, por meio de livros, textos, artigos, matérias jornalísticas e entrevistas disponíveis na web. Além disso, buscamos pensar o lazer e o ócio no contexto brasileiro por meio das categorias casa e rua tratadas pelo antropólogo Roberto DaMatta. Diante do estudo, identificamos que o uso da rua como espaço de lazer tornou-se inviável pelo perigo de transmissão descontrolada do vírus, tornando-se seu uso restritivo, como medida de contenção e proteção social. Nesse sentido, o ócio foi recuperado como uma possibilidade de redescoberta individual e de adaptabilidade ao isolamento social, convidando os indivíduos a voltarem-se para si como experiência de bem-estar. Entretanto, se faz necessário salientar que no Brasil nem todos os cidadãos tiveram a possibilidade de vivenciar o ócio, sobretudo pelas próprias desigualdades sociais e laborais, uma vez que no âmbito brasileiro a possibilidade de usufruto dessa experiência passou a ser vivida apenas por àqueles que puderam manter-se em casa