Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    A tonada Palhaço: comicidade ritual presente na Danza de Tijeras da Sequia Tusuy, em Puquio – Peru

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    Neste trabalho investigo a tonada Palhaço, presente no extenso repertório dos Danzantes de Tijeras, que no povoado de Puquio, nos Andes de Ayacucho competem representando a um ayllu (bairro) ou a uma família quechua. A Sequia Tusuy (Festa da Água) acontece no mês de agosto e setembro, momento do ano que marca a subida dos Auquis (velhos sábios sacerdotes indígenas) escolhidos pela comunidade até o ponto mais alto da cordilheira, nas huacas ou lugares sagrados para trazer a “água nova”. Nesta festa os Danzantes de Tijeras realizam o chamado atinanakuy, repertório completo de sua dança, que começa no terceiro dia de festa por volta das quatro da manhã e termina ao redor do meio dia. A dança tem por volta de trinta variações ou momentos musicais e o mesmo número de blocos de dança. Cada dançante tem seu apu protetor e um lugar sagrado: uma catarata, uma lagoa, uma nascente, onde ele, seu arpista e seu violinista recebem a energia, o ânimo, o encanto e a melodia para bailar e fazer música. A tonada Palhaço é o único momento cômico desta jornada ritual em dança. Trata-se de jogos grotescos, jocosos e divertidos onde o público se torna protagonista. Na perspectiva teórica aparecem em destaque antropólogas (os), artistas e mestres (as) indígenas como: Lucy Nuñez, Rodrigo Montoya Rojas, Ana Correa, John Murra, Juan Tincopa Calle e José Maria Arguedas. A pesquisa faz parte do meu período de doutorado co-tutela no Peru, no curso de Antropologia da Universidad Nacional Mayor de San Marcos

    Escavar, descobrir e aprender: a arqueologia no processo de ensino-aprendizagem na Educação Básica

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    Resumo A disciplina História, na Educação Básica, tem como objetivo a análise das relações humanas desde o período da Pré-História até o período da decadência do Império Romano. O estudo sobre a Pré-História e a Antiguidade dos povos da Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma é distante cronologicamente e geograficamente da realidade dos estudantes brasileiros. Por este motivo, é um grande desafio para os professores de História o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem dessas temáticas. Por estes motivos, o objetivo deste trabalho é investigar e apresentar práticas docentes que, apesar do excesso de abstração para o desenvolvimento dos estudos históricos, que explorem em sala de aula projetos, atividades e práticas pedagógicas que auxiliem o conhecimento histórico sobre a pré-história e a antiguidade, tendo como base as experiências arqueológicas e a multiculturalidade no processo de aprendizagem.   Resumen La disciplina Historia, en la Educación Básica, tiene como objetivo el análisis de las relaciones humanas desde el período de la Prehistoria hasta el período de la decadencia del Imperio Romano. El estudio sobre la Prehistoria y la Antigüedad de los pueblos de Mesopotamia, Egipto, Grecia y Roma es distante cronológicamente y geográficamente de la realidad de los estudiantes brasileños. Por este motivo, es un gran desafío para los profesores de historia el desarrollo del proceso enseñanza-aprendizaje de esas temáticas. Por estos motivos, el objetivo de este trabajo es investigar y presentar prácticas docentes que, a pesar del exceso de abstracción para el desarrollo de los estudios históricos, que exploten en el aula proyectos, actividades y prácticas pedagógicas que auxilien el conocimiento histórico sobre la prehistoria y la antigüedad, teniendo como base las experiencias arqueológicas y la multiculturalidad en el proceso de aprendizaje.     1. Introdução A disciplina História, para os alunos do sexto ano do Ensino Fundamental, tem como objetivo a análise das relações humanas desde o período da Pré-História até o período da decadência do Império Romano. O estudo sobre a Pré-História e a Antiguidade dos povos da Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma é distante cronologicamente e geograficamente da realidade dos estudantes latino-americanos. Por isso, este trabalho tem como objetivo discutir de que maneira o conhecimento histórico sobre a pré-história e a antiguidade pode ter como suporte experiências arqueológicas e a multidisciplinaridade no processo de aprendizagem. 2. Desafios da arqueologia na sala de aula É um grande desafio para os professores de História o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem dessas temáticas. O excesso de abstração para o desenvolvimento dos estudos históricos é um grande desafio para estudantes que estão em processo de adaptação no decorrer do primeiro ano do segundo segmento do Ensino Fundamental. A estruturação de textos, com cópias em quadros e exposição de imagens não são suficientes para a formação dos alunos de sexto ano. Por isso, atividades lúdicas são alternativas para o melhor desenvolvimento dos discentes. A impossibilidade de realizar visitas técnicas a sítios arqueológicos, que apresentam indícios da história dos povos estudados pelos alunos neste ano escolar, dificulta a possibilidade de desenvolver o processo ensino-aprendizado. Por isso, a proposta deste projeto é criar o ambiente artificial para que o aluno possa compreender a formação do saber histórico acerca dos povos estudados. Além disso, ao experimentar os estudos arqueológicos, os estudantes percebem a importância do diálogo entre o conhecimento de diversas disciplinas para a produção do conhecimento. Para tanto, faz-se necessário a criação de conexões de conteúdos entre a disciplina de História e das outras disciplinas escolares. 3. Metodologia: A discussão proposta neste trabalho parte da experiência das atividades realizadas no projeto “Arqueólogos do Saber”, que foi desenvolvido no ano de 2017, na Escola Municipal Frei Gaspar, localizada no bairro de Vargem Grande, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como público alvo estudantes do sexto ano do Ensino Fundamental. Os estudantes participaram da criação de sítios arqueológicos artificiais para facilitar o processo de aprendizagem. Tivemos como foco que os discentes fossem os principais protagonistas deste processo de ensino-aprendizagem. Sendo assim, o professor mediador não foi o executor dos processos metodológicos. No primeiro momento, os alunos receberam uma lista de materiais e foram orientados pelo docente a como se comportar no decorrer do projeto e quais os acessórios que poderiam ser usados, exclusivamente, no decorrer de cada etapa do projeto. Na primeira etapa de execução, os alunos montaram, artesanalmente, com o uso de plásticos e barbantes, tendas artesanais para a eventual proteção do sol e da chuva. Posteriormente, os alunos cavaram o espaço que estava destinado à horta da escola e não seguia este propósito. Posteriormente, reproduziram sítios arqueológicos. Cada uma das três turnas envolvidas fez a escavação e a montagem separada das demais em espaços delimitados pelo professor responsável. O momento de escavação foi executado coletivamente pelos integrantes dos grupos. Para êxito da proposta, os estudantes foram orientados a não escavarem o local preparado pelo próprio grupo. Cada área arqueológica foi separada por quadrantes e os alunos separaram o material encontrado em cada quadrante em sacos plásticos diferentes. Foi exigido de cada estudante a produção de um caderno de campo que descreva o que foi feito a cada dia. Após serem separados, os artefatos foram levados para serem limpos e catalogados, seguindo os parâmetros estabelecidos pelo Núcleo de Estudos Arqueológicos da Universidade Federal de Pernambuco. Após serem limpos e, em alguns casos, reconstituídos, os estudantes criaram nas salas de aula um espaço para exposição do material arqueológico escavado. No decorrer do processo de escavação, foi abordada, em sala de aula, temáticas, como por exemplo: a influência humana no meio ambiente, a importância dos vestígios humanos para a História, a formação do solo, as técnicas de datação em Carbono 14 e Fotoluminescência. Além disso, formas de produção de fogo, cerâmica, vidro e outros indícios comumente encontrados em sítios arqueológicos serão abordados. Ao término das escavações, os estudantes tiveram uma breve apresentação sobre as formas de pinturas rupestres. Em seguida, produziram pigmentos e participaram de uma oficina de pinturas rupestres que foi feita em espaço escolar

    FORMAÇÃO INICIAL NA AMAZÔNIA PARAENSE E OS DESAFIOS DO SÉCULO XXI

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    O trabalho tem como objetivo analisar os dados preliminares de uma pesquisa realizada com alunos de um curso de licenciatura que passaram por um curso de “Vivências teatrais na Formação inicial docente” como um dos encaminhamentos para terem experiências de Contação de histórias e Mediação de leitura ainda durante o curso, mas já na relação com as escolas públicas das diferentes esferas na região metropolitana de Belém do Pará. As etapas envolveram a ampliação do repertório, participação em eventos culturais e científicos, estudos envolvendo as diferentes temáticas. Inicialmente, detiveram-se nos aspectos culturais que engendram a Contação de histórias e de Mediação de leitura, em especial, na Amazônia paraense a partir do levantamento das práticas de leitura considerando que ao longo do processo de colonização muitos direcionamentos educacionais foram de silenciar os saberes das populações. Em função disso, procura-se dar conta para trazer à tona como e os porquês os aspectos culturais dessas comunidades foram invisibilizados e questões como a oralidade distanciaram-se das discussões na formação. Nesse direcionamento, verificar como as agências de formação docente serviram de proliferação dos mitos que estigmatizam as variações da língua, a escrita em detrimento da oralidade, as manifestações culturais apenas detidas nas datas comemorativas, quando não dissipadas por completo sob o apelo da “incivilidade” dos povos conquistados. Para isso, são relevantes ainda na Formação inicial estratégias que valorizem o multiculturalismo, via o trabalho com as diferentes linguagens presentes para além dos muros da universidade dialogando com conhecimentos acadêmicos pata promover nos alunos da Educação Básica novas maneiras de construção de sentidos, sem desconsiderar as trajetórias. Assim, os resultados preliminares evidenciam que os licenciandos ao se depararem com experiências de formação articulando universidade e escolas de Educação Básica tendem a se engajar mais na docência, discutir e promover ações que avancem as práticas leitoras dos educandos

    Os direitos do outro sob uma óptica pós-colonial de interculturalidade

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    O paradigma eurocêntrico dos direitos humanos apregoa o discurso da heterogeneidade cultural, sem todavia esvaziar-se das bases ideológicas de poder e dominação. Dessa forma, o presente resumo rompe com a lógica colonial hegemônica e excludente, e propõe uma dialética ético-política da interculturalidade, problematizando as dinâmicas das relações culturais de gênero na atualidade. O objetivo do resumo caracteriza-se por propor a interculturalidade como resposta a uma perspectiva colonial ocidental de direitos humanos. Desse modo, instiga-se através da interculturalidade promover e impulsionar a diferença nas estruturas coloniais de poder, edificando novas compreensões, convivências, colaborações e alteridade. Portanto, essa lógica pós-colonial não tolera, nem incorpora o diferente dentro dos limites de um padrão pré-estabelecido de indivíduo. A lógica pós-colonial, nesse aspecto, vem criticar a visão multicultural de direitos humanos, a qual mantém e convive com a desigualdade social. Logo, através de um modo de raciocínio dedutivo, pesquisa qualitativa e bibliográfica, o estudo propõe o diálogo intercultural que torne visível a diferença e problematize a colonialidade do poder. Por conseguinte, a interculturalidade oferece o outro como paradigma para possibilitar a compreensão do pensar a partir do outro. Nesse sentido, a interculturalidade ultrapassa o discurso representando uma lógica, construída a partir da diferença. Com efeito, a pesquisa busca instigar a luta por reconhecimento das mais variadas identidades sob a perspectiva de gênero. Principalmente, diante das complexidades existentes nas relações sociais e das pluralidades de identidades, é necessário fomentar um diálogo que instigue o reconhecimento pelo outro, que proponha a alteridade e aceitação, para que não se torne apenas mais um discurso hegemônico reminiscente

    Parques públicos: não somente monocromos verdes, e sim policromos culturais

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    O presente estudo expõe questões sobre as diferentes funções e os objetivos que permeiam as visitações aos parques urbanos a partir de seus usuários, pontuando de maneira concisa as causas, tempo e questões culturais implicadas na escolha de centros verdes específicos. Investigam-se as perspectivas do lazer e turismo para o planejamento e construção histórico-social dos parques, apresentando seus aspectos e atividades com relação a urbe e as funções agregadas simbolicamente ao seu espaço

    Contra - paisagem da globalização: as imagens-argumento de Mario Bellatin e Manoel de Barros

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    Este material desenvolve o analise de algumas imagens convergentes na obra de Manoel de Barros e Mario Bellatin. Na “Matéria de poesia” e “Salón de belleza” os autores constroem uma contra-paisagem como critica ao processo de globalização que, aparentemente, dissemina imagens superficiais nas quais o ser humano se desconhece. Teremos como referencia critica e teórica os escritos de José Santos, César Rendueles e Frédéric Vanderberghe. O analise se fara com base na imagologia ou estudos de imagens, uma ferramenta interpretativa própria da literatura comparada. Como resultado, espera-se construir uma articulação de imagens-argumento que presentara-se como uma sorte de contra-paisagem frente à globalização imperante sobre a sociedade do século XXI. Entenda-se por imagem-argumento as construções verbais que, por meio dos sentidos (visuais, auditivo, gustativo, olfativo e tato), desestabilizam e problematizam as paisagens superficiais sobre os quais a globalização sustenta-se. Com esta investigação pretende-se desmantelar a estranheza frente às paisagens globalizadas

    DissemiNação do Brasil e Paraguai na identidade “brasiguaia”: um estudo de caso

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      Neste trabalho se buscou observar a construção de discursividades acerca dos indivíduos "brasiguaios" a partir da análise de reportagens do Jornal Gazeta do Povo de Curitiba. A imigração de um indivíduo ou grupo, não é apenas a chegada deste a um território, mas também a chegada de todo um aparato externo a esse indivíduo que faz parte de seu contexto de vida como a língua, a alimentação, as músicas e os costumes, então quando um indivíduo chega a um novo território ele não vem só, ele traz consigo toda uma bagagem que irá se misturar com o novo contexto ao qual irá ser inserido. Partimos desse ponto para analisar a forma como a construção de uma identidade "brasiguaia" apresentada em uma série de reportagens pelo jornal Paranaense, é constituída como identidade de fronteira a partir do conceito de disseminação.

    Cobertura jornalistica e mobilização de emoções: as mortes de Luis Alberto Spinetta e Gustavo Cerati nas páginas de Clarín e Página/12

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    Este trabalho tem como objetivo pensar e debater as formas de construção narrativa da imprensa escrita argentina na abordagem do rock nacional. Para observar os recursos editoriais, a espacialidade e a mobilização de memórias, identificações e emoções através da escrita propomos a análise de dois acontecimentos recentes que marcaram a sensibilidade roqueira nos últimos anos: as mortes de Luis Alberto Spinetta e Gustavo Cerati, dois grandes referentes do gênero no país. O rock nacional, um dos gêneros mais populares e representativos das culturas urbanas têm experimentado ao longo dos últimos 30 anos um processo de popularização na Argentina, processo este que desemboca em uma maior inserção deste tipo de produção musical em filmes, novelas, séries, jornais e revistas, além de uma vasta produção bibliográfica e acadêmica. Pretende-se levantar aqui alguns interrogantes como o valor simbólico atribuído ao gênero e aos músicos nos diários Clarín e Página/12 ao longo de um mês das mortes dos cantores, os elementos de validação e as convergências e divergência nas formas de abordagem de cada um dos jornais

    Novo Cinema Argentino: mobilidades de vertigens e clausuras perambulantes?

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    O trabalho ocupa-se em olhar de perto para as seguintes obras do chamado Novo Cinema Argentino (NCA): Rapado (Martín Rejtman, 1992) e Pizza, Birra, Faso (Adrián Caetano, Bruno Stagnaro; 1998). Os filmes considerados integrantes (e até mesmo precursores) do NCA reiteram a indefinição de rumo das personagens que se encontram permanentemente em trânsito, em perambulações circulares, sem jamais alcançar o ‘chegar’ e o ‘acomodar-se’. Aparentemente, tudo que lhes é facultado é apenas a possibilidade do vagar à margem da sociedade e do ‘si mesmo’. Considera-se que tanto os jovens de Pizza, Birra, Faso, quanto Lucio de Rapado, no espaço predominantemente noturno e urbano de uma Buenos Aires assolada por crimes e delitos, não vão a lugar algum, mas constituem o que propomos chamar de ‘mobilidades de vertigens’, num certo estado de transe incentivado por acúmulos de eventos. A partir dessa perspectiva, o presente estudo busca apresentar reflexões acerca: 1) das re-apresentações das políticas neoliberais e pós-ditatoriais na Argentina dos anos 90, como experiências estéticas que, em certa medida, ao olharmos atentamente, criticam e sugerem proposições, estruturações e leituras de um mundo aparentemente sedentário e em declínio; 2) da castração de pertencimento e da impossibilidade de fugas – restando-lhes permanecer à margem de, em reiteradas clausuras perambulantes; 3) das possibilidades do habitar como apropriação de um espaço estésico ou de uma paisagem anestésica, considerando as interações das personagens com os lugares físicos e sociais aos quais estão impositivamente expostas

    Cultura e Educação para as relações étnico-raciais: o marco legal da Lei 10.639/03

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    A Lei 10.639/03 é fruto da luta histórica de diversos movimentos sociais pela democratização da educação. O movimento negro, em especial, desde o início do século XX, reivindica o direito à educação básica pública e de qualidade para a população negra, o que implica direcionar esforços para uma transformação curricular na perspectiva de incorporar partes estruturantes da formação da sociedade brasileira, nomeadamente: o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil e a cultura negra. Decorridos 15 anos da sua promulgação, muitas experiências práticas e produções teóricas foram acumuladas em decorrência da sua implementação, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira nas escolas da Educação Básica. Essa temporalidade possibilita o compartilhamento de experiências que estão acontecendo pelo país, a fim de inspirar e fortalecer outros fazeres e saberes culturais e pedagógicos, à luz dos desafios socioculturais do nosso tempo. Fazendo valer a Lei 10.639/03, desde 2011, o Bloco de Samba Pega o Lenço e Vai, na periferia do município de Mauá, em São Paulo, assumiu o compromisso de contar a história do negro no Brasil por meio de suas lutas e movimentos organizados. A fim de problematizar temas candentes em relação à discriminação racial e ao preconceito na sociedade brasileira, o Bloco tem como missão difundir a história dos descendentes de africanos escravizados, a partir da alusão de líderes e personalidades negras (homens e mulheres), bem como expressões significativas que constituem o legado do negro brasileiro

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