Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
Not a member yet
1178 research outputs found
Sort by
OS QUINZE ANOS DA LEI 10.639/03: Realizações e Perspectivas no Contexto da Formação de Professores
O objetivo da presente pesquisa é investigar a importância da efetiva inserção das questões afro-brasileiras no currículo dos cursos de Letras da UENP e na formação de professores, por meio de disciplinas eletivas/obrigatórias, salientando que a lei Nº 10.639/03 está em seu décimo quinto ano de implementação. Tal lei tornou-se recorrente em trabalhos acadêmicos, grupos de pesquisa, discussões em fóruns, congressos entre outros, e tem suscitado diferentes posições. Focados em particular na formação de professores, mais especificamente, do curso de Letras, debruçamo-nos sobre pontos atinentes à inserção de componentes obrigatórios na Matriz Curricular do referido curso, que contemplem questões afro-brasileiras, de modo a proporcionar conhecimentos aos professores em formação, que em seu campo de trabalho, serão possíveis agentes de transformação, uma vez que cabe ao professor não apenas ensinar o conteúdo específico de sua disciplina, mas tratar de assuntos, dentre os quais o racismo, que perpassam o universo escolar, repudiando qualquer forma de preconceito. Fato é que o currículo, indubitavelmente, ocupa papel central nessas discussões por ser, desde a sua constituição, um campo de constante disputa por diferentes grupos sociais, à medida que pode contribuir para a dominação e manutenção de privilégios e ideologias pelos grupos até então dominantes. Tendo por base os pontos arrolados, neste trabalho, para atingir o objetivo explicitado ira-se utilizar da aplicação de questionários nas turmas formandas dos cursos de licenciatura em Letras Português Inglês e Português Espanhol oferecidos na Universidade Estadual do Norte do Paraná, no Campus de Jacarezinho/PR, que permitirá analisar a efetividade da aplicação da referida lei na matriz curricular dos cursos supracitados. Por fim, esperamos fortalecer discussões em torno de uma descolonização curricular é uma maneira de contribuir para um novo olhar acerca dos povos africanos e afro-brasileiros na formação histórica, artística, social e cultural do país
A juventude no samba de roda: experiências de pesquisa junto ao grupo de samba mirim Juventude do Iguape
O trabalho compartilha experiências junto ao grupo de samba de roda mirim Juventude do Iguape, formado por jovens sambadores da comunidade quilombola de Santiago do Iguape, distrito de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. O grupo integra uma rede mais ampla composta por outros grupos de samba de roda mirim; um movimento recente e de grande potência para a manutenção das práticas que integram o samba de roda do Recôncavo Baiano. Alguns sambas de roda mirins foram fundados por mestres e mestras há mais tempo, frutos das tradicionais práticas de transmissão oral dos saberes do samba de roda às novas gerações, entretanto, cabe reconhecer que com as políticas de patrimonialização do samba de roda, desde 2004, as iniciativas de formação de sambas mirins ganharam impulsão e outras configurações práticas e institucionais, principalmente a partir de ações específicas iniciadas em 2012. Através do compartilhamento das experiências junto ao grupo de samba mirim Juventude do Iguape busco caminhos descolonizados – empíricos e epistemológicos - para ampliar os olhares sobre a produção artística de uma juventude sambadeira, que também é negra, rural e quilombola; implicando, portanto, em discussões necessárias sobre diversidade cultural. Consequentemente, percepções etnográficas atentas às atuações desta juventude podem contribuir para reflexões sobre determinadas políticas culturais e políticas públicas para juventude, seus possíveis alcances e limites
Ensaio sobre estéticas descoloniais em América Latina
Esse ensaio tem como estrutura traçar um panorama das estéticas descoloniais através da análise das expressões artísticas que tiveram como palco o território latino-americano. Essa análise nos permitirá de evidenciar as expressões e práticas culturais dentro da sua diversidade e os arquétipos espaciais típicos dentro da sua ressignificação temporal. A necessidade de criação e busca por novos campos epistemológicos traduzem o movimento histórico das movências culturais latino-americanas e a justaposição de temporalidades, práticas e a confluência de conhecimentos. Podemos encontrar um cenário de resistência e de fronteiras sócio-históricas subvertidas, principalmente no que se refere à realização de manifestações artísticas e culturais e a sua capacidade de invenção e relativização. Esse ensaio tem por objetivos trazer uma reflexão sobre a construção de espaços culturais e a desconstrução de um olhar único e dominante para definir as práticas artísticas. A análise e o questionamento epistemológico do movimento trans-histórico latino-americano desenha um panorama da história das produções artísticas provenientes de práticas e invenções do quotidiano e da elaboração de espaços temporários de reivindicação e contestação a partir de exposições, performances, festivais, etc. A ideia de subverter um imaginário geopolítico e uma ordem cartográfica do mundo (mesmo que inicialmente a partir de dinâmicas locais) consiste em um ponto central desse trabalho
“O que temos nós mulheres que atrai tanta violência” A Mediação Penal de Gênero como método de tratamento de conflitos
Sabe-se que o conflito é inerente aos seres humanos, ou seja, o conflito é um potencial transformador, eivado de construções sociais, identidade, reconhecimento e historicidade. Diante de tal premissa, a presente pesquisa, através do método de abordagem hipotético-dedutivo, instruída por uma análise procedimental bibliográfica promove discussões a respeito da violência contra a mulher no Brasil, no sentido de implementar uma proposta complementar ao processo penal, como o método de tratamento de conflitos da Mediação Penal de Gênero, qual seja um mecanismo contributivo para a emancipação e o empoderamento da mulher no que concerne ao combate às naturalizações de estereótipos e estigmatizações nas relações entre os gêneros. Portanto, a pesquisa demonstra a imprescindibilidade da aplicabilidade da mediação como política pública identitária e de reconhecimento em prol de uma cultura de paz e da concretização da cidadania da mulher, tendo em vista a importância da desconstrução de padrões misóginos, patriarcais, machistas e opressores sob o segmento social, pois a construção da cidadania feminina na seara das discussões de gênero se dá através do empoderamento e da emancipação feminina
Clarice e Macabéa: representações do bios e da morte
Este trabalho visa elaborar um perfil ficcional da escritora brasileira Clarice Lispector, fundamentado no recorte epistemológico crítico biográfico fronteiriço (NOLASCO, 2015), teorização cunhada por Edgar Cézar Nolasco no texto “Crítica biográfica fronteiriça”. Para tal, realizaremos uma leitura eminentemente de caráter bibliográfico, relendo A hora da estrela (1997), romance em que Clarice narra, através do escritor Rodrigo S.M., a história de uma jovem nordestina de Alagoas, criada pela tia, na cidade do Rio de Janeiro. Em um primeiro momento, buscaremos abordar a figura da intelectual Clarice à luz dos postulados de Edward Said na obra Representações do intelectual (2005), bem como a política na escritora. Além disso, buscaremos articular esta relação crítica e intelectual com o bios da escritora na esteira das reflexões de Eneida Maria de Souza em Janelas indiscretas (2011). Vale salientar que esta discussão emerge da fronteira-Sul, que é tanto territorial quanto epistemológica, e está atravessada por nossas sensibilidades biográficas (NOLASCO, 2015) enquanto sujeitos que pensam e articulam uma leitura acerca da escritora brasileira a partir deste lugar. Como resultado, espera-se contemplar a figura da intelectual, distanciando-a das imagens atribuídas a ela e à sua obra como “literatura de mulherzinha”. Esse texto respalda-se em teóricos, dentro outros, como Edgar Cézar Nolasco, Eneida Maria de Souza, Walter Mignolo, Edward Said, Silviano Santiago e Nádia Battella Gotlib. Algumas obras que contribuirão para a discussão proposta aqui são: CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS, Crítica cult (2002), Janelas indiscretas (2011), Representações do intelectual (2005), Histórias locais/projetos globais (2003), A louca da casa (2004), Clarice uma vida que se conta (2010)
Amarelo, a cor da fome epistêmica de Carolina Maria de Jesus
No dia 20 de abril de 2017, em uma palestra realizada na Academia brasileira de letras o professor de literatura, Ivan Cavalcanti Proença, disse que a obra de Carolina Maria de Jesus, não pode ser literatura. Esse trabalho tem o interesse de discutir a obra “O Quarto de despejo” enquanto produção intelectual que causa controvérsias aos axiomas imperialistas presentes no campo da literatura e que gera controvérsias quanto a sua validade como uma obra literária. Carolina Maria de Jesus, era uma mulher, negra e periférica, ou seja, não se enquadrava nos axiomas de homem, branco, advindo de uma sólida formação intelectual e nascido no continente europeu. Essas características fizeram com que a autora sofresse e continuasse a sofrer em pleno ano de 2017, no centenário de seu nascimento , algumas resistências de setores que reproduzem a lógica axiomática citada no campo literário
Arte, Escola, Corpo e Descolonização de imaginários - uma questão sensório-afetiva
O trabalho apresenta análises de parte das vídeo-gravações do projeto de formação continuada de professores de arte ‘Encontros de Ludicidade e Infância’, do Laboratório de Pesquisa e Extensão CONAC (UFT). Tal projeto compreende: 1 - elaboração e discussão de planos de ensino para o componente curricular arte, com professores das redes estadual (TO) e municipal (Palmas) de ensino; 2 - desenvolvimento das aulas com crianças com idades entre 04 e 10 anos; 3 - discussão dos resultados e metodologias das aulas assistidas pelos professores e desenvolvidas pelo autor deste trabalho. O recorte que interessa a esse estudo é explicitar como o ensino de arte na educação básica, desde a perspectiva da Composição Poética Cênica para ensino de teatro, em desenvolvimento no Brasil pelo autor, pode se configurar como espaço oportuno para a descolonização das práticas corporais cotidianas (posturas, gestos, ações, modos de existir) e como as intervenções estéticas (teatrais) incentivam, via corporeidade, a descolonização do imaginário (Silvia Rivera Cusicanqui). Esse caminho teórico se apresenta em diálogo com a ‘desobediência epistêmica’ (Walter Mignolo), mas caminha em direção ao ‘desrespeito epistêmico’, e busca o senso comum como conhecimento emancipatório (Boaventura de Sousa Santos); ainda, se ancora em uma noção de Cultura(s), entendida simultaneamente como estrutura e como processo (Ernest Boesch). Conclui-se que a inserção da arte como componente curricular obrigatório na educação básica deveria construir caminhos para se aterrar a percepção (Tim Ingold), desobrigando o(s) conhecimento(s) de sua extrema valia voltada para a racionalidade. Tal fato, provavelmente, revalorizaria as dimensões e naturezas não hegemônicas dos modos de construção de conhecimento. Com essa revalorização espera-se a reorganização das sensações pessoais de confiança em relação ao ‘mapa do eu-posso’ (Juliano Sampaio) e do poder de ação simbólica da pessoa (Ernest Boesch), incluindo-se aí o que se entende por conhecimento e por modos de conhecer
Memórias do Trabalho da Leveza: as Experiências dos Mestres e Mestras nas Artes de Miriti (Abaetetuba-PA)
O presente trabalho analisa experiências vividas em memórias construídas e narradas por mestres e mestras da artesania do miriti do município de Abaetetuba, no Pará, os quais transformam partes da folha e do fruto da palmeira Mauritia flexuosa, popular miritizeiro, em brinquedos, cestarias, bijuterias, chapéus e outros objetos artísticos e artesanais. Detentores de saberes de um ofício tradicional na Amazônia Brasileira, homens e mulheres em circuitos de tradições orais e culturais reproduzem e traduzem cotidianamente relações de trabalho, sociabilidades, conflitos e disputas nas diversas esferas da vida. Abaetetuba emerge como lócus da pesquisa porque a história da cidade se confunde com a própria história da produção, comercialização e circulação dos famosos brinquedos de miriti. Ali se constituiu um dos centros de produção dos brinquedos de miriti mais conhecidos da Amazônia Oriental, registrado como patrimônio cultural do Estado do Pará. Neste texto, cruzando a Etnografia com a História Oral enfatizam-se análises a respeito das relações constituídas entre os mestres e mestras da arte em miriti e o ente público Municipal, Estadual e Federal percebidas nas interpretações do vivido narradas pelos (as) mestres (as). Visa construir interlocuções entre as narrativas dos (as) artesãos (ãs) e a proposta epistemológica dos estudos culturais e pós-coloniais no que tange a dialética da luta cultural e a leitura do processo histórico a partir da experiência cotidiana dos diferentes agentes e suas relações de confrontações, entrelaçamentos, negociações e empréstimos recíprocos. Por fim, assinala a importância de se compreender que na cultura a experiência dos diferentes sujeitos, ou grupos sociais, ou instituições onde estes agentes se encontram, travam relações de troca e sociabilidade, força e poder no âmbito das práticas sociais construídas no dia a dia por homens e mulheres que fazem a história acontecer e movimentam o processo histórico local e regional. Palavras-Chave: Amazônia; Memória; Miriti; Trabalho; Memorias del Trabajo de la Leveza: las Experiencias de los Maestros y Maestros en las Artes de Miriti (Abaetetuba-PA) El presente trabajo analiza experiencias vividas en memorias construidas y narradas por maestros y maestras de la artesanía del miriti del municipio de Abaetetuba, en el Pará, los cuales transforman partes de la hoja y del fruto de la palmera Mauritia flexuosa, popular miritizeiro, en juguetes, cestas, bisutería , sombreros y otros objetos artísticos y artesanales. Los hombres y mujeres en circuitos de tradiciones orales y culturales reproducen y traducen cotidianamente relaciones de trabajo, sociabilidades, conflictos y disputas en las diversas esferas de la vida. Abaetetuba emerge como locus de la investigación porque la historia de la ciudad se confunde con la propia historia de la producción, comercialización y circulación de los famosos juguetes de miriti. En este texto, cruzando la Etnografía con la Historia Oral se enfatizan análisis acerca de las relaciones constituidas entre los maestros y el público, las maestras del arte en miriti y el ente público Municipal, Estadual y Federal percibidas en las interpretaciones de lo vivido narradas por los (as) maestros (as). Se pretende construir interlocuciones entre las narrativas de los artesanos y la propuesta epistemológica de los estudios culturales y postcoloniales en lo que se refiere a la dialéctica de la lucha cultural y la lectura del proceso histórico a partir de la experiencia cotidiana de los diferentes agentes y sus relaciones de confrontaciones, entrelazamientos, negociaciones y préstamos recíprocos. Por último, señala la importancia de comprender que en la cultura la experiencia de los diferentes sujetos, o grupos sociales, o instituciones donde estos agentes se encuentran, traban relaciones de intercambio y sociabilidad, fuerza y poder en el ámbito de las prácticas sociales construidas en el día a día por hombres y mujeres que hacen la historia suceder y mueven el proceso histórico local y regional. Palabras clave: Amazonia; memoria; miriti; trabaja
O Cordel em Sala de Aula
Este trabalho tem como objetivo apresentar uma experiência com o uso de sequência sobre literatura de cordel em turmas do ensino básico. Foram trabalhados vários gêneros literários como mitologia, poema e cordéis de autores consagrados. Esta proposta situa-se numa perspectiva educacional interdisciplinar com Artes e História voltada para a leitura e o trabalho com folhetos na sala de aula. Apontamos e discutimos algumas metodologias de trabalho com a literatura, como elementos importantes para a efetivação de experiências com um gênero da literatura popular. Desse modo, a presença da literatura popular em sala de aula, mais especificamente a literatura de cordel, além de revelar as características desta produção cultural, permite aos envolvidos, refletirem sobre a cultura popular, sua realidade, sua própria identidade
LÍNGUAS INDÍGENAS AMEAÇADAS, POR UM PROTAGONISMO INDÍGENA – discussões e resultados iniciais
O Programa intitulado Línguas Indígenas Ameaçadas: Por um Protagonismo Indígena, foi coordenado pela professora Edineia Aparecida Isidoro e teve como principal objetivo fortalecer e valorizar as línguas indígenas Tupari, Makurap e Kampé do tronco Tupi, família Tuparí. Essas línguas encontram-se em situações de usos diferenciados. Este projeto foi desenvolvido no ano de 2013 a 2014, e seus desdobramentos continuam, ainda hoje, nos estudos da língua Tuparí. Este artigo tem por objetivo descrever a experiência realizada pelo projeto de pesquisa e seus desdobramentos. Por ser um relato de experiência terá como característica metodológica a descrição das as atividades e a reflexão sobre a prática, de forma dialógica. Para embasar os trabalhos de campo foram realizados estudos sobre as línguas indígenas do Brasil utilizando o Referencial Curricular Nacional para escolas Indígenas, além de estudos Isidoro (2006), Gonçalves (2010), Caspar (1959). Estes estudos serviram para compreender melhor a realidade das línguas indígenas no Estado de Rondônia e no Brasil, assim como, mesmo de forma inicial, a situação sociolinguística das línguas indígenas Tupari, Makuráp, Kampé. Como atividades iniciais realizamos oficinas na Terra Indígena Rio Guaporé e Rio Branco, com a participação da assessora na área de linguística. Foi possível desenvolver oficina com os professores indígenas, alunos da escola e membros da comunidade. Além das línguas da família linguística Tuparí e trabalhamos, também, com as línguas Ajuru e Aruá. Gravamos um corpus de mais de cem palavras, transcrevemos o corpus da língua Makurap e os outros dois ficaram como demanda. Paralelo a esta oficina os alunos orientados por nós e pelos professores indígenas e não-indígenas presentes trabalharam com as ilustrações do material. Percebemos que estas atividades foram o início de um longo trabalho que deve ser protagonizado pelos professores indígenas e trouxe demandas importantes para futuros trabalhos.O Programa intitulado Línguas Indígenas Ameaçadas: Por um Protagonismo Indígena, foi coordenado pela professora Edineia Aparecida Isidoro e teve como principal objetivo fortalecer e valorizar as línguas indígenas Tupari, Makurap e Kampé do tronco Tupi, família Tuparí. Essas línguas encontram-se em situações de usos diferenciados. Este projeto foi desenvolvido no ano de 2013 a 2014, e seus desdobramentos continuam, ainda hoje, nos estudos da língua Tuparí. Este artigo tem por objetivo descrever a experiência realizada pelo projeto de pesquisa e seus desdobramentos. Por ser um relato de experiência terá como característica metodológica a descrição das as atividades e a reflexão sobre a prática, de forma dialógica. Para embasar os trabalhos de campo foram realizados estudos sobre as línguas indígenas do Brasil utilizando o Referencial Curricular Nacional para escolas Indígenas, além de estudos Isidoro (2006), Gonçalves (2010), Caspar (1959). Estes estudos serviram para compreender melhor a realidade das línguas indígenas no Estado de Rondônia e no Brasil, assim como, mesmo de forma inicial, a situação sociolinguística das línguas indígenas Tupari, Makuráp, Kampé. Como atividades iniciais realizamos oficinas na Terra Indígena Rio Guaporé e Rio Branco, com a participação da assessora na área de linguística. Foi possível desenvolver oficina com os professores indígenas, alunos da escola e membros da comunidade. Além das línguas da família linguística Tuparí e trabalhamos, também, com as línguas Ajuru e Aruá. Gravamos um corpus de mais de cem palavras, transcrevemos o corpus da língua Makurap e os outros dois ficaram como demanda. Paralelo a esta oficina os alunos orientados por nós e pelos professores indígenas e não-indígenas presentes trabalharam com as ilustrações do material. Percebemos que estas atividades foram o início de um longo trabalho que deve ser protagonizado pelos professores indígenas e trouxe demandas importantes para futuros trabalhos