Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    Perspectivas do trabalho criativo entre artesãs e designers no Maranhão contemporâneo.

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    Este relato pretende apresentar algumas percepções vivenciadas, a partir da relação do trabalho criativo entre artesãs e designers no Maranhão contemporâneo. As reflexões partem do trabalho de pesquisa realizado com artesãs que trabalham no beneficiamento da fibra do buriti e os profissionais designers pesquisadores e provindos de instituições. Neste contexto observamos dimensões de troca e cooperação, permeadas por novos desdobramentos, significados e enraizamentos

    Mulheres imigrantes no mercado de trabalho: políticas públicas, ações comunitárias, proteção legal e integração social

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    O objetivo da pesquisa é mapear o fluxo migratório das mulheres imigrantes haitianas no mercado de trabalho no Rio de Janeiro, através de ações desenvolvidos pelo Cáritas RJ, que é um programa de atendimento à refugiados, com mulheres imigrantes. Além da pesquisa bibliográfica, outro método escolhido será a Observação Participante - etnografia, para entender as necessidades e dificuldades como políticas de apoio, questão geracional, feminismo, entre outros. A escolha da pesquisa sobre imigração tem relevância na atualidade e retrata a dificuldade que os imigrantes têm enfrentado no mundo, com políticas contra a imigração, a xenofobia e racismo, em especial as mulheres imigrantes haitianas. Neste contexto, o trabalho propõe observar a ação comunitária, na busca da inserção social das mulheres no país. A imigração compreende uma realidade abrangente, que envolve mais do que movimentos populacionais de entrada num dado país, e atravessam questões em relação ao sentimento de não pertencimento, invisibilidade e de diáspora. Talvez a dificuldade para as mulheres imigrantes entrarem no mercado de trabalho esteja na falta de políticas públicas. Se não há uma política de inserção das mulheres no Brasil como as mulheres imigrantes serão inseridas no contexto social e econômico? Na abordagem teórica comparece o mapeamento do empoderamento, por meio das ações de empreendedorismo desenvolvidas pelo Cáritas RJ, em um esforço entre política pública e privada, para que as mulheres imigrantes possam recomeçar suas vidas com acesso ao mercado de trabalho local

    UM OUTRO OLHAR: as experiências oleiras das comunidades das margens do rio Itacuruçá em Abaetetuba - PA.

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    Nesse trabalho levanta-se a premissa de que a produção jurídica, estabelecida no plano internacional sobre dignidade da pessoa humana, direitos humanos, proteção integral da criança e a concepção de trabalho infantil é fruto de uma racionalidade hegemônica geradora de universalidades e indivisibilidades, iniciada com o descobrimento das Américas, que invisibiliza saberes e tradições locais como as vivenciadas na região amazônica pelas comunidades oleiras das margens do Rio Itacuruçá em Abaetetuba-Pa. Como estratégia de superação dessa invisibilidade se adota a opção descolonial como outro olhar, e nesse viés se buscará o diálogo teórico fomentado pela crítica pós-colonial, tendo por base o repertório de pesquisas inaugurado na América Latina pelo Grupo Modernidade/Colonialidade/Descolonialidade (M/C/D), mormente os difundidos por Walter Mignolo uma das principais figuras do Pensamento Decolonial, visando evidenciar a resistência cultural dos povos ribeirinhos insertos no cenário amazônico

    BIOgeografias Como Perspectiva Epistêmica das Artes Visuais Descoloniais Fronteiriças

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    As produções no Brasil sempre passaram por tendências! Na arte, nas suas diferentes possibilidades, não é diferente! Na produção artística, na teoria e na crítica sobre a arte, e no ensino de Arte sempre estivemos ancorados em tendências vindas de lugares alheios às realidades brasileiras. Tendências sempre são passíveis de existência! Na arte, na cultura e no conhecimento sempre irão, dos e nos diversos lugares, haver tendências de pesquisas, práticas, mesmo no ensino de Arte que migram de lugares para lugares. Graças às memórias, histórias, experiências, sujeitos, espaços e narrativas particulares – Bio-sujeitos, geo-espaços, grafias-narrativas = Biogeografias –, teremos infinitas tendências na arte, na cultura e no conhecimento emergentes de tempos em tempos infinitamente. No século XXI a rapidez das tendências é cada vez maior! E no Brasil as tendências sempre encontram lugares aninhadores! O que mostra diferenças em relação à perspectiva histórica em e de vários lugares. Logo, cada paisagem biogeográfica precisa de uma espécie de tendência para ser compreendida no contexto onde emerge enquanto arte. A ideia deste trabalho é discutir, sem ser tendência, na arte, na cultura e nos conhecimentos, nas biogeografias de Mato Grosso do Sul-Brasil, os postulados teóricos e de teorias e artísticos emergentes contemporâneos ou os mantidos para pensar a arte, a cultura e os conhecimentos locais, desde a modernidade (séculos XV/XVI), ainda que MS só fosse criado quando dividido de Mato Grosso em 1977. Tomo das epistemologias culturais (Estudos de Culturas) consolidadas nos lugares emergentes latinos para pensar os fazeres artísticos. Pois, das produções teóricas e artísticas de lóci com paisagens biogeográficas outras é possível estabelecer reflexões teóricas e artísticas da arte, cultura e conhecimento de Mato Grosso do Sul, por exemplo, que não são tendências migrantes, mas são divergentes das paisagens clássicas e/ou modernas insistentes na cultura brasileira desde 1500

    Educação e cultura em debate para o ensino de arte subalterno

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    Este estudo originou a partir da disciplina de “Arte, Cultura e Educação na Formação Docente com perspectivas dos Estudos de Culturas”, do Mestrado Profissional em Educação, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) na Unidade Universitária de Campo Grande (UUCG). O qual objetiva a partir de narrativas e ensaio crítico-biográfico sobre o entendimento de Arte, Cultura e Educação, desmitificar o pensamento moderno europeu como saber científico universal, embasadas em Souza (2002), Hissa (2001) e Hall (2016). E presentar uma possibilidade de ensino e aprendizagem em arte, considerando a cultura local como fonte de conhecimento, e desse modo analisar o Referencial Curricular da Rede Municipal de Ensino de (REME - 2008), em específico as ementas curriculares de Artes Visuais, da cidade de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul (MS) e as reformulações apresentadas na Base Nacional Curricular Comum (BNCC). E que após reflexões bibliográficas consideramos que o ensino de arte está formulado no pensamento moderno europeu, mas que a partir de novas epistemologias, a produção local também torna-se saber científico, uma vez que este considera as especificidades culturais a qual está inserido

    O Ensino das Artes na Escola Indígena Wakõmēkwa: diálogos entre os agentes sociais e a cultura tradicional

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    Esse estudo é resultado de uma pesquisa que está sendo realizada na Escola Indígena Wakõmēkwa, da Aldeia Riozinho Kakumhu, localizado no estado do Tocantins, por meio de procedimentos metodológicos da observação participante, de cunho etnográfico. Após observações in loco, verificou-se que o grupo de professores almejam atividades de capacitação e de formação continuada, no sentido de (re)vitalizarem a cultura do povo Xerente na comunidade, objetivando a ressignificação da identidade tradicional. Assim, a pesquisa tem como objetivo desenvolver o ensino de arte numa dimensão educativa, de modo que possa contribuir para um diálogo intercultural, pluriétnico e plurilíngue, a partir da experiência artística como prática social na escola indígena Wakõmēkwa. Acreditamos que os alunos, por meio de uma experiência artística, podem ser protagonistas e criadores de um trabalho que estabeleça um diálogo entre a arte e cultura. Os autores que sustentam as discussões teóricas perpassam pelos estudos de Aguirre (2009), Lagrou (2013), Moreira e Candau (2014), bem como os documentos oficiais que regulamentam a Educação Escolar Indígena. Durante visitas técnicas, identificamos as demandas da escola e percebemos que a memória das tradições indígenas na comunidade Riozinho Kakumhu está “esquecida” e sem registros, o que indica uma possível perda da identidade dos povos que nela estão. E a escola, por meio das artes, pode ser o caminho para desenvolver ações pedagógicas visando à revitalização cultural e identitária do povo Xerente, por meio de diálogos entre seus agentes e a cultura tradicional. Desse modo, pretendemos auxiliar os professores da escola em suas práticas educativas na escola, por meio de produção de materiais didáticos-pedagógicos e oficinas, para o estímulo da revitalização da cultura Xerente

    FORMAÇÃO LEITORA E ESCRITORA: sujeitos que leem, contam e encantam na Formação inicial e Continuada.

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    O trabalho tem como objetivo analisar os dados preliminares de uma pesquisa realizada em escolas públicas da região metropolitana de Belém do Pará pautada nas narrativas e nas produções (performances das práticas de leitura, escrita e de contação de histórias) dos docentes de modo a criarem condições para que também contassem outras versões das respectivas histórias no processo de ensino-aprendizagem nos Anos iniciais. O tipo de pesquisa selecionado foi a Observação participante, posto que se estabeleceu uma parceria com os sujeitos de maneira propositiva. Os principais momentos da pesquisa foram as seguintes: apresentação das diversas possibilidades de histórias a partir do que os docentes já tinham, contavam ou liam para os alunos; observação e filmagem de como eram contados, lidos, apresentados os diferentes objetos de leitura presentes nos contextos; estudos com a equipe a respeito das estratégias de trabalho envolvendo os materiais e como as performances conseguiam potencializavam os temas tratados, em especial, do modo como cada profissional conduzia as atividades posteriores aos momentos de leitura e de escrita/reescrita dos textos. As equipes eram divididas sempre na dinâmica das diferentes escolas valorizando a diversidade cultura da Amazônia paraense, os materiais distribuídos pelo MEC (PNAIC) e o cotidiano das escolas. Os resultados preliminares revelam para além do que discutíamos, a articulação das atividades propostas pelo projeto e as práticas já desenvolvidas pelos professores favoreceram: ampliação do repertório das crianças, independentemente, dos níveis de apropriação do sistema de escrita alfabética; os docentes potencializaram ao longo das oficinas e minicursos suas competências leitoras e escritoras (muitos criaram histórias com seus colegas de estudo do projeto). Isso evidenciou o quanto a pesquisa pode favorecer aspectos que também dialoguem com a extensão e com o ensino em espaços formativos que se constituem nas relações com os sujeitos

    A Cultura Alimentar e os Reflexos de um Aprisionamento da Condição Social.

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    Primeiramente: Comer é um ato político! Mas somente para quem pode escolher o que comer! Segundo: A alimentação é um direito humano. Comer é uma atividade central, porque cedo se torna a esfera onde se permite alguma escolha. O pensamento antropológico da alimentação diz que o comportamento relativo à comida revela repetidamente a cultura. Comer! Comer é natural, é cotidiano. O que, como e quando comemos caracteriza respostas culturais a contextos sociais, políticos, econômicos, étnicos, ambientais e morais. A globalização respinga uma nova forma de constituir alimentação. O fio condutor entre alimentação e cultura parece limitar-se ao nível biológico, que coloca o alimento com foco nos nutrientes, porém um enfoque nas ciências sociais amplia o olhar para a relação do alimento enquanto componente de vida e do viver em sociedade. Assim, os hábitos e práticas alimentares produzidos historicamente se transformam em hábitos culturais que integram o viver coletivo. Considera-se também que existem hábitos e práticas alimentares advindas de um sistema capitalista e, portanto não constituem um caráter homogêneo. Há diferentes modos de estabelecer a alimentação e a comida, a estratificação da mesa e do gosto produz efeitos sobre a condição social da pessoa que se reduz a possibilidade de escolha alimentar em uma espécie de aprisionamento da condição social. A preferência alimentar transmite mais que a utilização do alimento, um estabelecimento de uma preparação culinária, temperada, saboreada que estabelece identidade social. Alimenta-se e alimentar ao próximo é uma das maiores riquezas quando pensamos em constituição de relações sociais

    Rede Carioca de Rodas de Samba e o fomento a economia criativa: Estudo de caso da roda Time de Crioulo

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    Impulsionados por um movimento musical de amplitude internacional, profissionais do samba - músicos e produtores artísticos-culturais - criaram a Rede Carioca de Rodas de Samba (RS) em 2014, cujo objetivo é dotar as rodas de samba de sustentabilidade econômica, garantir melhores condições de realização dos eventos para os artistas e para o público, assim como aprofundar a articulação entre os profissionais do samba e os profissionais de outras áreas da economia cultural-criativa no Rio de Janeiro. A rede se configura nos dias de hoje como objeto de estudo fundamental quando se levantam discussões a respeito dos rumos das produções de roda de samba na capital carioca. Entende-se que sua atuação como fornecedora de suporte inicial aos pequenos empreendedores culturais é imprescindível para o impulsionamento da economia criativa carioca. Sendo assim, o presente artigo busca esclarecer, através de pesquisa de campo na roda de samba “Time de Crioulo” no bairro da Glória – RJ e de bibliografia especializada, que relação os conceitos de cultura e economia criativa estabelecem nas rodas de samba da rede. Para uma melhor compreensão do tema especificado, estudos de Ana Carla Fonseca Reis (2006; 2008; 2009), Leandro Valiati e Gustavo Moller (2016) serão abordados a título de embasamento teórico

    Os Festivais de Cinema Indígena no Brasil

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    O presente trabalho visa o mapeamento dos Festivais de Cinema Indígena existentes no Brasil e, a partir dos dados gerados, discutir de que maneira esses eventos influenciam e potencializam a produção audiovisual indígena em território brasileiro. Para tal, pretendemos, a princípio, refletir de que forma o contexto de globalização e sua íntima relação com o aparato audiovisual gera mecanismo de produções outras, que, neste caso, refere-se à produção protagonizada por indígenas. De modo que também analisaremos o que é o Cinema Indígena. E por fim, a investigação da lógica dos festivais na indústria cinematográfica latino-americana para identificar quais são as especificidades dos festivais mapeados

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