Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura - CLAEC
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    O monumento Guerreiro Zulu e a cidade: um espaço de memória afro-brasileira em cena

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    Este artigo apresenta análises parciais de pesquisa de doutorado em andamento, que tem por objetivo analisar as contribuições de um monumento da cidade de Vitória, ES, para explorar a temática História e Cultura Afro-brasileira no ensino, em conformidade com a Lei 10.639/03. Após levantamento prévio, identificamos o monumento Guerreiro Zulu, localizado em frente à Assembleia Legislativa do estado do Espírito Santo. A obra é resultado do trabalho do artista plástico Irineu Ribeiro, criada com intuito de evidenciar a importância da cultura negra na formação capixaba. Para fundamentação teórica privilegiamos autores como Lefebvre (2001; 2016), Canevacci (1993), Paulo Freire (1993) entre outros que defendem a perspectiva dos estudos críticos. Seguindo direções da Geografia Cultural, numa abordagem da dimensão cultural do espaço, nos apoiaremos em autores como Zeny Rosendahl e Roberto Lobato Corrêa (2001). Espera-se com tal pesquisa contribuir com ações e propostas pedagógicas que reafirmem proposições da lei 10.639/03, sobre a importância da garantia do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos estabelecimentos educativos. Além de apresentar discussões sobre o potencial de espaços da cidade de importância histórica, étnica e de referenciais que, contemplam a vivência identitária do negro, no Espírito Santo. Acreditamos que essas reflexões podem abrir espaço para o reconhecimento de referências situadas no tempo e no espaço e, de certos elementos que são integrados na formação cultural da humanidade, mas que, nem sempre estão explícitos

    DESCOLONIZAR DA SUBJETIVIDADE MOLDADA ATRAVÉS DO CALENDÁRIO

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    RESUMO: Este trabalho pretende trazer ao debate o mecanismo eurocêntrico fundado na diacronia da história universal de base cristã. Para tanto, parte-se da ideia de como a subjetividade projetada desde o Norte global fora-nos incutida por meio de ferramentas como o cristianismo e o calendário. Para finalmente diagnosticar elementos diluídos na retórica moderna, os quais delineiam a subjetividade que emerge do projeto da modernidade. A partir de tais premissas, esboça-se um processo de desprendimento e descolonização que levam em consideração epistemologias outras que são hoje mais que urgentes para reparar, ainda que minimamente, a devastação promovida pelo projeto de uma civilização de morte a qual ameaça  a sobrevivência de espécies planetárias dentre elas a própria espécie humana (como temos visto nos últimos dias).

    Conto A caolha: estabelecimento de relação entre constituição de identidade e desfiliação social

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    Os processos de marginalização social ocorrem por meio de diversos fatores. Com isso, propõe-se uma reflexão acerca da exclusão social do sujeito, em decorrência da deficiência física. Essa reflexão faz-se relevante pelo fato de evidenciar uma das diferentes formas de apagamento social que decorre das relações entre sujeitos, relações essas que são imbuídas de poder e responsáveis pela desfiliação social. O presente trabalho é constituído por meio da pesquisa bibliográfica e tem como objeto de estudo o conto A caolha, de Júlia Lopes de Almeida. Pretende-se com esta reflexão, evidenciar as relações, às quais a personagem deficiente está exposta, presentes no conto A caolha, de forma a aproximar tais relações com a proposta de Stuart Hall (2006) a respeito das transformações identitárias que o sujeito passa por intermédio das influências do sistema cultural que o circunda, bem como à ideia de Robert Castel (1997) relativa ao processo desfiliação social, no qual o sujeito com deficiência encontra-se suscetível. Nessa perspectiva, o presente trabalho discute acerca da constituição identitária do sujeito e o processo de desfiliação social, a partir da deficiência

    Cultura e revitalização urbana: mudanças e permanências no centro tradicional de Belo Horizonte

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    A partir das últimas décadas do século XX, quando a preservação do patrimônio cultural ganhava maior relevância no Brasil, novas políticas urbanas começaram a emergir para requalificar centros históricos/tradicionais degradados, atribuindo-lhes funções atreladas à cultura. Desse modo, surgem novos equipamentos culturais voltados para o lazer e o entretenimento, em meio a espaços urbanos revitalizados visando a recuperação socioeconômica de determinados locais, com potencial para atrair pessoas de maior renda, de acordo com o poder público. Diante disso, pesquisou-se a revitalização de um antigo cinema de rua denominado Cine Brasil, situado no Centro de Belo Horizonte, cuja consequente reinauguração como espaço cultural, em 2013, foi um caso de experiência de renovação urbana através da (re)valorização simbólica do patrimônio cultural. A partir das representações contemporâneas capturadas nas entrevistas com diversos atores identificados em campo, analisou-se os efeitos do novo equipamento no espaço urbano revitalizado, possibilitando elencar mudanças e/ou permanências acarretadas nas dinâmicas locais com a chegada de um público consumidor de cultura. Os resultados apontam que a frequência pontual e esporádica desses novos usuários não está sendo capaz de alterar os usos populares cotidianos já consolidados na região.   Palavras-chave: Cultura; patrimônio cultural; áreas centrais; revitalização urbana

    UMA TRAVESSIA EPISTÊMICA FRONTEIRIÇA: dois lados ao Sul

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    Este trabalho tem como objetivo uma leitura da obra ‘Si me permiten hablar...’ testimonio de Domitila, una mujer de las minas de Bolivia (1999) transcrito e organizado pela brasileira Moema Viezzer a partir da noção de fronteira epistêmica. Para a leitura, utilizamos de uma metodologia bibliográfica pautada nos estudos descoloniais de críticos como Edgar Cézar Nolasco, Walter Mignolo, Boaventura de Sousa Santos, entre outros.  Ademais, buscamos estabelecer interrelações entre nosso bios e o de Domitila, desde nossos discursos de sujeitos da exterioridade, além de pensar e escrever a partir de loci subalternos nós na/da fronteira-sul do Brasil e Domitila Chungara de um acampamento mineiro na Bolívia, pensada por meio de nossa condição de divíduos que escrevem e vivem em um lócus geoistórico fronteiriço específico, o estado de Mato Grosso do Sul, fronteira seca com os países Paraguai e Bolívia. Palavras-Chave: Si me permiten hablar; fronteira-sul; Domitila Chungara; Bolívia; mineiros.

    O consumo de reggaeton antes e depois de Despacito pelos brasileiros

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    Uma análise do consumo do estilo de reggaeton pelos brasileiros, utilizando como recorte a cidade de São Paulo, para que a partir da maior cidade do país, podermos suprir as tentativas de explicação sobre a chegada deste estilo musical ao dia a dia dos brasileiros, que pelo fato de haver poucos trabalhos que tenham o interesse de entender social e culturalmente este consumo, podendo, por conta disso, se tornar uma referência para trabalhos que venham a falar do gênero e de sua relação antes e depois do fenômeno musical de Luis Fonsi e Daddy Yankke, a música Despacito, que não só dominou os hitsbrasileiros, mas do mundo todo, por isso, este artigo busca por meio dela entender seu impacto no consumo cultural brasileiro e se ela foi crucial para que o estilo se tonasse parte do repertorio do povo no país

    Comensalidade no Vale do Café fluminense: relações e identidades na comercialização da hospitalidade

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    O Vale do Café Fluminense é uma das regiões turísticas do Rio de Janeiro. Sua construção social se dá pelo legado da cafeicultura imperial praticada durante o século XIX. A formação da população do Vale do Café fluminense revela uma série de particularidades que influenciam diretamente em sua gastronomia. Por se localizar em uma região de fronteiras político-administrativa com os estados de Minas Gerais e São Paulo, o Vale do Café fluminense possui manifestações culturais que permitem análises sobre similitudes que ora integram, ora particularizam a região no conjunto do mosaico cultural do Sudeste brasileiro. Com o objetivo de trazer uma análise sobre a gastronomia do Vale do Café fluminense, a presente comunicação apresenta perspectivas ligadas aos traços culturais gastronômicos que se desvelam no conjunto da comercialização da hospitalidade local. Para a construção desta comunicação, lança-se mão de uma abordagem de cunho qualitativo, a preconizar técnicas de observação participante, além de entrevistas informais com roteiro baseado em formulário semiestruturado junto aos anfitriões e hóspedes nos municípios de Valença e Barra do Piraí. A análise dos dados é feita com base na identificação de traços históricos encontrados junto a bibliografias que versam sobre cultura do Vale do Café fluminense. Por fim, conclui-se que muito do que se convenciona como “comida mineira” é praticado na região, ainda que em meio a um conjunto de outros pratos que revelam os distintos matizes culturais dos povos que formam esta região

    FORMAÇÃO DOCENTE E SEXUALIDADE: AÇÃO EXTENCIONISTA NO CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA SABERES INDISPENSÁVEIS PARA FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL E CONTINUADA

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    A educação na Universidade Estadual de Goiás (UEG) pauta-se em um ensino de qualidade e gratuito e, em uma concepção de aprendizagem estruturada a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, na educação presencial e a distância. Neste contexto, a extensão é um dos pilares para o êxito e a excelência acadêmica na formação inicial docente. O Projeto de extensão Formação Docente e Sexualidade é uma atividade que transversa as questões relacionadas a diversidade existente no contexto escolar e na atuação docente em sala de aula em relação ao corpo, sexualidade e gênero e, contribui para a discussão, necessária, neste campo. É ministrado em dois polos de apoio presencial: Alexânia-GO e Pirenópolis-GO e, conta com 124 cursistas, distribuídas entre acadêmicos do curso de Pedagogia e professores das secretarias municipais de educação. A investigação estrutura-se dentro de uma abordagem qualitativa, com pesquisa bibliográfica e de campo para verificar como os saberes em relação ao corpo, sexualidade e gênero foram construídos pelos cursistas (acadêmicos do curso de pedagogia e professores das secretarias municipais) e, quais conhecimentos, desenvolvidos por meio de projetos de extensão, são necessários, para superar ou minimizar os conflitos a discriminação inerentes a estas temáticas, dentro do contexto escolar.   Palavras-Chave: Extensão; Formação Docente; Modalidade EaD

    Performatividade discursivo-afetiva do Conflito das Relações Sociais na Pós Modernidade objeto das Sessões de Mediação/Conciliação

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    O presente artigo apresenta o que pretendemos estudar no doutoramento em Estudos da Cultura Contemporânea. Propomos reflexões acerca de discursos trazido pelas partes numa Seção de Mediação, nova técnica implementada pela Política Nacional dos Métodos Adequados de Solução de Conflito (Resolução nº 125/2010 - CNJ), adotada pelo judiciário brasileiro. A técnica consiste em olhar para o conflito numa dimensão fenomenológica (PONTY, 1999), potencializando o empoderamento das partes para que busquem, pelo diálogo entender o arco das suas intencionalidades, num processo dinâmico, participativo e cognitivo com viés, inclusive, de emancipação da cidadania. A quebra da tradição do sistema judiciário – da cultura do conflito à cultura do diálogo – desfocando o olhar do que é homogêneo e estável, e, de certa maneira numa visão fucaultiana, ver além do discurso constitutivo da experiência trazido pelas partes. O judiciário busca exercitar uma visão contemporânea do conflito, entender o sistema de crenças e valores de cada sujeito, sua responsabilidade de ação e de interação social, sem que um prevaleça sobre o outro, mas como co-atuação despolarizada. Neste diapasão emerge como cenário os Centros de Mediação e Cidadania, que podem vir a ser percebidos e se tornarem fonte de formação ontológica do indivíduo, ou seja, um espaço interdisciplinar (indisciplinar) e multicultural colimado à produção de novos saberes. Possivelmente uma nova cultura que traz o diálogo como força motriz para o alcance de uma forma de vida performativa produtora de relações sociais e subjetividades. Em tempos de transformação e crise de valores identificar as expressões culturais por meio do acolhimento de suas narrativas, compreender a vida social das partes litigantes, reconhecer as identidades e diversidades culturais trazidas no discurso-afetivo das partes, e compreender os novos signos encapsulados e geradores desta sociedade tão líquida (BAUMAN, 2001) da qual somos expectadores e coadjuvantes, é a nossa pretensão

    POLÍTICAS DE VIDA E MORTE: A CULTURA DE DIREITOS HUMANOS NO BRASIL EM TEMPOS DE COVID-19

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    O presente estudo tem como escopo dialogar acerca das políticas de vida e morte considerando o contexto de pandemia no cenário brasileiro sob o olhar dos Direitos Humanos. De forma mais específica, questiona-se: é possível afirmar que Estado Brasileiro possui uma cultura de Direitos Humanos uma vez que presentes no cotidiano o controle da vida e morte dos cidadãos? Para além do biopoder idealizado por Michel Foucault que trata de doutrinar os corpos em sociedade, Achille Mbembe propõe uma releitura crítica em que os atores sociais não regulam apenas a vida, também detendo o poder sobre a morte: a necropolítica. É necessário lembrar que Direitos Humanos não se enquadram em uma bandeira ou categoria político-partidária ou se propõe a permitir impunidade de aplicação das leis. Para subsidiar as respostas, escolheu-se o método dedutivo referente à metodologia de abordagem, já para a metodologia de procedimento a pesquisa bibliográfica e documental, recorreu-se aos livros, jornais, entrevistas, entre outros. Os objetivos são: compreender como são articuladas a biopolítica e necropolítica a partir da disseminação da COVID-19 no Brasil; apurar qual o histórico e o desenvolvimento dos Direitos Humanos no âmbito interno e, por fim, determinar se é possível afirmar a existência ou a sua necessidade. Pretende-se alcançar como resultado entender por quais motivos há uma imensa dificuldade e mitigação para efetivar Direitos Humanos no Brasil e como caminha-se para a instalação de um governo autoritário e fascista (resultante de um vácuo de poder), daí surgindo, também, a importância do estudo para as ciências sociais, inclusive as aplicadas. As principais referências bibliográficas são Michel Foucault e seu crítico contemporâneo Achille Mbembe.   Palavras-chave: COVID-19; DIREITOS HUMANOS; BIOPOLÍTICA; NECROPOLÍTIC

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