Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    QUEM LÊ UM CONTO, COSTURA UM PONTO: UMA PROPOSTA DIALÓGICA ENTRE AS DISCIPLINAS TÉCNICAS E PROPEDÊUTICAS NO CURSO TÉCNICO EM VESTUÁRIO

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    Este artigo apresenta uma vivência do projeto de extensão ‘Quem lê um conto, costura um ponto: uma proposta dialógica entre disciplinas técnicas e propedêuticas no Curso Técnico em Vestuário”, desenvolvida em 2013, e que teve como objetivo a interlocução entre a área técnica do Curso e as disciplinas de Língua Portuguesa, Espanhol pelo viés da literatura. O projeto buscou, também, despertar o interesse pela literatura de uma turma do sexto ano da escola adjacente ao Campus, bem como das alunas voluntárias e bolsista inserindo-os ao universo literário das línguas materna e estrangeira. A metodologia considerou a leitura e análise dos contos e o uso de técnicas de contação de histórias.  Os resultados demonstraram que o trabalho interdisciplinar mediado pela literatura oportunizou uma relação mais holística entre os conteúdos técnicos e os das disciplinas propedêuticas envolvidas no Projeto. Observou-se que as atividades desenvolvidas a partir do texto literário converteram a recepção dos contos selecionados em um processo lúdico que possibilitou aos alunos expressarem o seu entendimento não só dos textos como de mundo. Concluiu-se que os projetos interdisciplinares mediados pela literatura podem otimizar a aprendizagem, ao eliminar fronteiras entre as áreas de conhecimento. Ademais, a transversalidade da literatura incrementa as habilidades de compreensão escrita, ao criar espaços onde os recursos linguísticos e estéticos possibilitam ao leitor apropriar-se do texto. Palavras-chave: Interdisciplinaridade. Literatura. Vestuário

    LOS INTELECTUALES EN LOS LEVANTAMIENTOS SARAVISTAS DE 1897 Y 1904 Y SU CONTRIBUCIÓN A LA CONSTRUCCIÓN IDENTITARIA DEL PARTIDO NACIONAL.

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    Los levantamientos saravistas de 1897 y 1904 son forman parte constitutiva de la historiografía nacional uruguaya, por un lado porque significa el fin de una época de insurrecciones que caracterizaron los primeras décadas del país, y por otro, porque la derrota del movimiento blanco por parte de las fuerzas del gobierno de Batlle y Ordóñez significa el ingreso del Uruguay al siglo XX y la consolidación del modelo pro-capitalista impuesto desde la capital. Esta ponencia se propone reflexionar en torno a aquellos intelectuales que contribuyeron directa o indirectamente a la construcción épica de los levantamientos saravistas y la consolidación de Aparicio Saravia como héroe nacionalista. Estudiar la participación de intelectuales como Florencio Sánchez, Luis Alberto de Herrera, Javier de Viana o Carlos Roxlo en estos levantamientos constituyen una oportunidad de no solamente analizar con mayor profundidad aquellos elementos que constituyen la base de la construcción identitaria del Partido Nacional durante el siglo XX , sino también reflexionar en torno a una posible relativización de la afirmación de que estos conflictos armados fueron conflictos entre los doctores de la ciudad y los hombres del “campo”

    IDENTIDADE CULTURAL E TRANSNACIONALISMO NA FICÇÃO DE JOSÉ EDUARDO AGUALUSA

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    Esta comunicação analisa o projeto ficcional do escritor angolano José Eduardo Agualusa destacando duas linhas de força de sua produção literária: a identidade cultural e o transnacionalismo. Trata-se, de um lado, de produção que pensa o processo de construção da identidade angolana, entrelaçando política e cultura. Neste âmbito, estão em jogo passado e presente, ficção e história, memória e esquecimento, num espaço de tensão, conflito e ambivalências. O espaço para a criação literária aqui é o da metaficção histórica, responsável pela renovação da literatura angolana dos últimos trinta anos. De outro lado, é um projeto transnacional, de ligação – historicamente tramada – entre Angola, Brasil e Portugal. Este segundo fenômeno pode ser percebido pelo deslocamento e viagens dos personagens, além da trama histórica articulada pelo colonialismo, responsável pela sobreposição de diferentes espaços geográficos. Assinale-se, ainda, a associação entre a trajetória de vida do autor à sua produção ficcional, marca da literatura angolana depois dos anos 60, ou seja, a da conexão entre vida e obra. Tal fato põe em relevo o compromisso de todo escritor africano pós-colonial, voltado para a construção de uma “solidariedade transnacional”, período posterior ao da afirmação da idéia de nação livre, independente. A metodologia utilizada para o estudo desta segunda vertente realiza uma espécie de exame geográfico da experiência histórica. É um campo filiado ao comparatismo literário que examina ideias, formas, imagens e representações postas em circulação pelo imperialismo/colonialismo. A revisão da história e a construção da identidade revelam, em síntese, duas facetas do projeto ficcional do autor: a herança do colonialismo, característica da obra de vários autores africanos, e a aposta no futuro, como continuidade de um processo que resultou da mescla de identidades e culturas como um fenômeno global. Palavras-chave: Literatura angolana; Agualusa; Ficção

    SEREIAS DE PAPEL: DIÁLOGOS POÉTICOS EM MARES DENSOS – UMA LEITURA DAS OBRAS DE CECÍLIA MEIRELES, SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN E ORIDES FONTELA.

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        Proponho que as imagens simbólicas contam a história de sua semanticidade.  Desde minha tese, tenho refletido sobre o fato de uma obra poética constituir o testemunho vivo de uma forma de pensar o mundo e a poesia. Nessa medida, justifica-se a pertinência da pesquisa com as imagens. Observar a forma como a linguagem se articula para compor as imagens e produzir sentidos evidencia a presença do que tenho denominado narrativa mitopoética. Firmando-se como a história revelada no jogo semiótico das imagens, a narrativa mitopoética conta-nos o caminho percorrido pelas imagens na obra do poeta, mostrando quando elas deixam de ser puramente perceptivas e passam a ser significativas. A análise da narrativa mitopoética permite observar como este pensamento se construiu e o que concorreu para que ele se formasse no âmbito das obras estudadas. Para explorar estas possibilidades investigativas, proponho um diálogo entre as obras das poetisas Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner Andresen e Orides Fontela. Tenho convicção de que na área da Literatura e da Crítica literária, a reflexão teórica deve conduzir a uma compreensão mais profunda da Arte e de seu papel no mundo. A investigação filosófica sobre a formação de uma teoria das imagens no estudo da poesia encontra nas obras destas poetas fórum para um debate produtivo.

    (RE)CONOCIENDO LA HERENCIA AFROARGENTINA: CASILDO G. THOMPSON Y LA RESISTENCIA POETICA

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    A comunicação (Re)conociendo la herencia afroargentina: Casildo G. Thompson y la resistencia poetica objetiva apresentar um breve panorama sobre os esforços empregados em apagar marcas da negritude na Argentina, principalmente em Buenos Aires. O silenciamento sobre a herança negra dos argentinos ocorreu, por diversas vezes, de forma estrutural, tendo o Estado como principal apoiador; no entanto, há que se reconhecer a existência de figuras que não se renderam à força opressora e invisível que procurava varrer as evidências da contribuição negra para a cultura e a história do país. Assim, é importante citar poetas como Mateo Elejalde e Horacio Mendizábal, bem como os payadores Gabino Ezeiza, Luis García Morel e Higinio Cazón. Para os fins da comunicação aqui proposta, será dada maior atenção a Casildo Gervasio Thompson (1856-1928), exemplo de uma voz negra potente e poética. Embora reconhecido como um dos principais escritores afro-argentinos, não há muitas informações disponíveis a seu respeito, assim como é difícil encontrar textos de sua autoria. Isto, por si só, já é um indicativo da pouca atenção dispensada a quem, em tese, nem sequer deveria constar entre aqueles autorizados a produzir literatura. Felizmente, apesar das dificuldades, há um poema do autor cujo acesso é relativamente mais fácil: Canto al Africa (1878). Utilizando de uma linguagem lírica e narrativa, Thompson retrata os horrores vividos pelos negros, fala de um forte sentimento de pertencimento à África e de um desejo de comunhão entre os homens. Os comentários sobre o poema serão feitos em cotejo com a sua tradução para o português, Canção para a África, que foi produzida pela aluna como atividade avaliativa da disciplina eletiva de Literatura Afro-Latino-Americana, ministrada pela Prof. Dra. Liliam Ramos, no primeiro semestre de 2018, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

    VESTÍGIOS MEMÓRIAS DE AFRICANIDADE: INTERCONEXÕES ENTRE O TRIÂNGULO ATLÂNTICO (11ª BIENAL DE ARTES VISUAIS DO MERCOSUL) E O ROMANCE PONCIÁ VICÊNCIO, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

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    O artigo abordará o conceito de vestígios memoriais, tendo por base os estudos de Zilá Bernd (2013) e Jeanne Marie Gagnebin (2009), e suas manifestações na 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul e no romance Ponciá Vicêncio (2003), de Conceição Evaristo. A temática da presença negra no Brasil, evidenciada no romance Ponciá Vicêncio, também foi destaque na 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, realizada de 06 de abril a 03 de junho de 2018, em Porto Alegre (RS). Ao enfocar o Triângulo do Atlântico, a 11ª Bienal apontou os holofotes para a importância da contribuição dos povos africanos e indígenas na colonização do Brasil, realizando uma releitura e demonstrando que os europeus não estavam sozinhos e o quanto essas populações foram desconsideradas e subjugadas em suas culturas. A população negra, brutalmente retirada do seu contexto, transportada para outro continente em condições sub-humanas e submetida à escravidão, tema da 11ª Bienal, dialoga com a narrativa de Conceição Evaristo, uma vez que imagens e linguagem literária permitem revelar vestígios, rastros, fragmentos de um passado de exploração dos povos africanos introduzidos no Brasil pelo regime escravocrata dos colonizadores. É importante mencionar que o ano de 2018 marca os 130 anos da abolição da escravatura brasileira, fato que não modificou de forma significativa o olhar direcionado à população negra, pois o racismo e o preconceito ainda persistem nas atitudes cotidianas e se refletem diretamente nas relações sociais, culturais e econômicas no contexto brasileiro. A bienal e o romance se tornam linguagens culturais acessíveis no presente e estão povoadas de vestígios e rastros capazes de fornecerem campo fértil para discussões a respeito da presença do negro como ser social e cultural, de inegáveis contribuições na construção da sociedade brasileira

    LAS MUJERES DE LOS SABERES: ESCREVIVÊNCIAS NEGRAS NA COMARCA DO PAMPA

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    Angel Rama (1982), ao analisar os processos culturais em desenvolvimento na América Latina e pensar os espaços culturais formados através dos contatos entre diferentes povos, propõe o conceito de comarca cultural e afirma que, no subcontinente, haveria pelo menos quatro comarcas: caribenha, andina, amazônica e do pampa. Na acepção de Panitz (2010), define-se comarca do pampa a partir da produção e circulação de material cultural pela região caracterizada pelo bioma (vasto horizonte, vegetação de pequeno porte), clima frio, compartilhamento do mate, ritmo da milonga, imigração europeia como política social de branqueamento da população, localização distante dos grandes centros políticos, econômicos e culturais, entre outros exemplos. Já o pesquisador Jérome Branche (2003), que também tem uma proposta de América Latina integrada culturalmente, ao refletir sobre quando, onde e como surgiria uma consciência negra latino-americana, apresenta o conceito de malungaje, uma aproximação de solidariedade e afeto entre pessoas negras frutos da diáspora forçada pelo tráfico negreiro e pela exploração desumana de pessoas escravizadas. Para exemplificar a malungaje na comarca do pampa, esta discussão analisa duas antologias de poemas de escritores/as negros/as que publicaram suas escrevivências (EVARISTO, 2016) neste mesmo território e, curiosamente, no mesmo ano – 2016: Pretessência, do grupo Sopapo Poético de Porto Alegre/RS e Tinta. Poetas afrodescendientes, promovido pelo MIDES – Ministerio de Desarrollo Social do Uruguai. A partir do poema La mujer de los saberes, de Graciela Leguizamón, propõe-se uma discussão sobre os saberes das mulheres negras do pampa no que tange a questões de consciência negra, contexto histórico, religiosidade, memória ancestral e sexualidade

    SKETCHES BY BOZ DE CHARLES DICKENS – UMA ANÁLISE DESCITIVA DE TRADUÇÃO

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    A presente pesquisa propõe  uma análise descritiva de Sketches by Boz (1836),  primeira obra publicada do escritor inglês Charles Dickens (1812 - 1870) e de sua tradução para o português do Brasil.  O livro é composto de sketches e contos a respeito do cotidiano e a   tradução é de Marcello Rollemberg, com o título Retratos Londrinos (2003). Várias obras de Dickens foram traduzidas no Brasil. Grandes escritores – entre eles, Machado de Assis –, traduziram o escritor inglês; contudo, curiosamente, Sketches by Boz, apesar de sua importância por ser a primeira obra do autor, foi traduzida para a língua portuguesa somente em 2003, cento e quarenta e dois anos após ter sido publicada a primeira tradução de Dickens para o nosso idioma. Os textos de partida e de chegada serão analisados sob a ótica dos Estudos Descritivos da Tradução (DTS), da Teoria dos Polissistemas (Even-Zohar, 1978) e conforme esquema Lambert & Van Gorp (1985). Nessa pesquisa serão investigados elementos relacionados ao processo de criação do tradutor, que, conforme os Estudos Descritivos da Tradução, tais elementos podem ser de cunho histórico, social, assim como questões relacionadas ao mercado editorial e à disseminação de obras traduzidas.   Palavras-chave: Sketches by Boz. Charles Dickens. Estudos descritivos da tradução. Análise descritiva.

    O TRABALHO COM A LÍNGUA SOB UMA PERSPECTIVA DO GÊNERO TEXTUAL: RELAÇÃO ENTRE PESQUISA E ENSINO

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    O ensino de língua sob a ótica do texto e do gênero textual é uma prática ainda recente, no entanto, já vem apresentando resultados satisfatórios também nas escolas brasileiras, principalmente na região sul, onde trabalhamos e temos tido contato com essa realidade. A abordagem da língua por meio de gêneros possibilita trabalhar tanto com a capacidade leitora, quanto com a de produção oral e escrita do aluno (MARCUSCHI, 2008, 2010; SCHNEUWLY, DOLZ, 2010). Considerando essas condições, o presente estudo tem como objetivo refletir sobre o ensino da escrita no fundamental, bem como socializar o projeto elaborado e aplicado por nosso grupo de pesquisa em um oitavo ano de uma escola municipal, cujo escopo foi trabalhar o gênero crônica. Com base no modelo didático de gênero, desenvolvido por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2010), o gênero selecionado foi apresentado e contextualizado, depois, propomos a produção inicial e, com uma leitura atenta dos textos produzidos pelos alunos, construímos os três módulos que nortearam esse ensino. Aplicados os módulos, finalizamos a proposta com uma produção final. A análise dos resultados da atividade, especialmente dos textos produzidos, mostrou que o ensino de língua via gênero textual motiva o aluno a escrever, fazendo-o refletir sobre o processo de escrita à medida que procura sanar as dificuldades encontradas nesse projeto comunicativo, como dizem Dolz, Gagnon e Decândio (2010), nessa prática social. A proposta de ensino da escrita apresentada é uma das atividades desenvolvidas pelo grupo de pesquisa da UFPEL intitulado Estudos da linguagem e da língua sob uma perspectiva da Interação Verbal, integrado por acadêmicos bolsistas e voluntários da graduação e da pós-graduação, além de professoras universitárias de duas IES

    TIERRA DE CAUDILLOS

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    Rastrear la historia es en definitiva un reencuentro con nosotros mismos, porque en cada  hombre que recorrió estas cuchillas indomables de la frontera está impresa nuestra identidad. En este vasto territorio casi desértico de la frontera Uruguayo-brasileña, marcado por ondulantes cerros de pasturas interminables y montecitos agrestes recostados mansamente sobre los cauces somnolientos de las cañadas y ríos pequeños del Cerro Largo prolongado en  una inmensa pradera que se pierde casi azul a la vista de Aceguá al norte,  es el escenario natural de las luchas, los pensamientos,  los desvelos irrealizados de los hombres a caballo, cuyas lanzas, fusiles y balas aún resuenan en ecos perdidos entre los montes da fronteira Es objetivo de este trabajo, la búsqueda de aquellos hombres que movidos por la única exaltación en su empeño de un mundo posible, dejaron atrás sus intereses personales, y fueron detrás de la figura del  caudillo entregando algo más que su vida en el intento. Qué hace de un hombre de campo, un vecino de todos, convertirse en el emblema de una lucha insurgente en un territorio indomable. Buscaba la paz como fundamento sostenible  y sin embargo nunca pudo esquivar  la guerra. Hombre de palabra, amigo del gauchaje convertido en huestes, supo granjearse el afecto de quienes lo conocieron; admirado, respetado, controvertido, pasional, no siempre querido, Aparicio Saravia encarna sin lugar a dudas, al hombre fuerte en las horas de difíciles controversias y desánimos

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