Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    Interculturalidad, cine y enseñanza de español: propuesta didáctica para el visionado de películas en la Secundaria

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    El presente trabajo tiene por objetivo presentar un panorama de las principales reflexiones sobre la didáctica intercultural para el trabajo con cine en las clases de español (E), bien como, en segundo plano, esbozar una propuesta didáctica para el visionado de películas en las clases de lengua española de la secundaria, tomando por referencia el enfoque por tareas y la enseñanza de E como lengua adicional (E/LA). Para tanto, nos hemos fundamentado teóricamente en la perspectiva de la interculturalidad crítica y de la didáctica intercultural (CANDAU, 2012; WALSH, 2010; STREET, 2007), en los referenciales sobre los Temas Transversales (BRASIL, 1997), en las investigaciones sobre el abordaje de las relaciones de género, de sexualidad y de cuerpo en la escuela (LOURO, 1996, 2000, 2004, 2010), bien como en los estudios acerca del trabajo con cine en el aula de idiomas (AMBRÓS; BREU, 2007; MANZANERA, 2013). La dicha propuesta está organizada en un proyecto de enseñanza de treinta horas dirigido al alumnado de los Cursos Técnico Integrado en edificaciones del IFSul - campus Yaguarón (RS/BR), frontera con Rio Branco (CL/UY); el nivel de lengua requerido es B1, es decir, son “exigidas” de los estudiantes competencias de un “usuario independiente”.   Palabras clave: E/LA, Cine, Transversalidad, Interculturalidad, Didáctica Intercultural

    Arquitetura na Linha de Fronteira Brasil-Uruguay: por uma pedagogia da viagem

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    Fronteira não é linha, nem demarcação meramente espacial ou temporal entre dois pontos ou territórios. Em realidade é também – ponte, superfície de contato – estados-de-vida-em-aberto-e-em-potência, território de devir, lugar-não-lugar-comum de experimentação. Um grupo de viajantes-nômades-pesquisadores de diversas áreas do conhecimento percorreu a fronteira do Rio Grande do Sul/Brasil e o Uruguay, como estrangeiros e errantes, em uma (i)lógica contínua. A partir da pedagogia da viagem, uma espécie de coexistência entre o pensar e o escrever, pedagogia do entre, da fresta nas cidades, que permite experimentá-las, descobri-las e vivê-las inventando novas relações, provocando novos encontros e acontecimentos. Tudo com certo poder de afectar e de ser afectado. Não separando mais sujeito e objeto, arquitetura e usuário, espaço público e privado, Brasil e Uruguay. O processo da viagem pode ser divido em três grandes etapas: a primeira se refere aos antecedentes e preparativos da viagem (a expectativa/ansiedade), a segunda ao acontecimento da viagem (a experiência) e por fim o retorno (a pausa/reflexão). Com o propósito inicial de certificar, ou não, o discurso hegemônico incorporado à fronteira Brasil-Uruguay, durante a viagem cada viajante possuía sua (i)metodologia de pesquisa, aproveitando a oportunidade para vivenciar/pesquisar temas diversos, múltiplos e atravessados. A experiência passa, acontece e toca. O movimento pelas arquiteturas das fronteiras deixou marcas nos córpos viajantes-nômades-pesquisadores e nos territórios sentidos

    PIBID/UFPEL: intervenção interdisciplinar numa escola de ensino fundamental

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    O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da Universidade Federal de Pelotas (PIBID/UFPEL) destaca-se por contemplar diferentes áreas das licenciaturas que, em grupos, atuam nas escolas da rede pública de Pelotas/RS promovendo atividades de ensino e aprendizagem interdisciplinares. Nesse contexto, o grupo interdisciplinar de uma escola de ensino fundamental da cidade de Pelotas elaborou o projeto “Corpo em Movimento – Esporte, Linguagem, Espaço e Saúde”. A proposta surgiu a partir do diagnóstico escolar realizado pelos acadêmicos pibidianos revelando situações de bullying, agressividade verbal e desrespeito entre os estudantes. Dessa forma, oficinas integrando as diferentes licenciaturas foram elaboradas a fim de promover o respeito, a cooperação e convivência harmoniosa entre os membros da comunidade escolar. O trabalho em um grupo diverso permitiu a integração e colaboração entre as áreas e, principalmente mostrou aos pibidianos a realidade escolar, conhecimento essencial para a formação docente

    Educação Patrimonial: histórico da confecção dos livros didáticos “Somos! Patrimônio Cultural de Pelotas” e “Pelotas, uma História Cultural” como ferramenta no processo educativo.

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    Este trabalho teve como objetivo analisar o processo de elaboração dos livros didáticos “Somos! Patrimônio Cultural de Pelotas” e “Pelotas, uma História Cultural” como uma ferramenta de educação patrimonial. Os livros foram elaborados pelas Secretarias Municipais de Cultura e Educação de Pelotas-RS. Para tal foi realizada uma pesquisa de caráter descritivo e qualitativo, os dados foram coletados através de entrevistas com os membros da equipe técnica responsável pela elaboração destes livros. Foi possível identificar o processo de elaboração destes materiais e os objetivos da equipe responsável pela elaboração destes livros

    La visión de los estudiantes uruguayos fronterizos sobre la integración cultural en los procesos educativos de la Universidad Federal del Pampa – Campus Yaguarón

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    En este trabajo académico de finalización del curso de Licenciatura en Pedagogía, la temática abordada es la visión de estudiantes uruguayos fronterizos sobre la integración cultural en los procesos educativos de la Universidad Federal del Pampa – Campus Yaguarón, de la misma se desprende el siguiente problema: “En la visión de los alumnos uruguayos fronterizos que estudian en la Universidad Unipampa en la ciudad de Yaguarón (Brasil), ¿la universidad promueve la integración cultural en sus prácticas educacionales?”. Teniendo como objetivo general investigar las percepciones de los alumnos uruguayos fronterizos acerca de si la Universidad Federal del Pampa-Campus Yaguarón promueve en sus prácticas educativas una integración cultural. Así como también localizar algunos elementos, factores o condicionantes que podrían favorecer o desfavorecer la integración cultural de los alumnos uruguayos fronterizos junto a la universidad. Diversos autores y artículos de corte cultural y educacional fueron abordados para profundizar y comprender mejor el tema en cuestión. La metodología de estudio tuvo como eje una investigación cualitativa, la cual permite conocer las diferentes percepciones de los sujetos entrevistados. Con este estudio se puede reflexionar acerca de la integración cultural en una institución educativa posicionada dentro de una perspectiva intercultural

    PROBLEMAS E RELAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS NA HISTÓRIA – ANTIGA, MODERNA E DA ATUALIDADE: Contribuições para a integração do conhecimento escolar

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    Resumo: Trata-se de uma revisão bibliográfica, dialogada em nível de Pós – Graduação stricto sensu acerca dos construtos epistemológicos de maior destaque na história da Grécia Antiga, do advento da modernidade e da atualidade; com foco nos elementos originários para o problema da fragmentação do conhecimento e do percurso das Ciências Humanas e da Educação. Esta investigação tem o propósito de compreender as raízes histórico-filosóficas que redundaram na fragmentação do conhecimento visando extrair ou resgatar de tais fundamentos alguns elementos pertinentes à reintegração curricular no debate da interdisciplinaridade, da transversalidade e correlatos. Este trabalho possibilita entender o estilo da intelectualidade grega e sua contribuição originária para a epistemologia, avançando para a ascensão do racionalismo na Ciência moderna, bem como o exercício de sua hegemonia como herança à fragmentação dos saberes na atualidade. Todavia, extrai da produção moderna e posteriormente contemporânea, críticas corrosivas ao dogmatismo na Ciência; contribuindo para inspirar perspectivas inovadoras, tais como as que se contrapõe ao ensino tradicional compartimentalizado. Corolário ao exposto, compreende-se o processo que resulta nas hierarquias curriculares e resistências ao ensino integrado no âmbito escolar. Finalmente, em que pese a avalizada crítica à incorporação aos interesses de mercado e a diluição polissêmica para a apreensão significativa da interdisciplinaridade conclui-se o trabalho apontando vantagens da reintegração curricular para qualificação do trabalho escolar bem como da apropriação epistemológica para uma ação bem sucedida por parte do profissional.   PALAVRAS - CHAVE: Epistemologia, Histórico, Integração curricular.   Abstract: This is a literature review, dialogued in Post – Graduation level, “stricto sensu”, it is about the most prominent of the epistemological constructs in the history of Ancient Greece, the advent of modernity and nowadays; based in the  origin of the problem of fragmentation of knowledge and the course of Humanity Science and Education. This research aims to understand the historical and philosophical roots that resulted in the fragmentation of knowledge aiming to extract or rescue some relevant elements to curriculum reintegration into the discussion of interdisciplinarity, transversality and correlated. This work makes it possible to understand the style of Greek intellectuality, its original contribution to epistemology, as well as to the rise of rationalism in modern science, and the exercise of its hegemony as an inheritance to the fragmentation of knowledge today. On the other hand, I extract of modern production and later contemporary, hard criticisms of dogmatism in science; contributing to inspire new approaches, such as the opposed perspectives to the traditional compartmentalized teaching. In the other hand, there is the process that results in the hierarchies of curriculum and the resistance in an integrated education at schools. Finally, despite the criticism of incorporation to the market interests and several meanings to understand the interdisciplinarity, this work pointed the benefits of curricular reintegration for qualification of school work and the epistemological appropriation for a successful action by the professionals. Key Words: Epistemology, History, curriculum integration.   Resumen: Se trata de una revisión bibliográfica, dialogada en nivel de Post – Grado stricto sensu  sobre los constructos epistemológicos de mayor destaque en la historia de Grecia Antigua, del advento de la modernidad y de la actualidad; con enfoque  en los elementos originarios para el problema de la fragmentación del conocimiento y del percurso de las Ciencias Humanas y de la Educación. Esta investigación tiene el propósito de comprender las raíces histórico-filosóficas que redundaron en la fragmentación del conocimiento buscando extraer o rescatar de tales fundamentos algunos elementos pertinentes a la reintegración curricular em el debate de la interdisciplinariedad, de la transversalidad y correlatos. Este trabajo posibilita entender el estilo de la intelectualidad griega y su contribución originaria para la epistemología, avanzando para la ascensión del racionalismo en la Ciencia moderna, así como también el ejercicio de su hegemonia como herencia a la fragmentación de los saberes en la actualidad. Todavía, extrae de la producción moderna y, posteriormente, contemporánea, críticas corrosivas al dogmatismo en la Ciencia; contribuyendo para inspirar perspectivas innovadoras, tales como las que se contraponen a la enseñanza tradicional compartimentalizada. Corolario a lo expuesto, se compreende el proceso que resulta  en las jerarquías curriculares y resistencias a la enseñanza integrada en el ambiente escolar. Finalmente, en que pese la evaluada crítica a la incorporación a los intereses de mercado y la dilución polisémica para la aprensión significativa de la interdisciplinariedad se concluye el trabajo apuntando ventajas de la reintegración curricular para la calificación del trabajo escolar bien como de la apropiación epistemológica para una acción bien sucedida por parte del profesional.   Palabras claves: Epistemología,  Histórico, Integración  Curricular INTRODUÇÃO Trata-se de uma revisão bibliográfica acerca dos construtos epistemológicos de maior destaque na história da Grécia Antiga, do advento da modernidade e da atualidade; com foco nos elementos originários para o problema da fragmentação do conhecimento e do percurso das Ciências Humanas e da Educação. Vale destacar que aquilo que redundou no problema da fragmentação dos saberes em nosso tempo possui raízes históricas imbrigadas em arranjos e conformações as estruturas de poder e de vida social produtiva de seu tempo. Por esta razão que adendramos grau de importância ao apanhado histórico – epistemológico para pensarmos as possibilidades atuais de reintegração dos temas escolares em suas respectivas áreas do conhecimento. Cabe antecipar que a compartimentação dos saberes, embora tenha ocasionado muitos avanços científicos cirúrgicos em termos de contribuição para a humanidade, também causaram a perda do todo com a descontextualização e esgotamento dos significados dos estudos e intervenções. Ademais, tem sido efusivamente problemática a pressuposição do ensino escolar por áreas seriadas e em componentes específicos que pouco dialogam entre si e essencialmente na medida em que pressupõe que o educando fará individualente as conexões necessárias para a compreensão desta totalidade. No primeiro capítulo buscamos constatar com base nos pré – socráticos a dificuldade do homem no decurso histórico para voltar ao conhecimento de si, sobre as primeiras experiências históricas na Educação e das cosmovisões essencialistas para compreensão do mundo. Na segunda etapa avançamos para o estudo dos pensadores de maior interesse epistemológico na modernidade e seus legados para as concepções que se hegemonizaram até nossos dias; enfatizando o papel da herança cartesiana. Ainda neste capitulo especulou-se acerca de reflexões em torno da dificuldade da ciência empírica bem como da metafísica diante de algumas objeções humenianas. No último capítulo procura-se enunciar e desenvolver alguns tópicos mirando a problemática do ensino fragmentado, dos enfrentamentos ao paradigma dominante e finalmente as condições de possibilidades e pontos de estrangulamentos no retorno a um ensino integrado, contextualizado no projeto interdisciplinar. Cabe advertir que nesta produção foi preciso elencar escolhas por correntes ou autores de importância histórica e epistemológica para a temática, porém, tais escolhas foram meramente contingenciais e reconhecemos que há margens quase infinitas para outras contribuições ao tema em todos os tempos históricos aqui delimitados. Finalmente, esperamos ter propiciado importante apanhado conceitual e temático para fundamentar e compreender a pertinência e origem da dinâmica da aventura milenar acerca do conhecimento humano.   1. RAÍZES EPISTEMOLÓGICAS DA GRÉCIA ANTIGA É um tanto curioso que a maior dificuldade do ser humano repouse sobre o conhecimento de si, razão pela qual se compreende o fato de que as Ciências Humanas tenham demorado tanto para atingir seu status de independência da Filosofia. Rapidamente, vale mencionar que a história da cultura e do letramento humano têm origens antropológicas desde o uso de instrumentos e posteriormente a criação de signos sob pena de apresentarmos uma história do conhecimento ou da Educação num lapso dos registros como a escrita. Vale lembrar que Sócrates, um notável filósofo grego jamais escreveu uma única linha sobre seus pensamentos e provavelmente seja o maior expoente de ideias que germinaram na cultura ocidental das quais seus registros não advém do próprio autor. Nesta contenda, vale destacar que a História da Filosofia é dividida em antes e depois de Sócrates sendo que os seus predecessores são chamados de Pré-socráticos. Não por acaso, o período pré-socrático é considerado o da Filosofia da natureza; pois os pensadores da época se dedicaram a refletir sobre o cosmos e suas questões primeiras elementares. Assim, para Tales de Mileto o mundo era constituído pelo elemento “água” enquanto para Heráclito pelo elemento “fogo”, Anaximandro pelo elemento “ar” e pelo elemento “terra” na visão de Xenófanes; constituindo os quatro elementos. Desta forma, aqueles que entendiam o mundo constituído por um único elemento essencial eram considerados monistas, por dualidades; dualistas e por uma multiplicidade de elementos, os pluralistas como foi o caso de Empédocles de Agrigento que pensou o mundo como uma composição dos quatro elementos simultaneamente. Outros pensadores que disputaram posições de grande valor epistemológico foram Heráclito e Parmênides. Este debruçou seus estudos sobre a questão do “ser” dando origem aos primeiros passos da ontologia e da lógica; o outro na “mudança”, refletindo as primeiras cosmovisões do dinamismo que posteriormente se convencionou como movimento dialético. Parmênides, por sua vez, deixou relevantes contribuições ao campo da linguagem e da racionalidade em sua interpretação do mundo como estático e foi o primeiro pensador a apresentar o princípio da identidade, sob o qual algo deve ser sempre idêntico a sim mesmo e apresentou também outro conceito desenvolvido posteriormente por Aristóteles: “o princípio da não contradição”, o qual resistiu até nossos dias como irrefutável, resistindo uma série de intentonas e refutabilidades impingidas com grande empenho desde o advento da modernidade. Tal princípio constitui a condição básica e indispensável para toda e qualquer comunicação de alguma argumentação que se queira expressar com sentido uma vez que sua sentença expõe que “algo não pode ser e não ser ao mesmo tempo e sobre o mesmo aspecto”.       É verdade que ainda convivemos com uma confusão específica a este respeito, especialmente na área das Ciências Humanas no estudo da dialética, uma vez que encontraremos na maioria das bibliografias o termo contradição para tratar o tema entre tese e antítese. Entrementes, a confusão se torna mais complicada, ainda de se descortinar; uma vez que nos escritos de Hegel iremos encontrar exatamente o têrmo contradição na tradução para designar a relação entre tese e antítese. A relação, por certo, muito difícil; chegou a ameaçar a própria sustentação da dialética no campo da Filosofia a ponto de condená-la à tese sem fundamentação racional e, no entanto insustentável do ponto de vista analítico. Contudo, esta tensão entre dialéticos e analíticos só se resolveu mediante a solução encontrada por estudiosos que observaram que embora Hegel tivesse usado a terminologia “contradição” em suas proposições, jamais constavam diferenças de quantidade, ou seja, o quantificador permanecia o mesmo, jamais variava e em hipótese alguma atravessava transversalmente o quadrado lógico; de modo a caracterizar uma contradição. Assim, concluiu-se que quando Hegel fala de contradição, na realidade ele está se referindo a uma questão de contrariedade e com isso fica resolvido o impasse secular entre dialéticos e analíticos e a dialética consegue incorporar a si elementos da lógica formal e elevar seu desenvolvimento a outro patamar. “A propósito disso, foi justamente o Pré-Socrático Heráclito quem primeiro pensou o mundo neste eterno “vir – a – ser” em seu aforisma que revela que ninguém jamais conseguirá entrar no mesmo rio mais de uma vez”, pois na próxima entrada o rio estará transformado e também o sujeito já não será mais a mesma pessoa. Desta forma, contrariamente ao pensamento de Parmênides, seu pensamento deu uma fluidez ao mundo na medida em que para ele o “ser” só era enquanto “devir” e com isso inspirou os debates posteriores e em especial os contemporâneos para nosso estudo acerca da dialética. Outro embate advindo do pensamento Grego da antiguidade; bastante marcado para a História da Educação foi entre os Sofistas e Sócrates acerca do conhecimento. Vale grifar que isto se estabelece no contexto da democracia direta, na qual os cidadãos decidem sobre a cidade através de sua eloquência em praça pública e daí destaca-se os sofistas como os primeiros professores empenhados no ensino de técnicas do convencimento, ou seja, daquilo que hoje se conhece por retórica. Convém destacar, que em suma, os sofistas tomavam caminhos relativistas e ameaçavam o projeto metafísico em busca do estabelecimento das essências das coisas. Tais opções aliadas aos diálogos socráticos acabaram por desgastar essa corrente do ponto de vista ético e moral até nossos dias. O curioso é que os mesmos que nutrem o mesmo desprezo pelo pensamento sofista do passado não deixam de exercer sua filosofia com bases no pragmatismo e utilitarismo como o que ocorre com a corrente da Filosofia utilitarista disseminada especialmente nos Estados Unidos. Outro legado importante dos sofistas e também de Sócrates é a guinada do estudo para o próprio homem. São famosas as frases de Protágoras (sofista) que “o homem é a medida de todas as coisas”, bem como a Sócrates (Filósofo) que exclama “conhece-te a ti mesmo”. Mas o legado socrático para a Educação não parou por aí; como pai da Filosofia estabeleceu uma humildade evocando que o conhecimento começa com o não saber, com a construção do conhecimento pelo diálogo próprio, sua ironia e principalmente com o seu método maiêutico. Nele, o princípio socrático se alicerça na ideia de que ninguém oferece o conhecimento a alguém, mas apenas constrói mediações que possibilitam aflorar as ideias que pertencem à alma da pessoa que descobre por reminiscência já que sua alma alojada no cárcere – o corpo -, pertence ao mundo perfeito das ideias que não está contaminado pela falsidade do mundo das coisas. Foi justamente deste pensamento que emergiu a ideia de imortalidade, posteriormente apropriada pelo cristianismo – especialmente pela disseminação de seus apóstolos - que temos até hoje incorporada seguramente das ideais de Platão, discípulo de Sócrates que com base nisto constrói a alegoria conhecida como ‘o mito da caverna’. Sem antes lembrar que a Filosofia desde os Pré-Socráticos enseja a interpretação do mundo liberta da mitologia que explicava os fenômenos naturais com elementos místicos e sobrenaturais, Platão constrói uma alegoria para ilustrar o quanto a nossa percepção do mundo pelos sentidos é falsa e o mesmo vale para o mundo material e daí constrói um dualismo dos mais radicais, já vistas entre mundo terreno (falso) e mundo das ideias (verdadeiro). Esta categorização é considerada no campo epistemológico como idealista aja visto que ressalta a função essencial das ideais e da alma sobre o objeto conhecido. Aristóteles mantém esse dualismo de seu mestre, mas torna-o um dualismo moderado ao trazê-lo para o mundo das coisas a compreensão das essências. Na teoria da causalidade pelas quais ele chega a sua compreensão sobre Deus o mesmo estabelece quatro causas essência, a saber: causa material, formal, eficiente e final. O detalhe reside no fato de que ele concorda com seu mestre de que o que concede o ser as coisas são as formas, entretanto, entende que não há forma sem matéria no nexo causal e por isso é considerado pela epistemologia como realista a sua tese. Com esta posição realista foram lançadas as primeiras bases para a Ciência empírica. Discordando de Platão, Aristóteles entende que devemos partir da observação dos fenômenos concretos para chegarmos a conclusões científicas, as quais são de natureza universal e rejeita aquela ideia de que os objetos sensíveis não sejam confiáveis para se obter conhecimento. Em suma, estão lançadas as bases para o método indutivo que será desenvolvido posteriormente na Ciência moderna. Convém grifar que por método indutivo compreendemos aquele conhecimento que parte de observações particulares para se obter conclusões por generalizações, ou seja, gerais; ao tempo que o método dedutivo equivale a se chegar a conclusões particulares a partir de proposições gerais por dedução lógica. Para fechar o capítulo, vale destacar que este período foi marcado pelo empenho da razão para compreender o universo enquanto totalidade ordenada de modo que não fazia o menor sentido pensar o conhecimento de maneira compartimentalizada e disciplinar tal qual encontramos hoje.     2. CONTORNOS DA CIÊNCIA NA EMERGÊNCIA DA MODERNIDADE Vale dizer que anteriormente ao período moderno tivemos a Idade Média ou Medieval, geralmente tratada como idade das trevas, e mesmo o têrmo medieval ainda é tratado de forma pejorativa em muitos espaços culturais. No entanto estes cânones não contribuem para compreensão da produção intelectual deste período sempre que se tratar de modo dogmático ou preconceituoso. Mencionamos brevemente as contribuições do período em razão do enfoque e especialmente da abreviação deste estudo, o que não significa menosprezo e falta de reconhecimento às contribuições de pensadores medievais em campos de interesse epistemológico como a Lógica, a questão dos universais e nominalismo; apenas para citar alguns. Só para evidenciar o dito, um dos principais períodos da Idade Média é chamado escolástico em virtude do pensamento filosófico ensinado na época nas escolas pelos mestres escolásticos. Com a emergência do capitalismo favorecido pelas grandes navegações e principalmente com a decadência do trabalho escravo, na modernidade passam a eclodir uma série de descobertas científicas amortizadas pelo crivo da censura na idade média. Testemunha disso são as observações de Galileu Galilei que somente foram retomadas em período posterior a sua morte. Entre tantas destacamos o precursor do método indutivo para a Ciência experimental com o grande empirista Francis Bacon conferindo rigor à Ciência ao impor etapas como a Observação, organização racional dos dados, formulação de hipóteses e repetições sistemáticas de tais experimentos. Cabe lembrar que vinhamos de um longo período (medieval) ao qual as relações entre fé e razão foram muito tensas, alternando-se entre conflitantes ou esta em benefício da outra, sendo que convém denotar que mesmo os empiristas mais fervorosos constroem seus métodos com auxílio da razão. Neste contexto de migração do trabalho forçado para o trabalho livre era conveniente para a época que a racionalidade sobre comando do sujeito (idealismo) fosse cada vez mais evidenciada e muitas ideias de autonomia do sujeito cognoscível tiveram facilidade para se desenvolver. Sem dúvida, o grande expoente desta retomada moderna do racionalismo e de grande importância para nosso estudo foi René Descartes, considerado o pai do racionalismo moderno. Descartes perseguia um conhecimento exato e seguro da verdade sem relativizações. O mesmo ponderava que é verdade que os sentidos nem sempre nos enganam, mas como ele já enganou uma vez; aquele que já enganou uma vez poderia enganar duas, três e outras tantas; por isso não podemos confiar neles. Com isso, em sua obra “O discurso do método” criou seu método denominado de ‘dúvida metódica’ pela qual para conhecer um objeto você deveria dividir ao maior número de partes;tantas quantas fossem possíveis e ir avançando passo a passo na compreensão, sempre do mais simples até chegar ao mais complexo. Dito de outra forma, sua concepção pode ser comparada ao funcionamento de um relógio mecânico, o qual quando estraga é preciso que seja levado a um especialista que irá desmontá-lo até achar a parte do erro para reconstituí-lo e montá-lo novamente. O grande legado da herança deste pensamento cartesiano reside na superespecialização que ocasionou em todas as áreas; constituindo-se em nossos dias, no ponto nevrálgico acerca da dissolução dos problemas, uma vez que é mister que se reconheça que houveram avanços cirúrgicos no progresso da Ciência que se dividiu, contudo, também nos trouxe muitos problemas de perda de sentido acerca de uma visão mais sistêmica. Doravante a história é marcada por uma reação empirista tendo notabilizada a ideia de John Locke de que o homem ao nascer é como uma folha em branco, ou “uma tábula rasa” e que não há nada no intelecto humano que não tenha passado antes pelos sentidos.   2.1. Crise do empirismo e da metafísica Perante os impasses entre racionalistas e empiristas sugiram algumas tentativas de superação, entre as quais a do pensador moderno Immanuel Kant. Antes dele o problema é ainda mais radicalizado pelas críticas contumazes daquele que deixou para o campo epistemológico um dos maiores enigmas tanto aos problemas empiristas como aos metafísicos. David Hume, mesmo sendo um empirista se destacou por sua crítica à pertinência do pensamento indutivista. Ora, conforme já dito, o pensamento indutivo se ancora em experi

    O Papel do Supervisor Escolar e do Orientador Educacional para a Garantia de Qualidade na Educação Básica

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    Os problemas envolvendo a organização pedagógica das escolas públicas comprometem a qualidade da educação e prejudicam o apoio pedagógico a professores e a alunos, além de criarem barreiras ao diálogo e a participação da comunidade escolar na tomada de decisões. O supervisor escolar e o orientador educacional são fundamentais para a organização e gestão escolar e para a observância da proposta pedagógica, estabelecida no projeto político-pedagógico das escolas. Na rede pública municipal de Barra do Quaraí-RS, há quatro anos não é realizado concurso público para os cargos de supervisor escolar e orientador educacional, sendo que a administração municipal utiliza-se apenas de contratos emergenciais ou convocações de professores efetivos, em regime de horas suplementares, para preenchimento dessas vagas. Além disso, constata-se que não há continuidade no trabalho pedagógico e um dos reflexos disso são os baixos índices obtidos pelas escolas municipais nas avaliações externas e a ausência de estratégias para diminuição da evasão e reprovação escolar na rede pública municipal de Barra do Quaraí.Palavras-Chave: Educação, Escola Pública, Orientação, Qualidade, Supervisão

    Consideraciones sobre la Producción y Selección de Materiales Didácticos en el Curso de Español A1/A2 – Centro de Lenguas Unipampa Jaguarão

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    En los días de hoy, conocer lenguas extranjeras es una herramienta poderosa en un mundo globalizado, pues facilita la vida de sujeto en varios aspectos. Como por ejemplo: en el trabajo, en los estudios, en el uso de las tecnologías, en los viajes y en su conocimiento cultural y social de otros pueblos. Pensando ofrecer oportunidades de estudio de lenguas es que surgió el proyecto de Extensión “Centro de Línguas Letras – CEL Letras”, de la Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Jaguarão, que tiene por objetivo ofrecer cursos de lenguas a la comunidad de Jaguarão y de la ciudad vecina de Rio Branco, en Uruguay. El CEL Letras ofrece muchos cursos, como, por ejemplo, los cursos de alemán, inglés, esperanto, italiano, francés, lengua brasileña de señas, portugués, latín y español. Por lo tanto, esta presentación tiene por objetivo reflexionar sobre el curso de Español A1(básico) y A2 (intermedio) en el CEL Letras, de UNIPAMPA , campus Jaguarão, en los siguientes aspectos: organización curricular y elaboración de materiales didácticos

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